sábado, 12 de octubre de 2013

A intenção entre a teoria e a pratica da arquitetura.

A intenção entre a teoria e a pratica da arquitetura. 
Arq. Jorge Villavisencio. 

Nas constâncias do saber dos académicos da arquitetura e urbanismo tem uma relação direta entre a teoria e pratica. Nem sempre são entendidas estas relações a contento.

A ideia deste texto é de poder explicar como sucede esta relação. A arquitetura tem como principio fundamental de verificar as relações com o habitar das pessoas. Mais esto sucede na efetivação dos projetos de arquitetura, pensamos que não sucede de forma automática, porque tem que conhecer as condicionantes e determinantes de determinado projeto, e principalmente a “intenção”.

Mais para poder entender como sucede? Temos uma serie de ferramentas que são o serão, conhecidas através da vida acadêmica, no conhecimento de diversas disciplinas, que são as ciências e as técnicas que estão relacionadas com o conhecimento histórico e também culturais. Como podemos realizar um determinado projeto de uma edificação sem conhecer seu entorno urbano, esto pode ser tanto local ou regional, depende do grau de abrangência que queira dar a edificação. Então podemos concluir que em cada caso devem-se verificar as determinantes e as condicionantes, e claro de suas próprias particularidades e especificidades. Cada projeto deve questionar as diferentes particulares que no final se tornam em qualidades espaciais, a derivação deste tem apreensão de diversas hipóteses que se formulam como ato de possíveis soluções para o desenvolvimento do projeto.

A apropriação espacial do terreno é fundamental para poder levar o ato projetual de forma concisa, que é a síntese das variáveis que estão em nossas hipóteses. Então o projeto como tal “surge no momento que se estabelecem conceptos compositivos, funcionais, técnicos e referenciais” (Méndez, 2009:79)

Mais devemos esclarecer que a finalidade da arquitetura que em síntese é: “... a arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando determinada INTENÇÃO” – Arq. Lúcio Costa (1902-1998).

Sem duvida o “projeto moderno” deu uma base solida para uma arquitetura que procura uma contemporaneidade, mais esto como “perspectiva”, muito longe do que era o movimento moderno que foi um projeto claramente definido. É correto pensar nas tipologias da arquitetura moderna que “No começo, o maior esforço da arquitetura moderna dirigiu-se principalmente a habitação coletiva e a definição de uma estrutura racional para a cidade, além da intervenção intensa em tipologias tais como escolas, hospitais, e fábricas” (Montaner, 2013:138). Hoje podemos pensar, claro de forma contemporânea que o tema da sustentabilidade e dos problemas ambientais devem estar inseridos dentre do ato projetual, estar fora desta proposta como perspectiva é não pensar de forma correta. Ser contemporâneo é também ser atualizado dentro destas novas pautas, que no final são as novas exigências que os povos reclamam.

A historia do passado na arquitetura leva continuidade espacial, penso muito difícil desvincular-se, porque faz referencia, “Quando conectamos a nossa separação pessoal daquele acervo de arte constitui, para muita gente, o passado e procura, pela primeira vez, fazer uma arquitetura que se enquadrasse nas contingencias do tempo atual...” (Warchavchik, 2006:108).

No ritmo da nossa época e pensar no futuro, alias são sintomas que vierem nos tempos modernos. Novas filosofias vêm à tona a nossa realidade, novas formas de pensar faz que os espaços projetados tenham e sejam mais coerentes com nosso sistema de vida. São sintomas dos tempos contemporâneos, mais “Uma coisa, porém, se sabe desde já: nada do passado, poderá predominar no futuro; o futuro é daquele que marcham...” (Warchavchik, 2006:96).
Por ultimo essa procuras das perspectivas marcham ao um futuro, talvez o não mais promissor?, é a grande duvida que faça parte da vida arquitetônica contemporânea.

Goiânia, 12 de Outubro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.

Bibliografia 

MONTANER, Josep Maria; A modernidade superada: ensaios sobre a arquitetura contemporânea, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2013.

