domingo, 9 de octubre de 2011

Unidade na Diversidade: Candidatura para o Conselho de Arquitetos e Urbanistas do Brasil – Departamento de Goiás.

Unidade na Diversidade: Candidatura para o Conselho de Arquitetos e Urbanistas do Brasil – Departamento de Goiás.
Arq. Jorge Villavisencio


Hoje 28/Outubro/2011.


Parabéns aos arquitetos do Brasil, Parabéns a todos os arquitetos de Goiás!!! Sem duvida a disputa para as primeiras eleições para o CAU-GO. ficara marcado pelas disputas feitas em forma democrática. Para os ganharem as eleições têm a “responsabilidade” de levar nossa representação com muito trabalho e a ética que os arquitetos de Goiás têm depositado em Vocês. Agradecemos aos arquitetos de todo coração na confiança colocada em nos da Chapa 1 – Unidade na Diversidade por ter-nos outorgado mais do 1/3 dos votos válidos, agradecemos aos arquitetos a nível nacional por ter nos apoiado na nossa chapa. Viva os Arquitetos de Goiás, Viva os Arquitetos do Brasil.
Arq. Jorge Villavisencio.

O Texto:

Sem duvida a Arquitetura e os Arquitetos Brasileiros estão no momento mais importante da historia da arquitetura brasileira, varias décadas de lutas tem acontecido para a criação deste Conselho, ate que por fim no dia 30 de Dezembro de 2010 o Governo aprova a LEI 12.378/2010.
Como prevê a LEI, todos os Estados do Brasil inclusive no Distrito Federal, terá que funcionar no dia 1 de janeiro de 2012 o Conselho de Arquitetos e Urbanistas no seu Estado. As eleições serão no dia 26 de Outubro de 2011.

No Estado de Goiás se apresentam três chapas que concorrem para Conselho – CAU/Goiás, sobre isto gostaria de fazer algumas reflexões. Neste ano o destacado Arquiteto Haroldo Pinheiro, fez uma palestra para “todos” os arquitetos de Goiás explicando da importância deste Conselho, mais convicto de minhas visões e percepções de como os arquitetos goianos vem este processo, disse para Pinheiro “Aqui em Goiás somos muito complicados e vai ser muito difícil fazer uma única Chapa” (um ideal como já aconteceu em MG, DF, RJ, etc.), gostemos ou não gostemos é nossa realidade, e queda como ensinamento os diversos pontos de vista que temos sobre a arquitetura goiana, penso que temos que aprender a respeitar essa “diversidade” – lembrava das palavras do mestre o arquiteto Miguel Pereira sobre os arquitetos brasileiros “ ...a gente não é inimigo, somos adversários políticos”. Sem duvida Pereira nos leva a essa reflexão da maneira “aturada” que devemo-nos comportar.



Minha historia na participação neste processo e recente, se da inicio no 2006 – no Congresso Brasileiro de Arquitetos, realizada na cidade de Goiânia, era a primeira vez que participava como Conselheiro Superior do Instituto de Arquitetos de Brasil – IAB/GO. Fique muito sensibilizado que por primeira vez se realiza-se um evento de porte nacional e claro das palavras do Presidente do IAB/DN o arquiteto Gilberto Beleza ao dizer da importância da criação do CAU e claro no bom sentido de que se concretize na sua gestão – mais somos modernos porque geramos avance – e foi depois o atual Presidente do IAB/DN o arquiteto Gilson Paranhos que concretizamos o CAU.

Mais sem duvida no Congresso de Goiânia teve a grande chance de ouvir dentro do CBA e no COSU, as palavras que se concretizariam 5 anos depois, escutar personalidades da arquitetura brasileira como: Miguel Pereira, Lelé, Paulo Ormindo, Renato Rocha, Gilberto Beleza, Paulo Mendes da Rocha, João Suplicy, Demetre Anastassakis, Haroldo Pinheiro, Irã Taborda Dudeque, Cesar Dorfman, Luciano Caixeta, Gilson Paranhos, Napoleão Ferreira, Walfredo Antunes, Ruy Othake e tantos outros notáveis arquitetos que participarem no CBA/GO. Onde deixavam transparecer de forma límpida e contundente a importância da criação do CAU, sobre todo isso fique ávido por querer participar ainda mais de todo este processo do CAU. Mais fique muito incomodado pela baixa participação (em quantidade e não em qualidade) dos colegas arquitetos de Goiás neste importante evento (que agora aparecem – talvez por oportunismo), a final de contas tenho certeza que passarão muitas décadas para que outra vez em Goiania ocorra um novo CBA.

Então achei oportuno participar na Chapa No.1 – Unidade na Diversidade, talvez com o intuito de dar continuidade aos pensamentos que vinham do CBA de Goiânia. Os que participam da nossa chapa são:

A Equipe:
ANAMARIA DINIZ, ANTONIO LUCIO PINHEIRO, ATHOS RIOS, CARLA HERMANN, CARLOS BARBOSA, DANIEL FORTES, EDSON GOMES, HELVÉCIO GOULART, IVAN MACDOWELL, JANAÍNA FERNANDES, JOHN MIVALDO, JORGE VILLAVISENCIO, JULIANO FERREIRA, KÁTIA DO CARMO, LEÔNIDAS ALBANO, LUCÍDIO GOMES, MARCOS ARIMATÉA, NADIA DAHER, RENATO ROCHA, RONALDO PIRES, SHEILA DE PODESTÁ, WALTER GARCIA, TODOS OS ARQUITETOS NO ESTADO DE GOIÁS.



As Propostas:
CHAPA Nº 01 - UNIDADE NA DIVERSIDADE PARA O CAU GO


Em 30 de dezembro de 2011, a LEI que CRIA o Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU é sancionada (Lei 12.378/10). Este, certamente, foi o dia mais importante na história dos Arquitetos e Urbanistas brasileiros, até então atrelados a velhas estruturas burocráticas e autoritárias do Sistema CONFEA/CREAs. Um marco histórico na profissão, possibilitando as transformações que nós arquitetos sempre desejamos junto à sociedade: cidades com qualidade, habitações dignas, meio ambiente protegido, e defensa do nosso pleno exercício profissional com competência, ética e liberdade.


Em Goiás criamos o FOCAU - Fórum livre de discussão sobre o CAU- onde ocorreram palestras, discussões e reflexões de forma democrática. Neste momento único, os esforços e ideais pessoais, aliados a cooperação mútua proporcionaram o ambiente para a criação de uma Chapa que pudesse unir as diversidades existentes no exercício profissional, locais de trabalho, pensamentos e ideologias diferentes. Sempre com o foco no CAU e suas dificuldades iniciais de implantação. Assim, nasceu a CHAPA Nº 01, com a UNIDADE NA DIVERSIDADE

A CHAPA Nº 01 propõe uma gestão que não represente um grupo específico, ou mesmo os “velhos chavões políticos partidários” de mudanças ou do novo. Assim, Goiás poderá servir de exemplo para o Brasil, na construção de um Conselho forte e participativo, focado na melhoria da qualidade de nossa profissão, com a participação de todos os arquitetos e urbanistas e não somente uma diretoria eleita. Propomos uma gestão representativa, composta por participações e lideranças em décadas de luta por um Conselho Autônomo, finalizado com a criação do CAU.
O nosso compromisso será o de defender a participação de cada um dos Arquitetos e Urbanistas neste projeto de nação - o CAU BR. Comprometemo-nos a honrar a luta gloriosa pela implantação do CAU, justificando a dedicação de inúmeros colegas que desde 1958 estão construindo um projeto que deve representar a UNIDADE NA DIVERSIDADE. Propomos um conselho democrático, contemporâneo, eficiente, justo e digno da história da arquitetura brasileira. As propostas de lutas da CHAPA Nº 1 são muitas e devem ter a participação de todos na:
UNIDADE - na luta histórica do processo de criação do CAU, passando por todas as instâncias de superação e de lutas no Congresso Nacional, no Sistema CONFEA/CREAs. Propomos a união na implantação do CAU GO, com a participação democrática de cada arquiteto e urbanista goiano no processo de gestão;

DIVERSIDADE - na representatividade regional de Goiás, em todas áreas de atuação profissional, das entidades profissionais as de ensino superior, sem restrições ou preconceitos de grupos, criando espaço de discussão, produção e encaminhamento, através de instâncias institucionalizadas, por temas específicos e por regiões geográficas.


EXERCÍCIO PROFISSIONAL - com qualidade e ética para atender as necessidades da sociedade em todas as instâncias, favorecendo assim a ampliação do mercado profissional pela sua competência, divulgando os atributos positivos do profissional, fiscalizando e defendendo as atribuições profissionais mediante as práticas irregulares;


FORMAÇÃO - na participação da abertura de novos cursos e na reformulação do ensino, com foco na construção e proatividade em oficinas, pesquisas em obras, materiais, sistemas estruturais e construtivos, sempre com base nos conceitos da sustentabilidade; Ainda, a ampliação da carga horária dos cursos, estágio obrigatório e residência;


INOVAÇÃO - na promoção da arquitetura e urbanismo junto à sociedade, com responsabilidade social e ambiental; na agilidade da gestão e dos procedimentos de rotina do CAU; no incentivo aos concursos públicos e no envolvimento propositivo com a sociedade organizada, junto aos desafios do desenvolvimento econômico atual.


