viernes, 3 de enero de 2014

Curitiba: a cidade com visão humanista.

Curitiba: a cidade com visão humanista.
Jorge Villavisencio.

A cidade de Curitiba se encontra geograficamente na parte sul do Brasil, capital do Estado de Paraná. Está composta com 29 municípios que conformam a região metropolitana. Sua fundação data do ano de 1693 com seus mais de três séculos anos de fundada tem uma população de mais de 1.8 milhões de habitantes (aprox.)

F.001. Vista panorâmica da cidade de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Curitiba teve uma crescente população urbana tanto assim que na década dos anos 40 (a população urbana) era de 40%, já na década dos anos 90 chego a 75%. Este índice é significativo que em seus poucos 50 anos dobra sua população urbana, e claro este índice acelera os grandes problemas da cidade. Mais com a Lei Complementar No. 14 (8/9/1973) ao compasso de outras cidades do Brasil (Belém, Recife, Salvador, Belo Horizonte entre outras) aderirem a um novo formato de cidade de interesse metropolitano, como: o planejamento integrado do desenvolvimento econômico e social; o uso do solo metropolitano; o saneamento básico; o transporte e o sistema viário; o aproveitamento de recursos hídricos e o controle da polução ambiental: Nos parece que estes cinco pontos norteiam o desenvolvimento urbano de Curitiba.

F.002. Vista centro de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Na década dos anos 40 Curitiba tinha aproximadamente 127 mil habitantes, e sua economia de baseava no cultivo do café. Conforme se indica o IPEA à prefeitura de Curitiba contrato à firma Coimbra Bueno & Cia (na mesma época algo similar acontecia na cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás) que a seus vês a firma contrata ao arquiteto francês Alfredo Agache. O plano Agache previa a divisão da cidade em “zonas especializadas” em um centro de abastecimento, um centro esportivo, um centro militar, em centro de educação, um centro industrial e alguns centro de recreação. Como podemos apreciar na figura F.003 o plano original urbano era radial, posteriormente este plano se modifica como veremos mais na frente. Mais o plano Agache previa estes centros funcionais para Curitiba, conforme (assim pensamos) de acordo a Carta de Atenas no Congresso Internacional de Arquitetura Moderna – CIAM de 1933. Sendo o alargamento das ruas tornando-lhes avenidas, desta forma se priorizava o uso do automóvel, assim deixando alguns espaços livres para praças, jardins, e parque públicos.

F.003. Plano Agache – Curitiba.
Fonte: Acervo FCC/Casa da Memoria – IPEA, 2001:87.

Mais no ano de 1953 se agravam os problemas urbanos de Curitiba e se aprova o Código de Posturas e Obras na Administração do Prefeito Ney Braga (Lei 699 – zoneamento da cidade). Dez anos depois no ano de 1963, precisamente no ano de 1965 se contrata a empresa paulista Serete Engenharia Ltda., e se lhe encarrega ao arquiteto Jorge Wilheim o Plano Preliminar.

O plano Serete é chamado popularmente ou conhecido como Plano Preliminar “... pode ser considerado um – meio caminho – entre a abordagem modernista original (preconizada na Carta de Atenas) e a pôs-modernista. Alguns autores o denominaram – urbanismo humanista. Três transformações básicas pautavam para ser atingidas: a física, a econômica e a cultural”. (IPEA, 2001:90).

F.004. Vista do bairro italiano de Santa Felicidade.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Si bem é certo que foi descaracterizado o plano urbano original de uma proposta radial para Curitiba, foi para um traçado em forma ortogonal, com o esvaziamento de espaços públicos em que esta levou a novos locais de encontro com seus habitantes.

F.005. Vista de uma edificação da imigração ucraniana na cidade de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

No Plano Preliminar ou Serete se privilegiava o uso do transporte publico, em vez do transporte do automóvel. Penso que esto se torna importante para o desenvolvimento da cidade por quando o transporte de massas se torna fundamental – entendemos como uma necessidade publica, tanto que hoje as maiorias das cidades de tipo metropolitanas adotam essa solução – que hoje por hoje não poderia ser de outra maneira. Talvez um dos maiores problemas que tem as grandes cidades é o transporte publico de massas. “Não obstante a importância de atuação na área cultural e econômica, como a criação da cidade industrial em 1973, o principal elemento do plano eram as inovações propostas do sistema viário” (IPEA, 2001:90-91).

F.006. Vista do ponto de ônibus no centro de Curitiba – “inovação e conforto para os usuários”
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Na verdade, a função básica do transporte é de integrar as áreas urbanas, não somente do ponto de vista espacial, mas no que se diz aos diferentes aspectos das atividades urbanas tanto econômicas, sociais, residenciais, e recreativas, permitindo a consolidação de mercados como fatores de produção. Neste sentido, os deslocamentos pendulares diários da força do trabalho – residência/trabalho/residência – que constituem o grosso das viagens nas áreas urbanas, são condicionados, largamente, pelos padrões do Uso do Solo, mais também podem exercer influencia sobre os mesmos e, consequentemente, sobre o desenvolvimento urbano a futuro, na medida em que a existência do transporte precede os planos habitacionais. (Pompeu de Toledo; “José Barat e Maurício Sá Nogueira” 1978:165-176).

F.007. Vista das ruas da cidade de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

A visão de Barat e também de Sá Nogueira nos parece importante já que analise que fazem sobre o que faltam na maioria das cidades brasileiras podem ser identificados baixo este três pontos: grande flexibilidade para conexão de pontos de origem e destinos dispersos no espaço urbano; custos de implantação relativamente baixos (ver imagem F.006); adaptabilidade de sua oferta a incrementos de demanda até limites de densidade de tráfego que exijam modalidade de atendimento de massas.

F.008. Vista do Museu Oscar Niemeyer – MON de Curitiba – conhecido como museu do olho.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

F.009. Vista da rampa do MON, do edifício antigo da Secretaria da Cultura de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Se ponderarmos hoje neste inicio do ano de 2014 as grandes metrópoles ou megalópoles se tem que privilegiar o transporte público, mais de uma maneira ordenada, requalificar espaços para o transito público. O tempo de demora no transporte publico torna-se fundamental na vida do povo, em algumas cidades pode passar ate 1/3 do tempo hábil de um trabalhador no transporte, esto es inaudito, ate quando se tomaram as devidas providencias dos órgãos de ordenamento e controle. Sem duvida esto pode incidir na baixa qualidade no desempenho do trabalhador, que não só atinge as classes sociais baixas, é a todas as classes sociais, o uso do automóvel cada vez será de uso secundário. Deve-se privilegiar o transporte público.

