viernes, 15 de junio de 2012

Giedion: na visão inspiradora de prospectiva moderna.
Arq. Jorge Villavisencio

O professor Sigfried Giedion (1888-1968) nasceu na Republica Checa, cidade de Praga, talvez seja um dos historiadores mais influentes sobre a “arquitetura moderna”, conspícuo introdutor do entendimento da quarta dimensão do espaço-tempo, titulo de seu livro.


Sigfiried Giedion (1888-1968) – Secretario Geral dos CIAM´s (1928-1956)
Fonte: Catalogo de David Seymour, Magum Photos

A ideia de comentar de forma critica seu trabalho esta relacionada com a quarta dimensão, esto é que atualmente neste mundo contemporâneo esta dimensão tem levado a conotações de rever esta situação, em especial com o uso dos sistemas e das praticas do computador, o seja da informática, como sabemos tem mudado nosso comportamento de como se vive ou se convive nesta esfera cada vez mais palpitante na maneira de como nos comunicamos e como nos informamos para a elaboração das nossas pesquisas.

Evidentemente são analogias com visões, que penso que sejam interesses de percepções prospectivas. Apesar de que sua formação de Giedion e de engenheiro mecânico formado na cidade de Viena entre os anos de 1908 a 1913. Mais a relação com a arte se da quando ele realiza seus estudos de Historia da Arte na Alemanha, especificamente na cidade de Münich com os no menos importantes e influentes colegas Wölffim e Frankl.
Sua tese doutoral trata da superação do barroco por meio do neoclássico romântico, em que demonstra a diferencia nos valores espaciais do barroco e o neoclássico. Concisamente entendia que se tinha uma similitude das produções espaciais do século XIX e o movimento moderno do século XX.

Suas relações com Le Corbusier, Moholy-Nagy e com Gropius, na realidade com a Escola da Bauhaus, em que abandona a imparcialidade na forma que ele participa nas polemicas na defesa com os arquitetos moderno, e claro dos artistas modernos de maneira geral. Giedion não só preocupado com o entendimento espacial, mais também a influencia dos novos materiais, os avances científicos (visão também de Semper – logros da arte cubista), em especial das técnicas que estão nas obras do movimento moderno (uso das estruturas em aço, em especial do concreto armado e do vidro).

Vários cargos importantes teve Giedion, mais entre eles foi de Cofundador dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna – CIAM, em que foi Secretario Geral, este de sua fundação desde 1928, ate sua dissolução no ano de 1956. Sem duvida sua convivência com os grandes mestres da arquitetura moderna, faz com ele tenha um conhecimento “amplo” dos acontecimentos formais (estéticos) ou funcionais (racionais) dentro das produções das artes em especial dos produtos espaciais e tecnológicos na arte de projetar na arquitetura, parafraseando o livro de Ernest Neufert.

A teoria aplicada por Giedion e tão bem exposta pelo influente e importante critico contemporâneo da arquitetura Josef Maria Montaner, onde diz: “que as três teorias (idades do espaço) de Giedion estão evidenciadas pela grande influencia da interpretação cíclica e unitária de Hegel na medida perfeccionista e interpretações de Riegl. Esta transcendência na evolução do espaço se da no Panteão de Roma> Esta se da numa primeira etapa no Egipto, Mesopotâmia e Grécia: na segunda idade se da no espaço interior; e a terceira idade no espaço moderno estas aplicadas nos usos do aço, do concreto armado e do cristal, todas estas inter-relacionadas de interior e exterior, e pelo espaço-tempo.”

Mais esta ultima etapa, o seja a arquitetura moderna as explicam nas suas teorias na sua trilogia: O presente eterno: os começos da arte (1962); O presente eterno: os começos da arquitetura (1964) e por ultimo A arquitetura, fenômeno de transição (1969), todas estas relacionadas na evolução do espaço e a técnica.

Penso que desta forma temos encontrado em Giedion alguns alcances que possam ser inspiradores tanto na sua teoria como nas práticas que forem e fazem a essência das espacialidades da arquitetura, porque é bom sempre lembrar o que Bruno Zevi diz em seu livro Saber Ver a Arquitetura, em que a arquitetura e o conhecimento das mesmas esta na sua historia, quer dizer que “essencialmente a historia da arquitetura se basa na evolução o nos conceitos da sua espacialidade”, e não tem como no seja assim, porque entendemos esta evolução (desenvolvimento para alguns melhor ou pior) mais o espaço projetado ou construído esta ali para a gente ver e analisar, ou simplesmente viver dentro destes espaços.

Mais voltando a nossas analogias sobre o analise do espaço-tempo, que na realidade e na linguagem arquitetônica ou dos arquitetos se da no tempo que nos mobilizamos dentro dos espaços projetados em especial dos construídos, alguns a chama de “promenade” o seja não só o deslocamento de um espaço para outro, sino que dentro deste lapso de tempo podemos observar (si quiser) vários aspectos que se dão em determinadas “perspectivas” que são percebidas nas nossa mentes, e que podem ser produtos de visão e de inspiração de cada um. Não todo mundo tem as mesmas percepções, mais penso que existem algumas linhas básicas como: harmonia, cor, equilíbrio, iluminação, energias, dinâmica, plasticidade subjetiva, etc. Que possam nos pautar para ter alcances que nos permitam enxergar o produto espacial construído, esto se aplica tanto nos edifícios como no urbanismo, a paisagem como o “todo” nos entregam percepções inimagináveis, por isso na nossa arte que é pautada com condições cientificas, onde permitem ter considerações ate certo ponto solidas e palpáveis, total tanto a cidades e os edifícios ou nas edificações estar aí para ver sentir e pressentir.