Contamos com a sua participação neste PROJETO e na sua CONSTRUÇÃO, pela UNIDADE NA DIVERSIDADE! VOTE CHAPA Nº 01


Vejam alguns os que apóiam nossa chapa



APOIO NACIONAL Nº 00 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE:
Remetente: Arquiteto MIGUEL PEREIRA (SP)
Prezado companheiro Renato Rocha
Tenho acompanhado com muita atenção o desenrolar da Campanha pela Implantação do Conslho de Arquitetura e Urbanismo , nos 27 Estados do País , e no Distrito Federal . Alegra-me saber que você , Renato Rocha , e Jorge Villavisencio , protagonizam a chapa que cativa a minha simpatia e a minha confiança . O IAB-GO tem sua história plantada no caminho da luta pelo CAU e saberá , muito bem , alimentar o espírito da cidadania e os limites do respeito , nessa prazerosa refrega eleitoral dos arquitetos brasileiros . Os companheiros das outras chapas não são nossos inimigos , mas sim , adversários que , como nós , saberão transformar o campo de batalha em um campo santo , campo de paz , onde as bandeiras desfraldadas serão aquelas da Profissão e da Arquitetura , comprometidas com um projeto de Nação , cujo futuro já começou .
Eu , meus caros Renato Rocha e Jorge Villavisncio ,
" Eu venho do fundo das eras ........quando o mundo mal nascia .
Sou tão velho e tão moço ............Como a luz de cada dia ".
Valho-me da genialidade de meu conterrâneo Mário Quintana para entender que a beleza dessa mensagem significa uma celebração ao sol , ao fogo ,
ao calor que não nos deixa envelhecer , inspirados nessa certeza imorredoura : o sol nascerá amanhã de manhã .
A chapa de vocês tem essa índole , esse calor que inspira o aconchêgo e a convivência solidária . Vocês vivem no coração do Brasil , no Planalto
Central , acostumados com o sentir cotidiano do pulsar da Nação .
Este é o meu 52º ano de acompanhamento dessa gloriosa luta pela implantação do CAU . Não sairei da trincheira .
Um grande abraço .
Miguel Pereira
PS. Miguel Pereira - Arquiteto, Preofessor FAU-SP, ex-Diretor da FUA-UnB, Representante Brasileiro na União Internacional de Arquitetos - UIACandidato à conselheiro Federal pela Chapa Paulista do CAU, ex- Presidente do IAB Nacional, e Pensamento Vivo dos Arquitetos Brasileiros na Criação do CAU.

APOIO NACIONAL Nº 1.000 - CHAPA nº1 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto LELÉ (BR): O Arquiteto
Prezado Companheiro Renato,
Finalmente, estamos realizando o sonho de tantas gerações de arquitetos que, como eu, lutaram pela criação do CAU.
Estou convicto de que os colegas da chapa Unidade na Diversidade liderada por você em Goiás, junto com o companheiro Haroldo Pinheiro no CAU/Br, saberão honrar os compromissos éticos e democráticos que devem inspirar a atuação do conselho digno e competente que desejamos.
O abraço do amigo,
João Filgueiras Lima - Lelé

APOIO NACIONAL Nº 02 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente:ARQ ROSANA FERRARI Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil de São Paulo -IAB SP
Prezado colega Renato Rocha
Parabéns pela composição da Chapa nº 1 – UNIDADE NA DIVERSIDADE, em Goiás!
Sabemos da luta dos amigos que a compõe, batalhando pela aprovação da Lei do CAU.
Tem nosso total apoio e votos de sucesso!!
Vamos para a implantação do CAU!
Abraços
Rosana Ferrari
Presidente do IAB SP

APOIO NACIONAL Nº 04 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto HAROLDO PINHEIRO (DF)
Recebam meu abraço, extensivo aos demais colegas que os acompanham no entusiasmo de fundar o CAU em Goiás e no Brasil.
Como vocês, continuo participando desta causa e espero que estejamos juntos no momento que já se avizinha: tornar real o projeto de Conselho de Arquitetura e Urbanismo pelo qual tanto nos dedicamos, ao lado de tantos colegas - ilustres e anônimos - que nos inspiraram e nos acompanham.
E como sua Chapa convoca, saberemos construir Unidade na Diversidade: um Conselho democrático, contemporâneo, eficiente, justo e digno da história da arquitetura brasileira.
Sucesso!
Cordialmente,
Haroldo Pinheiro.
PS. HAROLDO PINHEIRO é arquiteto do Instituto Habitat com o Mestre LELÉ, foi 2 vezes Presidente Nacional do IAB, uma das pessoas mais importantes na Criação do CAU e candidato à Conselheiro Federal da Chapa Única do CAU DF

APOIO NACIONAL Nº 05 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto GILBERTO BELLEZA (SP)
Prezado Renato, quero expressar meu apoio a voce e aos colegas da chapa Unidade na diversidade, que tanto lutaram pela aprovação do CAU. Sou testemunha de seu empenho e luta por nosso Conselho próprio.
Gilberto Belleza
PS. GILBERTO BELLEZA é arquiteto paulista, professor da FAU Mackenzie SP, 2 vezes Presidente do IAB SP, Ex-Presidente Nacional do IAB, pessoa fundamental no processode criação do CAU e candidato a conselhieor na chapa paulista estadual

APOIO NACIONAL Nº 06 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto MARCUS LIMA (CE) - Presidente IAB CE
Caro Renato Rocha e colegas do IAB-GO,
desejo sucesso nas eleições que se aproximam. Todo o reconhecimento ao esforço, ao empenho e ao conteúdo que você imprime ao processo de independência dos arquitetos do Brasil. Viva o CAU!
Marcus Lima
IAB-CE

APOIO NACIONAL Nº 07 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto DEMETRE ANASTASSAKIS (RJ) - Arquiteto referência em Arquitetura de Interesse Social e Ex-Presidente do IAB RJ e do IAB Nacional
Arquitetos & Urbanistas de Goiás!
Chegou a hora de elegermos os primeiros conselheiros estaduais e federais, que irão, historicamente, dirigir a instalação do nosso Conselho de Arquitetura e Urbanismo.
Conhecendo e privando da convivência e amizade de colegas de mais de uma chapa, tenho a convicção que a Chapa 01 UNIDADE NA DIVERSIDADE, é a que mais reúne condições para dar conta desta tarefa, exatamente pela amplitude de representação que conseguiu arregimentar, com lideranças de participações insofismáveis nas décadas de luta pelo Conselho próprio da Arquitetura e Urbanismo;
A Democracia será preservada, sempre, pela sábia regra da garantia da representação das chapas com voto suficiente para se incluir.
Colegas em Goiás, ao voto, na Chapa 01 UNIDADE NA DIVERSIDADE, e que as lideranças reais se expressem na proporcionalidade dos votos!
Arq. Demetre Anastassakis
Ex-Presidente do IAB RJ e da Direção Nacional do IAB
Vice-Presidente de Arquitetura do SINAENCO RJ

APOIO NACIONAL Nº 08 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteta ELISABETH FRANÇA (SP) Formada em 1980 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), a curitibana Elisabete França é Superintendente de Habitação Popular da Secretaria de Habitação da cidade de São Paulo SP. Recebeu o Título de Cidadã Paulistana
Em Go a Chapa é 1. Todo apoio.
Em São Paulo o voto é na Chapa 2.
Todos os bravos lutadores de décadas para a construção da entidade dos arquitetos estão se encontrando pelo Brasil afora. É um momento de muita alegria!
Elisabeth França

APOIO NACIONAL Nº 09 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteta JOSÉ EDUARDO TIBIRIÇA (SP) - FAU-SP.
Presidente e Ex-Presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura - ASBEA; Diretor do Departamento de Projetos da Herman Miller; Arquiteto de Henrique Mindlin Arquitetos Associados.Participa de comissões de São Paulo e no Brasil: CNLU, Colegiado SEHAB, Câmara de Arquitetura e Urbanismo da FCESP, código de obras e edificações da cidade de São Paulo.
Querido amigo e companheiro de jornada Renato Rocha
Goiás certamente saberá escolher e colocar no nosso CAU aqueles que sempre viram nesse novo Conselho um novo e inovador caminho para solução dos problemas e necessidades da Arquitetura e Urbanismo no Brasil e você, Renato, é um deles.
Os arquitetos e urbanistas goianos serão privilegiados se conseguirem ter você como conselheiro no novo Conselho de Arquitetura e Urbanismo, o nosso CAU.
Grande abraço
José Eduardo Tibiriçá (SP)

APOIO NACIONAL Nº 10 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto GREGÓRIO REPSOLD (ES) - Formado na UFMG, Arquiteto em Vitória e Vila Velha (ES), Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB Direção Nacional) entre 1996 e 1998, fez conferências sobre arquitetura em 14 países e com obras no Brasil e no exterior. Caro Renato e toda Chapa nº 01 do CAU GO,
Quero estender meu apoio a chapa de vocês , afinal são mais de 50 anos de luta pela criação do CAU , que começou com os mestres da arquitetura como Oscar Niemeyer , Lucio Costa , Vilanova Artigas , Lelé e tantos outros.
Você que pertence a uma nova geração ,que ingressou nesta luta no início da década de 90, lá se foram 18 anos até a vitória em 2010. Neste período todo ,você foi um dos que mais lutou e acompanhou em Brasília , viajando por todo o Brasil e levando esta nossa luta. Participou das grandes discussões em vários Estados e também em reuniões no Senado e na Câmara em Brasília.
Tenho a certeza que você Renato Rocha é um dos brasileiros mais bem preparados para representar os nossos colegas de Goiás, afinal sua trajetória política no IAB nestes anos todos comprovam seu preparo e o credenciam para este novo desafio , num momento tão importante para os arquitetos goianos e brasileiros . Conte com o nosso apoio neste novo desafio , temos a certeza que vocês irão nos orgulhar e também irão representar o Estado de Goiás muito bem.
Sucesso nesta nova caminhada, os arquitetos de Goiás saberão reconhecer todos os anos dedicados a causa do CAU. Você Renato e os membros de sua chapa trabalharão muito para que este sonho se torne uma realidade.
Agora é nossa vez , os arquitetos fazendo a diferença e construindo um futuro melhor para os profissionais , em sintonia com a comunidade. Tenho a certeza que conseguirão tornar isto uma realidade em Goiás. Saudações de um companheiro de luta.
Arq. Gregorio Repsold
Ex- presidente Nacional do IA