“A retroalimentação negativa pode alcançar um ponto de equilíbrio apesar do imprevisível, e das variáveis de condições externas...” (Johnson, 2003:124).

F.010. Iconografia formal no aeroporto “Afonso Pena” de Curitiba, podemos ver que muitas das edificações contemporâneas têm atreladas a esta forma como veremos mais na frente.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Como podemos apreciar nas imagens (F.008 e F.009) aparece o Museu Oscar Niemeyer sem duvida uma obra importante para a cultura da cidade de Curitiba, obra realizada pelo arquiteto Oscar Niemeyer tem dois momentos, o primeiro prédio é do ano de 1967 – este foi alocado para ser a sede da Secretaria da Cultura, mais nos finais do ano de 2002 foi inaugurado o segundo prédio em forma de olho, estes dois edifícios fazem parte da vida cultural da cidade.
“Mais reflete que se os críticos, ele inclusive, deixassem de lado seus preconceitos e pensassem em Niemeyer no seu contexto, tempo e lugar, suas qualidades poderiam ser apreciadas. Assinala que seu mérito essencial de sua obra consiste em haver entendido uma série de valores próprios de seu pais” (Tinem, 2002:168).

Mais relembremos quando prefeito da cidade de Curitiba em três oportunidades o arquiteto Jaime Lerner (1937-) faz uma “acupuntura urbana” em determinados lugares como o calcamento da Rua XV de Novembro (F.002 e F.015) que foi controvertida para a época nos inicios dos anos 70. Já no segundo mandato prefeito atende as demandas sociais especificamente no ano de 1974 com a abertura de vias exclusivas para o transporte público – chamados de expressos, hoje fazem parte da rede integrada de transportes (F.006). Penso que ate hoje com todas as críticas que houver na época da sua administração (especifico como prefeito de Curitiba e não como Governador de Paraná) teve uma visão prospectiva com o desenvolvimento da cidade de Curitiba, tanto que serve como modelo para outras cidades que tem tentado implantar seu modelo de transporte público. “A acupuntura urbana também foi adotada como metáfora pelo politico e arquiteto brasileiro Jaime Lerner a fim de identificar sua introdução de um eficiente sistema de transporte público na cidade de Curitiba...” (Frampton, 2008:427).

F.011. Vista da Portada do Teatro da Opera do Arame de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Um dos pontos importantes da cidade de Curitiba são seus edifícios públicos de índole cultural, como sucede na obra da Opera do Arame (F.011 e F.012), onde este edifício esta inserido em um parque publico conhecido como a Pedreira Paulo Leminski , é interessante que o edifício ate de formal iconográfica com seus tubos estruturais apresentam uma leveza na sua arquitetura projetado pelo arquiteto Domingos Bongestabs, a obra é do ano 1992, e posteriormente no ano de 2006 passa por uma reforma como aparece nas fotografias atuais do ano de 2013.

F.012. Vista da parte interna da Opera do Arame de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Hoje este espaço é conhecido como o Parque da Pedreira. Pensamos que esta atuação além do interesse cultural, tem também como fundamento a inserção de um importante tempo ecológico da cidade. A necessidade de um edifício público e a razão da saúde urbana com o mérito da preservação ambiental que é a memoria natural da cidade de Curitiba.

Si bem e certo muitas críticas poderão aparecer com o plano diretor urbano de Curitiba mais temos que reconhecer que teve avances importantes na visão urbana com visão humanística desde seu Plano Agache dos anos 40, e passando pelo tempo histórico ate hoje e segundo o explica no livro do IPEA. “O processo de planejamento da cidade está pautada hoje no seguinte tripé: sistema viário, transporte coletivo e uso do solo” (IPEA, 2001:91).

Outros dos pontos interessantes de Curitiba e a relação com a Memoria da Cidade, os imigrantes e suas culturas que forem apropriados pela cidade, imigrantes portugueses, italianos, ucranianos, poloneses, alemães, deixarem rastro de sua identidade cultural para a cidade de Curitiba. “A identidade cultural é indissolúvel ligada ao sentido de pertinência, e de uma profunda relação do homem com seu entorno. Esta pertinência tem dimensão social e coletiva, por tanto transcende ao homem na sua individualidade e pessoal. A identidade não e um valor congelado no seu tempo, mais bem constitui dinamismo... deve atuar como protagonismo na configuração da sua identidade com sua comunidade”. (Gutiérrez, 1998:110).

Talvez esta diversidade cultural tivesse em Curitiba uma pujança na própria essência espacial dos aspectos urbanos, mais também na construção de sua arquitetura nas suas edificações.

F.013. Vista da parte interna do edifício do Memorial da Cidade no centro de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Também alguns não são tratados em forma adequada como nas Ruas da Galeria 24 horas (F.014) no centro da cidade, que de alguma forma teve vários intentos de requalificação do entorno urbano, mais ainda abandonado, onde se pode transformar em um espaço publico de baixa qualidade, não adianta colocar uma ideia sem as devidas pesquisas relacionais com o povo. Em minha opinião este edifício teve trato isolado, talvez preocupados no seu lado formal iconográfico deste sistema estrutural tubular. Que de alguma forma faz referencia a nova percepção de cidade contemporânea da cidade de Curitiba.

F.014. Vista da portada da Galeria 24 horas no centro de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Para terminar a intenção deste texto sobre a cidade de Curitiba é de poder ter algumas percepções sobre a historia urbana, assim como de algumas edificações que forem mostradas ao longo do trabalho. Sem duvida é um breve perfil das problemáticas que são vivenciadas na arquitetura e no urbanismo. Estamos conscientes que muitos outros pontos poderão ser tratados.

F.015. Vista da Rua XV de Novembro no centro de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Mais temos tomado uma iniciativa pessoal em poder visualizar o lado humanista da cidade de Curitiba, penso que poderá abrir para novas investigações de índole mais contemporânea que poderá ter algumas novas percepções, penso que o caminho seja este, o poder da arquitetura e o urbanismo como arte e ciência que é, tem facilidades, mais muito complexas, temos que ter intenção em poder vislumbrar outras fontes que não são as tradicionais, a investigação cientifica como forma de analise tem essa virtude de qualificar certos olhares diferenciados, que nem sempre são entendidos, mais no imaginário da nossa profissão de arquiteto e urbanista existe essa fundamentação das ciências sociais aplicadas.


Goiânia, 3 de Janeiro de 2014.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.



Bibliografia

MEIRELLES, da Mota, Diana (org.); Instrumentos de Planejamento e Gestão Urbana: Curitiba, IPEA, USP, IPPUC, Brasília, 2001.