WARCHAVCHIK, Gregori; Arquitetura do século XX e outros escritos, Ed. COSAC NAIFY, São Paulo, 2006.

MÉNDEZ, Rafael; Teoría y prática, La forma del proyecto: enseñar y aprender a proyectar, De arquitectura, Editado Universidad de los Andes, Bogotá, 2009. (pp. 79-91).


miércoles, 4 de septiembre de 2013

A função da cidade mundial.

A função da cidade mundial. 
Arq. Jorge Villavisencio.

O organismo vivo das cidades tem-se enfrentado de diversas formas, mais será que existe uma cidade mundial? Como o explica Lewis Mumford. Será que cidade pode-se explicar de uma mesma forma? São vários pontos a ser examinados ou pelo menos tratar de entender sua fenomenologia através de sua historia e como seriam suas provais perspectivas. 

No primeiro lugar pensamos que cada cidade tem suas próprias características, entendemos esto atrelado a sua historia, apropriada por sua identidade cultural, mais podemos entender que podem ter similitudes entre uma e outras, mais similitudes que é muito diferente de ser igual. No segundo lugar, ao falar de uma cidade mundial, poderíamos estar pensando em uma cidade globalizada – entendemos esto porque o que sucede na cidade de Tóquio, Rio de Janeiro, Miami, Lima, etc. Seriam as mesmas necessidades? Pensamos que não é assim, porque a historia de vida destas cidades são diferentes. Terceiro os motivos ou as ameaças que sofrem a cidades que são questões valorativas que são percebidas pelos povos que habitam nestas cidades. O que si poderíamos dizer que os povos reclamam para que suas cidades sejam melhores no sentido amplo da palavra. 

Mais as cidades que forem projetadas nos inicios ate mediados do século XX, porem baseadas pelas diretrizes oferecidas pelo modernidade utópica, especificamente nascidas na Carta de Atenas de 1933 no CIAM, entre elas estavam contidas nestas três palavras chave “sol, espaço e vegetação” estas diretrizes forem percebidas pelas cidades que não forem projetadas, mais sim estas cidades (em especial as mais antigas) tratar de acondicionar espacialmente, alguns de estes preceitos, requalificar certos espaços comuns ou públicos tampouco é uma tarefa fácil. Mais sem duvida em uma tarefa dos urbanistas em outorgar espaços melhores, priorizar ao ser humano. e não só é priorizar o transporte privado, mais também não podemos negar que forem muitos anos de dar prioridade ao sistema privativo, que como sabemos hoje é muito pouco o que se faz urbanisticamente em relação à alta demanda das necessidades publicas. 

Nas formas de ver os novos tecidos urbanos que são criados a cada momento, às vezes pode ser nódulos impensados, equipamentos de determinadas edificações que dão novo sentido espacial nas cidades. Todo esto é muito complexo, mais o intuito é de verificar alguns pontos como se produzem estes fenômenos.

Talvez nas prováveis novas perspectivas que esperam a cidades para estes tenham em comum, pensamos que as cidades posam ser mais “humanizadas” é um acordo que pode sim melhorar a qualidade de vida, priorizar espacialmente ao pedestre consideramos que é fundamental para que estas cidades tenham dignificação espacial. Em especial ao que se refere aos espaços públicos. Muitos destes espaços são mal utilizados, mais tem países como Holanda, Dinamarca, entre outas, onde suas cidades oferecem qualidade espacial, que rapidamente são percebidas, e que agregam uma historia urbana que podem ser exemplos concretos a seguir, sem duvida são questões funcionais catalizadores de boa ambiência urbana. 