APOIO NACIONAL Nº 12 - CHAPA nº1 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteta Drª NÁDIA SOMEKH (SP)
Professora e Ex-Diretora da FAU Mackenzie São Paulo SP, Doutorado pela USP; Professora convidada no IUP Instututo de Urbanismo de Paris; Ex-Presidente da EMURB da PMSP(2002 a 2004),Secretária de Desenvolvimento Econômico da PMSA; Pesquisadora da Verticalização das cidades brasileiras e de Projetos Urbanos na Cidade Contemporânea; e Conselheira da UIA(2008/2011)- União Internacional de Arquitetos e do CONPRESP-Conselho Municipal de preservação do Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo.
Conheci Renato Rocha quando ele coordenou a organização do Congresso Nacional de Arquitetos em 2006, que foi um sucesso! Alem de seu compromisso com a questão Ambiental Renato é seriamente comprometido com o resgate do papel histórico dos Arquitetos no Desenvolvimento do Brasil. Isto não poderá ocorrer se continuarmos atrelados a velhas estruturas burocráticas e autoritárias. O CAU terá o papel de devolver aos arquitetos o protagonismo para construirmos cidades mais justas , belas e ecologicamente equilibradas e Renato está comprometido com esta luta.
Nadia Somekh

APOIO NACIONAL Nº 03 - CHAPA nº1 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteta STELA MARIS RUPPENTHAL (SC) Arquiteta, formada em Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS), residente em Criciúma, onde possui hoje um escritório de Arquitetura.Pós-graduada em Engenharia Econômica e de Produção pela Fundação Educacional de Criciúma, diretora da Associação Sul Catarinense de Engenheiros e Arquitetos de Criciúma, Inspetora da Regional do CREA-SC em Criciúma (SC).
Parabens a todos profissionais de Goiás por terem um candidadto tão comprometido e preocupado em esclarecer aos arquitetos sobre o processo de implantação do CAU!!!A informação se faz necessária e o engajamento de todos é fundamental, oxalá tivessemos em todos os estados iniciativas positivas como esta!!!

APOIO NACIONAL Nº 13 - CHAPA nº1 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto BRUNO FERRAZ (PE): Arquiteto - Universidade Federal de Pernambuco, Sócio da B´Ferraz Arquitetura Ltda, na cidade de Recife; Comitê Científico dos Congressos Brasileiros de Arquitetos: Rio (2003), Goiânia (2006), Recife (2010); Ganhador da Medalha do Mérito do Sistema CONFEA/CREA 2011.
Amigo Renato, segue abaixo:
“Podemos afirmar que o envolvimento e dedicação do colega Renato Rocha a favor do CAU, remonta uma década de processo intenso e contínuo, no debate, no planejamento, no convencimento, e principalmente na ação decisiva da criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Não podemos deixar de reconhecer que um projeto tão sonhado como este é fruto de um trabalho de muitos, mas neste momento, também não podemos esquecer daqueles que de fato fizeram parte deste coletivo.”
Bruno Ferraz
Arquiteto

“Vote conciente, escolha bem seus candidatos: a arquitetura brasileira agradece”

Site e Informações:

http://www.cau.org.br/

http://unidade-diversidade.blogspot.com/


domingo, 2 de octubre de 2011

Peter Behrens: o impulso lírico sobre a semiótica

Peter Behrens: o impulso lírico sobre a semiótica
Ensaio: Arq. Jorge Villavisencio

O arquiteto alemão Peter Behrens (1868-1940), talvez um dos arquitetos mais influentes da arquitetura moderna, penso que influencio diretamente aos grandes arquitetos mais jovens como Le Corbusier, Walter Gropius e Mies van der Rohe, entre outros, sem duvida teve uma “... evolução na concepção historicista, passando pela Arte Nova até a forma mais pragmática de Behrens. O arquiteto também concebeu tipos de letras para a AEG” (Tietz, 2008:23)
Talvez como primeiro questionamento matéria base deste ensaio poderia perguntar, Qual foi o pensamento de Peter Behrens na historia da arquitetura de pensamento moderno?, Qual foram sua participação e seus aportes na nos questionamento de pensamento vanguardista?


F.1 Peter Behrens – Fabrica de turbinas da AEG (1909) em Berlim – uma época banhada pela luz.
Fonte: Tietz (2008)

Talvez encontre em Behrens este conceito sobre um assunto tão importante para a arquitetura como é a semiótica, e inclusive pelo exposto por Tietz na referencia anterior ao querer impulsionar na AEG (Allgemeine Elektricitäts Gesellschafft) como uma espécie de marca nas suas tipologias de suas letras como “signo”, onde penso que poderia dar um verdadeiro rumo sobre o estudo da semiótica, tema deste ensaio. Como todos sabem a semiótica tenta encontrar os significado e o significante sobre os “signos”, esta ótica nos permite achar a “forma” como significante, e “conteúdo” como significado, talvez nos tenhamos aproveitado da própria semântica da palavra “semiótica” com o objeto de querer encontrar novas formas inspiradoras de argüições pré ou pôs meditadas que tenha como premissa vislumbrar aspectos que sejam inerentes para a arquitetura e o estudo da cidade.

Mais Behrens nos seus inícios já era considerado um artista plástico, mais pouco conhecido na arquitetura suas incursiones, seus trabalhos como designer teve também fundamentos importantes “Behrens estabeleceu de modo exemplar, a ligação entre a arte ou as artes aplicadas e a produção industrial – um dos objetivos da Deutscher Werkbund” (Tietz, 2008:23), como se sabe a escola de arquitetura que aprimoro esta grande idéia foi à escola alemã da Bauhaus.

Algumas definições feitas a Behrens forem feitas sobre sua arquitetura: “… a arquitetura de Beherns é leve e festiva, e utiliza a bicromia wagneriana para desmaterializar completamente as superfícies das paredes, tal como é o caso do Crematório de Delstern e no Pavilhão de honra da Exposição Werkbund em Colonia”. (Benevolo, 2009:376)
Desta forma que poderíamos entender a Behrens por sua lucidez sobre os seus conceitos de fazer e teorizar sobre a arquitetura, talvez o momento de transição dos estilos arquitetônicos – mais evidente que Behrens teve uma forte influência do estilo “Art Nouveau”, entendemos isso como uma base solida de projetação na formas e na estética da arquitetura, porque ao final de contasn falar da “estética” da arquitetura estamos falando da “filosofia da arte” que nem sempre é entendida de maneira objetiva, mais sempre quedara como prelúdio sua visão premonitória sobre seu subjetivismo das formas de ver a arquitetura.

F.2 Peter Behrens – Fabrica de tintas Hoechst (1920-1924) – a obra expressionista em tijolo aparente, vista interior.
Fonte: The Viking Press – New York (1969)

F.3 Peter Behrens – Fabrica de tintas Hoechst (1920-1924) – planta baixa.
Fonte: The Viking Press – New York (1969)


F.4 Peter Behrens – Fabrica de tintas Hoechst (1920-1924) – corte.
Fonte: The Viking Press – New York (1969)

Às vezes penso que “o mestre da luz” o arquiteto Louis Kahn (1901-1974) aquele da frase celebre: “não posso definir o espaço como tal sem a luz natural”, e só para lembrar que ele também tinha imbuído este pensamente historicista sobre a arquitetura clássica antiga, penso que poderia ter questões análogas ao pensamento de Behrens.
Para Peter Behrens a época como momento histórico teve influências diretas nos seu trabalho, “... espírito da época e saber traduzirem as exigências e os desejos dos seus clientes em formas arquitetônicas modernas” (Tietz, 2008:23), sem duvida de fazer uma arquitetura de pensamento vanguardista – que desse como resultado uma aceitação por parte de seus clientes como indica Tietz.

Também devemos ressaltar que Behrens foi Diretor da Escola de Arquitetura de Viena, sua passagem pelo seu lado academista, penso que este relacionado assim como a Bauhaus em conter trabalhos/projetos sobre as artes e ofícios, e inegável que sua visão sobre o ser de designers entrega para ele essa percepção de argüições límpidas de bom relacionamento com a arte de projetar na arquitetura, alguns o colocam a Behrens como um símbolo de “identidade coorporativa” – poderíamos entender isso como os ideais com bases solidas da Werkbund que tanto fez parte do pensamento desta escola de arquitetura, alias penso que de alguma forma ainda hoje a Bauhaus é um referente importante para o conhecimento da arquitetura, não só como historia da arquitetura, mais ainda (penso eu) que são aplicados certo princípios nas diferentes escolas de arquitetura do mundo, talvez ente imbuído esta percepção da “internacionalização” da arquitetura, que poderíamos traduzir hoje (visão posmoderna) como uma “arquitetura globalizada” não é.


F.5 Peter Behrens – Na busca da semiótica
Fonte: Tietz (2008)

Os trabalhos de Behrens esta relacionados com uma enorme quantidade de experiências em uso de “materiais e de técnicas construtivas”, alem e claro de seus conceitos sobre uma arquitetura popular sem artifícios, penso que o momento político na Alemanha era muito pretensioso em especial do movimento errado e desmedido nazista, e como todos sabemos foi um desastre, tanto assim que Behrens se afasta e termina morrendo da sua atuação de acadêmico e político no ano de 1940. Mais isso e outra historia, que de alguma forma trato de abstrair destes pensamentos, mais como nos sabemos a arquitetura é insolúvel das questões inerentes aos pensamentos sobre as problemáticas dos homens que criam e constroem pensamentos e cidades.
“O repertorio de Behrens está bem radicado na tradição de vanguarda, especialmente a Austríaca. Com tudo em suas mãos, as formas tradicionais são usadas com parcimônia e, distendendo-se em solenes composições monumentais...” (Benevolo, 2009:376). Gostaria de resumir este pensamento de Benevolo, poderíamos entender que como face início de toda época que foi “vanguarda” no tempo-espaço.

