sábado, 17 de septiembre de 2011

Estruturas tensionadas e sua versatilidade da forma

Estruturas tensionadas e sua versatilidade da forma
Critica: Arq. Jorge Villavisencio



As estruturas tensionadas ou também alguns a denominam como arquitetura têxtil, tem levado nestes últimos anos a sua utilização especialmente nos campos de uma arquitetura e da própria da execução de sua obra – inicialmente poderíamos pensar, mas nos aspectos formais que nos funcionais, mais penso que ambas são instancias que faz que este tipo de proposta possa de alguma maneira estar atrelada uma na outra.

F.1 – Mercado Ver-o-Peso – Belém
Fonte: Jorge Villavisencio (2011)


Penso inicialmente a trajetória dos esforços que estas estruturas se apresentam – mais a utilização destas tem varias forma de usos, elas podem ser vistas como uma forma rápida de execução da obra, com uma leveza e plasticidade que faz parte do convívio da arquitetura. Nas membranas que se forma através de suas estruturas de alguma maneira em que as partes de alguma coisa em que se relaciona para formar esse todo, pelas tanto suas formas naturais entre sim formam todas as formas criadas pelo seres humanos que se compõe através de sua estrutura.


Mais lembremos que a arquitetura esta composta por partes-partes e de essas partes podemos compreender as parte-todo (Ludeña, 1997), dentre deste ponto de vistas teórico tem um embasamento profundo do entendimento da forma, nem sempre podemos entender o conjunto da obra sem entender as partes, só para lembrar a obra de Hans Hollein do projeto do Interbank de Lima (2000-2001) o a obra do Museu Guggenheim de Frank Gehry na cidade de Bilbao (1997), claro entre muitas obras que só podem ser analisadas as partes para entender o todo, o conjunto da arte da arquitetura.


F.2 – Mercado Ver-o-Peso – Belém
Fonte: Jorge Villavisencio (2011)


Mais o efeito durabilidade esta presente, mais isso pode ser minimizado - efeito de “manutenção freqüente” entenda que a melhor forma de antecipar certos desconfortos é através de dos programas de usos, e como e lógico aos programar estamos antecipando algum fato que possa ocorrer. Este sistema estrutural pode ser de dos tipos: por compressão e por tração, dependendo da proposta de solução na edificação. Este tem muito com o tipo de vãos que queira se atender, nem sempre outros tios de materiais possam atender, e claro o efeito do “rápido e seguro”.
Porque sem duvida não tem forma sem estrutura, nem estrutura sem forma, e tida a forma na maneira que cumpre uma determinada função (Claux, 2005:137)


F.3 – Estruturas Tensionadas – por compressão com apoio exterior
Fonte: H. Engel


Heinrich Engel no seu livro Sistemas Estruturais, apresenta de forma síntese diversas formas de soluções, sem divida Engel faz um estudo e ensaios minucioso “para os arquitetos” poucas vezes (assim penso) que se apresentam teorias tão persuasivas nos sentido na buscas da própria estabilidade formal, claro sem a utilização excessiva do calculo matemático, acho que a arquitetura busca mais os elementos geométricos da composição da estrutura que ela busca, poderíamos interpretar como o verdadeiro suporte que a natureza nos dá, para sobreviver os animais os vegetais tem resistir pressões e forças exercidas sobre eles e que tem por obrigação absorver estas forças dentro de sua própria estrutura e por isso que “as obras de arquitetura também tem que resistir suas pressões”.


Em toda edificação os esforços estão atrelados as suas composição de esforços em que ela se sustenta, tanto assim que os ensaios de maquetes físicas cumprem um labor relevante no comportamento de sua estrutura e talvez seja menos a questão da estética do edifício já que esta pode se apresentar de maneira virtual.


F.4 – Estruturas Tensionadas – por compressão com apoio interior
Fonte: H. Engel


As criações na busca de forma que sejam mais amenas nas tendências apresentadas no tempo-espaço da época procura de alguma forma estar em sintonia com as realidades da época, mais como pode ser mais convincente no sentido que na se tenham duvidas de sua “estabilidade estrutural”, e isso tem uma relação direta da forma que queira se propuser. O arquiteto estrutura dos espaços em que eles habitam os seres humanos a estrutura também são diferentes elementos em que delimitam seus espaços (Claux, 2005:137), este raciocínio nos leva a perceber da utilidade não só como suporte-base de determinada estrutura nas questões dos esforços, mais bem tem condições como explica Claux de acondicionamento de espaços que cumprem determinadas funções, tantas vezes aplicados nos trabalhos de Le Corbusier e Mies van der Rohe, e tantos outros.


F.5 – Estruturas Tensionadas – sistema de formas com dois arcos centrais para formar pontos altos
Fonte: H. Engel


Estas estruturas tensionadas podem ser utilizadas para as obras de coberturas isoladas, em edificações projetadas ou já existentes, tem a certo ponto uma flexibilidade de ação projetual falicitadora, em para proteção contra intempéries, para integrar um projeto paisagístico, a paisagem como uma parte de esse todo. Também de alguma forma sua utilização seja para adequação de uma iluminação natural.


Na geometria da sua estrutura tensionada pode ser utilizada numa infinidade de variações e combinações para a produção de uma arquitetura com contornos e formas surpreendentes. Durante o dia, o sol proporciona uma iluminação interior difusa, sem revelar transparência quando vista de fora. À noite, a iluminação interna faz com que a lona pareça acesa, como se fosse um “Back Light”, fazendo saltar aos olhos a beleza de suas formas externas. Também e correto dizer que “barbante não empurra”. Porque o sistema estrutural de uma construção são elementos (partes) conectados entre si, que tem como função receber cargas, suportar esforços e transmitir que ditas cargas ao solo, dando garantias que seja estável no tempo.


F.6 – Estruturas Tensionadas – Maquete do sistema de formas de tendas co suportes fixos de ordenação radial
Fonte: H. Engel


As cargas vivas e mortas sobre estas estruturas originam nela esforços de compressão e de tensão, no caso da proposta destas formas da arquitetura têxtil vem mais na tração e tensão ambas são elementos de solução estrutural que se transladam em elementos formais. A transmissão de esforços são sentidos em suas bases (cimentação), sem duvida o projeto de uma estrutura tensionada difere do projeto de uma construção convencional. É seguramente um tipo construtivo em que a “engenharia e arquitetura só conseguem andar de mãos dadas”, e não pode ser de outra maneira as relações de estas duas profissões estão feitos para caminhar de mãos juntas, claro dentro do espírito colaborativo em que tenham influência.


F.7 – Estruturas Tensionadas – Desenho do sistema de formas de tendas com suportes fixos de ordenação radial
Fonte: H. Engel

F.8 – Estádio Olímpico de Munique, Alemanha
Fonte: Revista Achitectural Record, 2004 in: I. Claux


Como as estruturas estão sobre o solo é necessário conhecer a propriedades deste, já que estas serão submetidas aos esforços externos, e dizer colocar pesos acima e precisamos ter segurança que suporte não ocorra problemas (Claux, 2005:139), sem duvida alguma os esforços devem ser feitos os devidos ensaios e cálculos necessários para colocar os “barbantes” sejam estes do material que seja utilizado. Por isso é necessário conhecer a dinâmicas destas estruturas, mais o conhecimento profundo de terminados materiais (espessuras, durabilidade, manutenção, substituição de alguns elementos). As nervuras que dão a forma em alguns casos bastante belos e principalmente leves pelas “estruturas suspensas”.


F.9 – Mercado Ver-o-Peso – Belém
Fonte: Jorge Villavisencio (2011
)


Dentre das varias reflexões escritos neste texto a razão projetual como base firme de uma execução de uma obra física – tem uma importante visão de comportamento das ações formais inseridas nas questões da própria estrutura que deve estar presente tanto nas considerações funcionais e estéticas da edificação, às vezes penso ate de forma de “vislumbrar” relações diretas formais-construtivas que faz parte do convívio do arquiteto, então não poderia entender determinada forma sem ter entendido seu processo da proposta estrutural, esta, claro da base a sustentação de apurada da obra. Penso que estabilidade entrega em si na forma uma conotação de tranqüilidade na execução da mesma, o ato projetual arquitetônico foi analisado exaustivamente, ate conseguir a segurança projetual solicitada, caro em harmonia com as considerações estéticas da edificação de seu tempo.