As colocações de Giedión sobre o espaço e o tempo estão imbuídas dentro de suas teorias, mais hoje a informatização o uso das tecnologias de informação e comunicação – NTIC coloca em duvida este produto (espaço-tempo), mais antes devemos esclarecer que são analogias que estão percebidas talvez de forma “sugerires”, ou simplesmente condições que deixam recados a pensar ou repensar sobre os assuntos que fazem parte do convívio contemporâneo, esto é que o tempo de transcurso no NTIC se torna mais dinâmico em alguns casos em milésimos de segundo (mais é tempo) e que o lado relacional entre duas o mais pessoas, podem ter percepções iguais ou diferentes, mais sem duvida deixam pensamentos de como levamos nossas vidas no cotidiano.

E inclusive muitos podemos concordar ou discordar, mais e importante também discordar, porque de esta forma podemos enxergar ambos os lados, porque pensamos que temos sempre um lado positivo e outro negativo, isso faz chegar a um consenso (si quiser) de como percebemos os espaços físicos ou mentais da maneira que a perspectiva nos possa oferecer, a questão e de cada um como nos queremos ser suficientes ou autossuficientes nas nossas maneiras de ser, e principalmente construir novas ideias que posam chegar alguns “ideais” de vida.
A procura faz parte to comportamento ser, é desta forma que procuramos ser, a complexidades essências está aí, para nos acolher agudezas para nossos sentidos e também nossos sentimentos como pessoas que somos.

Não nos convém estar à margem (acima do muro) estamos para dizer, pensar, retificar si for o caso, mais a procura de uma “nova perspectiva” (sintoma do ser contemporâneo), muito diferente do pensamento moderno que tem bases solidas que todos conhecemos.

Por isso: Qual e nossa perspectiva? Que percebemos no transcurso deste espaço-tempo? Deixo com vocês para que de alguma forma possamos procurar novas perspectivas.

Goiânia, 15 de Junho de 2012
Arq. Jorge Villavisencio.

jueves, 7 de junio de 2012

Olhar para o futuro: Agenda 21 – mais o futuro é agora.

Olhar para o futuro: Agenda 21 – mais o futuro é agora.
Arq. Jorge Villavisencio

Na Assembleia Geral das Nações Unidas – ONU, no dia 22 de dezembro de 1989 convoca para uma reunião de trabalho para elaborar algumas estratégias que possam reverter à degradação ambiental.

















Fonte: Planeta Terra – NASA (2011)

Como era obvio a situação do planeta terra se torna cada vez insustentável, o que procura e a “sustentabilidade” da mesma, esto é, que situação dos homens e mulheres que habitam tanto nas cidades como nos espaços rurais posam conviver em situações que permitam viver em condições mais favoráveis, em especial nos povos mais carentes nos médios socioeconômicos, como sabemos não e uma tarefa fácil, porque para que esto se torne sustentável, o seja que as palavras de ordem serão ou são: “cuidar e preservar”. Ora então não temos feito nossa parte e agora só nos queda como semântica a palavra “contemporizar” – porque o dano já foi feito. Não podemos tapar a luz com peneira, agora e assim.

A voracidade do sistema capitalista no tem levado ao um consumismo, talvez sem necessidade – as coisas materiais são mais importantes que a vida mesma. No meu conceito tá errado esperamos agora que no RIO + 20 tenhamos algumas considerações a mais do que foi falado, na Agenda 21 em 1992.

Como sabemos a Agenda 21 foi adotada pela Conferencia das Nações Unidas – ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento o dia 14 de Maio de 1992. Esta produzida em grupos setoriais?, onde cada área a atividade (econômica) humana possa afetar o meio ambiente.

O olhar do Brasil se torna importante pela questão das florestas, alias o mundo vê com propriedade as importâncias desta, porque lembremos alguns assuntos, como exemplo 1/3 da água potável esta nos rios que circulam dentro do território com considerações e extensões dimensionais a níveis continentais.
Mais devemos também lembrar que vazia amazônica está envolvidos países como: Venezuela, Colômbia, Perú, Equador e Bolívia, então não só o problema e de um só. Talvez o Brasil pela sua extensão territorial, e claro pela pressão internacional faz que tome uma “atitude” menos passiva e mais ativa nas necessidades do planeta terra.

Esta reunião que se produziu na “Cúpula da Terra” na cidade de Rio de Janeiro entre o 3 a 14 de junho de 1992. Entre os pontos que forem tocados: combatendo a pobreza; padrões de consumo; promoção a saúde; assentamentos sustentáveis; políticas de desenvolvimento sustentáveis, transição energética; uso integral do solo; o desmatamento; as necessidades agrícolas; sustentando a diversidade biológica; administrar o recursos de água doce e dos rejeitos (que são muitos) em especial da problemática dos lixos; o equitativo da relação da mulher (impressionante que finalizando o século XX e nos inícios XXI, ainda se fale em diferencias entre homem/mulher); a ciência para o desenvolvimento consciente e sustentável; instrumentos legais internacionais e por ultimo a defasagem da informação.

E impressionante tantos temas que forem abordados em 1992, será assim no RIO + 20?
No dito popular em espanhol diz: El qué mucho abraca poco aprieta.

Mais na minha maneira de ver “algo positiva?” e como sabemos as metas “não forem cumpridas”, e como desculpas as problemáticas nas economias dos países desenvolvidos pela Comunidade Europeia e nos EEUU, vemos sempre desculpas mais – o futuro é agora, ou só futuro fica nos textos e pouco nas “realidades” que sim são sensíveis e medíveis.