O processo de industrialização se inicia, e a procura de personagens como Behrens, Gropius e tantos outros, que tem conceitos na minha maneira de ver ate certo “ponto genial?”, faz que estas percepções e visões sobre a união das artes como os diferentes ofícios, cria perspectivas mais moderna e atualizada (claro para a época), talvez vista como uma “utopia” mais como base solida de ideal e ideal vanguardista, como tínhamos dito anteriormente “nem sempre entendidos pela sociedade no momento”, mais entendamos que toda ruptura o transição de pensamentos traz como conseqüências um “certo desordem de equilíbrio”, mais idéia deve ser essa, criar outras fontes inspiradoras que tragam como conseqüências outras visões e percepções de ver a arquitetura, e de forma são ações que quedam certas duvidas em que a semiótica e um dos elementos importantes, penso que existe em todo circunstância uma lírica de apreensão do entendimento do espaço criado por Behrens, e desta forma que nos imbuímos aos pensamentos deste arquiteto que fez e faz ainda como nexo histórico teórico-conceitual de uma arquitetura que sempre procura (na minha maneira de ver) outras percepções que possam gerar “avance”, que como todos sabem é um dos preceitos importantes da investigação cientifica.

Goiania, 2 de Outubro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografia
TIETZ
, Jurgen; História da arquitetura contemporânea, Ed. H.F. Ullmann, Tandem Verlag GmbH, 2008.
HOFMANN, Werner; KULTERMANN, Udo, Modern Architeture, The Viking Press Inc., New York, 1969.
FRAMPTON, Kenneth; História crítica da arquitetura moderna, Martins Fontes Editora, São Paulo, 2008.
BENEVOLO, Leonardo; História da arquitetura moderna, Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.

sábado, 17 de septiembre de 2011

Estruturas tensionadas e sua versatilidade da forma

Estruturas tensionadas e sua versatilidade da forma
Critica: Arq. Jorge Villavisencio



As estruturas tensionadas ou também alguns a denominam como arquitetura têxtil, tem levado nestes últimos anos a sua utilização especialmente nos campos de uma arquitetura e da própria da execução de sua obra – inicialmente poderíamos pensar, mas nos aspectos formais que nos funcionais, mais penso que ambas são instancias que faz que este tipo de proposta possa de alguma maneira estar atrelada uma na outra.

F.1 – Mercado Ver-o-Peso – Belém
Fonte: Jorge Villavisencio (2011)


Penso inicialmente a trajetória dos esforços que estas estruturas se apresentam – mais a utilização destas tem varias forma de usos, elas podem ser vistas como uma forma rápida de execução da obra, com uma leveza e plasticidade que faz parte do convívio da arquitetura. Nas membranas que se forma através de suas estruturas de alguma maneira em que as partes de alguma coisa em que se relaciona para formar esse todo, pelas tanto suas formas naturais entre sim formam todas as formas criadas pelo seres humanos que se compõe através de sua estrutura.


Mais lembremos que a arquitetura esta composta por partes-partes e de essas partes podemos compreender as parte-todo (Ludeña, 1997), dentre deste ponto de vistas teórico tem um embasamento profundo do entendimento da forma, nem sempre podemos entender o conjunto da obra sem entender as partes, só para lembrar a obra de Hans Hollein do projeto do Interbank de Lima (2000-2001) o a obra do Museu Guggenheim de Frank Gehry na cidade de Bilbao (1997), claro entre muitas obras que só podem ser analisadas as partes para entender o todo, o conjunto da arte da arquitetura.


F.2 – Mercado Ver-o-Peso – Belém
Fonte: Jorge Villavisencio (2011)


Mais o efeito durabilidade esta presente, mais isso pode ser minimizado - efeito de “manutenção freqüente” entenda que a melhor forma de antecipar certos desconfortos é através de dos programas de usos, e como e lógico aos programar estamos antecipando algum fato que possa ocorrer. Este sistema estrutural pode ser de dos tipos: por compressão e por tração, dependendo da proposta de solução na edificação. Este tem muito com o tipo de vãos que queira se atender, nem sempre outros tios de materiais possam atender, e claro o efeito do “rápido e seguro”.
Porque sem duvida não tem forma sem estrutura, nem estrutura sem forma, e tida a forma na maneira que cumpre uma determinada função (Claux, 2005:137)


F.3 – Estruturas Tensionadas – por compressão com apoio exterior
Fonte: H. Engel


Heinrich Engel no seu livro Sistemas Estruturais, apresenta de forma síntese diversas formas de soluções, sem divida Engel faz um estudo e ensaios minucioso “para os arquitetos” poucas vezes (assim penso) que se apresentam teorias tão persuasivas nos sentido na buscas da própria estabilidade formal, claro sem a utilização excessiva do calculo matemático, acho que a arquitetura busca mais os elementos geométricos da composição da estrutura que ela busca, poderíamos interpretar como o verdadeiro suporte que a natureza nos dá, para sobreviver os animais os vegetais tem resistir pressões e forças exercidas sobre eles e que tem por obrigação absorver estas forças dentro de sua própria estrutura e por isso que “as obras de arquitetura também tem que resistir suas pressões”.


Em toda edificação os esforços estão atrelados as suas composição de esforços em que ela se sustenta, tanto assim que os ensaios de maquetes físicas cumprem um labor relevante no comportamento de sua estrutura e talvez seja menos a questão da estética do edifício já que esta pode se apresentar de maneira virtual.


F.4 – Estruturas Tensionadas – por compressão com apoio interior
Fonte: H. Engel


As criações na busca de forma que sejam mais amenas nas tendências apresentadas no tempo-espaço da época procura de alguma forma estar em sintonia com as realidades da época, mais como pode ser mais convincente no sentido que na se tenham duvidas de sua “estabilidade estrutural”, e isso tem uma relação direta da forma que queira se propuser. O arquiteto estrutura dos espaços em que eles habitam os seres humanos a estrutura também são diferentes elementos em que delimitam seus espaços (Claux, 2005:137), este raciocínio nos leva a perceber da utilidade não só como suporte-base de determinada estrutura nas questões dos esforços, mais bem tem condições como explica Claux de acondicionamento de espaços que cumprem determinadas funções, tantas vezes aplicados nos trabalhos de Le Corbusier e Mies van der Rohe, e tantos outros.


F.5 – Estruturas Tensionadas – sistema de formas com dois arcos centrais para formar pontos altos
Fonte: H. Engel


Estas estruturas tensionadas podem ser utilizadas para as obras de coberturas isoladas, em edificações projetadas ou já existentes, tem a certo ponto uma flexibilidade de ação projetual falicitadora, em para proteção contra intempéries, para integrar um projeto paisagístico, a paisagem como uma parte de esse todo. Também de alguma forma sua utilização seja para adequação de uma iluminação natural.


Na geometria da sua estrutura tensionada pode ser utilizada numa infinidade de variações e combinações para a produção de uma arquitetura com contornos e formas surpreendentes. Durante o dia, o sol proporciona uma iluminação interior difusa, sem revelar transparência quando vista de fora. À noite, a iluminação interna faz com que a lona pareça acesa, como se fosse um “Back Light”, fazendo saltar aos olhos a beleza de suas formas externas. Também e correto dizer que “barbante não empurra”. Porque o sistema estrutural de uma construção são elementos (partes) conectados entre si, que tem como função receber cargas, suportar esforços e transmitir que ditas cargas ao solo, dando garantias que seja estável no tempo.


F.6 – Estruturas Tensionadas – Maquete do sistema de formas de tendas co suportes fixos de ordenação radial
Fonte: H. Engel


As cargas vivas e mortas sobre estas estruturas originam nela esforços de compressão e de tensão, no caso da proposta destas formas da arquitetura têxtil vem mais na tração e tensão ambas são elementos de solução estrutural que se transladam em elementos formais. A transmissão de esforços são sentidos em suas bases (cimentação), sem duvida o projeto de uma estrutura tensionada difere do projeto de uma construção convencional. É seguramente um tipo construtivo em que a “engenharia e arquitetura só conseguem andar de mãos dadas”, e não pode ser de outra maneira as relações de estas duas profissões estão feitos para caminhar de mãos juntas, claro dentro do espírito colaborativo em que tenham influência.


F.7 – Estruturas Tensionadas – Desenho do sistema de formas de tendas com suportes fixos de ordenação radial
Fonte: H. Engel

F.8 – Estádio Olímpico de Munique, Alemanha
Fonte: Revista Achitectural Record, 2004 in: I. Claux


Como as estruturas estão sobre o solo é necessário conhecer a propriedades deste, já que estas serão submetidas aos esforços externos, e dizer colocar pesos acima e precisamos ter segurança que suporte não ocorra problemas (Claux, 2005:139), sem duvida alguma os esforços devem ser feitos os devidos ensaios e cálculos necessários para colocar os “barbantes” sejam estes do material que seja utilizado. Por isso é necessário conhecer a dinâmicas destas estruturas, mais o conhecimento profundo de terminados materiais (espessuras, durabilidade, manutenção, substituição de alguns elementos). As nervuras que dão a forma em alguns casos bastante belos e principalmente leves pelas “estruturas suspensas”.


F.9 – Mercado Ver-o-Peso – Belém
Fonte: Jorge Villavisencio (2011
)


Dentre das varias reflexões escritos neste texto a razão projetual como base firme de uma execução de uma obra física – tem uma importante visão de comportamento das ações formais inseridas nas questões da própria estrutura que deve estar presente tanto nas considerações funcionais e estéticas da edificação, às vezes penso ate de forma de “vislumbrar” relações diretas formais-construtivas que faz parte do convívio do arquiteto, então não poderia entender determinada forma sem ter entendido seu processo da proposta estrutural, esta, claro da base a sustentação de apurada da obra. Penso que estabilidade entrega em si na forma uma conotação de tranqüilidade na execução da mesma, o ato projetual arquitetônico foi analisado exaustivamente, ate conseguir a segurança projetual solicitada, caro em harmonia com as considerações estéticas da edificação de seu tempo.

Goiânia, 17 de Setembro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografía
ENGEL
, Heinch; Sistemas Estructurales, Editora Blume, Madrid, 1970.
CAUX, Inés; La Arquitectura y el Proceso de Diseño, Ed. Universidad San Martin de Porres, Lima, 2005.
CHING, Francis; Forma, Espacio y Orden, editora Gustavo Gili, Barcelona, 2002.
LUDEÑA, Wiley; Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, Editora SEMSA, Lima, 1997.
ARNHEIM, Rudolf; La forma visual de la arquitetura, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2001.


jueves, 1 de septiembre de 2011

Machu Picchu: a importância do primeiro centenário de seu descobrimento.