POMPEU DE TOLEDO, Ana Helena; CAVALCANTI, Marly (org.); Planejamento Urbano em Debate, Ed. Cortez & Morais, São Paulo, 1978.

JOHNSON, Steven; Sistemas emergentes: O qué tienen em comúm hormigas, neuronas, ciudades y software, titulo original em inglês: Emergence. The Connected Lives os Ants, Brains, Cities and Software, Fondo de Cultura Economica, Madrid, 2003.

FRAMPTON, Kenneth; História crítica da arquitetura moderna, Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2008.

TINEM, Nelci; O alvo do olhar estrangeiro: O Brasil na historiografia da arquitetura moderna, Ed. Manufatura, João Pessoa, 2002.

GUTIÉRREZ, Ramón; Arquitectura Latinoamericana en el siglo XX, Lunwerg Editores, Barcelona, 1998.



sábado, 14 de diciembre de 2013

A comutação entre o diálogo e o desenho.

A comutação entre o diálogo e o desenho.
Arq. Jorge Villavisencio.

No ano de 2010 a jovem filosofa e artista plástica Marcia Tiburi e o poeta e artista plástico Fernando Chuí apresentam na cidade de São Paulo seu livro “Diálogos e Desenho”. Na nossa maneira de ver esta obra recente tem conotações diretas com a arte da arquitetura. A ideia é de ver seus aspectos relacionais de seus diálogos e poder explicar nosso ponto de vista com alguns de nossos pensamentos com relação ao diálogo que foi produzido pelos citados artistas plásticos.

TIBURI, Marcia; CHUÍ, Fernando; Diálogos e Desenho, Editora Senac, São Paulo, 2010.

Sem duvida a arquitetura está dentro das artes e a cultura mais também faz parte das ciências sociais aplicadas. Mais dentro da forma de comunicação e representação da arquitetura se da em seu maior parte nos seus desenhos que é o projeto arquitetônico, em que sabemos os arquitetos quando projetamos temos determinada “intenção” na apropriação e organização do espaço a ser construído. Temos que ser claros ao explicar isto, porque a finalidade da arquitetura é de realizar/construir espaços, já seja estes em diversas tipologias de edifícios ou também na construção de espaços urbanos dentro de suas cidades ou fora delas.

Como primeira medida para realizar um determinado projeto de arquitetura ou de urbanismo, temos que ter os primeiros diálogos com os proprietários ou com os gestores ou encarregados na realização de determinada obra, desta forma os arquitetos montamos o programa que serve para os primeiros diálogos. Esta parte é fundamental para a execução do projeto porque definimos nossos parâmetros que nos acompanharam ao longo do tempo. Mais a evolução do programa se da no próprio diálogo.
O gênesis do diálogo se da no intercambio de opiniões do como poderia ser um bom projeto, sem duvida o peso forte na realização do desenho (representação) se da acima das “condicionantes” que encontramos no lugar/espaço onde será construída determinada obra.

No caso do citado livro diz que “O próprio diálogo foi se desenhando a partir de palavras que operam na intenção do traço...” (p. 8) então nossa explicação de acima tem um fundamento a igual do livro tanto assim que forem produzidos diversos desenhos ao longo livro com diversas trocas de ideias que se presentam no diálogo.

O livro provoca certas questões filosóficas, mais de forma simples em ele se torna amena sua leitura, e claro tomamos esto como referente nos diálogos produzidos pelos autores. Muita das palavras ditas tem conceitos que não são genéricos, porque atrais deles tem fundamento teórico e claro do próprio conhecimento adquirido por Tiburi e Chuí. Seria quase impossível falar/explicar todo que foi dito no livro, mais alguns pontos poderei fazer certas divagações sobre suas expressões.

Penso que foi sintetizado por parte deles desta forma: “Por onde começar? Pelo mais elementar. Ora, conjuguemos o verbo: se eu desenho e tu desenhas, nós desenhamos, ao mesmo tempo outros – ou todos? – desenham”. (Tiburi, p. 11). Esta provocação feita pela autora tem uma forte iniciativa, porque leva ao leitor a “participar”, consideramos que para que der certo determinado desenho ou projeto a participação é fundamental desta forma o sucesso do mesmo torna-se mais fácil, agradável e sobre tudo comprometido com o futuro de sua obra.

Também Tiburí provoca ao dizer “... as novas tecnologias me deixam em duvida: o que é desenhar, quando programas de computador podem desenhar por você?”. Aqui temos dois pontos: primeiro temos que ver que o desenho em computador e só uma ferramenta, ele não desenha sozinha sem a ideia o pensamento do autor. Mais não podemos banalizar ao computador, porque hoje em dia a tecnologia de informação e comunicação faz parte da vida contemporânea simplesmente estar à margem desta importante “ferramenta” é estar fora das novas formas de trabalhar, por tanto o processo se torna obsoleto ou muito demorado. Mais segundo nosso ponto de vista o computador mais pode servir para a finalização de uma determinada ideia – que já concebido com anterioridade dentro do nosso próprio conceito.

O segundo ponto o desenho nasce em qualquer lugar pode ser num papel qualquer, num momento qualquer, de uma ideia qualquer, estes conceitos que na maioria dos casos nos acompanham toda a vida. Ate na psicologia é utilizado o desenho simples para o analise da personalidade da pessoa, então e a forma mais pura de expressão. Tanto assim que nos primórdios da vida dos seres humanos se deu no próprio desenho (a escrita não existia) e o desenho retratavam suas formas simples da vida. Como viviam, como se sustentavam, que basicamente era a relação com a natureza divina – que é o que de lhes oferecia e retratavam seu modus vivendi. Que em síntese: “Uma configuração cósmica ao alcance da mão. Nascimento da alma a partir de um gesto. Como se a maneira que cada pessoa tem para se expressar pela ação de seu corpo pudesse ser concretizada no espaço-tempo de uma folha de papel; ou, da areia...” (Chuí, p. 17).

Neste emocionante diálogo diz que: “O resgate do olhar ao desenho é a salvação do próprio gesto com a vida” (Tiburi, p. 34). Pensamos que neste ponto de vista provoca a realização de seu próprio ser. No caso da arquitetura é também o gesto do projetista com sua obra, mais também é a realização do quem encomendou o projeto, traduzido pelas necessidades e claro da “experiência” vivida pelo professional na arte de projetar, parafraseando ao Neufert. “...o desenho como prazer que liberta” (Tiburi, p. 43).

Desenho a quatro mãos de Marcia Tiburi e Fernando Chuí.
Fonte: Livro “Diálogos e Desenho” – Tiburi e Chuí; 2010:155.

