lunes, 3 de marzo de 2014

A cidade histórica de São Francisco do Sul.

A cidade histórica de São Francisco do Sul.
Jorge Villavisencio.

A cidade de São Francisco do Sul, pensamos que cumprem de certa forma com o compromisso de seus cidadãos. Estes são alguns pontos que serão discutidos neste texto. Primeiro porque cumpre com seu compromisso cultural e social da população que mora não só na cidade, mais também atinge as cidades adjacentes como Joinville e poderíamos com o Estado de Santa Catarina. No segundo lugar que a afiança a vida dos seus moradores com a “preservação de sua historia” na cidade e seus edificações, assim seu lado turístico fomenta a sua própria cultura.

F.001 – Vista da Bahia de Babitonga.
Fonte: Jorge Villavisencio

A cidade de São Francisco do Sul está situada ao norte do Estado de Santa Catarina na região sul do Brasil. Sua população de aproximadamente de 42 mil habitantes (censo 2010), tem uma área de 493 km 2. Fica nas margens da Bahia de Babitonga.

F.002 – Vista das ruas que dão margem na orla.
Fonte: Jorge Villavisencio

Si bem não é certo que sua fundação é do ano de 1504, que poderia ser a terceira cidade mais antiga do Brasil. Mais no ano de 1553 era habitada por espanhóis por um corto tempo. Também existe que seu descobrimento seja por franceses mais não foi comprovado, então existe uma serie de mistérios desde sua fundação, mais podemos perceber que a cidade como porto que é, ocupa um lugar estratégico entre a capital de Santa Catarina a cidade de Florianópolis com a maior cidade em população do Estado a cidade de Joinville.

F.003 – Imagem do Mercado Municipal.
Fonte: Jorge Villavisencio

O sentido da existência cultural que neste caso São Francisco do Sul, foi provocado pelos sentimentos do povo, e claro das políticas em querer preservar seu espaço. Queremos dizer que sem uma politica coerente para preservar o lugar histórico que afiança seu compromisso, desta forma “A crescente busca de uma arquitetura que tenha resposta nas maiorias postergadas, que seja utilizado de forma inteligente seus recursos tecnológicos para que sejam adequados sem consumismo e de desperdiçar que desta forma se consolide suas manifestações de patrimônio cultural histórico e potencialize respostas aos requerimentos contemporâneos” (Gutiérrez 1998:118).

F.004 – Imagem dos cidadãos, precursores da cidade de São Francisco do Sul.
Fonte: Museu Histórico no Mercado Municipal de São Francisco do Sul.

“Se se pesquisa arte, ligada diretamente a historia e as necessidades anímicas e progresso sentimental, surge-nos como marco zero a sequencia posterior a série de pequenas igrejas, capelas e conventos do mesmo século XVIII, mostrando a evidencia que (quanto ao esforço arquitetônico especialmente), se tira o que foi feito entre 1720 a 1770, nada mais restará que mereça a atenção. Das tentativas de tombamento de grandes notáveis obras que estivessem exigindo defesa contra os estragos do tempo – de parte do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – que pudessem e merecessem ser defendidas...” (in Dantas, 2011:43 – IPHAN/RJ, correspondência a David Carneiro e Rodrigo Melo Franco, 1937).

F.005 – Imagem da Igreja Matriz de São Francisco do Sul.
Fonte: Jorge Villavisencio

Na citação de acima nos parece importante, primeiro que a pesquisa ligada a arte da arquitetura deve ser “exaustiva” desta forma encontra-se a partes ligada a cultura como passado histórico. Segundo entendemos que na época iluminista do século XVIII traz consequências importantes para o resgate da própria cultura dos povos, estes ilustradores dão certo ordem à semântica da palavra desta forma chegamos a um consenso dos acontecimentos. Terceiro o tombamento de diversas obras arquitetônicas – segundo o que explicam “que nada mais restará” – tem extensas considerações que a cada dia redescobrimos seu passado, e talvez nos inspirem na forma de um novo olhar.

F.006 – Imagem das ruas internas da cidade de São Francisco do Sul.
Fonte: Jorge Villavisencio

“Se o bem integrante do patrimônio cultural, assim defendido pela norma constitucional, está em perigo, com risco de destruição, é dever do poder público interferir e protegê-lo [...] Por outro lado, se não há risco atual que ameace o bem, o poder público pode escolher o momento de tombar...” (Dantas, 2011:45).
Aqui podemos estar de acordo com a primeira premissa de que o patrimônio esta dentro a norma de Proteção “constitucionalmente”, mais o momento de tombar seria uma estratégia no controle do patrimônio em especial dos edifícios arquitetônicos, mais de forma lamentável às vezes não funciona, porque temos reparado que edifícios importantes que em sua grande maioria – estão cadastrados mais não tombados, quando se quer tomar as providencias termina sendo muito tarde, dando passo na voracidade de exploração imobiliária.

F.007 – Imagem das ruas com vista na Bahia de Babitonga.
Fonte: Jorge Villavisencio

“Ao tratar a preservação a nível regional, pode-se pensar numa noção mais ampliada do patrimônio edificado, a qual deve permitir explicar e preservar as relações diretamente associadas com seu meio cultural e histórico, bem com seu entorno natural” (Dantas, 2011:147).

Penso que Dantas Navolar explica de maneira sucinta as expectativas e aspirações do povo ao sentir-se protegido das adversidades, sejam este de ordem politico (poder público) ou do poder privado, porque ao final de contas se trata de preservação não só dos edifícios históricos existentes, mais sim da própria cultura relacionada com as verdadeiras aspirações dos povos, desta forma cumpre com suas expectativas que não podem ficar a margem.

F.008 – Edificações Históricas da cidade de São Francisco do Sul.
Fonte: Jorge Villavisencio

Os trabalhos realizados por arquitetos especializados na preservação do patrimônio são de muita importância para a vivencia das experiências passadas, da própria historia que se transforma na cultura do objeto de estudo. Que na realidade estes estudos sobre o patrimônio cultural não só pertencem a um arquiteto, são varias pessoas que se transforma em verdadeiras equipes, onde existe a troca de experiências, ao ter estes intercâmbios geram cognição arquitetônica, pesquisas duradouras que influem nas decisões do futuro promissor. “Talvez essa seja a maneira mais palpável de multiplicar ideias e dividir responsabilidades no enfrentamento de situações que nos chegam, desde o emaranhado mundo das cogitações brasileiras de arquitetura. Senão por isso, pelo menos para afastar-se da imagem do arquiteto solitário, da palavra isolada e sem eco”. (Pereira, 2005:157)

F.009 – Imagem das ruas internas – reparem as calçadas em pedra natural.
Fonte: Jorge Villavisencio

Existe uma diversificação das camadas urbanas que estão relacionadas com seu poder aquisitivo “É claro que as mudanças sociais não ocorrem apenas ao nível da origem da nova aristocracia cafeeira e das suas divergências com a velha aristocracia. Na medida em que se diversificavam a economia, iam ocorrendo também diversificações nas camadas urbanas” (Assis Silva; Assis Bastos, 1976:149).