Goiânia, 17 de Setembro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografía
ENGEL
, Heinch; Sistemas Estructurales, Editora Blume, Madrid, 1970.
CAUX, Inés; La Arquitectura y el Proceso de Diseño, Ed. Universidad San Martin de Porres, Lima, 2005.
CHING, Francis; Forma, Espacio y Orden, editora Gustavo Gili, Barcelona, 2002.
LUDEÑA, Wiley; Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, Editora SEMSA, Lima, 1997.
ARNHEIM, Rudolf; La forma visual de la arquitetura, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2001.


jueves, 1 de septiembre de 2011

Machu Picchu: a importância do primeiro centenário de seu descobrimento.

Machu Picchu: a importância do primeiro centenário de seu descobrimento.
Por: Arq. Jorge Villavisencio



No dia 24 de Julho de 1911 – o arqueólogo norte-americano Hiram Bringham (1875-1956) fez o descobrimento da cidadela de “Machu Picchu”, sem duvida esta magnífica obra pré-colombina da cultura “Inca”, penso que tem importância para a arquitetura e o urbanismo, foco desta critica. Mais e difícil desvincular outros assuntos que faz parte das visões e percepções destes edifícios que agregam em si muitas outras questões que faz parte de vivencia e da experiência – em seu pouco tempo de descobrimento de Machu Picchu, da forma de como incide dentro da cultura contemporânea de America do Sul.


No tem como não falar deste assunto, já que no transcurso de nossa história das Américas que tem pouco mais de cinco séculos, parecera que o Continente Americano tenha nascido na época de seu descobrimento, coisa que não e verdade. Nossa cultura na America do Sul também é milenária, forem vários descobrimentos que dão fé da nossa historia, importantes historiadores e arqueólogos como: Rowe, Lumbreras, Tello, Kauffman, Bringham, Canziani, Alva, entre outros tem feito indicações do dito, fala-se do nascimento pré-hispânico por volta de 5, 000 a.C. época paralela da dinastia oriental Ming da China.

F.001 – Machu Picchu e sua região.
Fonte: Jornal El Comercio (2011)


E aqui vai minha primeira critica, devemos “diferenciar entre descobrimento e nascimento”, porque tenho reparado em varias literaturas, pareceria que nosso estado de “Cultura sul-americana” nascesse da cultura que veio do ocidente. Muitos historiadores, sociólogos, filósofos tem escrito de: Como tem influenciado a cultura ocidental na America? Importantes livros que explicam de maneira consciente suas influências dentro de nosso continente como: Picó, Quijano, Weber, Lopez Soria, Habermas, Lyotard, Bell, Giddens, sem duvida com a seriedade investigativa já explicada, mais eles se refere a suas influências do descobrimento dentro dos aspectos coloniais, e claro como influem/impõe ate hoje na nossa maneira de pensar e atuar.


F.002 – Machu Picchu – vista parcial, o respeito ao meio ambiente - “jamais intentavam o domínio de sua geografia – o importante que se adaptavam a esta”
Fonte: Jorge Villavisencio (1986)


Mais nosso nascimento sul-americano é muito anterior ao nosso descobrimento, (que é um assunto muito diferente) que temos aproveitado como tema desta critica da cidadela de Machu Picchu, penso que nos ajudará a vislumbrar alguns aspectos da nossa cultura que também e o fundo desta provocativa discussão, assim esperamos.


Desde o descobrimento pelo arqueólogo Hiram Bringham em 1911, Machu Picchu é um lugares mais celebres intensamente visitados, objeto de múltiplos estudos e uma ampla serie de publicações,... Machu Picchu constitui um estabelecimento Inca muito especial, com probabilidade do caráter sacro. Canziani, 2009:457).


O nascimento de Machu Picchu data do século XV, o Inca Pachacutec manda construir a Cidade Sagrada de Machu Picchu, estas envoltas das montanhas do Huayna Picchu e do Yanati. “...alguns dados etno-históricos propõe a possibilidade de que este complexo fora de propriedade pessoal do Inca Pachacutec” (Canziani, 2009:458). A extensão deste Santuário e de 32, 592 hectares, como todos nos sabemos na cidade de Lisboa no dia 7 de Julho de 2007 foi proposto/considerado Machu Picchu como uma das novas sete maravilhas do mundo contemporâneo – encravado dentro do Departamento de Cusco, a um altura 2,453 m.s.n.m. num clima de 6 a 24 grados centigrados. Na tradução do idioma quéchua (idioma da região dos Andes) Machu Picchu tem como significado de “montanha velha”, localizado na região sul do Perú, no lado oriental dos Andes. No ano de 1983 e Declarado pela UNESCO como “Patrimônio da Humanidade”.


F.003 – Machu Picchu – vista panorâmica parcial – o domínio do espaço construído.
Fonte: Jorge Villavisencio (1986)


Machu Picchu pode ser considerado um “Centro Religioso, Político e Administrativo”, Alguns historiadores com credibilidade como o ayacuchano Dr. Luis Lumbreras (1936-) sustentam que é uma cidade sagrada pela quantidade de Templos que encontram destro desta, assim como para lembrar ao Inca Pachacutec. Alem dos oito caminhos que convergem. Para o importante historiador chiclayano Dr. Federico Kauffman (1928-) sustenta que é uma cidade como as outras como um projeto do Estado Inca para ampliar suas fronteiras agrícolas. Outros historiadores na definem com uma fortaleza, mais a verdade que se consideramos que as pesquisas/investigações ainda são muito incipientes, tanto assim que só podemos falar dos trabalhos investigativos do século XX, e isso que é um lugar arqueológico que mais se tem escrito sobre ele.


F.004 – Machu Picchu – vista do Huayna Picchu.
Fonte: Jorge Villavisencio (1986)


Sobre o nascimento da cultura Inca, tem muita controvérsia, mais segundo a cronologia elaborada pelo arqueólogo e historiador norte-americano John Howland Rowe (1918-2004), talvez a mais fiável, é que nos anos de 1, 200 d. C. pode considerar-se o inicio da dinastia dos soberanos Incas. (Alva, 2008:49)


Um dos aspectos que me impressiona foi que Machu Picchu foi seu ordenamento espacial urbano, áreas bem delimitadas e definidas tais como espaço sagrado, espaço residencial, assim como o definido entre o urbano e o rural/agrário, avalio que o pensamento dos Incas sobre a “cosmovisão” – baseado com a idéia dos pares, tinham influência na sua percepção projetual na definição dos espaços.


F.005 – Machu Picchu – a concepção dos espaços.
Fonte: Jornal El Comercio (2011
)


Na edificação de Machu Picchu engastada no vale de Vilcabamba, nas margens do Rio Urubamba, faz que tenha uma estrutura de 242 km. de cumprimento. E claro uma das características mais importantes que de fato deu certo foi que “jamais intentavam o domínio de sua geografia – o importante que se adaptavam a esta” – e aqui vai minha segunda reflexão: Porque não aprendemos de nossas culturas ancestrais? – Si nos sabemos que estamos invadindo o espaço natural, e por mau costume de visão/percepção queremos modificar, e claro sabemos que si estamos invadindo o espaço natural, a questão mais acertada e adaptar-se, com convicção de respeito ate por uma questão de consciência de respeito ao meio ambiente, e claro a paisagem natural sé que faz presente como processo histórico do planeta terra.


F.006 – Machu Picchu – a janela do Inca.
Fonte: Jorge Villavisencio (1986)


O legado dos Incas tem sido objeto de pesquisas dirigido ao conhecimento de uma organização econômica, social e política, assim nos aspectos relacionados da cosmovisão, ideologia, tecnologia e a arte. Canziani, 2009:435).


Também o domínio da pedra em suas edificações ainda ate hoje impressionam, mais como nos sabemos forem obras que demorarem varias dezenas de anos, similar aos acontecimentos da construção da pirâmides egípcias. Mais existe uma prensa sensacionalista em querer desvirtuar nossas riquezas tecnológico-construtivo e da forma como forem feitos os trabalhos em pedra (ver imagens F.007 e F.008) e induzir de forma engraçada aos leigos que forem feitos por óvnis ou coisa parecida. Mais tenho certeza que num prazo no muito longo estas questões serão esclarecidas, ate que pareceria que quisessem achatar nossa historia de vida da nossa identidade social e cultura de America do Sul.


Talvez a falta de pesquisas ou também possa ser a falta de interesse das autoridades políticas que tenham como paradigma um significado profundo na busca de uma “identidade histórica” que se sabe ainda muito pouco, penso que a falta de profissionalismo político se faz presente, devo recalcar que “nossa identidade de espaço e lugar” e anterior o nosso descobrimento. Considero que muito provável que conforme se realizem mais investigações sobre estes temas poderemos encontrar algumas outras alternativas de soluções a nosso problemas principalmente aos conflitos sociais, culturais e principalmente na questão do meio ambiente.