Além que no desenho de acima guarda um espirito da própria essência do ser humano como figura fundamental de expressão, com muito movimento e numa escala e textura de proporções esmeradas. Mais também queremos provocar ao dizer que quando o desenho e feito por duas o mais (mãos) pessoas é pensamento contemporâneo. Com isto queremos explicar, hoje os escritórios de arquitetura é comum trabalhar em equipe e inclusive em forma multidisciplinar (outras especialidades como geógrafos, sociólogos, artistas plásticos, psicólogos, economistas, etc.) se torna comum trabalhar desta forma, mais não e fácil, cada um tem papel e um ponto de vista que em algum momento ate complica a vida do arquiteto-projetista, mais sem duvida o resultado é bem melhor. Na época da arquitetura moderna em especial do século XIX e XX, os trabalhos produzidos nos escritórios de arquitetura eram feitos (na sua maioria) pelo próprio arquiteto, ate individualista e uma equipe de desenhistas (que maioria não tinha nem voz nem voto – uma espécie de patriarcado projetual). Mais bem os escritórios que faziam trabalhos de projetos urbanos se acostumava ser multidisciplinar. Mais eram equipes reduzidas, salvo raras exceções. Hoje e dia e diferente sabemos dialogar com outras especialidades disciplinares.

Por ultimo gostaria de fazer uma reflexão sobre isto: “É o desenvolvimento das linhas, seu devir. Seu acontecimento interno, o que importa na existência final da obra em o processo vem a ser guardado. As linhas contam sua historia de um gesto, de uma potencia, de um cosmos que se busca a si mesmo na impotência de dizer o mundo que o cerca e, mesmo assim, sorve e vive esta tentativa.” (Tiburi, p. 155).

A filosofa e artista plástica Marcia Tiburi em visita na cidade de Goiânia em Maio de 2013, com o arquiteto Jorge Villavisencio no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Na arte da arquitetura as linhas vêm de diversos pensamentos obtidos nas pesquisas, das teorias e da própria experiência adquirida pelo arquiteto. Mais o “gesto” a que faz referencia Tiburi, está no estado criativo que conduz ate de forma anímica em que se encontra, sejamos corretos em dizer o artista arquiteto, assim como nas outras artes tem um momento de inspiração, pode ser pelo lado cósmico conforme se indica, mais também pelo momento de “lucides” em criação espacial que como sabemos não e em todo momento. Na historia da arquitetura através do espaço-tempo tem demostrado a evolução de suas linhas que se plasma nos seus projetos arquitetônicos, e diz ao mundo essa é nossa arte, e esse o seu momento, mais o que interessa é cumprir com as demandas sociais ou de quem solicita nossa arte, mais sem duvida como o explicava o mestre Oscar Niemeyer – “a arquitetura tem que emocionar”, emoção está no dialeto de como podemos fazer uma boa arquitetura, que nos faça mais feliz, mais condescendente com nossa realidade, mais humano, mais fraterno com os outros, e menos individualista como era no passado. Ser contemporâneo é busca de um novo projeto, por isso demanda aprimoramento e conhecimento de diversas áreas disciplinares, penso que neste inicio do século XXI temos tido avances, talvez poucos, mais esta nova proposta com a preocupação com o meio ambiente é um ponto muito forte a seguir, sei que podemos fazer mais, muito mais.

Goiânia, 14 de Dezembro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

TIBURI, Marcia; CHUÍ, Fernando; Diálogos e Desenho, Editora Senac, São Paulo, 2010.

NIEMEYER, Oscar; A forma na arquitetura, Avenir Editora, Rio de Janeiro, 1978.

GLUSBERG, Jorge; Para uma crítica da arquitetura, Projeto, São Paulo, 1986.

MONTANER, Josep Maria; A modernidade superada, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2013.

HOGARTH, William; Análisis de la Belleza, Titulo Orginal: Analysis of Beauty {1753}, Editora Visor Libros S.L., Madrid, 1997.


martes, 5 de noviembre de 2013

Percepções contemporâneas da publicação de revistas de arquitetura e urbanismo.

Percepções contemporâneas da publicação de revistas de arquitetura e urbanismo.
Arq. Jorge Villavisencio

A traves do tempo a publicação de revistas de arquitetura e de urbanismo tem demonstrado que é uma importante ferramenta de informação e comunicação entre a nossa profissão, esta se deve a poder perceber o cenário tanto nacional e internacional do que vem acontecendo. Mais como vocês podem perceber ao dizer "ferramenta" podemos analisar alguns pontos. Primeiro, muitos dos nossos projetos de arquitetura e urbanismo estão relacionados às nossas pesquisas ou investigações tanto na analise de maneira projetual, assim como das tecnologias que se vem realizando em outras partes do mundo, cabe indicar que em America de Sul muitas deste tipo de tecnologias construtivas e dos materiais aplicados chegam a esta parte do continente depois de algum tempo, isto faz que de alguma forma se tornem nossos projetos um pouco desatualizados (só no uso dos materiais e das tecnologias de aplicação), um assunto quase inconcebível neste mundo globalizado.

01 Revista espanhola El Croquis. (Fundada em 1982)
El Croqui editorial, Madrid - Espanha. Editores e Diretores os arquitetos Fernando Márques e Richard Levine.

A segunda, estão relacionadas na maneira de como os arquitetos e urbanistas fazemos nossos "estudos de caso", esta se deve na forma até academista de referentes e principalmente o analise da "intenção" dos projetos que vem nas revistas, talvez um analise ate sistêmico, claro num olhar atento dos bons referentes que devemos estudar. Recentemente numa conversação com o professor paulista o arquiteto e Doutor Paulo Bruna, diz que na academia (e também penso que na vida profissional) os analises dos projetos esta relacionado aos bons exemplos de arquitetos e urbanistas que procuram não só fazer seu trabalho, mais na procura de uma qualidade, que sem duvida entregam estes projetos varias percepções de bons projetos a seguir. Mais devo esclarecer que na arquitetura não estão muito relacionado com os estilos, mais sim com o que é uma arquitetura boa ou de qualidade. E o exemplo claro das Revistas que serão apresentadas no transcurso deste texto.


02 Revista colombiana Escala. (Fundada em 1962)
Casa editorial Escala S. A., Bogotá - Colômbia.

As revistas de arquitetura e urbanismo que procuram certa qualidade, geralmente apresentam trabalhos recentes ou contemporâneos, como e o caso da Revista espanhola El Croquis (Fig. 01) que apresenta os trabalhos dos arquitetos Mansilla e Tuñón, que como temos percido na revista tem uma esmerada formatação na arte de exposição dos diversos projetos (nos idiomas espanhol e inglês), a revista foi fundada em 1982 e produzida em Madrid cujos editores são os arquitetos Fernando Márques e Richard Levine.