Esta relação com o poder socioeconômico da população traz consigo uma mudança nos elementos constitutivos das cidades, mudanças nos objetos que são atenuantes nas suas edificações, que marcam o progresso das cidades, emissões que podem ser vistas e valoradas na conformação das cidades. Mais também não queremos dizer que si determinada cidade com carência socioeconômica não se deve ser preservado seu patrimônio cultural, todos os objetos (edificações) do passado deveriam ser preservados sempre quando exista essência cultural, por isso o significado das investigações profundas por parte das organizações que procuram preservar seu patrimônio edificado, que como sabemos que é a cultura, a história das cidades.

F.010 – Vista das ruas internas da cidade.
Fonte: Jorge Villavisencio

Para terminar nos parece importante nas conclusões do encontro do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB sobre: Planejamento, urbanismo e apropriação social na preservação do patrimônio, este foi realizado na cidade de Salvador, Bahia entre o 14 a 17 de maio de 2013 – ARQUIMEMÓRIA 4 ao dizer: “As relações entre gestão, planejamento urbano e preservação do patrimônio. Os instrumentos de política urbana e sua aplicação na preservação do patrimônio. Dinâmica urbana, obsolescência e valorização imobiliária de sítios de importância cultural. Parcerias público-privadas na preservação e gestão do patrimônio edificado. Os megaeventos e seus impactos nos sítios de valor cultural. As políticas habitacionais e a preservação do patrimônio edificado. As relações simbólicas e funcionais estabelecidas entre os diversos grupos sociais e o patrimônio edificado. A participação da comunidade na identificação, conservação e gestão do patrimônio edificado. O papel da sensibilização patrimonial na preservação do patrimônio cultural” (IAB, Salvador, 2013).

F.011 – Detalhe do passeio turístico na cidade de São Francisco do Sul – Santa Catarina.
Fonte: Jorge Villavisencio

Sem duvidas estes pontos que forem selecionados na ARQUIMEMÓRIA 4 nos dão as pautas de como pode-se fazer gestão com eficiência, mais penso que devemos deixar claro que a preservação do patrimônio cultural edificado não só e uma gestão do aparato publico, a participação da gestão privada torna-se fundamental para um melhor equilíbrio nos próprios pensamentos é seu destinos, que nem sempre são valores só econômicos do privado como se pensa, existe uma valorização proeminente do ordem privado, a problemática se da no sentido de como pode-se canalizar estes esforços, pensamos que aos poucos a regras deverão ser mais claras para que estes possam ser trabalhos equilibrados e equitativos com a vida do patrimônio cultural edificado.

Goiânia, 3 de Março de 2014.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.



Bibliografia

GUTIÉRREZ, Ramón; Arquitectura Latinoamericana en el siglo XX, Lunwerg Editores, Barcelona, 1998.

DANTAS, Navolar, Jefferson; A arquitetura resultante da preservação do patrimônio edificado em Curitiba, Factum Editora, Curitiba, 2011.

PEREIRA, Miguel; Arquitetura: cultura, formação, prática e politica profissional, Editora Pini, São Paulo, 2005.

ASSIS Silva de, Francisco; ASSIS Bastos, Pedro Ivo; História do Brasil, Editora Moderna Ltda., São Paulo, 1976.

ARQUIMEMÓRIA 4 - Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado
Tema central: A dimensão urbana do patrimônio, Salvador – Bahia – Brasil, 14 a 17 de maio de 2013. Instituto de Arquitetos do Brasil. IAB/BA.
www.iab-ba.org.br/arquimemoria4


miércoles, 5 de febrero de 2014

Um olhar contemporâneo no novo Teatro Nacional em Lima.

Um olhar contemporâneo no novo Teatro Nacional em Lima.
Arq. Jorge Villavisencio

No cabe duvida que os edifícios públicos de tipologia “cultural” têm aspectos que dão impulso a vida de uma determinada cidade ou ao país. Neste caso o Teatro Nacional na cidade de Lima no Perú conhecido como o “Gran Teatro Nacional del Perú” foi recente inaugurado e construído entre os anos de 2011 e 2012.

F.001 – Vista Av. Aviación – fachada oeste.
Fonte: Jorge Villavisencio (2014)

O projeto arquitetônico é dos arquitetos Alfonso de la Piedra, Geman Salazar, Mónica Kiya, Mónica Galarza e outros, a equipe e do escritório de arquitetura de la Piedra, ganhador do concurso, cujo projeto se inicia no ano de 2010. A construtora encarregada e da Empresa Construtora Graña y Montero S.A. E o calculo estrutural e dos engenheiros Antonio Blanco Blasco e José Antonio Terry. O projeto acústico foi realizado pelo arquiteto José Nepomuceno da empresa Acústica & Sónica. (1)

F.002 – Vista externa no detalhe do auditório principal.
Fonte: Jorge Villavisencio (2014)

A ideia deste artigo sobre o Teatro Nacional do Perú não só e apresentar o projeto arquitetônico, mais também fazer algumas reflexões do significado deste edifício dedicado para a cultura.

Para o professor e arquiteto Edgar Graeff diz que estes edifícios estão classificados nas suas tipologias como “edifícios para o desenvolvimento, de atividades culturais: bibliotecas, teatros, cinemas, auditórios, museus, galerias de arte, discotecas, radiodifusão, televisão, etc.” (Graeff, 1986:67-68)

F.003 –Vista da fachada noroeste. Detalhe do revestimento.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

A importância de Graeff ao mencionar isto que estes edifícios geram desenvolvimento cultural, esto é que o valor da edificação, não esta só no fato de abrigar pessoas, mais de gerar valor e poder agregado em gerar “polemica” dentro do que se produz nas “atividades culturais” no seu edifício.
Queremos dizer com esto dois assuntos, o primeiro é donde esta localizado, é porque está localizado neste lugar, então podemos perceber que é uma intervenção urbana na localização deste tipo de edifício. Que interfere em forma decisiva as atividades do espaço urbano. Segundo as atividades próprias dos eventos que são produzidos no Teatro sejam estes para a dança, operas, apresentações de diversos tipos que ampliam a vida cultura aos seres humanos, em fim ampliam conhecimento que de fato geram polemica para poder discutir os diversos eventos que são realizados, assim como da vida do edifício.

F.004 – Implantação do Teatro Nacional – Lima. Entre as avenidas Javier Prado e Aviación bo Distrito de San Borja na cidade de Lima.
Fonte: Google Earth (2014)

Mais devemos lembrar que desde a Renascença do final do século XV os edifícios para espetáculos tinham caráter provisório. Será que nossos edifícios contemporâneos tem essa mesma visão?

“A primeira obra do gênero (teatro) edificada com caráter de estabilidade foi o teatro da Academia Olímpica de Vincenza, cuja construção é iniciada em 1580 por Andrea Palladio e concluída por Vincenzo Scamozzi... – O teatro de Palladio inspirou por muitos séculos os teatros construídos em quase todo mundo”. (Graeff, 1986:113)

F.005 – Vista da fachada norte. Detalhe dos volumes prismáticos.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

Mais também devemos lembrar que na arquitetura moderna de mediados do século XIX, especificamente no ano de 1886 na Escola de Chicago e do notável projeto do Auditório de Chicago do arquiteto Luis Sullivan, que também na mesma época em Paris (1862-1875) foi projetado a Opera de Paris por Charles Garnier, que também inspirou a gerações futuras a forma de projetar edifícios para este fim.