A carência de um realismo onde os poderes públicos em espacial os de América do Sul, tratam de esconder em próprio beneficio em forma pessoal ou econômico. No Brasil nestes últimos tempos tem reclamado das autoridades ou dos poderes públicos para que se tomem providencias, pensou-se que o sentido só se davam em relação ao custo das passagem do transporte publico. O tempo diz e dirá que não só e isso. Tem muitas questões de origem urbana a ser levantas, humanizar as cidades através de uma mobilidade de qualidade (transporte publico), assim como espaços públicos que sejam dignos – segurança, gentileza urbana, entre outros são os “novos signos de poder” ou pelo menos pensamos que possam ser assim. Ações de baixo custo mais com relevante impacto social como dos problemas de acessibilidade espacial, é não os referimos sós das pessoas que tenham alguma deficiência de locomoção, mais de todos os transeuntes, os pedestres tem que ter prioridade, o transporte publico – não só os ônibus, mais alternativas como as ciclovias, que como sabemos não só serve para o lazer, mais sim para uma grande maioria de pessoas, que possam utilizar essa forma de mobilidade. Pensamos que estas são as novas perspectivas funcionais de uma cidade mundial. 

Goiânia, 4 de Setembro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

MUNFORD, Lewis; A cidade na historia: suas origens, transformações e perspectivas, Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2008.

MONTANER, Josep María; A modernidade superada, Ed. Gustavo Gili, 2012.


miércoles, 28 de agosto de 2013

Questões de mobilidade urbana a ser repensadas.

Questões de mobilidade urbana a ser repensadas. 
Arq. Jorge Villavisencio 

Sem lugar a duvidas neste mundo globalizado tem como ampliação ilimitadas formas de comportamento. A mobilidade espacial tem como fundamento entender os fenômenos que ocorrem dentre dos espaços sejam estes projetados o não. Mais de que forma se produzem estes fenômenos? 

Penso que neste mundo da informação e da comunicação, assim como o politico e o econômico se estende a uma nova organização destes novos espaços. As novas estruturas têm novos modelos que cream experiência e vivencia e fazem que se tenham novos domínios que são mais abrangentes do que possamos pensar. 

Os fenômenos urbanos se reorganizam baixo a ótica de uma percepção que é globalizante, ou pelo menos tratam de criar novos paradigmas nas formas de convivência nas suas cidades. Para Pablo Veja-Centeno a sociedade contemporânea se sustenta e se organizam baixo os processos econômicos e tecnológicos, mais existe uma simultaneidade do trabalho diário e da vida privada, assim como uma vida de identidade cultural. Este ultima tem uma relação segundo se explica “A identidade cultural esta ligada ao sentido de permanência e de uma profunda relação do homem com seu entorno” (Gutiérrez, 1996:110). A percepção do homem que vivencia no cotidiano suas formas de pensar e de agir, conforme dita suas normas de suas vivencias passadas. 

Mais que acontece quando sua memoria cultural recebe certas restrições do passado e trata de levar novas formas de comportamento, entendamos si varias pessoas pensam desta maneira, desta forma podemos pensar que são novos modelos que se criam diante das novas oportunidades que se dão dentro das urbes.

O cambio ditam rupturas com o passado, claro pensando de maneira ampla, e sem restrição alguma diante destas novas oportunidades que estão presentes. Mais pode criar inconveniências – porque são outras formas de agir – a cidade e as pessoas percebem isto. Podemos citar como exemplo os novos espaços que são criados para as ciclovias – ou as novas vias (alternativas) de mobilidade urbana. Que na realidade são processo que vem desde o século XIX. E se pensa que e uma nova alternativa para a solução dos problemas das grandes cidades. 
Penso que não é assim, em primeiro lugar estes objetos (bicicletas) já eram conhecidos pelo homem há muito tempo; segundo que como se sabe no passado estes objetos de locomoção eram utilizados pelas classes operarias, então tem uma historia social que vem – de uma socialização – no uso deste objeto/instrumento, as vezes penso que existe um certo desanimo ou desacordo com a classe burguesa que se resiste a este novo modelo de levar a vida. Terceiro ao dar prioridade nas vias de mobilidade a estes objetos, estão deixando menos espaços para os veículos privados, então mais tempo no deslocamento destes veículos. 