F.007 – Machu Picchu – o domínio no trabalho em pedra da cultura Inca.
Fonte: Jornal El Comercio (2011
)


F.008 – Machu Picchu – detalhe de trabalho em pedra.
Fonte: Jorge Villavisencio (1986
)


Talvez nesta critica sobre Machu Picchu possa ser fonte inspiradora para outros olhares da importância da nossa rica cultura de America do Sul, penso que um deste olhares esta no aspecto da sustentabilidade ambiental, o profundo respeito na paisagem que a natureza nos oferece, criar novos espaços edificados, mais como foi feito na Cultura Inca, com respeito a sua percepção/visão da “cosmovisão”. Quem tem que se adaptar ao meio ambiente somos-nos por ter invadido seu espaço natural, penso que todo este relacionada com a questão de “identidade cultural”, muitos pesquisadores tem falado da nossa identidade relacionada com as culturas indígenas, talvez por um pouco de falta de conhecimento, ou também por mediocridade de aversão nas culturas indígenas ou nativas tem dado pouca procura em conhecer. Mais sem duvida nestas ultimas décadas, pelo menos aqui na America do Sul tem procurado ajuizar idéias que sejam concordantes em nossos pensamentos, vemos o caso do nascimento da União das Nações da America do Sul – UNASUR, cujo Tratado Constitutivo foi na cidade de Brasília no ano de 2008. E mais, não penso que o nascimento da UNASUR seja por coincidência na cidade de Cusco no dia 8 de Dezembro de 2004, que teve como membro países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Perú, Surinamés, Uruguai e Venezuela, que fazem parte do Tratado da Comunidade Sul Americana das Nações, e como lugar escolhido a cidade de Cusco, posso pensar em localização geográfica, identidade histórica, riqueza espacial, lugar inspirador, cultura ancestral, entre outros que possam vir a nossas mentes.


F.009 – Machu Picchu – vista parcial da “Andenaria” (plataformas utilizadas para o plantio e conservação das edificações – o muro de arrimo).
Fonte: Ilka Tancredi (1986)


Sem sombra de duvidas a localização geográfica de Machu Picchu e seu Vale de Yucay têm em sim um enigma que este por investigar, claro de forma análoga pela sua “estratégia de localização”, como lugar sagrado que é, assim como sua pertinência na “vigília e proteção”, seus mais de “150 edifícios, que são comunicados por escadas e corredores. Estas construções caracterizavam-se pela pouca decoração, que assemelham com gigantescas figuras abstratas” (Salvat, 2004:9401). Como tínhamos dito a cultura Inca tinha uma elevada condição no conhecimento para criar espaços, sua escala projetual relacional com o meio ambiente penso que estava imbuído neste pensamento, um racionalismo projetual que permitiria “criar sem desperdiçar”, mais a sua vez deixar que suas mentes possam criar ou re-criar outros elementos visuais de forma abstrata, claro com condições de adaptação ao meio ambiente.


Penso que o desafio esta presente na nossa cultura ancestral, que nos da “o poder de identidade” – talvez mais concordante a nossas necessidades atuais e futuras, considero que o momento e pertinente na busca de novas fontes inspiradoras de “raízes profundas”, tanto assim que Samuel Huntington apresenta como alternativa com fortes questões teóricas ao indicar que America do Sul poderia ser considerada entre as oito novas civilizações contemporâneas, na nova reorganização do mundo. Talvez neste texto possa levantar algumas questões que forem esquecidas no tempo-espaço, uma exigência quem sabe contemporânea, claro baseado num profundo respeito de vivencia e convivência entre o homem e seu entorno no meio ambiente.


Goiânia, 01 de Setembro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografia
ALVA
, Walter; LONGHENA, María; Perú Antiguo: Historia de las culturas andinas, Ediciones Folio S.A., Barcelona, 2008.
CANZIANI, José; Ciudad y Territorio en los Andes: Contribuciones a la historia del urbanismo prehispánico, Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú, Lima, 2009.
HUNTINGTON, Samuel; ¿Choque de civilizaciones?, (Título original: The Clash of Civilizations), Editorial Tecnos, Madrid, 2006.
PERÉZ, Alicia (Org.); La Enciclopedia, Salvat Editores, Volumen 12, Madrid, 2004.
Jornal El Comercio – Edição Especial sobre Machu Picchu (24/07/2011), créditos das imagens: F.001 – F.005 – F.007; Lima, 2011.


martes, 16 de agosto de 2011

A invenção do espaço construído.

A invenção do espaço construído.
Ensaio: Arq. Jorge Villavisencio



Uns dos aspectos mais importantes da arquitetura é a “criação do espaço”, nem sempre e fácil contar com referentes que nos outorga essa criatividade, entendemos que a criatividade não vem do ar, ele vem de algumas experiências ou conhecimentos que se vão adquirido através do tempo-espaço. Mais e necessário entender que dentro do “processo arquitetural” esta inserida o “projeção projetual”, como nos sabemos nos estamos referindo ao “desenho”, que dentro da esfera do processo arquitetural encontrem-se todas as etapas: projeção projetual; projeção construtiva; consumo (Ludeña, 1997:86). Mais antes da adoção do partido arquitetônico temos algumas considerações conceituais de difícil entendimento, esta, claro baseada, nas complexidades essências da arquitetura “Na educação arquitetônica, ainda que estejamos limitados ao único meio representativos das plantas, o método do resumo gráfico é importante: a síntese que antecede ao analise” (Zevi, 2009:41), claro, si nos estamos referindo ao desenho arquitetônico, a nossas experiências estão plasmadas das nossas “convenciones aprendidas e sintetizadas em nossos pensamentos”, e não simples traços como o povo pensa.


E aqui vai minha primeira reflexão: Será que população sabe para que serve a arquitetura? Será que o povo sabe qual e a função do profissional arquiteto?


Na verdade, o tema deste ensaio: De donde vem nossa criatividade que da a forma na arquitetura? Mais e muito difícil desvincular das nossas realidades que faz parte da vida profissional do arquiteto, que no fundo são elementos que nos base de pensamentos prospectivos. E claro si falamos de “prospecção” estamos gerando avance, que é um principio de pensamento moderno. Sem duvida a historia das artes (donde também esta inserida a arte da arquitetura) nos ensina que muitos de nossos pensamentos estão baseados em nossas próprias experiências de vida, ou nas procuras destas, na minha maneira de ver esse o principio-nos da este pensamento de “vanguarda” – esse olhar para frente – às vezes incompreendidos hoje – o pensamento “utópico” faz parte das experiências do arquiteto, só para lembrar-se da Carta de Atenas de 1933 – do CIAM.


F.01 – Ministério de Educação e Saúde (1935-1943) da assessoria de Le Corbusier e dos jovens arquitetos brasileiros L. Costa, O. Niemeyer, A. Reidy, E. Vasconcelos, J. Moreira, C. Leão – A forma pura cúbica: a transformação dimensional do cubo vertical.
Fonte: J. Villavisencio (2011)


“A arquitetura é uma das ocupações de produtos humanos, que por uma razão ou outra, oferece uma forma organizada do corpo e do intelecto” (Arnheim, 2001:93), para o filosofo e psicólogo alemão Rudolf Arnheim (1904-2007) nos oferece o conceito/síntese bastante polemico, primeiro a arquitetura de hoje ou contemporânea é considerada uma profissão de “relações sociais” com especificidades “aplicadas”, só com o intuito de complementar, o nosso trabalho de arquiteto nos outorga esse espírito de construção das nossas idéias projetuais, porque entendemos que o “projeto de arquitetura (desenho) e um meio, não e a finalidade. A finalidade esta na obra construída”, ou seja, ver concretamente que nossas idéias são feitas nos desenhos em que estes forem realidades concretizadas na obra construída. O segundo ponto de Arnheim e a questão da “forma organizada” – bom aqui vão nossa segunda dicotomia que faz parte da vida do arquiteto e da arquitetura: “a forma segue a função, ou, a função segue a forma”. Mais antes devemos entender que é forma: a forma e a relação do espaço vazio com o volume ou a massa – deste se desprendem a idéia de forma – como podemos caracterizar algo sem que podassem definir, mais a “percepção das formas as vê porque existem contrastes” (Claux, 2005:44).