F.006 –Vista da fachada leste. Detalhe da leve inclinação das formas.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

Também em mediados do século XX tivemos edifícios para o teatro, como o auditório do arquiteto Raul Villanueva na obra na Cidade Universitária de Caracas (1952-1953), do auditório de Krosge em Cambridge, Massachusetts (1955) de Eero Saarinen, do Conservatório de Musica no Orange Coast Colleges (1952) projeto de Robert E. Alexander e Richard Neutra.
E assim tantos outros edifícios que forem, e claro, ou serão construídos ao longo da nossa historia arquitetônica, que de fato servem de referencia para os novos edifícios de índole teatral.

Mais estes tipos de edifícios traz em si muita polemica e critica arquitetônica como a recente reformulação (após o incêndio) do Teatro Cultura Artística de São Paulo (2013) do arquiteto Paulo Bruna, projeto original de 1950 do importante arquiteto moderno Rino Levi (1901-1965) e do arquiteto e engenheiro Roberto Cerqueira César (1917-2003). Sem duvida uma obra prima da arquitetura brasileira. Assunto de que devemos tratar em outro momento.

F.007 –Vista do detalhe do beiral da fachada lateral (oeste).
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

“Quando constroem um teatro municipal, por exemplo, os outros elementos fundamentais como biblioteca, a videoteca não são integrados nele... Um anfiteatro é o local onde se expressa um dos objetivos fundamentais da Cultura: o debate e a criação das novas possibilidades de pensar e agir”. (Milanesi, 2003:241)

Esta reflexão nos parece importante por quanto não só leva o desenvolvimento cultural, que como se indica é uma das primeiras manifestações das pessoas de “pensar e agir”, mais também traz desenvolvimento econômico, que no mundo contemporâneo tem primado pelo poder econômico das pessoas e de suas cidades, e se prima (talvez sem concordar) pela própria necessidade de “poder” que geram esses pensamentos atuais. Mais pensamos que traz essência socioeconômica que alavanca o poder aquisitivo das necessidades humanas.

F.008 –Vista da fachada leste.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

Neste percurso sobre a cultura em um “todo”, tem essências educacionais de reflexão, ao conhecer e poder disfrutar (o não – só ver e saber de que trata) do que Ferreira diz: “Não pode restar dúvida que um sistema educacional se desenvolve em meio de uma série de problemas econômicos a que precisamos dar atenção devida, numa época em que se luta contra a pobreza toma amplitude de prioritária indagação filosófica e até de posição teológica”. (Ferreira, 1999:29)

F.009 –Vista do acesso principal – fachada sul.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

“O campo do estímulo à criação do bem cultural é vasto e diversificado. Ele incorpora as ações que objetivam produzir uma expressão: o poema, a ópera, a escultura, a coreografia, etc... que levam diretamente a criação do bem cultural organizam-se no âmbito deste segmento”. (Milanesi, 2003:193)

Mais também temos que o teatro traz em si certos “estímulos” que nos levam a uma reflexão, que é umas das necessidades dos seres humanos, refletir do passado histórico, do presente nos projeta a uma desenvoltura para o futuro. O espaço a ser construído neste tipo de edificações tem conceitos muito amplos – é-nos da sensação de poder criar e fazer de forma diferente, que nem sempre são entendidos.

Mais para filosofo francês Michel Foucault que relaciona o espaço ao dizer: “Com uma desqualificação correlata do espaço, que aparece do lado do entendimento, do analítico, do conceitual, do morto, do imóvel inerte. Lembro-me de ter falado, há uns dez anos, dos problemas de uma política dos espaços e que o tempo, o projeto, era a vida e o progresso. (Foucault, 2012:323)

F.010 –Vista do detalhe do revestimento.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

Penso que no caso do projeto do Teatro Nacional , tem origens de relação do “construtivismo” que como sabemos se inicia na segunda década do século XX. O poder da abstração das formas propostas alavanca novas percepções dos observadores.

F.011 –Vista do detalhe da pele de vidro, e dos níveis na parte interna do edifício.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

Esta ideia de utilizar a inteligência humana (promovidos por Malevich e Kandinsky na Rússia – como cultura artística) tem uma relação mutua entre o artista neste caso os arquitetos e sua obra com os observadores. Como sabemos nas questões educacionais o construtivismo tem teorias firmes com que a gente entendeu/conheceu. E claro, também dos aspectos tecnológicos utilizados na obra do teatro, a tecnologia tem uma forte iniciativa na obra que faz parte da nova indústria construtiva.

O projeto do Teatro Nacional e seu desequilíbrio das formas puras faz que sugira uma movimentação (mais de forma leve) que faz parte do mundo contemporâneo. Os movimentos fazem parte do cotidiano, e cada vez mais fazemos diversas coisas ao mesmo tempo. Mais isto é uma nova forma do ser humano, mais contemporâneo, que diverge do pensamento construtivista. Podemos dizer que é um valor agregado da nossa época atual.

F.012 –Vista do detalhe das portas principal de acesso ao edifício.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

Os elementos geométricos utilizados na obra são prismas puros, que nos remetem ao conceito platônico – que toda forma vem das formas puras. A disposição e escala do projeto são amenas na vista do observador, por que a pesar (ou não) das leves inclinações das formas as reconhecemos com facilidade.

F.013 –Vista da fachada norte. Detalhe da composição volumétrica da forma.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

O conceito do espetáculo esta presente – que pensamos que fazem parte de uma arquitetura teatral, que não são questões isoladas. Na primeira vista é visível no observador desde o desnível da Av. Javier Prado e da Av. Aviación no Distrito de San Borja.
A marquise sugerida em foram triangular que sai dos outros elementos tectônicos chama atenção do espectador do edifício. Não fica à margem, é visível, a diferença dos outros elementos propostos.

F.014 –Vista da esquina da Av. Javier Prado com a Av. Aviación – Distrito de San Borja, Lima.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

Segundo as informações PUC-Perú (1) a obra tem um cumprimento de 90 m. e 76 m. de largura, com um triple pé direito de 12 m. A obra foi construída em duas etapas a primeira correspondia a cenário central com as gradearias para s poltronas. A segunda parte o restante. Conta na parte posterior da entrada principal três salas de ensaios, assim como de espaços de apoio. Si bem é certo que a obra tem 5 edificações independentes, pode perceber que estão integradas espacialmente.

O edifício tem 3 subsolos, que dão acesso para o previsão necessária que utilizadas no cenário. A parte restante é de 7 pavimentos, a cobertura tem um vão de 27.20 m. que é de concreto armado, que colaboram com a acústica do edifício. No térreo ate o 4° andar tem escritórios administrativos, camarins e áreas técnicas. Do 5° ao 7° andar tem zonas técnicas com estruturas metálicas que dão suporte para o cenário. Mais a tecnologia utilizada na construção tem predominância de concreto armado. Cujos vãos médios são entre 7 a 8 metros. Devemos lembrar que na cidade de Lima é uma zona de movimentos sísmicos que de alguma forma intervém na utilização dos materiais e da forma estrutural da edificação. Que de fato é um fator limitante no que se refere à utilização de maiores vãos, que poderiam ser maiores, mais a custos muito elevados e antieconômicos. O edifício tem capacidade para 1.500 pessoas, e tem uma área construída m2. , a custo aproximado de 100 milhões de dólares.