 
Fonte: Planeta Terra – NASA (2011)

Mais voltando ao pensamento positivo, penso que temos avançado um pouco, a conscientização das pessoas cada vez se tornam mais presentes, e o descaso se da mais pelas autoridades publicas e também das privadas, que como sempre olham para o lucro e pouco importa o futuro, o que se pensa e no momentâneo resolver hoje, e vamos que acontece no futuro, mais com diz no titulo o “futuro é agora”, então não vamos a ter futuro, não vamos a deixar nada para as gerações futuras, esto contradisse as teorias da sustentabilidade.

Na nossa modesta maneira de ver, temos que priorizar pontos que possam ser mais sustentáveis e mais abrangentes, a paisagem como o todo se torna mais importante, e as partes que sejam tocadas e especialmente que se cumpram, como metas, os modelos que apareçam no RIO + 20 (assim esperamos), tenha equilíbrio de “poder fazer”, contar as verdadeiras realidades, para que nos próximos encontros ou Assembleias, possamos ver metas que forem completadas em sua totalidade, e não simples inícios deixados no transcurso.

Vamos estar atentos neste mês de junho de 2012, do que será exposto no RIO + 20, total isso e nosso grano de areia nesta imensidão do planeta terra, as complexidades sempre existirão, não e fácil, mais nada e fácil, temos que trabalhar cada um nas nossas profissões ou simples trabalhos (talvez na essência destes trabalhadores esta a saída) não temos que ser sofisticados, temos que ser mais simples, mais diretos, falar ou dizer o que sentimos o pressentimos, porque ao final de contas o “futuro é agora”.

Goiânia, 7 de Junho de 2012.
Arq. Jorge Villavisencio

martes, 29 de mayo de 2012

Mindlin: na procura do equilíbrio moderno da arquitetura brasileira

Mindlin: na procura do equilíbrio moderno da arquitetura brasileira
Arq. Jorge Villavisencio

Henrique Ephim Mindlin, nasceu na cidade as São Paulo (1911), graduado na Universidade Mackenzie (1932), Foi um dos promotores do Movimento Moderno no Brasil. Participo nas realizações das exposições no Museu de Arte Moderno em New York em 1943 e 1955.
Edito o prólogo do livro de Sigfried Gideon uma das principais obras do modernismo brasileiro estas previas na construção de Brasília. Penso em retribuição a esto Gideon fez o prefacio do livro de Henrique Mindlin – Modern Architecture in Brasil (1956). Fez dissertações da arquitetura brasileira na Inglaterra e nos Estados Unidos. Foi um dos maiores difusores desse movimento.

F.1 – Edificio Avenida Central (1958-1961) – São Paulo
Fonte: Mindlin (1956)

Mindlin se associo com Giancarlo Palanti e participarem em vários concursos, mais muitos deles ficarem em projetos. Fez varias obras, lembrando o edifício dos três leões na cidade da São Paulo, como também vários de apartamentos a partir de 1951 na cidade de Rio de Janeiro. Morre em Guanabara no ano de 1971. (a)
Sem duvida Mindlin teve influencias de Mies van Rohe, mais tenta encontrar um equilíbrio com a arquitetura moderna brasileira.

Alias Mindlin compreendeu que era interessante evitar uma semelhança muito grande com a arquitetura de Mies van der Rohe e que valia mais procurar um caminho intermediário entre a tradição brasileira contemporânea. (Bruand, 2003:257)

O processo da industrialização nas construções no Brasil, frente da influencia da tecnologia de Norte América com o uso da estrutura em aço e concreto, como sabemos esta iniciada na cidade de Chicago. O uso de grandes panos de vidros em suas obras certifica a influencia mesiana, mais com jogos de tonalidades nos vidro em formas diferentes, onde estes cobriam a ossatura estrutura de seus edifícios, também alguns casos com uso do brise-solei, claro este pensados para minimizar a orientação solar, estes pensados por Le Corbusier – quando “o jogo sábio correto e magnífico dos volumes sob efeito da Luz”. Muitos de seus edifícios nos seus aspectos formais forem utilizados as formas platônicas, dando certo ar de pureza nos seus prismas. Inclusive Mindlin no seu livro afirma sobre as tecnologias aplicas nas suas estruturas em concreto armado, que sem duvida resolve definitivamente em forma e função a verticalidade nas edificações, levando a arquitetura moderna a ser internacional.

O segundo fator foi o desenvolvimento da uma técnica avançada de uso do concreto armado, que resultou no só em estruturas mais leves e elegantes, mais também em uma economia significativa em comparação com custo de construção em outros paises. (Mindlin, 1999:33)

Muitas de suas obras participaram o mestre paisagista Roberto Burle Mark que da este toque especial na suas obras, que completa a imaginação da paisagem brasileira, como sabemos também utilizados em obras importantes de Oscar Niemeyer, em especial na construção na nova capital Brasília.

F.2 – Edificio dos Tres Leoes (1951) – São Paulo – vista
Fonte: Mindlin (1956)



F.3 – Edificio dos Tres Leoes (1951) – São Paulo – planta
Fonte: Mindlin (1956)


F.4 – Edificio dos Tres Leoes (1951) – São Paulo – corte 
Fonte: Mindlin (1956)

Por ultimo no livro de Mindlin apresenta obras de Lucio Costa, Gregori Warchavchik, Rino Levi, Lina Bo Bardi, Sergio Bernardes, Affonso Eduardo Reidy, Oswaldo Artur Bratke, Oscar Niemeyer, João Vilanova Artigas, Jorge Moreira Machado, Eduardo Kneese de Melo, Attilio Correa Lima, Roberto Burle Mark, entre outros, e do próprio Mindlin. Sem duvida todos estes arquitetos que fizerem parte da importante historia da arquitetura moderna brasileira. Deixo claro que o livro de Henrique Mindlin é um importante documento no só para os estudantes e profissionais da arquitetura no Brasil, mais também em outras partes do mundo, em especial para América do Sul.