F.02 – Casa de uma Guarda Agrícola de Maupertuis (1806) de Claude-Nicolas Ledoux – a forma esférica.
Fonte: L. Benévolo (p.57)


A relação do objeto e dos contrastes entre os claros e escuros nos da à dimensão de contorno/imagem que cria essa forma, alem da profundidade que nos entrega a questão da escala – largura, cumprimento, etc. Mais estas formas sofrem transformações dimensionais “Uma forma pode transformar-se mediante a modificação de suas dimensões, mais não perde sua identidade geométrica” (Ching, 2002.48), às vezes com desdobramentos incluídos a própria criatividade em adições e sustações da mesma forma base – poderíamos induzir aos próprios e insubstituíveis “sólidos platônicos”: a esfera, o cubo, o cilindro, o cone, a pirâmide. Claro, destes elementos forem criados como formas base, só para lembrar-se da forma cúbica a Casa Hanselman (1967) de Michel Graves; o da forma esférica da Casa de uma Guarda Agrícola de Maupertuis (1806) de Claude-Nicolas Ledoux; da forma cônica do Projeto do Cenotafio Cônico (1784) de Étienne-Louis Boulée; da forma cilíndrica da Capela do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (1955) de Eero Saarinen; ou por ultimo da forma piramidal das Pirâmides Egípcias Keops, Kefren e Micerinos (2.500 a. C.) obra emblemática de todos os tempos.


Mais e bom lembrar o que psicanalista e pensador Sigmund Freud (1856-1939) diz: que a gente reconhece as forma puras ou platônicas ao ter a sensação de conhecer anteriormente, só como exemplo: desde crianças todos brincamos com uma esfera (a bola comum) ou o cubo, então nossa mente reconhece automaticamente essas formas e se nos faz parte de nossas vivencias e experiências da vida, por isso apresenta na grande maioria das vezes como objetos que agradam? a nossas mentes ou que simplesmente as reconhecemos.


F.03 – Procuradoria Geral da Republica de Brasília (1995-2002) de Oscar Niemeyer – a forma cilíndrica.
Fonte: PGR – internet (2010).


A segunda e a questão que nos apresenta Arheim e a questão da organização, sem duvida uma das principais tarefas da arquitetura e a “organização de espaços”, então estas relações inter-espaciais devem ter “funções” que estejam vinculadas para os fins que forem solicitados pelos seus gestores, sem duvida na primeira etapa “solicitação do projeto” estas devem ser revelar em forma conclusiva – esta é: Qual e a finalidade da Obra?
Como sabemos a obra esta composta de varias partes, que compões todo, dependendo das complexidades essências do espaço criado, para poder entender as varias partes que compõe o todo, mais as vezes temos que separar – como si fossem construir-se por etapas, um exemplo e a obra do arquiteto austríaco Hans Holein (1934-) na obra do Edifício do Banco Interbank (2000-2001) da cidade de Lima (ver imagem F.04), em principio o que marca sua estética é seu volume central que é um cone invertido esta vista pela fachada principal, e na fachada posterior contem subtrações desta forma, alem que no lado direito temos um cubo com adições, e outro que um cubo com uma inércia visual em desequilíbrio (auditório – ver figura F.05), então poderíamos facilmente distinguir as partes, e não falamos de questões subjetivas, mas bem são questões objetivas das formas geométricas.


F.04 – Banco Interbank em Lima de Hans Holein (2000-2001) – a forma cônica invertida, edifício principal.
Fonte: J. Villavisencio (2009)

F.05 – Banco Interbank em Lima de Hans Holein (2000-2001) – a forma cúbica, o auditório.
Fonte: J. Villavisencio (2009)


Um dos aspectos de importância na criatividade esta inserido na questão do “partido arquitetônico” – que na realidade podem ter variadas origens. Sem duvida talvez a mais coerente seja o analise do “entorno urbano”, penso que é uma forma correta de “vitalizar” ou “revitalizar”, deste se desprende dois pontos: a primeira que ao dizer vitalizar – e o determinada edificação que entrega uma nova perspectiva ao determinado bairro o setor da cidade, sem duvida que si esta edificação esta inserida de forma eficaz dentro de todas as prerrogativas de permeabilidade, variedade, legibilidade, versatilidade, imagem visual apropriada, riqueza perceptiva e por ultimo personalização (McGlynn, 1999), o dialogo entre a cidade e o edifício o inversamente tem uma coerência significativa, penso que o beneficio seja de ambas partes.


Também o segundo raciocínio se da entorno ao conceito do resgate da “memória arquitetônica ou urbanística”, sem duvida ao “revitalizar” o espaço construído estamos dando passo a uma nova forma de entender o espaço, de uma forma mais atual, mais contemporâneo, mais sem esquecer-se de seu passado histórico – que na realidade pode ser visto assim: “... os testemunhos do devier histórico da cultura, expressa os diversos modos de vida nos distintos momentos históricos, recreia o passado e o presente, e condiciona – si preservará – a paisagem habitável do futuro” (Gutierrez, 1996:110), então não é questão de passar patrola, e esquecer-se do passado, nosso espaço construído nos outorga em nossos edifícios do passado – conceitos espaciais recriados – que no final tem preservada a nossa cultura urbana ou arquitetônica do passado, com visões, percepções e usos contemporâneos.


F.06 – Pirâmides Egípcias Keops, Kefren e Micerinos (2.500 a. C.) – forma piramidal.
Fonte: Francis Ching (p.45)


Mais e importante ressaltar que a mobilidade urbana a partir do modernismo se da de acordo aos interesses que são premeditados dentro de uma cultura de visão social ate vezes imposta “Esse movimento geral colocou os vários setores da sociedade moderna dentro de um grande recipiente urbano; em dessa maneiram anulou em grau não pequeno, a separação entre os vários grupos dominantes” (Mumford, 2008:633). Na nossa maneira de ver na atualidade com uma visão mais contemporânea dos acordos exigidos pela mesma sociedade, não podemos desvincular das suas solicitudes, que são premissa inspiradoras de fazer boa arquitetura, porque entendemos que a essência esta atrelada as necessidades do povo, e claro da interpretação que tenhamos os arquitetos em “entender” essas necessidades.


A diferencia da modernidade que veio com projeto bastante firme com objetivos definidos, a posmodernidade é uma perspectiva (Martuccelli, 2009:7) esta na busca de um projeto que possa definir alguns lineamentos específicos. Por outro lado essas buscas de especificidades dão as forças – traduzidas em pesquisas cientificas de ter vários olhares que são ate concordantes com o momento que vivemos. Sem duvida a arquitetura como expressão de suas “formas” vão criando novas percepções do mundo, essa espacialidade de seus desenhos nos permite visualizar os diversos caminhos apresentados por seus arquitetos. Será que o caminho e correto? Mais sem duvida temos avançado no caminho de uma coerência ambiental, esta concordância vem das próprias necessidades criadas pelo bem da humanidade, mais a responsabilidade e de todos, a arquitetura e o estudo da cidade, tentam fazer sua parte em “cuidar e preservar” princípios do pensamento da sustentabilidade. Ser contemporâneos é pensar no ambiente, dificilmente hoje o arquiteto possa projetar sem pensar na escolha dos materiais a ser utilizado nas suas idéias/projetos, ou nas formas construtivas, penso que a arquitetura vai tomando consciência de ter um olhar de respeito com a natureza e o meio ambiente em que vivemos. Penso que muitos profissionais que tem verdadeira consciência contemporânea tem esse olhar diferenciado, é a nova visão com verdadeira orientação de “invenção do espaço construído”.



Goiânia, 16 de Agosto de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografia


ARNHEIM, Rudolf; La forma visual de la arquitetura, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2001.
ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.
LUDEÑA, Wiley; Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, Editora SEMSA, Lima, 1997.
PEDREIRA, Laert; Adoção do partido na arquitetura, Centro Editorial Universidade Federal da Bahia, Bahia, 1989.
CLAUX, Inés; La arquitectura y el proceso de diseño, Editado Universidad San Martín de Porres, Lima, 2005.
CHING, Francis; Forma, Espacio y Orden, editora Gustavo Gili, Barcelona, 2002.
BENEVOLO, Leonardo; História da arquitetura moderna, Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.
MCGLYNN, Sue (org); Entornos vitales, editora Gustavo Gili, Barcelona, 1999.
GUTIÉRREZ, Ramón (org.); Arquitectura Latinoamericana em el siglo XX, Ed. Epígrafe, Universidad Ricardo Palma (Lima, 1998), original: Editoriale Jaca Book S.p.A., Milão, 1996.
MUMFORD, Lewis; A cidade na história: suas origens, transformações e perspectivas, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008.
MARTUCCELLI, Elio, (vários autores); El arquitecto y su obra, Editado Universidad Ricardo Palma, Lima, 2009.


domingo, 7 de agosto de 2011

Piura: e sua mirada na procura da prospecção urbana.