03 Revista argentina Summa+.
Donn S. A. editora, Buenos Aires - Argentina. Diretores os arquitetos Martha Magis e Fernando Diez.

Tem revistas de arquitetura de larga tradição como e a Revista Escala (Fig. 02) fundada em 1962, sem duvida uma revista que tem mais de 50 anos no mercado de difusão com ênfase de arquitetura Latino americana. Mais no tempo de muitas publicações de variados temas da arquitetura que viram assuntos temáticos como foi o caso de acima de uma compilação do publicado sobre a Arquitetura Hospitalar (20 anos de trabalhos publicados), claro para os interessados neste tema foi um presente para nossas pesquisas (como foi nosso caso), às vezes os assuntos temáticos representam em poder fazer comparações projetais de forma e função, programáticas e das tecnológicas nos diversos projetos e escritos que são apresentados.

A revista argentina de arquitetura Summa+, talvez uma revista que se origina no idioma espanhol, agora tem uma versão integralmente em português (Fig.03), está se deve (penso eu) a cercania com o Brasil como pais limítrofe, assim como uma percepção do mundo globalizado, mais também regionalizada como é na América do Sul e do bom potencial originada pelo MERCOSUL, sem duvida a difusão de projetos nesta parte do continente se toma como um sentimento de grande região, além claro da divulgação de projetos e textos (reflexões) de outras partes do mundo, a apresentação da Summa+ é de uma alta qualidade em especial a informação pormenorizada, assim como o nível das fotografias que faz parta essência informativa.


04 Revista espanhola AV Monografias.
Donn S. A. editora, Buenos Aires - Argentina. Diretores os arquitetos Martha Magis e Fernando Diez.

A revista espanhola AV Monografia (Fig. 04), assim como do mesmo grupo da revista Arquitetura Viva, tem uma alta difusão internacional, dirigida por Luis Fernando-Galiano, uma revista com uma qualidade impressionante, mais como custo bastante elevado para os padrões internacionais. Mais devo esclarecer que na AV tem apoio do Governo da Espanha através do Ministério de Educação, Cultura e Esportes, sem duvida o apoio do Governo fomenta não só o conhecimento cultural, mais sim patrocina de alguma maneira os profissionais e os escritórios de arquitetos que tem relevância importante no cenário espanhol e internacional. Na revista apresentada acima e uma edição especial dos projetos arquitetônicos e urbanos da edição especial – Spain Yearbook. Também pudemos perceber que existem poucas propagandas comerciais. Consideramos isto importante por dois motivos o primeiro que se acredita (e se isenta da forte pressão comercial) desta forma tem uma potencial do que publica a revista, segundo que existe um forte mercado na compra especializada deste tipo de revistas.


05 Revista brasileira Projeto/Design. (Fundada em 1979)
Arco editorial Ltda., São Paulo - Brasil. Diretores os Arlindo Mungioli e Luis Carlos Onaga.

A revista brasileira Projeto/Design (Fig. 05) tem uma larga tradição no mercado interno brasileiro, esta no tempo se forma através de um jornal, mais a categoria de revista só nasce em 1979 cujos fundadores forem Alfredo Paeseani, Fábio Pentiado e Vicente Wissenbach, temos lido em alguns artículos o que pronuncia Wissenbach: “que a revista nasce a solicitude dos arquitetos brasileiros”, nos parece importante ressaltar isto, porque forem os mesmos profissionais da arquitetura e urbanismo que “clamam” para publicar suas inquietudes, suas ideias, suas criticas, e seus projetos. Ter uma revista de qualidade da arquitetura no Brasil não e uma tarefa fácil, primeiro, porque suas edições só são no idioma português que é um elemento limitador – então está dirigida para o mercado interno e alguns poucos países da língua portuguesa. Segundo porque a revista projeto/design só subsiste pelo interesse dos assinantes, e pela propaganda comercial, que em alguns números até de forma exagerada. Mais devemos dizer que no Brasil publicar revistas especializadas que tenham opinião e projeção em seus mais de 25 anos de historia em que procura levar ao leitor um ar de qualidade e de critica da arquitetura e urbanismo é um ponto muito forte e importante.


06 Revista italiana Domus. (Fundada em 1928)
Editoriale Domus S. p. A., Milão - Itália. Diretor e Editor Joseph Grima.

A revista italiana Domus se publica desde 1928, podemos dizer que e uma revista com uma larga experiência em que expressa não só projetos de arquitetura, mais tem uma visão muito critica dos assuntos relacionados à nossa arte. Domus é uma revista que considero de finalidade internacional, claro dedicada aos italianos mais também ao mercado dos Estados Unidos. Publica-se tanto no idioma italiano e inglês. Considero isto importante, primeiro porque si for só no idioma italiano seu marcado terminaria sendo local, mais ao ser também em inglês abre novos mercados em especial dos Estados Unidos e da Inglaterra, mais sabemos que em outras partes de mundo o idioma inglês tem uma enorme acolhida em especial nos países asiáticos. Talvez esta larga experiência da Domus tenha percebido essa necessidade. Acho interessante que dentro da própria revista exista um pequeno Jornal sendo a curadora e editora Elena Sommariva com variedades com correspondentes em diversas partes do mundo, mais também percebi que não tem correspondente na América do Sul que considero pelo menos um assunto a pensar, o porquê do não. Mais a revista tem revendedores no México e na América Central. Aparentemente sua subsistência se da pelos mesmo leitores, e pela extensa publicação comercial que tem em suas paginas. Mais temos reparado que tem uma forte vocação aos problemas urbanos das cidades, que considero um ponto muito favorável, porque como sabemos é difícil entender os edifícios, sem entender com claridade onde esse projeto foi inserido.


07 Revista peruana Arkinka.
Editorial Arkinka S. A., Lima - Perú. Diretor e Fotografo arquiteto Frederick Cooper Llosa.

A revista Arkinka penso que tem importante influencia no Perú, que procura um certo ar de qualidade, é não só esta motivada aos fatos da voracidade comercial, assuntos e problemas similares da revista brasileira Projeto/Design. Penso que esta dirigida ao mercado nacional do Perú, mais também aos mercados da língua espanhola. Considero como esforço de uma esmerada forma de apresentação da revista dirigida pelo seu diretor o arquiteto Frederick Cooper Llosa, e de seu conselho editorial dos arquitetos Luis Rodrigues Ribeiro e Manuel Flores Caballero (que teve o prazer de conhece-los a os colegas arquitetos no Mestrado de Arquitetura com menção a Historia, Teoria e Critica da Escola de Postgrado da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Artes da Universidad Nacional de Ingeniería na cidade de Lima). Sem duvida uma revista especializada da arquitetura com seus mais de 16 anos de existência, que promove percepções de fatos culturais, assim de fazer de publico conhecimento o que vem acontecendo no presente, mais também se fazer importantes “reflexões” em forma de síntese em seus textos tanto históricos como das teorias da arquitetura.