Goiânia, 29 de Maio de 2012.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

GUTIÉRREZ, Ramón (org.); Arquitectura Latinoamericana em el siglo XX , Editorial Jaca Book, Milão, 1996 (p.367-368) (a) Versão em espanhol, Ludwerg Editores, Barcelona, 1998. Texto em espanhol Ramón Gutiérrez. Tradução e Interpretação (espanhol - português) Jorge Villavisencio.

BRUAND, Yves; Arquitetura Contemporânea no Brasil, Editora Perspectiva S. A., São Paulo, 2003.

MINDLIN, Henrique; Arquitetura Moderna no Brasil, Aeroplano Editora, Rio de Janeiro, 1999. {tradução de Paulo Pedreira do livro original: Modern Architeture in Brasil, New York, Reinhold Publishing Corporation, 1956}.

jueves, 3 de mayo de 2012

Arquitetura moderna e contemporânea brasileira: esta pode ser vista desde o exterior.

Arquitetura moderna e contemporânea brasileira: esta pode ser vista desde o exterior.
Critica: Arq. Jorge Villavisencio

No ano de 2004, a Embaixada do Brasil na Colômbia, promove uma exposição da “arquitetura moderna e contemporânea brasileira” na cidade de Bogotá, esta com a participação da Escola de Arquitetura – Escola da Cidade de São Paulo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade dos Andes da Colômbia, esta exposição foi realizada entre o 6 a 24 de Setembro de 2004.


Sem duvida o esforço de levar ao outros paises, em especial na América do Sul, os trabalhos projetuais dentre de alguns renomados arquitetos como Oscar Niemeyer, Paulo Medes da Rocha, Lina Bo Bardi, os irmãos Roberto, claro entre ouros. Mais consideramos importante ressaltar que forem expostas obras contemporâneas como o Edifício Beira Rio (2004) em Recife de Avellar Fernandes Montesuma, o de o Circo Voador (2004) em Rio de Janeiro de DDG arquitetura, da Casa BR (2004) em Rio de Janeiro de Marcio Kogan, o do Terminal da Lapa (2003) em São Paulo do Núcleo de Arquitetura, o do Memorial à Republica em Piracicaba-SP (2002) de Álvaro Puntoni, Ângelo Bucci, Eduardo Ferroni, Pablo Hereñu e Paula Cardoso, o da Estação das Docas (2000) em Belém de Paulo Chaves e Rosário Lima, o do Pólo de Cultura (2001) em Rio Grande do Sul de César Dorfman Arquitetos Associados, o do Edificio Natura (2001) em Cajamar-SP de Roberto Loeb, esto são alguns dos projetos que forem apresentados em painéis, contendo as partes gráficas do projeto, um breve memorial descritivo, e algumas imagens.

Sesc – Pompeia de Lina Bo Bardi (1977-1986)
Fonte: Quadro da Arquitetura Brasileira (2004)

Nos da à impressão ao fazer a seleção destes projetos, teve em conta do que veio acontecendo na arquitetura brasileira nos finais do século XX e inícios do século XXI, nos parece importante, que a apresar que a arquitetura contemporânea é um projeto que se vem consolidando no tempo, muito diferente do que a arquitetura moderna que como sabemos já é um projeto que está consolidado. E mais, nas teorias da arquitetura contemporânea que em alguns livros estas imbuídas às teorias do caos, mais na nossa maneira de ver o grande projeto moderno esta ainda em construção, mais isso é nossa opinião.

Sesc – Edificio Natura de Roberto Loeb (2001)
Fonte: Quadro da Arquitetura Brasileira (2004)

De esta exposição foi editada uma Revista cujo titulo em português e: “Quadro da Arquitetura Brasileira”, em espanhol e: “Panorama de la Arquitectura Brasileña, que na verdade foi a impressão dos painéis da exposição.

Mas consideramos importante o vinculo que se faz a Senhora Maria de Azevedo Rodrigues – Embaixadora do Brasil na Colômbia onde diz “que o Brasil e a Colômbia tem em comum uma das mais importantes modernistas do século – Lê Corbusier...”, sem duvida o mestre Lê Corbusier plasmaria sua obra emblemática no Brasil com os jovens arquitetos brasileiros (Costa, Niemeyer, Reidy, Moreira, Vasconcelos, Leão) e claro do artista plástico Candido Portinari e do memorável paisagista Burle Marx que é a obra do Ministério de Educação e Saúde (1938-1947) de Rio de janeiro, hoje Palácio Capanema, in memoriam ao Ministro Gustavo Capanema da época de Getulio Vargas.

Também o arquiteto Ciro Pirondi da Escola da Cidade-SP onde diz “... que a intenção e levar uma mostra itinerante que possa percorrer as capitais de América Latina”, esto nos parece importante não só pela mostra, mais creia um vinculo “fraternal” com a cultura, que como sabemos a arquitetura também é cultura.
O arquiteto Willy Drews – Decano da Faculdade de Arquitetura da Universidade dos Andes da Colômbia diz: “Mas o outro olho que nos fazia sonhar era o que olhava o Brasil. Os nomes de Costa, Niemeyer, Reidy e os Roberto nos eram familiares e sinônimos de uma arquitetura orgulhosamente formal e descaradamente poética”, mais neste caso hoje queda a duvida “fazia sonhar”, por isso que a arquitetura contemporânea ainda e um provável projeto, que lamentavelmente por agora não faz sonhar.