F.015 –Vista parcial da Av. Aviación desde da Estação do Metro Cultura.
Fonte Jorge Villavisencio (2014)

Queremos deixar claro que a obra do Teatro tem conotações importantes, mais deixa um certo ar da não monumentalidade que este tipo de obra merecem dentro do grande significado que o obra deve deixar, por ter o titulo de Teatro de nível Nacional, como forem outros teatros no passado. Talvez a iniciativa de respeito da escala com as outras edificações existentes como é a Biblioteca Nacional, o do Museu da Cultura (ex- Ministério de Pesqueira).
Mais pensamos que o intento deste projeto é de suprir as necessidades culturais da população, uma cidade que não priorize novos edifícios públicos de índole cultural seria negar ao povo seu direito, hoje é uma obrigação e de respeito com o cidadão.

Penso que o Teatro Nacional ainda deverá receber muitas críticas tanto na sua condição espacial de forma e função. Mais neste texto não só queríamos expor o edifício do Teatro Nacional, mais que isso, provocar e aproveitar para fazer diversas reflexões do significado do que é a arquitetura teatral.

Goiânia, 5 de Fevereiro de 2014.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

GRAEFF, Albuquerque Edgar; Edifício, Projeto Editores Associados Ltda., Volume 7°, São Paulo, 1986.

MILANESI, Luís; A casa da Invenção, Ateliê Editores, São Paulo, 2003.

FOUCAULT, Michel; Microfísica do Poder, Edições Graal Ltda., São Paulo, 2012.

FERREIRA, Melo Osvaldo; Teoria e prática do planejamento educacional, Editora Globo, Porto Alegre, 1974.

FRAMPTON, Kenneth; Historia da arquitetura moderna, Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2008. (Cap. 19, pp. 201-213).


Mais informações:

(1) http://blog.pucp.edu.pe/media/688/20110907-Gran%20Teatro%20Nacional%20AB.pdf







viernes, 3 de enero de 2014

Curitiba: a cidade com visão humanista.

Curitiba: a cidade com visão humanista.
Jorge Villavisencio.

A cidade de Curitiba se encontra geograficamente na parte sul do Brasil, capital do Estado de Paraná. Está composta com 29 municípios que conformam a região metropolitana. Sua fundação data do ano de 1693 com seus mais de três séculos anos de fundada tem uma população de mais de 1.8 milhões de habitantes (aprox.)

F.001. Vista panorâmica da cidade de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Curitiba teve uma crescente população urbana tanto assim que na década dos anos 40 (a população urbana) era de 40%, já na década dos anos 90 chego a 75%. Este índice é significativo que em seus poucos 50 anos dobra sua população urbana, e claro este índice acelera os grandes problemas da cidade. Mais com a Lei Complementar No. 14 (8/9/1973) ao compasso de outras cidades do Brasil (Belém, Recife, Salvador, Belo Horizonte entre outras) aderirem a um novo formato de cidade de interesse metropolitano, como: o planejamento integrado do desenvolvimento econômico e social; o uso do solo metropolitano; o saneamento básico; o transporte e o sistema viário; o aproveitamento de recursos hídricos e o controle da polução ambiental: Nos parece que estes cinco pontos norteiam o desenvolvimento urbano de Curitiba.

F.002. Vista centro de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Na década dos anos 40 Curitiba tinha aproximadamente 127 mil habitantes, e sua economia de baseava no cultivo do café. Conforme se indica o IPEA à prefeitura de Curitiba contrato à firma Coimbra Bueno & Cia (na mesma época algo similar acontecia na cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás) que a seus vês a firma contrata ao arquiteto francês Alfredo Agache. O plano Agache previa a divisão da cidade em “zonas especializadas” em um centro de abastecimento, um centro esportivo, um centro militar, em centro de educação, um centro industrial e alguns centro de recreação. Como podemos apreciar na figura F.003 o plano original urbano era radial, posteriormente este plano se modifica como veremos mais na frente. Mais o plano Agache previa estes centros funcionais para Curitiba, conforme (assim pensamos) de acordo a Carta de Atenas no Congresso Internacional de Arquitetura Moderna – CIAM de 1933. Sendo o alargamento das ruas tornando-lhes avenidas, desta forma se priorizava o uso do automóvel, assim deixando alguns espaços livres para praças, jardins, e parque públicos.

F.003. Plano Agache – Curitiba.
Fonte: Acervo FCC/Casa da Memoria – IPEA, 2001:87.

Mais no ano de 1953 se agravam os problemas urbanos de Curitiba e se aprova o Código de Posturas e Obras na Administração do Prefeito Ney Braga (Lei 699 – zoneamento da cidade). Dez anos depois no ano de 1963, precisamente no ano de 1965 se contrata a empresa paulista Serete Engenharia Ltda., e se lhe encarrega ao arquiteto Jorge Wilheim o Plano Preliminar.

O plano Serete é chamado popularmente ou conhecido como Plano Preliminar “... pode ser considerado um – meio caminho – entre a abordagem modernista original (preconizada na Carta de Atenas) e a pôs-modernista. Alguns autores o denominaram – urbanismo humanista. Três transformações básicas pautavam para ser atingidas: a física, a econômica e a cultural”. (IPEA, 2001:90).

F.004. Vista do bairro italiano de Santa Felicidade.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Si bem é certo que foi descaracterizado o plano urbano original de uma proposta radial para Curitiba, foi para um traçado em forma ortogonal, com o esvaziamento de espaços públicos em que esta levou a novos locais de encontro com seus habitantes.

F.005. Vista de uma edificação da imigração ucraniana na cidade de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

No Plano Preliminar ou Serete se privilegiava o uso do transporte publico, em vez do transporte do automóvel. Penso que esto se torna importante para o desenvolvimento da cidade por quando o transporte de massas se torna fundamental – entendemos como uma necessidade publica, tanto que hoje as maiorias das cidades de tipo metropolitanas adotam essa solução – que hoje por hoje não poderia ser de outra maneira. Talvez um dos maiores problemas que tem as grandes cidades é o transporte publico de massas. “Não obstante a importância de atuação na área cultural e econômica, como a criação da cidade industrial em 1973, o principal elemento do plano eram as inovações propostas do sistema viário” (IPEA, 2001:90-91).

F.006. Vista do ponto de ônibus no centro de Curitiba – “inovação e conforto para os usuários”
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Na verdade, a função básica do transporte é de integrar as áreas urbanas, não somente do ponto de vista espacial, mas no que se diz aos diferentes aspectos das atividades urbanas tanto econômicas, sociais, residenciais, e recreativas, permitindo a consolidação de mercados como fatores de produção. Neste sentido, os deslocamentos pendulares diários da força do trabalho – residência/trabalho/residência – que constituem o grosso das viagens nas áreas urbanas, são condicionados, largamente, pelos padrões do Uso do Solo, mais também podem exercer influencia sobre os mesmos e, consequentemente, sobre o desenvolvimento urbano a futuro, na medida em que a existência do transporte precede os planos habitacionais. (Pompeu de Toledo; “José Barat e Maurício Sá Nogueira” 1978:165-176).