Piura: e sua mirada na procura da prospecção urbana.
Critica: Arq. Jorge Villavisencio



Recentemente no Colégio de Arquitetos do Peru – Departamento de Piura apresenta três Conferencias sobre a questão da arquitetura e o urbanismo em comemoração aos 30 anos de funcionamento. Sem duvida alguma o seu Decano Regional o Arq. Leopoldo Villacorta faz um esforço, claro junto com toda sua Diretoria em levar este evento que permita ter uma “mirada na procura da prospecção urbana”.

F001. Pôster do evento – Julho 2011.
Fonte Divulgação: Colegio de Arquitectos del Peru – Regional Piura


Para os não conhecem a cidade de Piura (capital do Departamento de Piura) localizado na região norte no Peru, tem uma relação direta com desenvolvimento regional urbano desta parte do pais. A cidade de Piura sua população (a Grande Piura) tem um milhão e meio aproximadamente considerada a segunda cidade em maior população. Mais guarda uma sincronia (penso Eu) com a vida de tradições e comportamentos de sua população, certa amabilidade em “querer mostrar as riquezas desse povo” – entendamos bem que apesar de não ser uma cidade netamente turística (ou por dizer pouco explorado seu potencial – a diferença de sua cidade vizinha de Catacaos) a gentileza das pessoas faz que sua visita seja mais amena.


Cada conferencista trouxe na sua bagagem seu estilo que faz do “caráter” e característica de cada um, entre eles temos ao Arq. Wiley Ludeña Urquizo, importante investigador e critico da arquitetura e urbanismo contemporâneo. O Arq. José Beingoleia – Pepe também amplo investigador y professor da FAU/UNI, gostaria dizer que pela falta de responsabilidade e critério da empresa aérea transportadora para o evento fez com que perdesse sua palestra, mais chegue a falar com Pepe e pedir desculpas, como se diz nestas terras tupiniquins - fico devendo.


F002. Ponte Velha (esta ponte só e utilizado por pedestres) – “Piura sem suas pontes não é Piura”
Fonte: J. Villavisencio (2011)


F003. Ponte Bolognesi. Piura
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Também fez uma palestra Enrique Ciriani Suito – arquiteto franco-peruano que trouxe como idéia apresentar sua obra de seus mais de 50 anos de profissão de arquiteto-urbanista, são vários assuntos que me chamarem a atenção de sua palestra, que irei focando no transcurso desta critica, mais o que reserva no inicio suas palavras foi seu lado nostálgico (sem duvida) de sua alma mater. – a FAUA/UNI, donde ele estudo. E da influencia de seus professores Fernando Belaunde, Hector Velarde, Enrique Seoane, Santiago Agurto, Adolfo Cordova, Rafael Marquina, e tantos outros professores da arquitetura que influírem no seu estudo de bacharelado.


Gostaria de destacar aos colegas arquitetos Arq. Federico Couto (Diretor da FAU/Universidade de Sipán) e da Arqta. Carolina Cedano (do Instituto Nacional de Cultura do Peru – INC.), ambos destacados profissionais e investigadores na arte de projetar, parafraseando ao Neufert, alem de serem colegas do Mestrado na FAUA/UNI.


F004. Arq. Federico Couto – Arqta. Carolina Cedano – Arq. Jorge Villavisencio
Fonte Divulgação: Colegio de Arquitectos del Peru – Regional Piura


A idéia desta critica é de poder contar alguns fatos relevantes da cidade de Piura e de alguns alcances que forem temas de discussão dos palestrantes. Sem duvida falar da cidade de Piura estamos falando dos primeiros três fatos; o primeiro foi que na época pré- hispânica se fala de seus primeiros moradores os “Tallanes”, penso que como importantes artesão dedicadas na pesca, atributo fundamental de sua sobrevivência, mais devemos deixar claro do que diz o importante pesquisador e historiador contemporâneo, investigador da espoca pré- hispânica o Arq. José Canziani Amico “que nas culturas mais antigas – se baseavam em um nomadismo” a exemplo dos Tallanes que forem locados por volta do século VI, só que no ano de 1532 chego o colonizador espanhol Francisco Pizarro para fundar a cidade (um ano antes da cidade de Lima) fato relevante, seu nome oficial foi dado como San Miguel. Também na face da Independência (Período Republicano) acontecem meses antes (Abril de 1821).


F005. Casa Republicana século XIX – Piura
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Chama-me atenção que vários edifícios antigos da cidade têm características da época republicana, entendemos está por ter sido conservada sua memória “com certa identidade” dos fatos que recalcamos anteriormente. Sem duvida de acordo ao expressado por Bruno Zevi “que a historia da arquitetura se basa nas nos conceitos espaciais”, assim como o dito pelo arquiteto argentino Ramón Gutiérrez “La arquitectura es, en definitiva, un documento extraordinario, pues acumula, sedimentadamente, los testimonios del devenir histórico de una cultura, expresa los diversos modos de vida en distintos momentos históricos, recrea el pasado en el presente y condiciona –si se la preserva – el paisaje habitable del futuro”. (Versão em espanhol, Gutiérrez 1998:110)


Também não tem como no falar da figura do Alm. Miguel Grau Seminário, herói da Guerra do Pacifico Sul por volta do final do século XIX. Vários lugares da cidade fazem homenagem neste ilustre marinho, que de alguma forma fortalece o espírito vivo desta cidade.


F006. Praça Miguel Grau Seminário – Centro – Piura
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Nas visões e observações da Piura de hoje (contemporânea) se vislumbra um grande movimento comercial, falo por enquanto “mobilidade comercial” ainda muito longe de ser uma cidade industrial, esta correlação tem a visão da palestra do Arq. Ludeña cujo titulo é: “Patrimonio Industrial Peruano Piura: Memoria y patrimonio por redescubrir”, vários assuntos forem colocados por Ludeña (tenho como proposta a posteriori realizar uma critica de sua palestra), mais por agora como uma critica com “intuito genérico” fará chegar alguns alcances, por exemplo, ao dizer Ludeña que o “processo de industrialização do Peru se da nas cidades no interior do pais”, e claro e importante dizer isto já que como uma das características na nossa America Latina, o desenvolvimento se da através de um “centralismo dados pelas sua Capitais”, sem duvida tem um centralidade que esta exposta em quase todos os pensamento, idéia do “colonialismo” tantas vezes explicados pelos pensadores Picó e Habermas.


F007. Praça Principal (Plaza de Armas)
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Para que conhece a trajetória do Prof. Ludeña, não é um homem de fazer de agraciamentos, mais bem como o define na perfeição o Arq. Elio Martuccelli Casanova no prólogo de seu livro: Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, 1996, e diz: “que com Wiley Ludeña não se conversa se discute”, só que agregaria se discute nas questões inerentes a profissão de arquiteto e urbanista, ou da própria problemática da arquitetura, em especial nas questões urbanas, mais ele como pessoa amável de decisões firmes. Não devemos esquecer que Ludeña vem de seu doutorado feito na Alemanha. Chamo-me a atenção quando a distinção – medalha outorgada Colégio de Arquitetos de Piura: tanta surpresa que faz que o Arq. Wiley Ludeña Urquizo fala-se assim: “não são merecedor de nada, eu faço meu trabalho” é isso meus queridos leitores deste Blog, e digno dos grandes mestres que só aspiram a fazer de publico conhecimento suas visões e percepções de como foi, e como caminha a nossa historia de arquitetura e urbanismo, penso eu como uma visão de ampla forma de colaboração, talvez na procura de um mundo melhor.


F008. Arq. Leopoldo Villacorta Icochea – Decano Regional por Piura do Colegio de Arquitectos del Peru e o homenageado Arq. Dr. Wiley Ludeña Urquizo.
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Como era obvio minha pergunta feita a Ludeña tinha mais de ordem “ambientalista” pensamento de como faço para enxergar melhor com qualidade e sustentabilidade a arquitetura e o urbanismo – talvez um sorriso disfarçado pelo palestrante, mais com a certeza de tocar um tema tão importante como a questão ambiental “algo que não podemos arrumar – só nos queda amenizar – o dano já foi feito” (J. Villavisencio, 2010 – EREA/GOIANIA/Maio:2010)


Sem duvida o ultimo dia deste ciclo de Conferencias a presença do arquiteto Enrique Ciriani Suito, tem um significado algo assim “o arquiteto peruano que foi reconhecido pelo seu trabalho não só no exterior (mais na França), mais também no Peru” e obvio que quando um arquiteto chega a certa maturidade (anos vivencia e experiência), e claro de sua experiência como docente da arquitetura penso que sua sensibilidade fica mais aguçada no sentido de querer expor seu trabalho, Ciriani guarda em si como tinha falado no seu inicio uma nostalgia profunda de sua escola alma mater de Lima – FAUA/UNI. Anos atrás (2009) num de seus ateliers de desenho na FAU/UPC também faz referencia a este fato, ao igual que seu Decano o Arq. Miguel Cruchaga Belaunde, então, podemos vislumbrar que em todo momento a Escola de Arquitetura esta presente.