 
Sesc – Polo de Cultura no Rio Grande do Sul de Cesar Dorfman (2001)
Fonte: Quadro da Arquitetura Brasileira (2004)

Por ultimo Rosa Artigas que em forma brilhante apresenta a poesia de Chico Buarque de Holanda:

“O meu pai era paulista,
Meu avô, pernambucano,
O meu bisavó mineiro,
Meu tataravô baiano,
Estou na estada há muitos anos
Sou um artista brasileiro”

Não queda duvida que a frase seja de poesia pura, nos entrega a nossas mentes a diversidade que o Brasil tem, não tem como unificar um só pensamento – temos diversidade, essa diversidade se da muitos nos projetos arquitetônicos, como podemos apreciar nas obras apresentadas, tanto no passado como no presente, talvez esse opacamente tivesse um desconcerto na ditadura militar (1964-1984), como bem expressa Rosa Artigas, “descontinuidade nos planos brasileiros”.
Mais também devo esclarecer, ou colocar meu ponto de vista, si bem é certo que teve descontinuidade na arquitetura, mais teve em pensamento (sou dessa época) de “espiritu de luta”, esse não conformismo ditos Chico Buarque, Candido Portinari, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Rita Lee entre outros, puderem nos imbuir a novos pensamentos, em que a mudança é necessária.

Como podemos apreciar hoje – momento contemporâneo, que para mi seria a 5ta. dimensão (das outras 4ta. dimensões já conhecidas), que poderia ser o tema “ambientalista na arquitetura”, hoje projetar e construir obras nos canteiros, sem pensar nos problemas ambientais seria também “descontinuidade” na arquitetura e no urbanismo, a sustentabilidade se da no “preservar e cuidar para as gerações futuras” e de essa forma que a arquitetura preservará a memória do nossos povos, penso que a exposição feita “o a fazer tem que ter essa conotação”, pelo bem da sustentabilidade da arquitetura e na forma de fazer cidades, podemos citar como belo exemplo o Edificio Natura (2001) do arquiteto Roberto Loeb, penso que seja fruto destes conceitos.

Goiânia, 3 de Maio de 2012.
Arq. Jorge Villavisencio.

Bibliografia

PIRONDI, Ciro (org.); OTERO, Ruben; PUTONI, Álvaro; RESTREPO, Fabio; Quadro da Arquitetura Brasileira, (titulo em espanhol: Panorama de la Arquitectura Brasileña) Elograf Ltda., Escala, Bogota, 2004.

lunes, 23 de abril de 2012

Goiania y su Centro de Cultura “Oscar Niemeyer”

Goiania y su Centro de Cultura “Oscar Niemeyer”
Ensayo: Jorge Villavisencio (versión en castellano)

En la ciudad de Goiania, capital del Estado de Goiás, se levanta entre los años 1999-2004, un conjunto de edificios dedicados para la actividad cultural. Pero entendemos que el fondo de estás, están en las propuestas de este proyecto arquitectónico, hechas por el centenario arquitecto Oscar Niemeyer.

F01 – Vista de los Edificios Biblioteca y Museo de Arte Contemporáneo – MAC
Fuente: Jorge Villavisencio

Sin embrago, estamos de acuerdo cuando Luis Milanesi dice: Concretamente “el arte como mediador de la cultura”, entendemos también que la arquitectura es arte, pero también es ciencia, y no hay como desvincular su lado artístico, no solo en las edificaciones, sino también en la formas de hacer ciudades, estas pueden ser racionalista u organicista, la cuestión es que también es el arte en la manos del artista, en este caso en las manos del arquitecto. Lo que trataremos es de encontrar en Niemeyer, ¿Cómo proyectó estos edificios?; ¿Cuáles fueron sus ideas?; ¿De qué tratan estos edificios?; como entendemos para él que son “ideas”, que en el tiempo-espacio se transforman en “ideales” de hacer arquitectura, en sus más longevos años. Como decíamos el arte es las más alta “expresión” que el pueblo pueda tener, artistas tratan de encontrar en manera de síntesis sus pensamientos, toda esa diversidad del quehacer, parte de la cultura, identidades locales, regionales, el vanguardismo, el pueblo que manifiesta su cultura, y el artista trata de entender, son fuentes primarias de de inspiración, será!, y ahí entra el pueblo sin distinción de raza, religión, poder socioeconómico – ellos son la más alta autoridad de todos, está más, en sí, más cerca de Dios y, ahí vale la redundancia, el pueblo a veces aplastado, cercenado, por un “capitalismo” que realmente es voraz, no hay como que no sea así, hoy por hoy, es la contemporaneidad de lo que vivimos y posiblemente vamos a vivir de esta manera sino hay cambios estructurales. La presión socio-económica, no da muchos espacios, tenemos que acondicionarnos a las realidades, ahora es así.

F02 – Vista Monumento a los Derechos Humanos (exposiciones)
Fuente: Jorge Villavisencio

Pero la cultura tiene manifestaciones diversas que se dan en el: teatro, en la pintura, en la escultura, en el cine, en la danza, en la música, en los libros, en la arquitectura, etc. Son manifestaciones que todos, creamos no solo de uno, quizás el o ellos la sintetizan, lo que ve, se inspira y lo traduce en cultura, ahí estos edificios se transforman en cultura. Pero, creemos firmemente, que si no hay “libertad”, no hay cultura, hay que ser libre para poder expresar lo que tenemos que decir – muchos no gustarán, es una pena, pero no podernos ser complacientes con todos, es más, mejor que a unos no le gusten, creo que abre más la mente, ver el lado negativo/positivo, porque siempre que se crea cultura, se ve más, ambos lados. Pero sabemos que hay un lado mordaz, un negativismo que choca, acordemos de la obra de la escultura de Marcel Duchamp, no le gusto, que pena, habrá alguna que le guste, sí, Sera!