O mesmo sucede com o transporte publico, que como sabemos a cada dia tem que se dar maior prioridade nos espaços de vias públicas, isso também se cria desconforto para o transporte privado. Hoje em dia os governos edilícios que dão prioridade ao transporte público de massa, seria como nadar contra a corrente, e o afogamento seria iminente. Então são os novos processos que se vem vivenciando nas grandes cidades.

Mais o que acontece quando cidades menores com menos de 500.000 habitantes (ainda cidades consideradas de médio porte) o cidades menores ainda com menos de 50.000 habitantes que se aderem a estes novas formas prioritárias de comportamento, então, são cidades que criam sua própria “perspectiva” que como sabemos são concordante com o processo destes novos modelos de viver nas cidades. 

Nesta reflexão esta inserida os enfoques de uma vida cotidiana que tendem a generalizar os comportamentos de seus atores sociais. Ambas as reflexões sobre as ciclovias, e do transporte público, são sensíveis a todo o momento, como sabemos são só dois exemplos, ate simples de enxergar, mais muito difícil de resolver. Mais são as transformações dos fenômenos urbanos que aprendemos das grandes cidades, que tentam a tudo custo de atender as “maiorias” que neste caso são das demandas sociais. Um novo cenário se cria a cada dia, ao final são questões de mobilidade urbana a ser repensadas. 

Goiânia, 28 de Agosto de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia 

GUTÍERREZ, Ramon (org.); Arquitectura Latinoamericaba em el siglo XX, Epígrafe S. A. Editores, Editoriale Jaca Book S.p.A., Milão, 1996.

VEGA-CENTENO, Pablo; Movilidad (espacial) y vida cotidiana em contextos de metropolización. Reflexiones para comprender el fenómeno urbano contemporaneo, em Debates y Sociologia, No.28, Editado por la Pontificia Universidad Católica del Perú, Lima, 2003.


miércoles, 31 de julio de 2013

Eventos em Sudamérica sobre Arquitetura Hospitalar.

Eventos em Sudamérica sobre Arquitetura Hospitalar.

Penso que a arquitetura hospitalar sempre está tratando de qualificar-se no que sucede nos seus espaços do edifício-hospital. Nas nossas pesquisas sobre este tema temos visto que na linha do tempo têm existido diversas tendências. Assuntos que vem sendo estudados com profundidade em diversas partes do mundo, em especial em Sudamérica como veremos embaixo nos cursos, fórum e seminários que neste caso ocorre nas cidades de Lima e Buenos Aires.

Sem lugar a duvida os temas que serão tratados nestes eventos está relacionado com a nova tendência do século XXI da arquitetura hospitalar. Poderia dar algumas pinceladas do que sucederá.

Penso que em primeiro lugar estão relacionados com a “humanização” dos espaços deste importante edifício que cuidam da saúde das pessoas. Em segundo lugar são os aspectos da “sustentabilidade” que na realidade é a tarefa de cuidar e preservar, para que os edifícios-hospitais sejam mais concordantes com as necessidades de respeito ao meio ambiente, assim como as possíveis urgências em resolver os graves problemas de “gestão” dentro destas complexas necessidades que os povos reclamam em forma justa.

Por ultimo gostaria de lembrar que os hospitais de grande porte estão relacionados com desenvolvimento das suas cidades, das suas regiões, ate dos países. É tudo isso não é novidade, é um assunto recente que data do século XVIII – época do Iluminismo, que principalmente toca com fundamento a “racionalidade”, ser racional com as verdadeiras necessidades dos povos, como explicava o filosofo frances Michel Foucault ao dizer que os hospitais são edifícios terapêuticos.
Desta forma nos inspiramos nas pesquisas do século XX como do Arq. Jarbas Karman (Brasil) e o Arq. Jorge de los Rios (Perú), assim como no presente, no mesmo século XXI, como do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé (Brasil) o da jovem Arq. Rita Comando (Argentina), que pensamos que são bons exemplo e seguir.

Goiânia, 31 de Julho de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio





jueves, 2 de mayo de 2013

Michel Foucault: o nascimento do hospital moderno.