Só para lembrar que neste ano o Premio Pritzker da Arquitetura 2011 foi outorgado ao Arq. Eduardo Souto de Moura, anos atrás foi do também português Álvaro Sissa Vieira , ambos da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Porto, Portugal. Será que é uma simples consciência? A arquitetura pelas suas complexidades essências tem esse valor penso que e um agregado a mais, a busca como diz Zevi, Quantas dimensões tem a mais a arquitetura? Alem claro das quatro conhecidas, para mim e para alguns outros o tema “ambientalista” pode ser que seja uma dimensão a mais, tanto assim que palestra do nosso distinguido mestre Enrique Ciriani, foi solicitado para que encontra-se uma solução aos problemas “pluviais”, sem duvida que deve arquejar a vida da cidade de Piura.


F009. Praça Miguel Cortez - Piura – intento de resolver a dificuldade da problemática
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Comentava com meu colega do mestrado o Arq. Federico Couto, da importância desta pergunta, no sentido de não só resolver o problema das chuvas a traves de canalizar o esgoto pluvial, como bem diz o ex-prefeito da cidade de Piura o Eng. Francisco Hilbck Eguigurem, cujo custo sobre passaria um bilhão de dólares, o que fica inviável. Mais isso e uma parte. O problema radica que “por fim” em importantes conferencias como estas se toquem as “problemáticas ambientais”, sem duvida a palavras de ordem para as próximas décadas vai que ter um “olhar esmerado” sobre como minimizar os riscos da questão ambiental.


F010. Arquitetos: Jorge Villavisencio, Enrique Ciriani (homenageado), Leopoldo Villacorta.
Fonte: F. Couto (2011)


Como tinha dito anteriormente “algo que não podemos arrumar, só amenizar”, o descuido do homem sobre o problema ambiental bate firme, a natureza é sabia é tem seu valor agregado, sem água, sem sol não podemos sobre-viver (é só lembrar o dito na Carta de Atenas de 1933 no CIAM), o desleixo das autoridades edilícias por décadas tem trazido conseqüências – correr atrás para amenizar. Si utilizamos a lógica projetual de Bruno Zevi ao dizer que a arquitetura tem muitas dimensões. Será que a questão ambiental tem categoria de dimensão na arquitetura? Si pensamos em questões de sustentabilidade que tem como fundamento o “cuidar e preservar”.


Não tem duvida alguma que nesta conferencia a pesar que o tema central não foi desenvolver idéias sobre a questão ambiental, teve sim no final, na palestra e comentários de Ciriani, considerações amplas sobre o importante tema ambiental, não cabe duvida que os arquitetos estamos cada vez mais conscientes deste assuntos, por isso quedo-me com a proposta projetual do arquiteto Enrique Ciriani “a importância da arquitetura esta nos espaços vazios, o espaços cheios são mais fáceis de trabalhar”.


Piura, 21 de Julho de 2011
Arq. Jorge Villavisencio.

Bibliografía
CANZIANI, José; Ciudad y Territorio en los Andes: Contribuciones a la historia del urbanismo prehispánico, Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú, Lima, 2009.
ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.
GUTIÉRREZ, Ramón (org.); Arquitectura Latinoamericana en el Siglo XX, Epígrafe S.A. Editores, Universidad Ricardo Palma, Lima, 1998.
LUDEÑA, Wiley; Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, Editora SEMSA, Lima, 1997.


martes, 2 de agosto de 2011

Blog: arquitecturavillavisencio – Arquiteto Jorge Villavisencio Ordóñez (3° Parte)

Índice – (Janeiro 2011 a Julho 2011) Blog: arquitecturavillavisencio – Terceira Parte.

Julho – 2011
155. Elder Rocha Lima y su guía arquitectónica sentimental 24/07/11
154. Roberto Segre: sus visiones de la arquitectura Latinoamericana 14/07/11
153. FAUA/UNI: o decálogo dos 100 anos intensos do ensi... 01/07/11

Junho – 2011
152. Goiânia e sua representação da historia arquitetôn... 11/06/11
151. Holanda: percepções preventivas no espaço urbano e... 02/06/11

Maio – 2011
150. Circuitos da Arquitetura Moderna Brasileira na cid... 24/05/11
149. Pampulha: o pensamento de visão moderna da arquite... 14/05/11
148. Edifício Martinelli: o processo de verticalização... 06/05/11
147. Estatísticas, arquitetura, urbanismo e textos: alg. 01/05/11

Abril – 2011
146. Vidro na arquitetura: visão de síntese utilitarista 20/04/11
145. Arquitetura Hospitalaria na cidade de Buenos Aires... 11/04/11
144. Belém: uma questão de identidade arquitetônica 02/04/11

Março – 2011
143. Ministério de Educação e Saúde (1936-1943) Rio de Janeiro 27/01/11
142. Evento en Lima-Perú - CICLO DE CONFERENCIAS: HOMBR... 07/03/11
141. Escola da Bauhaus: as teorias e práticas inspirado... 02/03/11

Fevereiro – 2011
140. Sustentabilidade: a arquitetura na vivenda unifamiliar 15/02/11
139. Kandinsky: e suas relações com a Escola das artes 06/02/11

Janeiro – 2011
138. Catedral de Rio de Janeiro e seu lado formalista 27/01/11
137. Desastres naturais: historia urbana de Lima do séc. 13/01/2011
136. Sustentabilidade é a busca da XI Conferencia das Cidades 04/01/11
135. Blog: arquitecturavillavisencio – Arquiteto Jorge Villavisencio Blog: arquitecturavillavisencio – Arquiteto Jorge Villavisencio Ordóñez (2° Parte)

(Índices anteriores clique aqui)
(2° Parte)
http://jvillavisencio.blogspot.com/2011/01/blog-arquitecturavillavisencio.html
(Índice de Setembro 2010 a Dezembro 2010: 134-119)

(1° Parte) http://jvillavisencio.blogspot.com/2010/09/blog-arquitecturavillavisencio.html
(Índice de Março 2009 a Agosto 2010: 133-001)

domingo, 24 de julio de 2011

Elder Rocha Lima y su guía arquitectónica sentimental de la ciudad de Pirenópolis; algunas percepciones sobre el siglo XVIII

Elder Rocha Lima y su guía arquitectónica sentimental de la ciudad de Pirenópolis; algunas percepciones sobre el siglo XVIII
Critica: Arq. Jorge Villavisencio



El arquitecto Elder Rocha Lima presenta su libro “Guia Sentimental da Cidade de Pirenópolis” (2010), para quienes no conocen la trayectoria de Don Elder Rocha Lima, aparte de sus trabajos de diseño como arquitecto y de sus teoría sobre la arquitectura, tuvo la perspicacia y visión de traer para Goiania-Goiás la primera escuela de arquitectura para la PUC-Goiás. Esto tuvo un significado importante para el desarrollo de la ciudad, y claro, para la profesión de arquitecto y urbanista.

Frente del libro: “Guia Sentimental da Cidade de Pirenópolis” (2010) de Elder Rocha Lima
Fuente: Elder Rocha Lima


Su libro fue editado en el año de 2010 (versión en portugués), está compuesto por nueve capítulos que son: Historia de la ciudad; Espacio geográfico; Arquitectura; arquitectura religiosa; Edificios de instituciones; Expresión intelectual y artística; Pirenópolis turístico; Fiestas populares; Costumbres alimentares.
A pesar que el arquitecto Rocha Lima dice que en su libro “de no tener pretensiones académicas” (Lima 2010:7), creo que no es así, ya que pienso que puede ser considerado como un “importante documento” de consulta sobre la “arquitectura colonial brasileira”, claro con enfoque de la ciudad de Pirenópolis. Asimismo presenta una serie de pinturas hechas con un fino trato por él, en “plumilla a tinta china” y otros en acuarela, que a mi manera de ver representa también una rica forma de “expresión y representación” de la arquitectura colonial. También hace una reflexión de lo que la arquitectura, la ciudad y de las partes que ellas son compuestas. No cabe duda que sus reflexiones sobre la arquitectura y del urbanismo está presente en casi todos sus contextos, también presenta al fotógrafo Marcelo Feijó, con una serie de imágenes que documenta la ciudad de Pirenópolis.