Para terminar, o proposito de apresentar estas sete revistas serve como base para o analise de como estão acontecendo às publicações contemporâneas nos temas relevantes da arquitetura e urbanismo, mais devo esclarecer que estas são algumas importantes revistas, tem muitas mais. Contar com este breve perfil penso que servira para ter referentes para as prováveis pesquisas que fazem parte da vida cotidiana dos arquitetos.

Goiânia, 5 de Novembro de 2013.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.






lunes, 28 de octubre de 2013

Perspectivas dos arquitetos e urbanistas do Brasil.

Perspectivas dos arquitetos e urbanistas do Brasil.
Arq. Jorge Villavisencio.

No mês de Outubro de 2013 teve uma mesa redonda donde participei com algumas considerações e reflexões, penso que estas considerações estão relacionadas com a criação pôs Conselho de Arquitetura e Urbanismos do Brasil – CAU. Como vocês sabem o nosso Conselho e recente é tem só tem 2 anos de existência, e claro temos muito a fazer. Sobre isto gostaria de fazer algumas exposições sobre como vejo o futuro não muito distante. Neste Congresso Internacional em que se realizo com motivo da Semana Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão – CIPEEX.



Sem duvida a participação politica do arquiteto no cenário nacional faz que de alguma forma vejamos como caminha nossa profissão no presente e no futuro, dissemos isto porque sempre temos pensado que participar ativamente “já” torna-se necessário, mais não de forma singular como a grande maioria dos nossos mais de 100 mil arquitetos e urbanistas espalhados em todo território nacional. Fazer o trabalho politico em forma plural e democrática torna-se fundamental para o futuro da profissão. Só para lembrar os mais de 50 anos de luta pelo Instituto de Arquitetos de Brasil -IAB., podemos dizer que sua perseverança foi fundamental para a criação do nosso Conselho.


Dentro da nossa percepção atual a nossa profissão temos varias associações que fazem parte do CBA. A primeira (a mais antiga) e o Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB. a segunda é a Associação Brasileira dos Escritório de Arquitetura – ASBEA, a terceira é a Associação Brasileira de Ensino da Arquitetura – ABEA, a quarta é a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas, donde estão integrados os Sindicatos dos Arquitetos e Urbanistas, a quinta é a Associação Brasileira dos Arquitetos Paisagistas – ABAP, e por ultimo nosso recente Conselho de Arquitetos e urbanistas. Achamos oportuno explicar com nome próprio cada entidade porque para poder “entender o espaço politico dos arquitetos e urbanistas”, é claro cada uma destas entidades tem “ “ sua função, mais atualmente tem muitos sombreamentos onde sucede as mesmas funções. A única que por obrigação é o CAU (por ser uma autarquia), sem o registro em nesta entidade não se poderia exercer a profissão.

Aqui no Estado de Goiás (na capital Goiânia) o CAU-GO. tem realizado muitos esforços para poder integrar o nossos profissionais, é temos reparado que nos últimos eventos tem mais participação dos arquitetos neste estado. Mais temos que dizer que antes do CAU se fez uma levantamento da quantidade de arquitetos neste estádio que superaria os 3 mil arquitetos, mais atualmente temos um pouco mais de 1,4 mil inscritos, e como e obvio: Que fazem os mais de 1,6 mil arquitetos que não estão inscritos? Pelos menos merece uma reflexão e pesquisa mais profunda.


Sem duvida a atualização dos arquitetos e urbanistas nos campos educacionais cada vez se se torna cada vez mais necessário, o mundo é muito competitivo, ate porque nossa academia (Faculdades de Arquitetura e Urbanismo) se formam profissionais generalistas. Especializar-se nas diversas Atividades e Atribuições profissionais do arquiteto e urbanista, conforme o indica o CAU na sua importante Resolucao N° 21, de 5 de Abril de 2012.

Outra consideração importante, que o arquiteto e urbanista se tornem cada vez representativo nas áreas de “investimento e gestão” do ambiente construído, e não deixar que as empresas construtoras tomem as decisões pelos arquitetos. Também os escritórios de arquitetura cada vez mais são e serão induzidos por equipes multidisciplinares, assim de priorizar o desenvolvimento com as novas propostas de mobilidade, acessibilidade assim como de preservação do médio ambiente, estar fora desta nova realidade tornam profissionais obsoletos.

Por ultimo estes três últimos pontos, o primeiro a volta do arquiteto para os canteiros de obras, penso que temos perdido muito espaço nestas ultimas décadas. A segunda a provável construção do Colégio Brasileiro de Arquitetos e Urbanistas (formalizar como uma nova entidade – pessoa jurídica) como existem em outros países, onde congregam a união destas seis entidades que congregam o CBA., com isto diminuiriam os custos e se evitariam os sombreamentos como sucede atualmente. A terceira, a não menos importante, como sabemos o CAU e nossas escolas FAU nos tem ensinado como é nossa profissão. O que devemos fazer, mais precisamos torna-lo “saber”, para que esta seja de conhecimento nossa área de atuação, desta forma esclareceria para a população brasileira de que trata nossas atividades, nossas competências. Como exemplo, temos a Lei de Assistência Técnica, mais poucas pessoas sabem que existe. Sei que é uma tarefa árdua a fazer, mais penso que é sociedade, o povo, que tem que estar ciente das nossas atividades da profissão de arquiteto e urbanista. Em poucas palavras abrir mais espaço nos eventos que tratam de arquitetura e urbanismo para “todas” a pessoas que estão interessadas em conhecer o que fazemos os arquitetos e urbanistas. Sei que muitos assuntos a colocar nas mesas de trabalhos mais têm que dizer, é de fazer de publico conhecimentos nossas inquietudes, nossa reflexões, nossas prováveis perspectivas.

Goiânia, 28 de Outubro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.




sábado, 12 de octubre de 2013

A intenção entre a teoria e a pratica da arquitetura.

A intenção entre a teoria e a pratica da arquitetura. 
Arq. Jorge Villavisencio. 

Nas constâncias do saber dos académicos da arquitetura e urbanismo tem uma relação direta entre a teoria e pratica. Nem sempre são entendidas estas relações a contento.