Machu Picchu: a importância do primeiro centenário de seu descobrimento.
Por: Arq. Jorge Villavisencio



No dia 24 de Julho de 1911 – o arqueólogo norte-americano Hiram Bringham (1875-1956) fez o descobrimento da cidadela de “Machu Picchu”, sem duvida esta magnífica obra pré-colombina da cultura “Inca”, penso que tem importância para a arquitetura e o urbanismo, foco desta critica. Mais e difícil desvincular outros assuntos que faz parte das visões e percepções destes edifícios que agregam em si muitas outras questões que faz parte de vivencia e da experiência – em seu pouco tempo de descobrimento de Machu Picchu, da forma de como incide dentro da cultura contemporânea de America do Sul.


No tem como não falar deste assunto, já que no transcurso de nossa história das Américas que tem pouco mais de cinco séculos, parecera que o Continente Americano tenha nascido na época de seu descobrimento, coisa que não e verdade. Nossa cultura na America do Sul também é milenária, forem vários descobrimentos que dão fé da nossa historia, importantes historiadores e arqueólogos como: Rowe, Lumbreras, Tello, Kauffman, Bringham, Canziani, Alva, entre outros tem feito indicações do dito, fala-se do nascimento pré-hispânico por volta de 5, 000 a.C. época paralela da dinastia oriental Ming da China.

F.001 – Machu Picchu e sua região.
Fonte: Jornal El Comercio (2011)


E aqui vai minha primeira critica, devemos “diferenciar entre descobrimento e nascimento”, porque tenho reparado em varias literaturas, pareceria que nosso estado de “Cultura sul-americana” nascesse da cultura que veio do ocidente. Muitos historiadores, sociólogos, filósofos tem escrito de: Como tem influenciado a cultura ocidental na America? Importantes livros que explicam de maneira consciente suas influências dentro de nosso continente como: Picó, Quijano, Weber, Lopez Soria, Habermas, Lyotard, Bell, Giddens, sem duvida com a seriedade investigativa já explicada, mais eles se refere a suas influências do descobrimento dentro dos aspectos coloniais, e claro como influem/impõe ate hoje na nossa maneira de pensar e atuar.


F.002 – Machu Picchu – vista parcial, o respeito ao meio ambiente - “jamais intentavam o domínio de sua geografia – o importante que se adaptavam a esta”
Fonte: Jorge Villavisencio (1986)


Mais nosso nascimento sul-americano é muito anterior ao nosso descobrimento, (que é um assunto muito diferente) que temos aproveitado como tema desta critica da cidadela de Machu Picchu, penso que nos ajudará a vislumbrar alguns aspectos da nossa cultura que também e o fundo desta provocativa discussão, assim esperamos.


Desde o descobrimento pelo arqueólogo Hiram Bringham em 1911, Machu Picchu é um lugares mais celebres intensamente visitados, objeto de múltiplos estudos e uma ampla serie de publicações,... Machu Picchu constitui um estabelecimento Inca muito especial, com probabilidade do caráter sacro. Canziani, 2009:457).


O nascimento de Machu Picchu data do século XV, o Inca Pachacutec manda construir a Cidade Sagrada de Machu Picchu, estas envoltas das montanhas do Huayna Picchu e do Yanati. “...alguns dados etno-históricos propõe a possibilidade de que este complexo fora de propriedade pessoal do Inca Pachacutec” (Canziani, 2009:458). A extensão deste Santuário e de 32, 592 hectares, como todos nos sabemos na cidade de Lisboa no dia 7 de Julho de 2007 foi proposto/considerado Machu Picchu como uma das novas sete maravilhas do mundo contemporâneo – encravado dentro do Departamento de Cusco, a um altura 2,453 m.s.n.m. num clima de 6 a 24 grados centigrados. Na tradução do idioma quéchua (idioma da região dos Andes) Machu Picchu tem como significado de “montanha velha”, localizado na região sul do Perú, no lado oriental dos Andes. No ano de 1983 e Declarado pela UNESCO como “Patrimônio da Humanidade”.


F.003 – Machu Picchu – vista panorâmica parcial – o domínio do espaço construído.
Fonte: Jorge Villavisencio (1986)


Machu Picchu pode ser considerado um “Centro Religioso, Político e Administrativo”, Alguns historiadores com credibilidade como o ayacuchano Dr. Luis Lumbreras (1936-) sustentam que é uma cidade sagrada pela quantidade de Templos que encontram destro desta, assim como para lembrar ao Inca Pachacutec. Alem dos oito caminhos que convergem. Para o importante historiador chiclayano Dr. Federico Kauffman (1928-) sustenta que é uma cidade como as outras como um projeto do Estado Inca para ampliar suas fronteiras agrícolas. Outros historiadores na definem com uma fortaleza, mais a verdade que se consideramos que as pesquisas/investigações ainda são muito incipientes, tanto assim que só podemos falar dos trabalhos investigativos do século XX, e isso que é um lugar arqueológico que mais se tem escrito sobre ele.


F.004 – Machu Picchu – vista do Huayna Picchu.
Fonte: Jorge Villavisencio (1986)


Sobre o nascimento da cultura Inca, tem muita controvérsia, mais segundo a cronologia elaborada pelo arqueólogo e historiador norte-americano John Howland Rowe (1918-2004), talvez a mais fiável, é que nos anos de 1, 200 d. C. pode considerar-se o inicio da dinastia dos soberanos Incas. (Alva, 2008:49)


Um dos aspectos que me impressiona foi que Machu Picchu foi seu ordenamento espacial urbano, áreas bem delimitadas e definidas tais como espaço sagrado, espaço residencial, assim como o definido entre o urbano e o rural/agrário, avalio que o pensamento dos Incas sobre a “cosmovisão” – baseado com a idéia dos pares, tinham influência na sua percepção projetual na definição dos espaços.


F.005 – Machu Picchu – a concepção dos espaços.
Fonte: Jornal El Comercio (2011
)


Na edificação de Machu Picchu engastada no vale de Vilcabamba, nas margens do Rio Urubamba, faz que tenha uma estrutura de 242 km. de cumprimento. E claro uma das características mais importantes que de fato deu certo foi que “jamais intentavam o domínio de sua geografia – o importante que se adaptavam a esta” – e aqui vai minha segunda reflexão: Porque não aprendemos de nossas culturas ancestrais? – Si nos sabemos que estamos invadindo o espaço natural, e por mau costume de visão/percepção queremos modificar, e claro sabemos que si estamos invadindo o espaço natural, a questão mais acertada e adaptar-se, com convicção de respeito ate por uma questão de consciência de respeito ao meio ambiente, e claro a paisagem natural sé que faz presente como processo histórico do planeta terra.


F.006 – Machu Picchu – a janela do Inca.
Fonte: Jorge Villavisencio (1986)


O legado dos Incas tem sido objeto de pesquisas dirigido ao conhecimento de uma organização econômica, social e política, assim nos aspectos relacionados da cosmovisão, ideologia, tecnologia e a arte. Canziani, 2009:435).


Também o domínio da pedra em suas edificações ainda ate hoje impressionam, mais como nos sabemos forem obras que demorarem varias dezenas de anos, similar aos acontecimentos da construção da pirâmides egípcias. Mais existe uma prensa sensacionalista em querer desvirtuar nossas riquezas tecnológico-construtivo e da forma como forem feitos os trabalhos em pedra (ver imagens F.007 e F.008) e induzir de forma engraçada aos leigos que forem feitos por óvnis ou coisa parecida. Mais tenho certeza que num prazo no muito longo estas questões serão esclarecidas, ate que pareceria que quisessem achatar nossa historia de vida da nossa identidade social e cultura de America do Sul.


Talvez a falta de pesquisas ou também possa ser a falta de interesse das autoridades políticas que tenham como paradigma um significado profundo na busca de uma “identidade histórica” que se sabe ainda muito pouco, penso que a falta de profissionalismo político se faz presente, devo recalcar que “nossa identidade de espaço e lugar” e anterior o nosso descobrimento. Considero que muito provável que conforme se realizem mais investigações sobre estes temas poderemos encontrar algumas outras alternativas de soluções a nosso problemas principalmente aos conflitos sociais, culturais e principalmente na questão do meio ambiente.


F.007 – Machu Picchu – o domínio no trabalho em pedra da cultura Inca.
Fonte: Jornal El Comercio (2011
)


F.008 – Machu Picchu – detalhe de trabalho em pedra.
Fonte: Jorge Villavisencio (1986
)


Talvez nesta critica sobre Machu Picchu possa ser fonte inspiradora para outros olhares da importância da nossa rica cultura de America do Sul, penso que um deste olhares esta no aspecto da sustentabilidade ambiental, o profundo respeito na paisagem que a natureza nos oferece, criar novos espaços edificados, mais como foi feito na Cultura Inca, com respeito a sua percepção/visão da “cosmovisão”. Quem tem que se adaptar ao meio ambiente somos-nos por ter invadido seu espaço natural, penso que todo este relacionada com a questão de “identidade cultural”, muitos pesquisadores tem falado da nossa identidade relacionada com as culturas indígenas, talvez por um pouco de falta de conhecimento, ou também por mediocridade de aversão nas culturas indígenas ou nativas tem dado pouca procura em conhecer. Mais sem duvida nestas ultimas décadas, pelo menos aqui na America do Sul tem procurado ajuizar idéias que sejam concordantes em nossos pensamentos, vemos o caso do nascimento da União das Nações da America do Sul – UNASUR, cujo Tratado Constitutivo foi na cidade de Brasília no ano de 2008. E mais, não penso que o nascimento da UNASUR seja por coincidência na cidade de Cusco no dia 8 de Dezembro de 2004, que teve como membro países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Perú, Surinamés, Uruguai e Venezuela, que fazem parte do Tratado da Comunidade Sul Americana das Nações, e como lugar escolhido a cidade de Cusco, posso pensar em localização geográfica, identidade histórica, riqueza espacial, lugar inspirador, cultura ancestral, entre outros que possam vir a nossas mentes.