Imagen expresiva y representativa de la arquitectura colonial brasileira de la ciudad de Pirenópolis
Fuente: Jorge Villavisencio (2009)


La ciudad de Pirenópolis está ubicado en la región central del Brasil, la llaman del “Planalto central” (que hace parte del bioma del cerrado brasileiro) en el Estado de Goiás, podríamos decir que esta entre el eje de Brasilia, Anápolis y Goiania. Esta pequeña ciudad que no sobrepasa los 20,000 habitantes, pienso que tiene una fuerte injerencia en la cultura social del Estado de Goiás, inclusive de la Capital Federal Brasilia. Puede ser considerada una ciudad turística (pienso que su sustentabilidad económica depende de esto). Pero también pienso que determina una sensibilidad en las cuestiones de comportamiento/cultura de este pueblo, que evidentemente influyen en el entorno territorial/regional. Pienso que el nombre del libro dado por Rocha Lima, específicamente de la palabra “sentimental”, tiene un correlato con imbibiciones que hace parte del registro histórico de la ciudad.
El origen del nombre Pirenópolis – que en una traducción más cercana sería “La ciudad de los Pirineus”, claro está vinculado a la conquista de Portugal al Brasil, e inclusive tiene semejanzas con la geografía lusitana, de donde viene el originalmente el nombre.
Como casi todas las ciudades que tenían “riquezas” en metales como el oro, hubo gran interés en explotar estas áreas, algo muy similar en la conquista española – “En 1731 el compañero Anhanguera, Manuel Rodrigues Tomar descubre las ricas yacidas de oro en los contrafuertes de la Sierra de los Pirineus, junto con el Rio de las Almas.” (Lima 2010:11).


Puente sobre el Rio de las Almas de la ciudad de Pirenópolis
Fuente: Jorge Villavisencio (2009)


Quería dejar claro que esta crítica no obedece a la totalidad del libro de Rocha Lima, sino más bien buscamos algunas “percepciones” que puedan ser inspiradoras para este mundo contemporáneo, pienso que la arquitectura de Goiás esta en esa busca - ¿Sera que es así?, como un auto reflejo de “identidad”, quizás por ahora local, pero si pensamos más utópicamente podría traducirse en pensamientos territoriales. Pienso que en la manera que percibo su libro, además de la rica historia y de la forma como presenta sus capítulos, hasta por una lógica que es percibida.
Algún tiempo atrás Rocha Lima escribe otro libro: “Guia Afetivo da Cidade de Goiás”, que es sobre la antigua capital del Estado – ciudad de Goiás, en el transcurso de su “librito” como él lo llama, hace varias analogías entre estas dos ciudades Pirenópolis y Goiás, claro no tiene como desvincularse ya que ambas pertenece a la conquista portuguesa hecho por los Bandeirantes (desbravadores).
E inclusive en cuestiones espaciales de la arquitectura de la época tienen mucha similitud, no solo en la cuestión formal de su estética, o de los aspectos funcionales, más bien hay un reencuentro de espacios – traducidos en “memoria histórica de acción y devoción”, algo que pareciera estar escondido (oculto), pero percibido, claro para los que estamos empeñados en conocer el arte de la arquitectura, quizás como lo explica Rocha Lima “pueda interesar a un turista con cierta curiosidad intelectual” (Lima 2010:7).


Rio de las Almas de la ciudad de Pirenópolis
Fuente: Jorge Villavisencio (2009)


En esta línea de pensamiento, entre las ciudades de Pirenópolis y Goiás explica: “El oro a los márgenes del Rio de las Almas (Pirenópolis), en semejanza al oro en las márgenes del Rio Vermelho de la ciudad de Goiás, atrajo los aventureros de todos los perfiles, muchos de ellos como suele pasar en estos casos, totalmente sin escrúpulos”. Indudablemente que la conquista y como objeto era el saqueo de las riquezas naturales - ¿para eso habían venido a América del Sur? Para arrancar todo lo que pueda ser necesario para el reinado de Portugal.
Recordaba de lo que había dicho anteriormente, de las similitudes de conquista entre Portugal y España: “Ciudades de sueños, deseado, temido, odiado, ciudades o fuera de cobertura terriblemente real, pero que poseen este poder de la imaginación para calificar el mundo. Estas representaciones fueron y son capaces de imponer, incluso como el "verdadero", lo "real", lo "irreal" las ciudades donde vivimos. Después de todo, lo que llamamos el "mundo real " es la primera de ellas interpuesta por nuestros sentidos, que nos permiten entender la realidad y ver que tal o cual manera. Para la imaginación es el motor de la acción humana a lo largo de su existencia, es que la asignación oficial de sentido a la realidad…” (CIDADES VISÍVEIS, CIDADES SENSÍVEIS, CIDADES IMAGINÁRIAS - Sandra Jatahy Pesavento – UFRGS).


Iglesia Matriz del Rosario – Cuadro del arquitecto Elder Rocha Lima (a plumilla y tinta china)
Fuente: Elder Rocha Lima (2010)




Vista Lateral de la Iglesia Matriz del Rosario de la ciudad de Pirenópolis
Fuente: Jorge Villavisencio (2009)


“En Pirenópolis no se percibe con tanta claridad, como en la ciudad de Goiás, en virtud de la poca extensión menor de la malla urbana, esa característica del trazado orgánico en oposición al del geométrico.” (Lima 2010:54). Como podemos apreciar el trazo urbano tenía mucho haber en su “origen”, pero también podría interpretar en la busca de una “originalidad”, pienso que su topografía levemente accidentada tuvo injerencia en la decisión de su emplazamiento.
“Esta técnica constructiva ecológica, simple y lógica y de una extraordinaria durabilidad, pues la mayoría de las construcciones de los centros históricos Pirenópolis y de otras ciudades del periodo colonial, están en buen estado, suportan reparaciones, algunas de ellas con más de 200 años de edad. Eso contrasta bastante con la arquitectura de hoy, que es leída de forma obsoleta”. (Lima 2010:65)


Capilla de Nuestra Señora del Monte Carmo (actual Museo de Arte Sacro)
Fuente: Jorge Villavisencio (2009)


Indudablemente, por lo dicho anteriormente por Rocha Lima tiene a mi manera de ver, dos sentidos, la primera que relata las técnicas constructivas de la arquitectura colonial portuguesa del siglo XVIII, como él las define como “forma simple” de crear espacios construidos, mayormente sin adornos, una forma pura de sintetizar con elementos constructivos y de las técnicas utilizadas en la época, su durabilidad impresiona, más debo dejar claro, que, para que quede de esta manera el edificio deberá tener “mantenimiento preventivo” es fundamental, porque al final de cuentas la “memoria del pueblo” está inspirada en las relaciones de su propia cultura, y de la arquitectura a través de sus edificios saben guardar la historia de su pueblo, “La arquitectura es, en definitiva, un documento extraordinario, pues acumula, sedimentadamente, los testimonios del devenir histórico de una cultura, expresa los diversos modos de vida en distintos momentos históricos, recrea el pasado en el presente y condiciona –si se la preserva – el paisaje habitable del futuro”. (Gutiérrez 1998:110)
La segunda relata el “espíritu ecológico”, para mí y supongo de muchos, esta connotación tiene un importante fundamento, el uso de los materiales del lugar – como Rocha Lima la define “la arquitectura de la tierra”, que no sean agresivos al ambiente, por eso guardan sustentabilidad, que podría resumir en dos palabras “cuidar y preservar”.


Museo del Divino
Fuente: Jorge Villavisencio (2009)


Para terminar, quiero agradecer a la estudiante de arquitectura Sra. Edelzia Regina Batista Aires Lima de la Facultad de Arquitectura y Urbanismo – Escola do Ambiente de la Universidad UNIEvangélica de la ciudad de Anápolis., por haber sido agraciado y permitir hacer entrega del Libro: Guia Sentimental da Cidade de Pirenópolis, del arquitecto Elder Rocha Lima (2010), para el Centro de Documentación (Biblioteca) de mi Escuela de Posgrado de la Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Artes de la Universidad Nacional de Ingeniería – FAUA/UNI., en Lima, Perú.