F03 – Vista del Conjunto de Edificios
Fuente: Arco Web

El Centro de Cultura “Oscar Niemeyer” está ubicado en las márgenes de la carretera federal BR-153, que liga las importantes ciudades de Sao Paulo y de Brasilia. Goiania, está a 200 km al sur de Brasilia. Esta obra tiene 17,000 m2. de área construida. Los cuatro edificios que componen este conjunto dedicados a la cultura son: el Teatro en forma de una media esfera; el Memorial, que es usado para exposiciones en forma piramidal aguda; el Museo de Arte Contemporáneo – MAC, en forma cilíndrica y por último la Biblioteca en forma de prisma. Todos estos edificios están encima de una plataforma de 26,000 m2. Como primera idea conceptual, donde la “idea precede a la forma”, esto es, que la primera idea está dentro de los pensamientos de Niemeyer, las formas de la mujer, las líneas curvas es que interesan, según él, y claro para muchos, las formas curvas son atractivas. Pero, también podíamos entender, al final para quien es la arquitectura: para el hombre y la mujer, para el ser humano, para todos, entonces para Niemeyer el hombre es el “amigo”, el que interesa. Es más, el amigo es primero y la arquitectura es consecuencia de esa amistad, pero sin el amigo no hay nada, esta vacío, no tiene fondo, es insípido, sin sazón, híbridos sin fundamento, esto es sin el amigo. Pineso que este, es el primer concepto.

F04 – Vista Auditorio (centro musical)
Fuente: Jorge Villavisencio 
F05 – Detalle Auditorio (centro musical)
Fuente: Jorge Villavisencio

La Segunda idea, no hay como no se inspire Niemeyer, del paisaje de su ciudad natalicia, la bella ciudad de Rio de Janeiro, el pan de azúcar, la playa de Copacabana, el paisaje abundante de mata del océano atlántico, hasta la formas impuestas en los acabados (revestimientos) de sus veredas, que semejan estar en constante movimiento, su bares, la gente, la energía, que genera sinergia. Esto es su ciudad donde nasció y vive intensamente el maestro Niemeyer.

El tercer concepto, ya hace parte de de la investigación de la historia de la arquitectura, una historia de la arquitectura moderna, que fue tomando forma en base a varios pensamientos de varios grandes maestros de la arquitectura, como lo expone en forma brillante Josep María Montaner, en su libro “Después del Movimiento Moderno. Arquitectura de la segunda mitad del siglo XX”, donde fueron proyectados edificios encima de “plataformas”, estas estructuras sobre plataformas de obras inmemorables como el de la Capilla de Ronchamp de Le Corbusier, el Coliseo Olímpico de Tokio de Kenzo Tange, la Opera de Sídney de Jorn Utzon, o del Congreso de Nacional de Brasilia de Oscar Niemeyer. Todas estas como base una plataforma que da la sensación leve, y claro refuerza la monumentalidad de la obra. Algo que lo vuelve con cierta majestad espacial, y a la vez valoriza la estética de estos edificios. Sin embrago, utiliza en los cuatro edificios los recursos en los sub-suelos se encuentran varios espacios que hacen parte del programa de necesidades de estos edificios, que en forma especial el edificio cilíndrico del MAC, como podemos apreciar abajo.

F06 – Vista del Edificio del Museo de Arte Contemporáneo – MAC
Fuente: Jorge Villavisencio

F07 – Planta del Edificio del Museo de Arte Contemporáneo – MAC
Fuente: Arco web.

El cuarto concepto esta llevado a los cinco principios de Le Corbusier de la planta libre, la ventana continua, los pilotes, diferencias expresivas de fachadas no homogéneas (diversas) y por último el techo jardín. Pensamos que estos conceptos que son muy incisivos en la obras de Niemeyer, desde su proyecto individual de la Pampulha de Belo Horizonte de final de los años 30 e inicios del los 40. Quizás una de las obras que más se asemejan a estos conceptos es el proyecto del Centro Cultural de Goiania, del edificio de la Biblioteca, un prisma puro sobre pilotes. El quinto concepto está relacionado con los sólidos platónicos de formas puras, en efecto muchas de la obras del maestro Niemeyer tiene esa característica, como la forma cilíndrica del edificio del Museo de Arte Contemporáneo – MAC; el edificio de Exposiciones que es un poliedro en forma piramidal; el edificio del auditorio que es una semi-circunferencia, seccionada al medio de la esfera. Como sabemos lo puro, lo formal, creemos en la grande mayoría gusta, porque todas estas formas son conocidas, y se encuentran en nuestras mentes desde nuestra niñez, y como es lógico las reconocemos, nos identificamos, y por último se nos hace cercano a lo que entendemos de una estética formalista y pura. Oscar Niemeyer hace referencia a esta obra diciendo:

“Lo que más me agrada en este proyecto, además del aspecto innovador, es la grande superficie en concreto – la explanada cultural. Con esa solución, la plaza y los estacionamientos quedan bien definidos, donde fueron dispuestos estos tres edificios, además del grande volumen de concreto donde está situada la biblioteca, el centro musical, el museo de arte contemporáneo, en forma cilíndrica de color blanco. El primero es un edificio grande, con tres pavimentos sobre pilotes. El segundo es servido por una rampa y, tiene una extensa área de exposiciones, en el mezanine perimetral para la exposición de dibujos y grabados. El tercero el centro musical, con dos niveles uno superior y otro inferior, además de bares y restaurantes. Y, completando el conjunto el Monumento a los Derechos Humanos, un grande triangulo de concreto en color rojo, que confiere al complejo la importancia en que esta fue deseada”.
(Oscar Niemeyer en Arco Web - versión original en portugues)

F08 – Vista del Edificio de la Biblioteca
Fuente: Jorge Villavisencio

Para terminar, la importancia de la obra de este centro cultural, pensamos que no solamente están perpetuada los pensamientos de Niemeyer, que claro para nosotros arquitectos será tema de análisis de esta obra , además pienso que nos sirve de inspiración, sino que la ciudad de Goiania, crea un referente hacia la cultura, que son hechos importante para el desarrollo de una ciudad, o de la región, los edificios culturales tiene eso a más, que otras obras intentan conseguir, la cultura es el pensamiento del pueblo, y es el reflejo de lo que se producirá adentro de estos edificios, sin duda alguna, pienso que esta joven ciudad de Goiania de 78 años de edad, es merecedora, y como decía nuestro filosofo y amable profesor español Dr. José I. López Soria – pensar de esta manera es pensar en “prospección”.