F.009 – Machu Picchu – vista parcial da “Andenaria” (plataformas utilizadas para o plantio e conservação das edificações – o muro de arrimo).
Fonte: Ilka Tancredi (1986)


Sem sombra de duvidas a localização geográfica de Machu Picchu e seu Vale de Yucay têm em sim um enigma que este por investigar, claro de forma análoga pela sua “estratégia de localização”, como lugar sagrado que é, assim como sua pertinência na “vigília e proteção”, seus mais de “150 edifícios, que são comunicados por escadas e corredores. Estas construções caracterizavam-se pela pouca decoração, que assemelham com gigantescas figuras abstratas” (Salvat, 2004:9401). Como tínhamos dito a cultura Inca tinha uma elevada condição no conhecimento para criar espaços, sua escala projetual relacional com o meio ambiente penso que estava imbuído neste pensamento, um racionalismo projetual que permitiria “criar sem desperdiçar”, mais a sua vez deixar que suas mentes possam criar ou re-criar outros elementos visuais de forma abstrata, claro com condições de adaptação ao meio ambiente.


Penso que o desafio esta presente na nossa cultura ancestral, que nos da “o poder de identidade” – talvez mais concordante a nossas necessidades atuais e futuras, considero que o momento e pertinente na busca de novas fontes inspiradoras de “raízes profundas”, tanto assim que Samuel Huntington apresenta como alternativa com fortes questões teóricas ao indicar que America do Sul poderia ser considerada entre as oito novas civilizações contemporâneas, na nova reorganização do mundo. Talvez neste texto possa levantar algumas questões que forem esquecidas no tempo-espaço, uma exigência quem sabe contemporânea, claro baseado num profundo respeito de vivencia e convivência entre o homem e seu entorno no meio ambiente.


Goiânia, 01 de Setembro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografia
ALVA
, Walter; LONGHENA, María; Perú Antiguo: Historia de las culturas andinas, Ediciones Folio S.A., Barcelona, 2008.
CANZIANI, José; Ciudad y Territorio en los Andes: Contribuciones a la historia del urbanismo prehispánico, Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú, Lima, 2009.
HUNTINGTON, Samuel; ¿Choque de civilizaciones?, (Título original: The Clash of Civilizations), Editorial Tecnos, Madrid, 2006.
PERÉZ, Alicia (Org.); La Enciclopedia, Salvat Editores, Volumen 12, Madrid, 2004.
Jornal El Comercio – Edição Especial sobre Machu Picchu (24/07/2011), créditos das imagens: F.001 – F.005 – F.007; Lima, 2011.


martes, 16 de agosto de 2011

A invenção do espaço construído.

A invenção do espaço construído.
Ensaio: Arq. Jorge Villavisencio



Uns dos aspectos mais importantes da arquitetura é a “criação do espaço”, nem sempre e fácil contar com referentes que nos outorga essa criatividade, entendemos que a criatividade não vem do ar, ele vem de algumas experiências ou conhecimentos que se vão adquirido através do tempo-espaço. Mais e necessário entender que dentro do “processo arquitetural” esta inserida o “projeção projetual”, como nos sabemos nos estamos referindo ao “desenho”, que dentro da esfera do processo arquitetural encontrem-se todas as etapas: projeção projetual; projeção construtiva; consumo (Ludeña, 1997:86). Mais antes da adoção do partido arquitetônico temos algumas considerações conceituais de difícil entendimento, esta, claro baseada, nas complexidades essências da arquitetura “Na educação arquitetônica, ainda que estejamos limitados ao único meio representativos das plantas, o método do resumo gráfico é importante: a síntese que antecede ao analise” (Zevi, 2009:41), claro, si nos estamos referindo ao desenho arquitetônico, a nossas experiências estão plasmadas das nossas “convenciones aprendidas e sintetizadas em nossos pensamentos”, e não simples traços como o povo pensa.


E aqui vai minha primeira reflexão: Será que população sabe para que serve a arquitetura? Será que o povo sabe qual e a função do profissional arquiteto?


Na verdade, o tema deste ensaio: De donde vem nossa criatividade que da a forma na arquitetura? Mais e muito difícil desvincular das nossas realidades que faz parte da vida profissional do arquiteto, que no fundo são elementos que nos base de pensamentos prospectivos. E claro si falamos de “prospecção” estamos gerando avance, que é um principio de pensamento moderno. Sem duvida a historia das artes (donde também esta inserida a arte da arquitetura) nos ensina que muitos de nossos pensamentos estão baseados em nossas próprias experiências de vida, ou nas procuras destas, na minha maneira de ver esse o principio-nos da este pensamento de “vanguarda” – esse olhar para frente – às vezes incompreendidos hoje – o pensamento “utópico” faz parte das experiências do arquiteto, só para lembrar-se da Carta de Atenas de 1933 – do CIAM.


F.01 – Ministério de Educação e Saúde (1935-1943) da assessoria de Le Corbusier e dos jovens arquitetos brasileiros L. Costa, O. Niemeyer, A. Reidy, E. Vasconcelos, J. Moreira, C. Leão – A forma pura cúbica: a transformação dimensional do cubo vertical.
Fonte: J. Villavisencio (2011)


“A arquitetura é uma das ocupações de produtos humanos, que por uma razão ou outra, oferece uma forma organizada do corpo e do intelecto” (Arnheim, 2001:93), para o filosofo e psicólogo alemão Rudolf Arnheim (1904-2007) nos oferece o conceito/síntese bastante polemico, primeiro a arquitetura de hoje ou contemporânea é considerada uma profissão de “relações sociais” com especificidades “aplicadas”, só com o intuito de complementar, o nosso trabalho de arquiteto nos outorga esse espírito de construção das nossas idéias projetuais, porque entendemos que o “projeto de arquitetura (desenho) e um meio, não e a finalidade. A finalidade esta na obra construída”, ou seja, ver concretamente que nossas idéias são feitas nos desenhos em que estes forem realidades concretizadas na obra construída. O segundo ponto de Arnheim e a questão da “forma organizada” – bom aqui vão nossa segunda dicotomia que faz parte da vida do arquiteto e da arquitetura: “a forma segue a função, ou, a função segue a forma”. Mais antes devemos entender que é forma: a forma e a relação do espaço vazio com o volume ou a massa – deste se desprendem a idéia de forma – como podemos caracterizar algo sem que podassem definir, mais a “percepção das formas as vê porque existem contrastes” (Claux, 2005:44).


F.02 – Casa de uma Guarda Agrícola de Maupertuis (1806) de Claude-Nicolas Ledoux – a forma esférica.
Fonte: L. Benévolo (p.57)


A relação do objeto e dos contrastes entre os claros e escuros nos da à dimensão de contorno/imagem que cria essa forma, alem da profundidade que nos entrega a questão da escala – largura, cumprimento, etc. Mais estas formas sofrem transformações dimensionais “Uma forma pode transformar-se mediante a modificação de suas dimensões, mais não perde sua identidade geométrica” (Ching, 2002.48), às vezes com desdobramentos incluídos a própria criatividade em adições e sustações da mesma forma base – poderíamos induzir aos próprios e insubstituíveis “sólidos platônicos”: a esfera, o cubo, o cilindro, o cone, a pirâmide. Claro, destes elementos forem criados como formas base, só para lembrar-se da forma cúbica a Casa Hanselman (1967) de Michel Graves; o da forma esférica da Casa de uma Guarda Agrícola de Maupertuis (1806) de Claude-Nicolas Ledoux; da forma cônica do Projeto do Cenotafio Cônico (1784) de Étienne-Louis Boulée; da forma cilíndrica da Capela do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (1955) de Eero Saarinen; ou por ultimo da forma piramidal das Pirâmides Egípcias Keops, Kefren e Micerinos (2.500 a. C.) obra emblemática de todos os tempos.


Mais e bom lembrar o que psicanalista e pensador Sigmund Freud (1856-1939) diz: que a gente reconhece as forma puras ou platônicas ao ter a sensação de conhecer anteriormente, só como exemplo: desde crianças todos brincamos com uma esfera (a bola comum) ou o cubo, então nossa mente reconhece automaticamente essas formas e se nos faz parte de nossas vivencias e experiências da vida, por isso apresenta na grande maioria das vezes como objetos que agradam? a nossas mentes ou que simplesmente as reconhecemos.


F.03 – Procuradoria Geral da Republica de Brasília (1995-2002) de Oscar Niemeyer – a forma cilíndrica.
Fonte: PGR – internet (2010).


A segunda e a questão que nos apresenta Arheim e a questão da organização, sem duvida uma das principais tarefas da arquitetura e a “organização de espaços”, então estas relações inter-espaciais devem ter “funções” que estejam vinculadas para os fins que forem solicitados pelos seus gestores, sem duvida na primeira etapa “solicitação do projeto” estas devem ser revelar em forma conclusiva – esta é: Qual e a finalidade da Obra?
Como sabemos a obra esta composta de varias partes, que compões todo, dependendo das complexidades essências do espaço criado, para poder entender as varias partes que compõe o todo, mais as vezes temos que separar – como si fossem construir-se por etapas, um exemplo e a obra do arquiteto austríaco Hans Holein (1934-) na obra do Edifício do Banco Interbank (2000-2001) da cidade de Lima (ver imagem F.04), em principio o que marca sua estética é seu volume central que é um cone invertido esta vista pela fachada principal, e na fachada posterior contem subtrações desta forma, alem que no lado direito temos um cubo com adições, e outro que um cubo com uma inércia visual em desequilíbrio (auditório – ver figura F.05), então poderíamos facilmente distinguir as partes, e não falamos de questões subjetivas, mas bem são questões objetivas das formas geométricas.