F.007. Vista das ruas da cidade de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

A visão de Barat e também de Sá Nogueira nos parece importante já que analise que fazem sobre o que faltam na maioria das cidades brasileiras podem ser identificados baixo este três pontos: grande flexibilidade para conexão de pontos de origem e destinos dispersos no espaço urbano; custos de implantação relativamente baixos (ver imagem F.006); adaptabilidade de sua oferta a incrementos de demanda até limites de densidade de tráfego que exijam modalidade de atendimento de massas.

F.008. Vista do Museu Oscar Niemeyer – MON de Curitiba – conhecido como museu do olho.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

F.009. Vista da rampa do MON, do edifício antigo da Secretaria da Cultura de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Se ponderarmos hoje neste inicio do ano de 2014 as grandes metrópoles ou megalópoles se tem que privilegiar o transporte público, mais de uma maneira ordenada, requalificar espaços para o transito público. O tempo de demora no transporte publico torna-se fundamental na vida do povo, em algumas cidades pode passar ate 1/3 do tempo hábil de um trabalhador no transporte, esto es inaudito, ate quando se tomaram as devidas providencias dos órgãos de ordenamento e controle. Sem duvida esto pode incidir na baixa qualidade no desempenho do trabalhador, que não só atinge as classes sociais baixas, é a todas as classes sociais, o uso do automóvel cada vez será de uso secundário. Deve-se privilegiar o transporte público.

“A retroalimentação negativa pode alcançar um ponto de equilíbrio apesar do imprevisível, e das variáveis de condições externas...” (Johnson, 2003:124).

F.010. Iconografia formal no aeroporto “Afonso Pena” de Curitiba, podemos ver que muitas das edificações contemporâneas têm atreladas a esta forma como veremos mais na frente.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Como podemos apreciar nas imagens (F.008 e F.009) aparece o Museu Oscar Niemeyer sem duvida uma obra importante para a cultura da cidade de Curitiba, obra realizada pelo arquiteto Oscar Niemeyer tem dois momentos, o primeiro prédio é do ano de 1967 – este foi alocado para ser a sede da Secretaria da Cultura, mais nos finais do ano de 2002 foi inaugurado o segundo prédio em forma de olho, estes dois edifícios fazem parte da vida cultural da cidade.
“Mais reflete que se os críticos, ele inclusive, deixassem de lado seus preconceitos e pensassem em Niemeyer no seu contexto, tempo e lugar, suas qualidades poderiam ser apreciadas. Assinala que seu mérito essencial de sua obra consiste em haver entendido uma série de valores próprios de seu pais” (Tinem, 2002:168).

Mais relembremos quando prefeito da cidade de Curitiba em três oportunidades o arquiteto Jaime Lerner (1937-) faz uma “acupuntura urbana” em determinados lugares como o calcamento da Rua XV de Novembro (F.002 e F.015) que foi controvertida para a época nos inicios dos anos 70. Já no segundo mandato prefeito atende as demandas sociais especificamente no ano de 1974 com a abertura de vias exclusivas para o transporte público – chamados de expressos, hoje fazem parte da rede integrada de transportes (F.006). Penso que ate hoje com todas as críticas que houver na época da sua administração (especifico como prefeito de Curitiba e não como Governador de Paraná) teve uma visão prospectiva com o desenvolvimento da cidade de Curitiba, tanto que serve como modelo para outras cidades que tem tentado implantar seu modelo de transporte público. “A acupuntura urbana também foi adotada como metáfora pelo politico e arquiteto brasileiro Jaime Lerner a fim de identificar sua introdução de um eficiente sistema de transporte público na cidade de Curitiba...” (Frampton, 2008:427).

F.011. Vista da Portada do Teatro da Opera do Arame de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Um dos pontos importantes da cidade de Curitiba são seus edifícios públicos de índole cultural, como sucede na obra da Opera do Arame (F.011 e F.012), onde este edifício esta inserido em um parque publico conhecido como a Pedreira Paulo Leminski , é interessante que o edifício ate de formal iconográfica com seus tubos estruturais apresentam uma leveza na sua arquitetura projetado pelo arquiteto Domingos Bongestabs, a obra é do ano 1992, e posteriormente no ano de 2006 passa por uma reforma como aparece nas fotografias atuais do ano de 2013.

F.012. Vista da parte interna da Opera do Arame de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Hoje este espaço é conhecido como o Parque da Pedreira. Pensamos que esta atuação além do interesse cultural, tem também como fundamento a inserção de um importante tempo ecológico da cidade. A necessidade de um edifício público e a razão da saúde urbana com o mérito da preservação ambiental que é a memoria natural da cidade de Curitiba.

Si bem e certo muitas críticas poderão aparecer com o plano diretor urbano de Curitiba mais temos que reconhecer que teve avances importantes na visão urbana com visão humanística desde seu Plano Agache dos anos 40, e passando pelo tempo histórico ate hoje e segundo o explica no livro do IPEA. “O processo de planejamento da cidade está pautada hoje no seguinte tripé: sistema viário, transporte coletivo e uso do solo” (IPEA, 2001:91).

Outros dos pontos interessantes de Curitiba e a relação com a Memoria da Cidade, os imigrantes e suas culturas que forem apropriados pela cidade, imigrantes portugueses, italianos, ucranianos, poloneses, alemães, deixarem rastro de sua identidade cultural para a cidade de Curitiba. “A identidade cultural é indissolúvel ligada ao sentido de pertinência, e de uma profunda relação do homem com seu entorno. Esta pertinência tem dimensão social e coletiva, por tanto transcende ao homem na sua individualidade e pessoal. A identidade não e um valor congelado no seu tempo, mais bem constitui dinamismo... deve atuar como protagonismo na configuração da sua identidade com sua comunidade”. (Gutiérrez, 1998:110).

Talvez esta diversidade cultural tivesse em Curitiba uma pujança na própria essência espacial dos aspectos urbanos, mais também na construção de sua arquitetura nas suas edificações.

F.013. Vista da parte interna do edifício do Memorial da Cidade no centro de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Também alguns não são tratados em forma adequada como nas Ruas da Galeria 24 horas (F.014) no centro da cidade, que de alguma forma teve vários intentos de requalificação do entorno urbano, mais ainda abandonado, onde se pode transformar em um espaço publico de baixa qualidade, não adianta colocar uma ideia sem as devidas pesquisas relacionais com o povo. Em minha opinião este edifício teve trato isolado, talvez preocupados no seu lado formal iconográfico deste sistema estrutural tubular. Que de alguma forma faz referencia a nova percepção de cidade contemporânea da cidade de Curitiba.

F.014. Vista da portada da Galeria 24 horas no centro de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Para terminar a intenção deste texto sobre a cidade de Curitiba é de poder ter algumas percepções sobre a historia urbana, assim como de algumas edificações que forem mostradas ao longo do trabalho. Sem duvida é um breve perfil das problemáticas que são vivenciadas na arquitetura e no urbanismo. Estamos conscientes que muitos outros pontos poderão ser tratados.