Goiania, 23 de Abril de 2012.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografía

MONTANER, Josep María; Después del movimiento moderno: arquitectura de la segunda mitad del siglo XX., Editora Gustavo Gili, Barcelona, 1999.

MILANESI, Luís; A Casa da Invenção, Ateliê Editorial, Cotia, São Paulo, 2003.

VILLAVISENCIO, Jorge; Teorías del Derrier: Oscar Niemeyer, Trabajo de la Disciplina de Teoría de la Arquitectura, Maestría en Ciencias de la Arquitectura con mención Historia, Teoría y Critica, Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Artes – FAUA/UNI. Universidad Nacional Ingeniería del Perú, Lima, 2008. (Profesor/Orientador: Dr. Arq. Wiley Ludeña)

NIEMEYER, Oscar; A forma na arquitetura, Avenir Editora, Rio de Janeiro, 1978. LE CORBUSIER; Por uma arquitetura, Editora Perspectiva, São Paulo, 2009. (Titulo Original: Vers une architeture)

Sites:
http://www.arcoweb.com.br/

viernes, 13 de abril de 2012

Attilio Correa Lima: nos primórdios da arquitetura moderna brasileira.

Attilio Correa Lima: nos primórdios da arquitetura moderna brasileira.
Arq. Jorge Villavisencio

Para os que moramos em Goiânia e vivemos intensamente a arquitetura, sempre será motivo de estudo e inspiração a vida deste importante arquiteto e urbanista Attilio Correa Lima, sem duvida ele foi um dos grandes pioneiros da arquitetura moderna brasileira, sua percepção do espaço é percebido nos logros na sua arquitetura, assim como no planejamento urbano, penso que hoje ele nos leva a uma perspectiva contemporânea de visão “prospectiva”, porque sempre e bom lembrar o que o arquiteto Elio Martuccelli diz: “que o movimento moderno é um projeto que foi consolidado no espaço-tempo, mais a arquitetura contemporânea e uma perspectiva” que segundo nosso ponto de vista ainda falta muito para que seja um projeto, algo muito diferente da arquitetura moderna que já esta consolidada como veremos nas obras de Correa Lima.

Attilio Correa Lima, nasceu na cidade de Roma (1901), estuda arquitetura e pintura na Escola de Belas Artes (1925) no Rio de Janeiro, foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil, e um dos iniciadores do ensino do urbanismo.


Correa Lima estuda urbanismo na Universidade da Sorbona, onde ele apresenta como tese a Planificação Urbana para Niterói. Sua principal obra foi o projeto da Estação de Hidroaviões de 1937 no Rio de Janeiro, que é caracterizada pela sua simplicidade e pureza das linhas, coerência funcional, exploração racional, técnica e inserção na obra num jardim tropical.
“Este aeroporto de hidraviões foi projetado por ser um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil; por ironia do destino, não longe de dali ele encontrou a morte em um desastre de avião. O Edifício e uma obra prima, embora desativada desde sua construção do Aeroporto Santos Dumont”.

F.001 – Estação de Hidroaviões (1938) – Attilio Correa Lima – vista externa
Fonte: Henrique Mindlin (1999 – {1956})

F.002 – Estação de Hidroaviões (1938) – Attilio Correa Lima – plantas
Fonte: Henrique Mindlin (1999 – {1956})


No projeto da estação de hidroaviões, foi por concurso publico, e participarem com Attilio Correa Lima os arquitetos Jorge Ferreira, Thomas Estrela, Renato Mesquita dos Santos, Renato Soeiro.
Como urbanista sua obra mais importante foi o Plano Urbano para a nova capital do Estado de Goiás, Goiânia (1933), que representa uma das principais experiências da criação de uma cidade moderna no Brasil.
Correa Lima morre aos 42 anos no Rio de Janeiro no ano de 1943.


F.003 – Plano Urbano de Goiânia (1933) – Attilio Correa Lima.
Fonte: Celina Fernandes (2001)


“Obra urbanística: o Plano Urbano para Goiânia, esta localizado na região do Centro-Oeste do Brasil. O desenho urbanístico desenhado pelo arquiteto Attilio Correa Lima de 1933, esta estruturada a partir do centro administrativo, no qual aplica um sistema radial, adaptado a sua topografia. O plano de Goiânia alterna a racionalidade de seu traçado com um referencial classista, se apóia na a monumentalidade do edifício do centro administrativo, ao mesmo tempo procura, e acha uma relação com o pintoresco da paisagem. O setor residencial tem forma reticular em referencia as cidades-jardim. Em virtude ao crescimento de Goiânia, o planejamento original de Correa Lima foi posteriormente modificado pelo urbanista Armando de Godói” (1)


Gostaria para terminar e fazer um chamado, que ainda os pesquisadores da arquitetura, não temos investigações o publicações mais “profundas” sobre a obra deste importante arquiteto, e mais, corresponde (estamos na obrigação) principalmente a nos arquitetos goianos a procura do “saber” sobre o feito por Correa Lima, porque ao final de contas usufruímos dos pensamentos da cidade onde moramos.