A ideia deste texto é de poder explicar como sucede esta relação. A arquitetura tem como principio fundamental de verificar as relações com o habitar das pessoas. Mais esto sucede na efetivação dos projetos de arquitetura, pensamos que não sucede de forma automática, porque tem que conhecer as condicionantes e determinantes de determinado projeto, e principalmente a “intenção”.

Mais para poder entender como sucede? Temos uma serie de ferramentas que são o serão, conhecidas através da vida acadêmica, no conhecimento de diversas disciplinas, que são as ciências e as técnicas que estão relacionadas com o conhecimento histórico e também culturais. Como podemos realizar um determinado projeto de uma edificação sem conhecer seu entorno urbano, esto pode ser tanto local ou regional, depende do grau de abrangência que queira dar a edificação. Então podemos concluir que em cada caso devem-se verificar as determinantes e as condicionantes, e claro de suas próprias particularidades e especificidades. Cada projeto deve questionar as diferentes particulares que no final se tornam em qualidades espaciais, a derivação deste tem apreensão de diversas hipóteses que se formulam como ato de possíveis soluções para o desenvolvimento do projeto.

A apropriação espacial do terreno é fundamental para poder levar o ato projetual de forma concisa, que é a síntese das variáveis que estão em nossas hipóteses. Então o projeto como tal “surge no momento que se estabelecem conceptos compositivos, funcionais, técnicos e referenciais” (Méndez, 2009:79)

Mais devemos esclarecer que a finalidade da arquitetura que em síntese é: “... a arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando determinada INTENÇÃO” – Arq. Lúcio Costa (1902-1998).

Sem duvida o “projeto moderno” deu uma base solida para uma arquitetura que procura uma contemporaneidade, mais esto como “perspectiva”, muito longe do que era o movimento moderno que foi um projeto claramente definido. É correto pensar nas tipologias da arquitetura moderna que “No começo, o maior esforço da arquitetura moderna dirigiu-se principalmente a habitação coletiva e a definição de uma estrutura racional para a cidade, além da intervenção intensa em tipologias tais como escolas, hospitais, e fábricas” (Montaner, 2013:138). Hoje podemos pensar, claro de forma contemporânea que o tema da sustentabilidade e dos problemas ambientais devem estar inseridos dentre do ato projetual, estar fora desta proposta como perspectiva é não pensar de forma correta. Ser contemporâneo é também ser atualizado dentro destas novas pautas, que no final são as novas exigências que os povos reclamam.

A historia do passado na arquitetura leva continuidade espacial, penso muito difícil desvincular-se, porque faz referencia, “Quando conectamos a nossa separação pessoal daquele acervo de arte constitui, para muita gente, o passado e procura, pela primeira vez, fazer uma arquitetura que se enquadrasse nas contingencias do tempo atual...” (Warchavchik, 2006:108).

No ritmo da nossa época e pensar no futuro, alias são sintomas que vierem nos tempos modernos. Novas filosofias vêm à tona a nossa realidade, novas formas de pensar faz que os espaços projetados tenham e sejam mais coerentes com nosso sistema de vida. São sintomas dos tempos contemporâneos, mais “Uma coisa, porém, se sabe desde já: nada do passado, poderá predominar no futuro; o futuro é daquele que marcham...” (Warchavchik, 2006:96).
Por ultimo essa procuras das perspectivas marcham ao um futuro, talvez o não mais promissor?, é a grande duvida que faça parte da vida arquitetônica contemporânea.

Goiânia, 12 de Outubro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.

Bibliografia 

MONTANER, Josep Maria; A modernidade superada: ensaios sobre a arquitetura contemporânea, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2013.

WARCHAVCHIK, Gregori; Arquitetura do século XX e outros escritos, Ed. COSAC NAIFY, São Paulo, 2006.

MÉNDEZ, Rafael; Teoría y prática, La forma del proyecto: enseñar y aprender a proyectar, De arquitectura, Editado Universidad de los Andes, Bogotá, 2009. (pp. 79-91).


miércoles, 4 de septiembre de 2013

A função da cidade mundial.

A função da cidade mundial. 
Arq. Jorge Villavisencio.

O organismo vivo das cidades tem-se enfrentado de diversas formas, mais será que existe uma cidade mundial? Como o explica Lewis Mumford. Será que cidade pode-se explicar de uma mesma forma? São vários pontos a ser examinados ou pelo menos tratar de entender sua fenomenologia através de sua historia e como seriam suas provais perspectivas. 

No primeiro lugar pensamos que cada cidade tem suas próprias características, entendemos esto atrelado a sua historia, apropriada por sua identidade cultural, mais podemos entender que podem ter similitudes entre uma e outras, mais similitudes que é muito diferente de ser igual. No segundo lugar, ao falar de uma cidade mundial, poderíamos estar pensando em uma cidade globalizada – entendemos esto porque o que sucede na cidade de Tóquio, Rio de Janeiro, Miami, Lima, etc. Seriam as mesmas necessidades? Pensamos que não é assim, porque a historia de vida destas cidades são diferentes. Terceiro os motivos ou as ameaças que sofrem a cidades que são questões valorativas que são percebidas pelos povos que habitam nestas cidades. O que si poderíamos dizer que os povos reclamam para que suas cidades sejam melhores no sentido amplo da palavra. 

Mais as cidades que forem projetadas nos inicios ate mediados do século XX, porem baseadas pelas diretrizes oferecidas pelo modernidade utópica, especificamente nascidas na Carta de Atenas de 1933 no CIAM, entre elas estavam contidas nestas três palavras chave “sol, espaço e vegetação” estas diretrizes forem percebidas pelas cidades que não forem projetadas, mais sim estas cidades (em especial as mais antigas) tratar de acondicionar espacialmente, alguns de estes preceitos, requalificar certos espaços comuns ou públicos tampouco é uma tarefa fácil. Mais sem duvida em uma tarefa dos urbanistas em outorgar espaços melhores, priorizar ao ser humano. e não só é priorizar o transporte privado, mais também não podemos negar que forem muitos anos de dar prioridade ao sistema privativo, que como sabemos hoje é muito pouco o que se faz urbanisticamente em relação à alta demanda das necessidades publicas. 

Nas formas de ver os novos tecidos urbanos que são criados a cada momento, às vezes pode ser nódulos impensados, equipamentos de determinadas edificações que dão novo sentido espacial nas cidades. Todo esto é muito complexo, mais o intuito é de verificar alguns pontos como se produzem estes fenômenos.