F.015. Vista da Rua XV de Novembro no centro de Curitiba.
Fonte: Jorge Villavisencio (2013)

Mais temos tomado uma iniciativa pessoal em poder visualizar o lado humanista da cidade de Curitiba, penso que poderá abrir para novas investigações de índole mais contemporânea que poderá ter algumas novas percepções, penso que o caminho seja este, o poder da arquitetura e o urbanismo como arte e ciência que é, tem facilidades, mais muito complexas, temos que ter intenção em poder vislumbrar outras fontes que não são as tradicionais, a investigação cientifica como forma de analise tem essa virtude de qualificar certos olhares diferenciados, que nem sempre são entendidos, mais no imaginário da nossa profissão de arquiteto e urbanista existe essa fundamentação das ciências sociais aplicadas.


Goiânia, 3 de Janeiro de 2014.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.



Bibliografia

MEIRELLES, da Mota, Diana (org.); Instrumentos de Planejamento e Gestão Urbana: Curitiba, IPEA, USP, IPPUC, Brasília, 2001.

POMPEU DE TOLEDO, Ana Helena; CAVALCANTI, Marly (org.); Planejamento Urbano em Debate, Ed. Cortez & Morais, São Paulo, 1978.

JOHNSON, Steven; Sistemas emergentes: O qué tienen em comúm hormigas, neuronas, ciudades y software, titulo original em inglês: Emergence. The Connected Lives os Ants, Brains, Cities and Software, Fondo de Cultura Economica, Madrid, 2003.

FRAMPTON, Kenneth; História crítica da arquitetura moderna, Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2008.

TINEM, Nelci; O alvo do olhar estrangeiro: O Brasil na historiografia da arquitetura moderna, Ed. Manufatura, João Pessoa, 2002.

GUTIÉRREZ, Ramón; Arquitectura Latinoamericana en el siglo XX, Lunwerg Editores, Barcelona, 1998.



sábado, 14 de diciembre de 2013

A comutação entre o diálogo e o desenho.

A comutação entre o diálogo e o desenho.
Arq. Jorge Villavisencio.

No ano de 2010 a jovem filosofa e artista plástica Marcia Tiburi e o poeta e artista plástico Fernando Chuí apresentam na cidade de São Paulo seu livro “Diálogos e Desenho”. Na nossa maneira de ver esta obra recente tem conotações diretas com a arte da arquitetura. A ideia é de ver seus aspectos relacionais de seus diálogos e poder explicar nosso ponto de vista com alguns de nossos pensamentos com relação ao diálogo que foi produzido pelos citados artistas plásticos.

TIBURI, Marcia; CHUÍ, Fernando; Diálogos e Desenho, Editora Senac, São Paulo, 2010.

Sem duvida a arquitetura está dentro das artes e a cultura mais também faz parte das ciências sociais aplicadas. Mais dentro da forma de comunicação e representação da arquitetura se da em seu maior parte nos seus desenhos que é o projeto arquitetônico, em que sabemos os arquitetos quando projetamos temos determinada “intenção” na apropriação e organização do espaço a ser construído. Temos que ser claros ao explicar isto, porque a finalidade da arquitetura é de realizar/construir espaços, já seja estes em diversas tipologias de edifícios ou também na construção de espaços urbanos dentro de suas cidades ou fora delas.

Como primeira medida para realizar um determinado projeto de arquitetura ou de urbanismo, temos que ter os primeiros diálogos com os proprietários ou com os gestores ou encarregados na realização de determinada obra, desta forma os arquitetos montamos o programa que serve para os primeiros diálogos. Esta parte é fundamental para a execução do projeto porque definimos nossos parâmetros que nos acompanharam ao longo do tempo. Mais a evolução do programa se da no próprio diálogo.
O gênesis do diálogo se da no intercambio de opiniões do como poderia ser um bom projeto, sem duvida o peso forte na realização do desenho (representação) se da acima das “condicionantes” que encontramos no lugar/espaço onde será construída determinada obra.

No caso do citado livro diz que “O próprio diálogo foi se desenhando a partir de palavras que operam na intenção do traço...” (p. 8) então nossa explicação de acima tem um fundamento a igual do livro tanto assim que forem produzidos diversos desenhos ao longo livro com diversas trocas de ideias que se presentam no diálogo.

O livro provoca certas questões filosóficas, mais de forma simples em ele se torna amena sua leitura, e claro tomamos esto como referente nos diálogos produzidos pelos autores. Muita das palavras ditas tem conceitos que não são genéricos, porque atrais deles tem fundamento teórico e claro do próprio conhecimento adquirido por Tiburi e Chuí. Seria quase impossível falar/explicar todo que foi dito no livro, mais alguns pontos poderei fazer certas divagações sobre suas expressões.

Penso que foi sintetizado por parte deles desta forma: “Por onde começar? Pelo mais elementar. Ora, conjuguemos o verbo: se eu desenho e tu desenhas, nós desenhamos, ao mesmo tempo outros – ou todos? – desenham”. (Tiburi, p. 11). Esta provocação feita pela autora tem uma forte iniciativa, porque leva ao leitor a “participar”, consideramos que para que der certo determinado desenho ou projeto a participação é fundamental desta forma o sucesso do mesmo torna-se mais fácil, agradável e sobre tudo comprometido com o futuro de sua obra.

Também Tiburí provoca ao dizer “... as novas tecnologias me deixam em duvida: o que é desenhar, quando programas de computador podem desenhar por você?”. Aqui temos dois pontos: primeiro temos que ver que o desenho em computador e só uma ferramenta, ele não desenha sozinha sem a ideia o pensamento do autor. Mais não podemos banalizar ao computador, porque hoje em dia a tecnologia de informação e comunicação faz parte da vida contemporânea simplesmente estar à margem desta importante “ferramenta” é estar fora das novas formas de trabalhar, por tanto o processo se torna obsoleto ou muito demorado. Mais segundo nosso ponto de vista o computador mais pode servir para a finalização de uma determinada ideia – que já concebido com anterioridade dentro do nosso próprio conceito.

O segundo ponto o desenho nasce em qualquer lugar pode ser num papel qualquer, num momento qualquer, de uma ideia qualquer, estes conceitos que na maioria dos casos nos acompanham toda a vida. Ate na psicologia é utilizado o desenho simples para o analise da personalidade da pessoa, então e a forma mais pura de expressão. Tanto assim que nos primórdios da vida dos seres humanos se deu no próprio desenho (a escrita não existia) e o desenho retratavam suas formas simples da vida. Como viviam, como se sustentavam, que basicamente era a relação com a natureza divina – que é o que de lhes oferecia e retratavam seu modus vivendi. Que em síntese: “Uma configuração cósmica ao alcance da mão. Nascimento da alma a partir de um gesto. Como se a maneira que cada pessoa tem para se expressar pela ação de seu corpo pudesse ser concretizada no espaço-tempo de uma folha de papel; ou, da areia...” (Chuí, p. 17).

Neste emocionante diálogo diz que: “O resgate do olhar ao desenho é a salvação do próprio gesto com a vida” (Tiburi, p. 34). Pensamos que neste ponto de vista provoca a realização de seu próprio ser. No caso da arquitetura é também o gesto do projetista com sua obra, mais também é a realização do quem encomendou o projeto, traduzido pelas necessidades e claro da “experiência” vivida pelo professional na arte de projetar, parafraseando ao Neufert. “...o desenho como prazer que liberta” (Tiburi, p. 43).