Michel Foucault: o nascimento do hospital moderno.
Arq. Jorge Villavisencio

A ideia deste texto é de vislumbrar alguns acontecimentos históricos sobre o nascimento do hospital com caraterísticas modernas. Si bem e certo que o edifício-hospital não pode ser considerado como uma edificação comum, porque tem como principio os cuidados da saúde de ser humano, por conseguinte o edifício-hospital e a medicina têm como objetivo principal preservar a espécie humana. Tanto assim que em alguns casos dentro das teorias do hospital – são considerados “autenticas cidades para os cuidados da saúde” com vida e experiência que vem adquirindo na linha do tempo.

Para os interessados no “saber”, e de querer entender o que sucede nos hospitais modernos, penso que neste texto pode ser de utilidade em especial para os arquitetos, médicos, e pessoas que tentamos ter cognição do processo da modernidade nos hospitais.


Temos tomado como referencia algumas citações do importante pensador e filosofo francês Michel Foucault (1926-1984) no seu livro a “Microfísica do Poder” na versão em português atualizada de 2012. No capitulo 6 – O nascimento do hospital (pág. 170-189) de Foucault faz importantes revelações sobre os levantamentos históricos e reflexões sobre a vida do edifício-hospital, acima deste analise faremos reflexões dos fatos, que a nossa maneira de ver deixam importantes recados para a arquitetura nos espaços criados no hospital, assim como os comportamentos na evolução da medicina. O capitulo esta baseada na Conferencia realizada no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado de Rio de Janeiro – UERJ em 1974, com tradução de Roberto Machado.

Na primeira revelação de Foucault diz: “O hospital como instrumento terapêutico é uma invenção relativamente nova, que data no final do século XVIII.” (Foucault, 2012:171), penso que no primer momento os fatos históricos nos indicam que no tempo na década social e politica da Revolução Francesa, que tem como nascimento o pensamento “Iluminista” com ideais modernos que cambiam nossa maneira de ver a vida.

Segundo que a partir dessa época os espaços que se criam dentro dos hospitais modernos já não são os mesmos, o hospital termina sendo “espaços terapêuticos para os cuidados da saúde”, como exemplo contemporâneo de finais do século XX e inícios do século XXI podemos citar os trabalhos feitos do arquiteto João Figueiras Lima – Lelé nos edifícios hospitais da Rede Sarah Kubitschek. Então os espaços programados e projetados demostram que intervém com seus efeitos é que atuam diretamente nos “cuidados da saúde”.

Terceiro a programação destes hospitais com caraterísticas modernas penso que não só influi na cura dos pacientes, mais também no cotidiano de todo o pessoal que labora dentre destes espaços hospitalarios, a das inter-relações que se produzem nas unidades médicas, que são susceptíveis a uma melhora na qualidade de atendimento de pacientes – qualidade espacial é competência da vida profissional dos arquitetos.

Foucault se se baseia nos fatos históricos de analise feitos pelo medico francês Jaques Tenon, “... 1775-1780 e do francês Tenon, a pedido da Academia de Ciências, no momento em que se colocava o problema da reconstrução do Hotel-Dieu de Paris.” Como sabemos o grupo de hospitais Hotel-Dieu na França sempre forem tema de experiências por parte da medicina desde seu aparecimento no inicio do século XII. Tenon nas suas longas pesquisas (até certo ponto como inquéritos realizados nos hospitais) onde realiza um programa de reforma e reconstrução de hospitais.
A observação dos espaços nos hospitais existentes se torna fundamentais porque “São os hospitais existentes que devem pronunciar sobre os méritos ou defeitos do novo hospital” (Foucault, 2012:172). Sobre isto gostaria de esclarecer que a arquitetura e seus espaços funcionais que são criados nos hospitais têm conotações com possíveis soluções nos problemas da infeção/contaminação intrahospitaria, com caraterísticas exógenas, que como sabemos são problemas que devem ser erradicados ou ao menos minimizados.

No caso dos problemas de saúde interna dos pacientes são caraterísticas endógenas (pela mesma flora do paciente) e cabe a solução aos médicos e dos processos da medicina.