F.04 – Banco Interbank em Lima de Hans Holein (2000-2001) – a forma cônica invertida, edifício principal.
Fonte: J. Villavisencio (2009)

F.05 – Banco Interbank em Lima de Hans Holein (2000-2001) – a forma cúbica, o auditório.
Fonte: J. Villavisencio (2009)


Um dos aspectos de importância na criatividade esta inserido na questão do “partido arquitetônico” – que na realidade podem ter variadas origens. Sem duvida talvez a mais coerente seja o analise do “entorno urbano”, penso que é uma forma correta de “vitalizar” ou “revitalizar”, deste se desprende dois pontos: a primeira que ao dizer vitalizar – e o determinada edificação que entrega uma nova perspectiva ao determinado bairro o setor da cidade, sem duvida que si esta edificação esta inserida de forma eficaz dentro de todas as prerrogativas de permeabilidade, variedade, legibilidade, versatilidade, imagem visual apropriada, riqueza perceptiva e por ultimo personalização (McGlynn, 1999), o dialogo entre a cidade e o edifício o inversamente tem uma coerência significativa, penso que o beneficio seja de ambas partes.


Também o segundo raciocínio se da entorno ao conceito do resgate da “memória arquitetônica ou urbanística”, sem duvida ao “revitalizar” o espaço construído estamos dando passo a uma nova forma de entender o espaço, de uma forma mais atual, mais contemporâneo, mais sem esquecer-se de seu passado histórico – que na realidade pode ser visto assim: “... os testemunhos do devier histórico da cultura, expressa os diversos modos de vida nos distintos momentos históricos, recreia o passado e o presente, e condiciona – si preservará – a paisagem habitável do futuro” (Gutierrez, 1996:110), então não é questão de passar patrola, e esquecer-se do passado, nosso espaço construído nos outorga em nossos edifícios do passado – conceitos espaciais recriados – que no final tem preservada a nossa cultura urbana ou arquitetônica do passado, com visões, percepções e usos contemporâneos.


F.06 – Pirâmides Egípcias Keops, Kefren e Micerinos (2.500 a. C.) – forma piramidal.
Fonte: Francis Ching (p.45)


Mais e importante ressaltar que a mobilidade urbana a partir do modernismo se da de acordo aos interesses que são premeditados dentro de uma cultura de visão social ate vezes imposta “Esse movimento geral colocou os vários setores da sociedade moderna dentro de um grande recipiente urbano; em dessa maneiram anulou em grau não pequeno, a separação entre os vários grupos dominantes” (Mumford, 2008:633). Na nossa maneira de ver na atualidade com uma visão mais contemporânea dos acordos exigidos pela mesma sociedade, não podemos desvincular das suas solicitudes, que são premissa inspiradoras de fazer boa arquitetura, porque entendemos que a essência esta atrelada as necessidades do povo, e claro da interpretação que tenhamos os arquitetos em “entender” essas necessidades.


A diferencia da modernidade que veio com projeto bastante firme com objetivos definidos, a posmodernidade é uma perspectiva (Martuccelli, 2009:7) esta na busca de um projeto que possa definir alguns lineamentos específicos. Por outro lado essas buscas de especificidades dão as forças – traduzidas em pesquisas cientificas de ter vários olhares que são ate concordantes com o momento que vivemos. Sem duvida a arquitetura como expressão de suas “formas” vão criando novas percepções do mundo, essa espacialidade de seus desenhos nos permite visualizar os diversos caminhos apresentados por seus arquitetos. Será que o caminho e correto? Mais sem duvida temos avançado no caminho de uma coerência ambiental, esta concordância vem das próprias necessidades criadas pelo bem da humanidade, mais a responsabilidade e de todos, a arquitetura e o estudo da cidade, tentam fazer sua parte em “cuidar e preservar” princípios do pensamento da sustentabilidade. Ser contemporâneos é pensar no ambiente, dificilmente hoje o arquiteto possa projetar sem pensar na escolha dos materiais a ser utilizado nas suas idéias/projetos, ou nas formas construtivas, penso que a arquitetura vai tomando consciência de ter um olhar de respeito com a natureza e o meio ambiente em que vivemos. Penso que muitos profissionais que tem verdadeira consciência contemporânea tem esse olhar diferenciado, é a nova visão com verdadeira orientação de “invenção do espaço construído”.



Goiânia, 16 de Agosto de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografia


ARNHEIM, Rudolf; La forma visual de la arquitetura, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2001.
ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.
LUDEÑA, Wiley; Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, Editora SEMSA, Lima, 1997.
PEDREIRA, Laert; Adoção do partido na arquitetura, Centro Editorial Universidade Federal da Bahia, Bahia, 1989.
CLAUX, Inés; La arquitectura y el proceso de diseño, Editado Universidad San Martín de Porres, Lima, 2005.
CHING, Francis; Forma, Espacio y Orden, editora Gustavo Gili, Barcelona, 2002.
BENEVOLO, Leonardo; História da arquitetura moderna, Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.
MCGLYNN, Sue (org); Entornos vitales, editora Gustavo Gili, Barcelona, 1999.
GUTIÉRREZ, Ramón (org.); Arquitectura Latinoamericana em el siglo XX, Ed. Epígrafe, Universidad Ricardo Palma (Lima, 1998), original: Editoriale Jaca Book S.p.A., Milão, 1996.
MUMFORD, Lewis; A cidade na história: suas origens, transformações e perspectivas, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008.
MARTUCCELLI, Elio, (vários autores); El arquitecto y su obra, Editado Universidad Ricardo Palma, Lima, 2009.


domingo, 7 de agosto de 2011

Piura: e sua mirada na procura da prospecção urbana.

Piura: e sua mirada na procura da prospecção urbana.
Critica: Arq. Jorge Villavisencio



Recentemente no Colégio de Arquitetos do Peru – Departamento de Piura apresenta três Conferencias sobre a questão da arquitetura e o urbanismo em comemoração aos 30 anos de funcionamento. Sem duvida alguma o seu Decano Regional o Arq. Leopoldo Villacorta faz um esforço, claro junto com toda sua Diretoria em levar este evento que permita ter uma “mirada na procura da prospecção urbana”.

F001. Pôster do evento – Julho 2011.
Fonte Divulgação: Colegio de Arquitectos del Peru – Regional Piura


Para os não conhecem a cidade de Piura (capital do Departamento de Piura) localizado na região norte no Peru, tem uma relação direta com desenvolvimento regional urbano desta parte do pais. A cidade de Piura sua população (a Grande Piura) tem um milhão e meio aproximadamente considerada a segunda cidade em maior população. Mais guarda uma sincronia (penso Eu) com a vida de tradições e comportamentos de sua população, certa amabilidade em “querer mostrar as riquezas desse povo” – entendamos bem que apesar de não ser uma cidade netamente turística (ou por dizer pouco explorado seu potencial – a diferença de sua cidade vizinha de Catacaos) a gentileza das pessoas faz que sua visita seja mais amena.


Cada conferencista trouxe na sua bagagem seu estilo que faz do “caráter” e característica de cada um, entre eles temos ao Arq. Wiley Ludeña Urquizo, importante investigador e critico da arquitetura e urbanismo contemporâneo. O Arq. José Beingoleia – Pepe também amplo investigador y professor da FAU/UNI, gostaria dizer que pela falta de responsabilidade e critério da empresa aérea transportadora para o evento fez com que perdesse sua palestra, mais chegue a falar com Pepe e pedir desculpas, como se diz nestas terras tupiniquins - fico devendo.


F002. Ponte Velha (esta ponte só e utilizado por pedestres) – “Piura sem suas pontes não é Piura”
Fonte: J. Villavisencio (2011)


F003. Ponte Bolognesi. Piura
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Também fez uma palestra Enrique Ciriani Suito – arquiteto franco-peruano que trouxe como idéia apresentar sua obra de seus mais de 50 anos de profissão de arquiteto-urbanista, são vários assuntos que me chamarem a atenção de sua palestra, que irei focando no transcurso desta critica, mais o que reserva no inicio suas palavras foi seu lado nostálgico (sem duvida) de sua alma mater. – a FAUA/UNI, donde ele estudo. E da influencia de seus professores Fernando Belaunde, Hector Velarde, Enrique Seoane, Santiago Agurto, Adolfo Cordova, Rafael Marquina, e tantos outros professores da arquitetura que influírem no seu estudo de bacharelado.


Gostaria de destacar aos colegas arquitetos Arq. Federico Couto (Diretor da FAU/Universidade de Sipán) e da Arqta. Carolina Cedano (do Instituto Nacional de Cultura do Peru – INC.), ambos destacados profissionais e investigadores na arte de projetar, parafraseando ao Neufert, alem de serem colegas do Mestrado na FAUA/UNI.


F004. Arq. Federico Couto – Arqta. Carolina Cedano – Arq. Jorge Villavisencio
Fonte Divulgação: Colegio de Arquitectos del Peru – Regional Piura


A idéia desta critica é de poder contar alguns fatos relevantes da cidade de Piura e de alguns alcances que forem temas de discussão dos palestrantes. Sem duvida falar da cidade de Piura estamos falando dos primeiros três fatos; o primeiro foi que na época pré- hispânica se fala de seus primeiros moradores os “Tallanes”, penso que como importantes artesão dedicadas na pesca, atributo fundamental de sua sobrevivência, mais devemos deixar claro do que diz o importante pesquisador e historiador contemporâneo, investigador da espoca pré- hispânica o Arq. José Canziani Amico “que nas culturas mais antigas – se baseavam em um nomadismo” a exemplo dos Tallanes que forem locados por volta do século VI, só que no ano de 1532 chego o colonizador espanhol Francisco Pizarro para fundar a cidade (um ano antes da cidade de Lima) fato relevante, seu nome oficial foi dado como San Miguel. Também na face da Independência (Período Republicano) acontecem meses antes (Abril de 1821).


F005. Casa Republicana século XIX – Piura
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Chama-me atenção que vários edifícios antigos da cidade têm características da época republicana, entendemos está por ter sido conservada sua memória “com certa identidade” dos fatos que recalcamos anteriormente. Sem duvida de acordo ao expressado por Bruno Zevi “que a historia da arquitetura se basa nas nos conceitos espaciais”, assim como o dito pelo arquiteto argentino Ramón Gutiérrez “La arquitectura es, en definitiva, un documento extraordinario, pues acumula, sedimentadamente, los testimonios del devenir histórico de una cultura, expresa los diversos modos de vida en distintos momentos históricos, recrea el pasado en el presente y condiciona –si se la preserva – el paisaje habitable del futuro”. (Versão em espanhol, Gutiérrez 1998:110)


Também não tem como no falar da figura do Alm. Miguel Grau Seminário, herói da Guerra do Pacifico Sul por volta do final do século XIX. Vários lugares da cidade fazem homenagem neste ilustre marinho, que de alguma forma fortalece o espírito vivo desta cidade.