Desenho a quatro mãos de Marcia Tiburi e Fernando Chuí.
Fonte: Livro “Diálogos e Desenho” – Tiburi e Chuí; 2010:155.

Além que no desenho de acima guarda um espirito da própria essência do ser humano como figura fundamental de expressão, com muito movimento e numa escala e textura de proporções esmeradas. Mais também queremos provocar ao dizer que quando o desenho e feito por duas o mais (mãos) pessoas é pensamento contemporâneo. Com isto queremos explicar, hoje os escritórios de arquitetura é comum trabalhar em equipe e inclusive em forma multidisciplinar (outras especialidades como geógrafos, sociólogos, artistas plásticos, psicólogos, economistas, etc.) se torna comum trabalhar desta forma, mais não e fácil, cada um tem papel e um ponto de vista que em algum momento ate complica a vida do arquiteto-projetista, mais sem duvida o resultado é bem melhor. Na época da arquitetura moderna em especial do século XIX e XX, os trabalhos produzidos nos escritórios de arquitetura eram feitos (na sua maioria) pelo próprio arquiteto, ate individualista e uma equipe de desenhistas (que maioria não tinha nem voz nem voto – uma espécie de patriarcado projetual). Mais bem os escritórios que faziam trabalhos de projetos urbanos se acostumava ser multidisciplinar. Mais eram equipes reduzidas, salvo raras exceções. Hoje e dia e diferente sabemos dialogar com outras especialidades disciplinares.

Por ultimo gostaria de fazer uma reflexão sobre isto: “É o desenvolvimento das linhas, seu devir. Seu acontecimento interno, o que importa na existência final da obra em o processo vem a ser guardado. As linhas contam sua historia de um gesto, de uma potencia, de um cosmos que se busca a si mesmo na impotência de dizer o mundo que o cerca e, mesmo assim, sorve e vive esta tentativa.” (Tiburi, p. 155).

A filosofa e artista plástica Marcia Tiburi em visita na cidade de Goiânia em Maio de 2013, com o arquiteto Jorge Villavisencio no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Na arte da arquitetura as linhas vêm de diversos pensamentos obtidos nas pesquisas, das teorias e da própria experiência adquirida pelo arquiteto. Mais o “gesto” a que faz referencia Tiburi, está no estado criativo que conduz ate de forma anímica em que se encontra, sejamos corretos em dizer o artista arquiteto, assim como nas outras artes tem um momento de inspiração, pode ser pelo lado cósmico conforme se indica, mais também pelo momento de “lucides” em criação espacial que como sabemos não e em todo momento. Na historia da arquitetura através do espaço-tempo tem demostrado a evolução de suas linhas que se plasma nos seus projetos arquitetônicos, e diz ao mundo essa é nossa arte, e esse o seu momento, mais o que interessa é cumprir com as demandas sociais ou de quem solicita nossa arte, mais sem duvida como o explicava o mestre Oscar Niemeyer – “a arquitetura tem que emocionar”, emoção está no dialeto de como podemos fazer uma boa arquitetura, que nos faça mais feliz, mais condescendente com nossa realidade, mais humano, mais fraterno com os outros, e menos individualista como era no passado. Ser contemporâneo é busca de um novo projeto, por isso demanda aprimoramento e conhecimento de diversas áreas disciplinares, penso que neste inicio do século XXI temos tido avances, talvez poucos, mais esta nova proposta com a preocupação com o meio ambiente é um ponto muito forte a seguir, sei que podemos fazer mais, muito mais.

Goiânia, 14 de Dezembro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

TIBURI, Marcia; CHUÍ, Fernando; Diálogos e Desenho, Editora Senac, São Paulo, 2010.

NIEMEYER, Oscar; A forma na arquitetura, Avenir Editora, Rio de Janeiro, 1978.

GLUSBERG, Jorge; Para uma crítica da arquitetura, Projeto, São Paulo, 1986.

MONTANER, Josep Maria; A modernidade superada, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2013.

HOGARTH, William; Análisis de la Belleza, Titulo Orginal: Analysis of Beauty {1753}, Editora Visor Libros S.L., Madrid, 1997.


martes, 5 de noviembre de 2013

Percepções contemporâneas da publicação de revistas de arquitetura e urbanismo.

Percepções contemporâneas da publicação de revistas de arquitetura e urbanismo.
Arq. Jorge Villavisencio

A traves do tempo a publicação de revistas de arquitetura e de urbanismo tem demonstrado que é uma importante ferramenta de informação e comunicação entre a nossa profissão, esta se deve a poder perceber o cenário tanto nacional e internacional do que vem acontecendo. Mais como vocês podem perceber ao dizer "ferramenta" podemos analisar alguns pontos. Primeiro, muitos dos nossos projetos de arquitetura e urbanismo estão relacionados às nossas pesquisas ou investigações tanto na analise de maneira projetual, assim como das tecnologias que se vem realizando em outras partes do mundo, cabe indicar que em America de Sul muitas deste tipo de tecnologias construtivas e dos materiais aplicados chegam a esta parte do continente depois de algum tempo, isto faz que de alguma forma se tornem nossos projetos um pouco desatualizados (só no uso dos materiais e das tecnologias de aplicação), um assunto quase inconcebível neste mundo globalizado.

01 Revista espanhola El Croquis. (Fundada em 1982)
El Croqui editorial, Madrid - Espanha. Editores e Diretores os arquitetos Fernando Márques e Richard Levine.

A segunda, estão relacionadas na maneira de como os arquitetos e urbanistas fazemos nossos "estudos de caso", esta se deve na forma até academista de referentes e principalmente o analise da "intenção" dos projetos que vem nas revistas, talvez um analise ate sistêmico, claro num olhar atento dos bons referentes que devemos estudar. Recentemente numa conversação com o professor paulista o arquiteto e Doutor Paulo Bruna, diz que na academia (e também penso que na vida profissional) os analises dos projetos esta relacionado aos bons exemplos de arquitetos e urbanistas que procuram não só fazer seu trabalho, mais na procura de uma qualidade, que sem duvida entregam estes projetos varias percepções de bons projetos a seguir. Mais devo esclarecer que na arquitetura não estão muito relacionado com os estilos, mais sim com o que é uma arquitetura boa ou de qualidade. E o exemplo claro das Revistas que serão apresentadas no transcurso deste texto.


02 Revista colombiana Escala. (Fundada em 1962)
Casa editorial Escala S. A., Bogotá - Colômbia.

As revistas de arquitetura e urbanismo que procuram certa qualidade, geralmente apresentam trabalhos recentes ou contemporâneos, como e o caso da Revista espanhola El Croquis (Fig. 01) que apresenta os trabalhos dos arquitetos Mansilla e Tuñón, que como temos percido na revista tem uma esmerada formatação na arte de exposição dos diversos projetos (nos idiomas espanhol e inglês), a revista foi fundada em 1982 e produzida em Madrid cujos editores são os arquitetos Fernando Márques e Richard Levine.


03 Revista argentina Summa+.
Donn S. A. editora, Buenos Aires - Argentina. Diretores os arquitetos Martha Magis e Fernando Diez.