Talvez nas prováveis novas perspectivas que esperam a cidades para estes tenham em comum, pensamos que as cidades posam ser mais “humanizadas” é um acordo que pode sim melhorar a qualidade de vida, priorizar espacialmente ao pedestre consideramos que é fundamental para que estas cidades tenham dignificação espacial. Em especial ao que se refere aos espaços públicos. Muitos destes espaços são mal utilizados, mais tem países como Holanda, Dinamarca, entre outas, onde suas cidades oferecem qualidade espacial, que rapidamente são percebidas, e que agregam uma historia urbana que podem ser exemplos concretos a seguir, sem duvida são questões funcionais catalizadores de boa ambiência urbana. 

A carência de um realismo onde os poderes públicos em espacial os de América do Sul, tratam de esconder em próprio beneficio em forma pessoal ou econômico. No Brasil nestes últimos tempos tem reclamado das autoridades ou dos poderes públicos para que se tomem providencias, pensou-se que o sentido só se davam em relação ao custo das passagem do transporte publico. O tempo diz e dirá que não só e isso. Tem muitas questões de origem urbana a ser levantas, humanizar as cidades através de uma mobilidade de qualidade (transporte publico), assim como espaços públicos que sejam dignos – segurança, gentileza urbana, entre outros são os “novos signos de poder” ou pelo menos pensamos que possam ser assim. Ações de baixo custo mais com relevante impacto social como dos problemas de acessibilidade espacial, é não os referimos sós das pessoas que tenham alguma deficiência de locomoção, mais de todos os transeuntes, os pedestres tem que ter prioridade, o transporte publico – não só os ônibus, mais alternativas como as ciclovias, que como sabemos não só serve para o lazer, mais sim para uma grande maioria de pessoas, que possam utilizar essa forma de mobilidade. Pensamos que estas são as novas perspectivas funcionais de uma cidade mundial. 

Goiânia, 4 de Setembro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

MUNFORD, Lewis; A cidade na historia: suas origens, transformações e perspectivas, Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2008.

MONTANER, Josep María; A modernidade superada, Ed. Gustavo Gili, 2012.


miércoles, 28 de agosto de 2013

Questões de mobilidade urbana a ser repensadas.

Questões de mobilidade urbana a ser repensadas. 
Arq. Jorge Villavisencio 

Sem lugar a duvidas neste mundo globalizado tem como ampliação ilimitadas formas de comportamento. A mobilidade espacial tem como fundamento entender os fenômenos que ocorrem dentre dos espaços sejam estes projetados o não. Mais de que forma se produzem estes fenômenos? 

Penso que neste mundo da informação e da comunicação, assim como o politico e o econômico se estende a uma nova organização destes novos espaços. As novas estruturas têm novos modelos que cream experiência e vivencia e fazem que se tenham novos domínios que são mais abrangentes do que possamos pensar. 

Os fenômenos urbanos se reorganizam baixo a ótica de uma percepção que é globalizante, ou pelo menos tratam de criar novos paradigmas nas formas de convivência nas suas cidades. Para Pablo Veja-Centeno a sociedade contemporânea se sustenta e se organizam baixo os processos econômicos e tecnológicos, mais existe uma simultaneidade do trabalho diário e da vida privada, assim como uma vida de identidade cultural. Este ultima tem uma relação segundo se explica “A identidade cultural esta ligada ao sentido de permanência e de uma profunda relação do homem com seu entorno” (Gutiérrez, 1996:110). A percepção do homem que vivencia no cotidiano suas formas de pensar e de agir, conforme dita suas normas de suas vivencias passadas. 

Mais que acontece quando sua memoria cultural recebe certas restrições do passado e trata de levar novas formas de comportamento, entendamos si varias pessoas pensam desta maneira, desta forma podemos pensar que são novos modelos que se criam diante das novas oportunidades que se dão dentro das urbes.

O cambio ditam rupturas com o passado, claro pensando de maneira ampla, e sem restrição alguma diante destas novas oportunidades que estão presentes. Mais pode criar inconveniências – porque são outras formas de agir – a cidade e as pessoas percebem isto. Podemos citar como exemplo os novos espaços que são criados para as ciclovias – ou as novas vias (alternativas) de mobilidade urbana. Que na realidade são processo que vem desde o século XIX. E se pensa que e uma nova alternativa para a solução dos problemas das grandes cidades. 
Penso que não é assim, em primeiro lugar estes objetos (bicicletas) já eram conhecidos pelo homem há muito tempo; segundo que como se sabe no passado estes objetos de locomoção eram utilizados pelas classes operarias, então tem uma historia social que vem – de uma socialização – no uso deste objeto/instrumento, as vezes penso que existe um certo desanimo ou desacordo com a classe burguesa que se resiste a este novo modelo de levar a vida. Terceiro ao dar prioridade nas vias de mobilidade a estes objetos, estão deixando menos espaços para os veículos privados, então mais tempo no deslocamento destes veículos. 

O mesmo sucede com o transporte publico, que como sabemos a cada dia tem que se dar maior prioridade nos espaços de vias públicas, isso também se cria desconforto para o transporte privado. Hoje em dia os governos edilícios que dão prioridade ao transporte público de massa, seria como nadar contra a corrente, e o afogamento seria iminente. Então são os novos processos que se vem vivenciando nas grandes cidades.

Mais o que acontece quando cidades menores com menos de 500.000 habitantes (ainda cidades consideradas de médio porte) o cidades menores ainda com menos de 50.000 habitantes que se aderem a estes novas formas prioritárias de comportamento, então, são cidades que criam sua própria “perspectiva” que como sabemos são concordante com o processo destes novos modelos de viver nas cidades. 

Nesta reflexão esta inserida os enfoques de uma vida cotidiana que tendem a generalizar os comportamentos de seus atores sociais. Ambas as reflexões sobre as ciclovias, e do transporte público, são sensíveis a todo o momento, como sabemos são só dois exemplos, ate simples de enxergar, mais muito difícil de resolver. Mais são as transformações dos fenômenos urbanos que aprendemos das grandes cidades, que tentam a tudo custo de atender as “maiorias” que neste caso são das demandas sociais. Um novo cenário se cria a cada dia, ao final são questões de mobilidade urbana a ser repensadas. 

Goiânia, 28 de Agosto de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia 

GUTÍERREZ, Ramon (org.); Arquitectura Latinoamericaba em el siglo XX, Epígrafe S. A. Editores, Editoriale Jaca Book S.p.A., Milão, 1996.

VEGA-CENTENO, Pablo; Movilidad (espacial) y vida cotidiana em contextos de metropolización. Reflexiones para comprender el fenómeno urbano contemporaneo, em Debates y Sociologia, No.28, Editado por la Pontificia Universidad Católica del Perú, Lima, 2003.