Lima, 24 de Julio de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografía
ROCHA LIMA
, Elder; Guia Sentimental da Cidade de Pirenópolis, Editado por la Superintendência del IPHAN de Goiás, Brasília, 2010.
PESAVENTO, Sandra Jatahy, Cidades visíveis, cidades sensíveis, cidades imaginárias, Editado Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.
GUTIÉRREZ, Ramón (org.); Arquitectura Latinoamericana en el siglo XX, Epígrafe S.A. Editores, Universidad Ricardo Palma, Lima, 1998.


jueves, 14 de julio de 2011

Roberto Segre: sus visiones de la arquitectura Latinoamericana y otras reflexiones contemporáneas

Roberto Segre: sus visiones de la arquitectura Latinoamericana y otras reflexiones contemporáneas
Critica: Arq. Jorge Villavisencio



El arquitecto italiano Roberto Segre (1934-) de la Universidad Federal de Rio de Janeiro, presenta en la ciudad de Goiania (finales del mes de Mayo del 2011), específicamente en la nueva Facultad de Arquitectura y Urbanismo de la Universidad Federal de Goiás una serie de percepciones y visiones sobre la arquitectura e urbanismo de Latinoamerica. Pienso que Segre como unos de los importantes críticos contemporáneos de la arquitectura, tiene cierta validez, esto hace que sus palabras tengan fundamento sobre las cuestiones que son inherentes al conocimiento del espacio construido.


Como es obvio, preste mucha atención a lo dicho por Segre, y través de este vehículo de comunicación pueda de alguna forma hacer de conocimiento público, de algunos alcances de sus visiones, de cómo circula la arquitectura contemporánea. Es importante resaltar que Segre a pesar de origen italiano, sus pasajes (de lo vivido) por países como Cuba, Argentina y ahora Brasil, pienso que hace que su conocimiento este imbuido, dentro de su lenguaje y pensamiento sobre las realidades contemporáneas latinoamericanas. Sin duda alguna Segre, promiscuo estudioso y crítico sobre la arquitectura hace (pienso) que sus palabras tengan influencia.
En primero lugar Segre analiza críticamente la arquitectura de los países como Chile, Venezuela, Brasil, Ecuador, México, Colombia y Cuba, enumera algunas obras importantes (según su punto de vista) de algunos arquitectos que son significativos, pero, coloca como tema de análisis/crítica, con el siguiente Titulo: “Arquitectura/Espacio Publico/Ciudad”, y dice como pretexto, la relación de espacio público del movimiento moderno he indica que “el movimiento moderno no ha creado plazas”, como todos sabemos a diferencia de la arquitectura colonial tanto españolas como portuguesa la plazas mayores (principal) giraba en su entorno lo mas significativo (poder) de lo urbano, es más, la ciudades fueron fundadas y su crecimiento se da entorno a estas Plazas Urbanas.
Segre también analiza la situación de los Shopping - Centros Comerciales, e indica “que o capitalismo está en crisis” y ya no tiene el mismo “consumismo” y según mi punto de vista esto ha mudado, más bien sirve como punto de encuentro (de los varios centros que tiene la ciudad) creado por la misma movilidad urbana. Segre asevera que tiene un “significado” ya que plazas importantes como la Plaza de Mayo en Argentina, la Plaza Zócalo de México, la Plaza de Quito (que según él ya había inventado al idea del Shopping), pero también puedo decir que en la Plaza Mayor (también conocida como Plaza de Armas) de la ciudad de Lima tubo la misma configuración. Estas mudanzas dichas por Segre, hace que tenga cuestiones relevantes, tanto así que los arquitectos brasileiros como Vila Nova Artigas y Oscar Niemeyer tengan proyectado para los gobiernos militares. Algunos pensaran ¿cómo esto fue posible? Pero según mi punto de vista esto se da porque la “arquitectura es más amplia” que las consideraciones circunstanciales del momento político, la historia de la arquitectura nos ha mostrado que “no solo trabajamos en consideraciones circunstanciales” tenemos (en su mayoría) pensamientos que nos llevan a visones más prospectivas, con pensamientos de vanguardia.


En el caso de Chile expresado por Segre, en que las Facultades de Arquitectura son buenas porque todavía se trabaja también a “mano libre”, es importante resaltar y claro sin desmerecer en ningún momento la importante herramienta que tiene los programas hechos a través de computador, pero si debo decir (claro según mi punto de vista como profesor universitario de FAU) que es importante que los futuros arquitectos conozcan también el uso del lápiz y del papel mantequilla, de esta forma viabiliza “los primeros conceptos y probablemente los partidos arquitectónicos y/o urbanísticos” – los primeros croquis dan fundamento a nuestro trabajo, y nos entrega esta movilidad proyectual y artística. Pero volviendo a lo dicho por Segre sobre Chile donde la Plaza de la Casa de Moneda, como ideas de plaza de origen moderna. E la actualidad el Estudio América de Arquitectura realiza obras como el Museo de la Memoria, así como el Museo de la Tolerancia, es mas creo que en la ejecución de de estas dos obras tiene connotación importante, no solo como proyecto arquitectónico, sino mas bien esta imbuido todo este pensamiento de movilidad urbana así como de llevar “cultura para el pueblo”.


Venezuela también tiene acciones que se dieron, y se dan, como visión contemporánea, es el caso del trabajo del “Tink Tank” del pueblo joven (favela) de San Agustín, a pesar que Segre indica que la ciudad de Caracas tiene similitudes con la ciudad de Houston, Texas, quizás por la cuestión cromática. También elogio el trabajo del notable arquitecto Carlos Raúl Villanueva por el trabajo realizado de la Ciudad Universitaria, así como el trabajo del arquitecto Manuel Delgado de lo cual vislumbra Segre como una “arquitectura aceitica”.


En Colombia Segre indica, que este país tiene un avance significativo, en especial de la “obra pública” dentro de las ciudades de Bogotá y Medellín. Trabajos como del arquitecto Rogerio Salmona en la obra de la Biblioteca Nacional de Bogotá, trabajo visionario del ex Presidente Virgilio Barco. También hace referencia al proyecto de la obra de los arquitectos Alejando Bernal, Felipe Mesa, Paul Restrepo y Camilo Restrepo (a mi manera de ver, obra con pensamientos de sustentabilidad) proyecto del Orquidario del jardín botánico de Medellín – con un fino trato en escoger los materiales, en este caso como el bambú. También hace referencia al proyecto de la Biblioteca en el parque España (Santo Domingo) del arquitecto Giancarlo Mazzanti. Pienso que esta obra remiten a cuestiones imbuidas en el propio paisaje, que tienen acercamientos propios de la cultura andina.


Para Roberto Segre hace referencia a proyectos en México, como la obra del Parque de Chapultepec (2003) o del Parque Ecologico de Xochimico del arquitecto Mario Schjetnan, así como de la ciudad Lacustre y Biblioteca (2008) de José Vasconcelos y Alberto Kalach en ciudad de México.


También en Cuba, hace referencia a la intervención de José Luis Sert en ciudad de La Habana, así como de los excelentes trabajos del arquitecto José Antonio Choy en la obra del Centro de Estudios Che Guevara (2008) donde Choy explica: “Decidimos solucionarla de manera muy sintética y desechamos otros caminos que nos condujeran a una exageración en las formas arquitectónicas. Tratamos de que fuese una obra muy limpia, serena, con una gran economía de medios expresivos. Algunas opiniones la enmarcan como una creación minimalista, pero nosotros creemos que se trata de una interpretación muy nuestra acerca de la figura y el pensamiento del Che”. (José Antonio Choy, 2009)


No cabe duda que Segre al indicar “que el espacio público, como movimiento político”, tanto así, que pienso que estas áreas, tienen un significado que se transforma en un “significante” que esta imbuidos en los pensamientos de la “memoria como identidad” donde son plasmados sus espacios creados, Raul Villanueva, Manuel Delgado, Rogerio Salmona, Mario Schjetnan, José Choy entre otros, están para dar testimonio en sus producciones arquitectónicas y urbanísticas.
Al termino de este texto quería dejar claro de lo que dije para el arquitecto Roberto Segre, que no demorase otros 25 años para visitar esta joven ciudad de Goiania, que tan solo tiene 77 años de existencia, ya que considero por necesario que en sus críticas hechas, pueda de alguna forma además de llevar conocimiento sobre la contemporaneidad de arquitectura latinoamericana, crea de esta forma en sí pensamientos/enseñanzas que se trasladan en reflexiones que se van dando en el tiempo-espacio.


Lima, 14 de Julio de 2011
Arq. Jorge Villavisencio