Tem revistas de arquitetura de larga tradição como e a Revista Escala (Fig. 02) fundada em 1962, sem duvida uma revista que tem mais de 50 anos no mercado de difusão com ênfase de arquitetura Latino americana. Mais no tempo de muitas publicações de variados temas da arquitetura que viram assuntos temáticos como foi o caso de acima de uma compilação do publicado sobre a Arquitetura Hospitalar (20 anos de trabalhos publicados), claro para os interessados neste tema foi um presente para nossas pesquisas (como foi nosso caso), às vezes os assuntos temáticos representam em poder fazer comparações projetais de forma e função, programáticas e das tecnológicas nos diversos projetos e escritos que são apresentados.

A revista argentina de arquitetura Summa+, talvez uma revista que se origina no idioma espanhol, agora tem uma versão integralmente em português (Fig.03), está se deve (penso eu) a cercania com o Brasil como pais limítrofe, assim como uma percepção do mundo globalizado, mais também regionalizada como é na América do Sul e do bom potencial originada pelo MERCOSUL, sem duvida a difusão de projetos nesta parte do continente se toma como um sentimento de grande região, além claro da divulgação de projetos e textos (reflexões) de outras partes do mundo, a apresentação da Summa+ é de uma alta qualidade em especial a informação pormenorizada, assim como o nível das fotografias que faz parta essência informativa.


04 Revista espanhola AV Monografias.
Donn S. A. editora, Buenos Aires - Argentina. Diretores os arquitetos Martha Magis e Fernando Diez.

A revista espanhola AV Monografia (Fig. 04), assim como do mesmo grupo da revista Arquitetura Viva, tem uma alta difusão internacional, dirigida por Luis Fernando-Galiano, uma revista com uma qualidade impressionante, mais como custo bastante elevado para os padrões internacionais. Mais devo esclarecer que na AV tem apoio do Governo da Espanha através do Ministério de Educação, Cultura e Esportes, sem duvida o apoio do Governo fomenta não só o conhecimento cultural, mais sim patrocina de alguma maneira os profissionais e os escritórios de arquitetos que tem relevância importante no cenário espanhol e internacional. Na revista apresentada acima e uma edição especial dos projetos arquitetônicos e urbanos da edição especial – Spain Yearbook. Também pudemos perceber que existem poucas propagandas comerciais. Consideramos isto importante por dois motivos o primeiro que se acredita (e se isenta da forte pressão comercial) desta forma tem uma potencial do que publica a revista, segundo que existe um forte mercado na compra especializada deste tipo de revistas.


05 Revista brasileira Projeto/Design. (Fundada em 1979)
Arco editorial Ltda., São Paulo - Brasil. Diretores os Arlindo Mungioli e Luis Carlos Onaga.

A revista brasileira Projeto/Design (Fig. 05) tem uma larga tradição no mercado interno brasileiro, esta no tempo se forma através de um jornal, mais a categoria de revista só nasce em 1979 cujos fundadores forem Alfredo Paeseani, Fábio Pentiado e Vicente Wissenbach, temos lido em alguns artículos o que pronuncia Wissenbach: “que a revista nasce a solicitude dos arquitetos brasileiros”, nos parece importante ressaltar isto, porque forem os mesmos profissionais da arquitetura e urbanismo que “clamam” para publicar suas inquietudes, suas ideias, suas criticas, e seus projetos. Ter uma revista de qualidade da arquitetura no Brasil não e uma tarefa fácil, primeiro, porque suas edições só são no idioma português que é um elemento limitador – então está dirigida para o mercado interno e alguns poucos países da língua portuguesa. Segundo porque a revista projeto/design só subsiste pelo interesse dos assinantes, e pela propaganda comercial, que em alguns números até de forma exagerada. Mais devemos dizer que no Brasil publicar revistas especializadas que tenham opinião e projeção em seus mais de 25 anos de historia em que procura levar ao leitor um ar de qualidade e de critica da arquitetura e urbanismo é um ponto muito forte e importante.


06 Revista italiana Domus. (Fundada em 1928)
Editoriale Domus S. p. A., Milão - Itália. Diretor e Editor Joseph Grima.

A revista italiana Domus se publica desde 1928, podemos dizer que e uma revista com uma larga experiência em que expressa não só projetos de arquitetura, mais tem uma visão muito critica dos assuntos relacionados à nossa arte. Domus é uma revista que considero de finalidade internacional, claro dedicada aos italianos mais também ao mercado dos Estados Unidos. Publica-se tanto no idioma italiano e inglês. Considero isto importante, primeiro porque si for só no idioma italiano seu marcado terminaria sendo local, mais ao ser também em inglês abre novos mercados em especial dos Estados Unidos e da Inglaterra, mais sabemos que em outras partes de mundo o idioma inglês tem uma enorme acolhida em especial nos países asiáticos. Talvez esta larga experiência da Domus tenha percebido essa necessidade. Acho interessante que dentro da própria revista exista um pequeno Jornal sendo a curadora e editora Elena Sommariva com variedades com correspondentes em diversas partes do mundo, mais também percebi que não tem correspondente na América do Sul que considero pelo menos um assunto a pensar, o porquê do não. Mais a revista tem revendedores no México e na América Central. Aparentemente sua subsistência se da pelos mesmo leitores, e pela extensa publicação comercial que tem em suas paginas. Mais temos reparado que tem uma forte vocação aos problemas urbanos das cidades, que considero um ponto muito favorável, porque como sabemos é difícil entender os edifícios, sem entender com claridade onde esse projeto foi inserido.


07 Revista peruana Arkinka.
Editorial Arkinka S. A., Lima - Perú. Diretor e Fotografo arquiteto Frederick Cooper Llosa.

A revista Arkinka penso que tem importante influencia no Perú, que procura um certo ar de qualidade, é não só esta motivada aos fatos da voracidade comercial, assuntos e problemas similares da revista brasileira Projeto/Design. Penso que esta dirigida ao mercado nacional do Perú, mais também aos mercados da língua espanhola. Considero como esforço de uma esmerada forma de apresentação da revista dirigida pelo seu diretor o arquiteto Frederick Cooper Llosa, e de seu conselho editorial dos arquitetos Luis Rodrigues Ribeiro e Manuel Flores Caballero (que teve o prazer de conhece-los a os colegas arquitetos no Mestrado de Arquitetura com menção a Historia, Teoria e Critica da Escola de Postgrado da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Artes da Universidad Nacional de Ingeniería na cidade de Lima). Sem duvida uma revista especializada da arquitetura com seus mais de 16 anos de existência, que promove percepções de fatos culturais, assim de fazer de publico conhecimento o que vem acontecendo no presente, mais também se fazer importantes “reflexões” em forma de síntese em seus textos tanto históricos como das teorias da arquitetura.

Para terminar, o proposito de apresentar estas sete revistas serve como base para o analise de como estão acontecendo às publicações contemporâneas nos temas relevantes da arquitetura e urbanismo, mais devo esclarecer que estas são algumas importantes revistas, tem muitas mais. Contar com este breve perfil penso que servira para ter referentes para as prováveis pesquisas que fazem parte da vida cotidiana dos arquitetos.

Goiânia, 5 de Novembro de 2013.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.