F006. Praça Miguel Grau Seminário – Centro – Piura
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Nas visões e observações da Piura de hoje (contemporânea) se vislumbra um grande movimento comercial, falo por enquanto “mobilidade comercial” ainda muito longe de ser uma cidade industrial, esta correlação tem a visão da palestra do Arq. Ludeña cujo titulo é: “Patrimonio Industrial Peruano Piura: Memoria y patrimonio por redescubrir”, vários assuntos forem colocados por Ludeña (tenho como proposta a posteriori realizar uma critica de sua palestra), mais por agora como uma critica com “intuito genérico” fará chegar alguns alcances, por exemplo, ao dizer Ludeña que o “processo de industrialização do Peru se da nas cidades no interior do pais”, e claro e importante dizer isto já que como uma das características na nossa America Latina, o desenvolvimento se da através de um “centralismo dados pelas sua Capitais”, sem duvida tem um centralidade que esta exposta em quase todos os pensamento, idéia do “colonialismo” tantas vezes explicados pelos pensadores Picó e Habermas.


F007. Praça Principal (Plaza de Armas)
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Para que conhece a trajetória do Prof. Ludeña, não é um homem de fazer de agraciamentos, mais bem como o define na perfeição o Arq. Elio Martuccelli Casanova no prólogo de seu livro: Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, 1996, e diz: “que com Wiley Ludeña não se conversa se discute”, só que agregaria se discute nas questões inerentes a profissão de arquiteto e urbanista, ou da própria problemática da arquitetura, em especial nas questões urbanas, mais ele como pessoa amável de decisões firmes. Não devemos esquecer que Ludeña vem de seu doutorado feito na Alemanha. Chamo-me a atenção quando a distinção – medalha outorgada Colégio de Arquitetos de Piura: tanta surpresa que faz que o Arq. Wiley Ludeña Urquizo fala-se assim: “não são merecedor de nada, eu faço meu trabalho” é isso meus queridos leitores deste Blog, e digno dos grandes mestres que só aspiram a fazer de publico conhecimento suas visões e percepções de como foi, e como caminha a nossa historia de arquitetura e urbanismo, penso eu como uma visão de ampla forma de colaboração, talvez na procura de um mundo melhor.


F008. Arq. Leopoldo Villacorta Icochea – Decano Regional por Piura do Colegio de Arquitectos del Peru e o homenageado Arq. Dr. Wiley Ludeña Urquizo.
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Como era obvio minha pergunta feita a Ludeña tinha mais de ordem “ambientalista” pensamento de como faço para enxergar melhor com qualidade e sustentabilidade a arquitetura e o urbanismo – talvez um sorriso disfarçado pelo palestrante, mais com a certeza de tocar um tema tão importante como a questão ambiental “algo que não podemos arrumar – só nos queda amenizar – o dano já foi feito” (J. Villavisencio, 2010 – EREA/GOIANIA/Maio:2010)


Sem duvida o ultimo dia deste ciclo de Conferencias a presença do arquiteto Enrique Ciriani Suito, tem um significado algo assim “o arquiteto peruano que foi reconhecido pelo seu trabalho não só no exterior (mais na França), mais também no Peru” e obvio que quando um arquiteto chega a certa maturidade (anos vivencia e experiência), e claro de sua experiência como docente da arquitetura penso que sua sensibilidade fica mais aguçada no sentido de querer expor seu trabalho, Ciriani guarda em si como tinha falado no seu inicio uma nostalgia profunda de sua escola alma mater de Lima – FAUA/UNI. Anos atrás (2009) num de seus ateliers de desenho na FAU/UPC também faz referencia a este fato, ao igual que seu Decano o Arq. Miguel Cruchaga Belaunde, então, podemos vislumbrar que em todo momento a Escola de Arquitetura esta presente.


Só para lembrar que neste ano o Premio Pritzker da Arquitetura 2011 foi outorgado ao Arq. Eduardo Souto de Moura, anos atrás foi do também português Álvaro Sissa Vieira , ambos da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Porto, Portugal. Será que é uma simples consciência? A arquitetura pelas suas complexidades essências tem esse valor penso que e um agregado a mais, a busca como diz Zevi, Quantas dimensões tem a mais a arquitetura? Alem claro das quatro conhecidas, para mim e para alguns outros o tema “ambientalista” pode ser que seja uma dimensão a mais, tanto assim que palestra do nosso distinguido mestre Enrique Ciriani, foi solicitado para que encontra-se uma solução aos problemas “pluviais”, sem duvida que deve arquejar a vida da cidade de Piura.


F009. Praça Miguel Cortez - Piura – intento de resolver a dificuldade da problemática
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Comentava com meu colega do mestrado o Arq. Federico Couto, da importância desta pergunta, no sentido de não só resolver o problema das chuvas a traves de canalizar o esgoto pluvial, como bem diz o ex-prefeito da cidade de Piura o Eng. Francisco Hilbck Eguigurem, cujo custo sobre passaria um bilhão de dólares, o que fica inviável. Mais isso e uma parte. O problema radica que “por fim” em importantes conferencias como estas se toquem as “problemáticas ambientais”, sem duvida a palavras de ordem para as próximas décadas vai que ter um “olhar esmerado” sobre como minimizar os riscos da questão ambiental.


F010. Arquitetos: Jorge Villavisencio, Enrique Ciriani (homenageado), Leopoldo Villacorta.
Fonte: F. Couto (2011)


Como tinha dito anteriormente “algo que não podemos arrumar, só amenizar”, o descuido do homem sobre o problema ambiental bate firme, a natureza é sabia é tem seu valor agregado, sem água, sem sol não podemos sobre-viver (é só lembrar o dito na Carta de Atenas de 1933 no CIAM), o desleixo das autoridades edilícias por décadas tem trazido conseqüências – correr atrás para amenizar. Si utilizamos a lógica projetual de Bruno Zevi ao dizer que a arquitetura tem muitas dimensões. Será que a questão ambiental tem categoria de dimensão na arquitetura? Si pensamos em questões de sustentabilidade que tem como fundamento o “cuidar e preservar”.


Não tem duvida alguma que nesta conferencia a pesar que o tema central não foi desenvolver idéias sobre a questão ambiental, teve sim no final, na palestra e comentários de Ciriani, considerações amplas sobre o importante tema ambiental, não cabe duvida que os arquitetos estamos cada vez mais conscientes deste assuntos, por isso quedo-me com a proposta projetual do arquiteto Enrique Ciriani “a importância da arquitetura esta nos espaços vazios, o espaços cheios são mais fáceis de trabalhar”.


Piura, 21 de Julho de 2011
Arq. Jorge Villavisencio.

Bibliografía
CANZIANI, José; Ciudad y Territorio en los Andes: Contribuciones a la historia del urbanismo prehispánico, Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú, Lima, 2009.
ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.
GUTIÉRREZ, Ramón (org.); Arquitectura Latinoamericana en el Siglo XX, Epígrafe S.A. Editores, Universidad Ricardo Palma, Lima, 1998.
LUDEÑA, Wiley; Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, Editora SEMSA, Lima, 1997.


martes, 2 de agosto de 2011

Blog: arquitecturavillavisencio – Arquiteto Jorge Villavisencio Ordóñez (3° Parte)

Índice – (Janeiro 2011 a Julho 2011) Blog: arquitecturavillavisencio – Terceira Parte.

Julho – 2011
155. Elder Rocha Lima y su guía arquitectónica sentimental 24/07/11
154. Roberto Segre: sus visiones de la arquitectura Latinoamericana 14/07/11
153. FAUA/UNI: o decálogo dos 100 anos intensos do ensi... 01/07/11

Junho – 2011
152. Goiânia e sua representação da historia arquitetôn... 11/06/11
151. Holanda: percepções preventivas no espaço urbano e... 02/06/11

Maio – 2011
150. Circuitos da Arquitetura Moderna Brasileira na cid... 24/05/11
149. Pampulha: o pensamento de visão moderna da arquite... 14/05/11
148. Edifício Martinelli: o processo de verticalização... 06/05/11
147. Estatísticas, arquitetura, urbanismo e textos: alg. 01/05/11

Abril – 2011
146. Vidro na arquitetura: visão de síntese utilitarista 20/04/11
145. Arquitetura Hospitalaria na cidade de Buenos Aires... 11/04/11
144. Belém: uma questão de identidade arquitetônica 02/04/11

Março – 2011
143. Ministério de Educação e Saúde (1936-1943) Rio de Janeiro 27/01/11
142. Evento en Lima-Perú - CICLO DE CONFERENCIAS: HOMBR... 07/03/11
141. Escola da Bauhaus: as teorias e práticas inspirado... 02/03/11

Fevereiro – 2011
140. Sustentabilidade: a arquitetura na vivenda unifamiliar 15/02/11
139. Kandinsky: e suas relações com a Escola das artes 06/02/11

Janeiro – 2011
138. Catedral de Rio de Janeiro e seu lado formalista 27/01/11
137. Desastres naturais: historia urbana de Lima do séc. 13/01/2011
136. Sustentabilidade é a busca da XI Conferencia das Cidades 04/01/11
135. Blog: arquitecturavillavisencio – Arquiteto Jorge Villavisencio Blog: arquitecturavillavisencio – Arquiteto Jorge Villavisencio Ordóñez (2° Parte)

(Índices anteriores clique aqui)
(2° Parte)
http://jvillavisencio.blogspot.com/2011/01/blog-arquitecturavillavisencio.html
(Índice de Setembro 2010 a Dezembro 2010: 134-119)

(1° Parte) http://jvillavisencio.blogspot.com/2010/09/blog-arquitecturavillavisencio.html
(Índice de Março 2009 a Agosto 2010: 133-001)