Goiânia, 13 de Abril de 2012.
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografia


GUTIÉRREZ, Ramón (org.); Arquitectura Latinoamericana em el siglo XX , Editorial Jaca Book, Milão, 1996 (p.302-303)
Versão em espanhol, Ludwerg Editores, Barcelona, 1998.
Texto em espanhol Marco Aurélio Filgueiras Gomes.
Tradução e Interpretação (espanhol - português) Jorge Villavisencio – (1)


MINDLIN, Henrique; Arquitetura Moderna no Brasil, Aeroplano Editora, Rio de Janeiro, 1999. {tradução de Paulo Pedreira do livro original: Modern Architeture in Brasil, New York, Reinhold Publishing Corporation, 1956}.

Outras referencias:
http://jvillavisencio.blogspot.com.br/2011/06/goiania-e-sua-representacao-da-historia.html


http://jvillavisencio.blogspot.com.br/2010/08/urbanismo-moderno-no-brasil.html


http://jvillavisencio.blogspot.com.br/2010/08/art-deco-arquitetura-moderna-do-seculo.html


domingo, 8 de abril de 2012

O intrinsico da criatividade na arquitetura

O intrinsico da criatividade na arquitetura
Arq. Jorge Villavisencio



Através do espaço-tempo tem aparecido algumas confusões da criação ou a criatividade como mediador na arquitetura, e o fato da arquitetura seja com originalidade, que são situações bem distintas.


A primeira o seja o fato de criar esta relacionada com os conceitos que o arquiteteto possa obter de seus referenciais, estes pesquisados ou vividos. Mais pensamos que estes pensamentos são individulizados é não são comuns a todos, são questões especias incluisive com meta-pensamentos e inércias especificam as nossas percepções que um possa ter com determinada situação “espiritual”, que as veces só têm esse momento, mais tarde sera outro momento, e podera esse espiritu de criacao do artista não ser esse momento inicial que primogenitamente o que pensamos, que haverá modificações, às vezes para melhor o pior, depende do estado de animo em que se encontre o artista. A receptividade do artista varia, são assuntos ate inexplicáveis, mais tentaremos explicar neste texto o que pensamos dentro de nossos limites. Mais devemos deixar claro que a arquitetura tambem é arte, e sua arte e transmitida na arquitetura de seus edificios ou edificações, como também no urbanismo, na maneira como o arquiteto transmite no projeto na paisagem urbana e de suas cidades da maneira criativa, não interessa si ela e organisista o racionalista, o fato e da essencialidade do conceito espacial que cada um tem, ou que procura ter.


“A criatividade é aquela que acumula experiencias e sabiduria, onde pega das respostas populares as seculares formas para enfrentar as condicionantes do habitat, ...a criatividade é um termo que fica mais perto da sabiduria que da originalidade.” (Gutierrez, 1998:109)


Mais sem duvida esta “sabiduria” vem dos fatos perecibidos e vividos, como tambem de pensamentos prospectivos, esto é, que acumula experiências. Fatos talvez isolados mais estejam de acordo com Gutierrez que a criatividade nasce quando o arquiteto tem poucos recursos o que pone a prova à capacidade do arquiteto.


A segunda é de fazer arquitetura de edificios ou cidades com certa “originalidade” aí é um assunto que está relacionado com fato das “investigacoes ou pesquisas” conexas ao pensamento do arquiteto, onde ele possa adequar a suas pesquisas, esto é que a “genialidade” esta presente porque ele sabe, foi atrás, pesquisó, experimento, absorvio, e não se enmarcado em uma determinda ideia, o procura esse arquiteto são “ideais” de fazer arquitetura com fundamento, e não simples fatos que são esquecidos no tempo, arquitetos como Joao Filgueiras – Lelé no trabalho com o uso do concreto armado, Eladio Diestre no tijolo estrutural, Rogerio Salmona no uso do bambú, Edwar Rojas na recuperacao da madeira. Cada um destes com seus experientos e suas tradições conceituais de fazer arquitetura, vemos que os materiais estão presentes, e suas pesquisas dependem disso, “modelos” que são trasmitidos no tempo, soluções que foram encontardos nos “canteiros de obras”.


Aqui vou fazer uma pausa, Porque no Brasil o arquiteto tem deixado, quase nos ultimos 30 anos, o canteiro de obra, que acontencio?, aqui tem um assunto que tem que ser “re-visto”, si o fato que o arquiteto procure que seu projeto arquitetonico se tranforme em uma obra construida, então para que vire obra construida com “originalidade”, este deve participar, experimentar e pesquisar no canteiro de obra, que é a grande finalização do que penso no seu projeto de arquitetura.


A originalidade esta atrelada a um lado “formalista”, mais pensamos que o aspecto de orden do proprio programa de necessidades incidem, a relação do cliente e o arquiteto, assim como a relação projeto e cidade ou vice versa, mais sem dúvida tem também seu lado funcionalista que não pode ser esquecido. A questão formal, que de fato termina em seu lado estético, que é a própria filosofia da arte, a filosofia como meio do que este presente no pensamento do arquiteto, sem isso não poderia fazer arquitetura com qualidade, que e um assunto e preocupação dos arquitetos (na sua maioria) querem deixar alguma coisa a mais, que um só projeto. O projeto arquitetônico como meio, e não como finalidade, a obra é a finalidade, a obra construída, isso é originalidade, deixa respostas, respostas que são percebidas e adequadas a outras formas de fazer arquitetura, o processo cientifico esta presente, tem avance, olha para frente, medida prospectiva de um olhar diferenciado. Penso que estamos na procura de essa originalidade, mais com criatividade que como temos percebido, que são questões diferentes, mais tem em comum a procura de uma qualidade arquitetônica e urbanística.

Goiânia, 8 de Abril de 2012.
Arq. Jorge Villavisencio