A apreciação que faz Foucault ao dizer “O hospital deixa de ser uma simples figura arquitetônica” é pertinente já que na antiguidade o hospital era utilizado como deposito de pessoas moribundas ou de caridade. Com o nascimento de hospital moderno o edifício se torna um importante tema de pesquisas tectônicas, assim sua observância dentro da vida urbana das cidades.

Nas pesquisas realizadas por Tenon e Howard entre os séculos XVII e XVIII sobre os problemas dos “fenômenos patológicos e espaciais” dão novas cifras importantes nas inter-relações funcionais e das áreas (m2.) que são necessárias para cada ambiente. “A correlação espacial ferida-febre é nociva para os feridos” (Foucault, 2012:173). As observações feitas por Tenon que estuda o percurso, o deslocamento, o movimento no interior do hospital, particularmente as trajetórias espaciais.

Sem lugar a duvidas neste novo olhar as estratégias modernas produz efeitos patológicos que devem ser corregidos. O conceito moderno da “maquina de curar”, foi também posteriormente dito especificamente para toda a arquitetura, isto foi evidenciado nos inicios do século XX por Le Corbusier em suas palestras nos CIAM – sobre a maquina de morar. Aparece inicialmente entre os anos de 1920 e 1921 nos doze artigos “l´Esprit Noveau”.

Como se sabe, nesta luta entre a natureza e a doença o medico observa os sinais – uma espécie de prever a evolução do paciente, a ideia era de favorecer na medida do possível a vitória da saúde e da natureza sobre a doença. Mais em alguns casos não se torna favorável à questão espacial (propostas da arquitetura em organizar espaços) porque se produz “contaminação” nos ambientes do hospital, claro de caráter exógeno. A dificuldade está para que não se produza – a infeção intrahospitalar, é uma luta que vem desde a época de Louis Pasteur no século XVIII. Hoje os estudos nos fluxos de um hospital se tornam mais rigoroso, as inter-relações dos ambientes se tornam matéria de analise, as modernas tecnologias (barreiras) que são aplicados nos hospitais são necessárias. “Não se procuro primeiramente medicalizar o hospital, mais purifica-lo dos efeitos nocivos, da desordem que ele acarretava.” (Foucault, 2012:177).

Mais Foucault esclarece que a desordem não só e espacial, mais também econômico-social. Desta se espalha a doença para toda a cidade. Bom, aqui temos dos assuntos, o primeiro que si a desordem econômico se torna um problema social porque atinge a todos, como exemplo de hoje se torna quase indispensável ter plano de saúde privado, porque o publico se torna muito a desejar. É um problema social porque nem todas as pessoas tem capacidade de arcar de seu próprio bolso – com um diminuto salario mínimo – a saúde privada, além do que os Governos de turno descontam dos salários de todos para que funcione o SUS. Que na nossa maneira de ver “é um problema de gestão”, digamos uma gestão mais Professional e menos politizada como geralmente ocorrem nos países. O Segundo ponto é que nos estudos das relações interespaciais dos ambientes, setores e unidades medicas que ocorrem dentro da arquitetura nos hospitais, minimizam a questão exógena de contaminação destes ambientes, mais temos que ver “... mas não pode satisfazer plenamente porque omite um fator-chave de toda concepção espacial: o parâmetro humano.” (Zevi, 2009,49), isto vem à tona com as próprias necessidades dos ser humano, o controle nos ambientes hospitalarios para que não se produza infeção esta relacionada – no combate preventivo, como explicava Jarbas Karmam – e da importância das Comissões de Controle de Infeções intra-hospitalar – CCIH., com mais autonomia, mais devemos colocar os pês na terra, porque a contaminação sempre existiu e sempre existira, o problema e minimizar, atenuar, desta forma teremos mais “avance” que é um sintoma da semiótica na modernidade.

Justamente no século XVIII se desenvolve uma arte do corpo humano. “Começa-se a observar de que maneira os gestos são feitos, qual o mais eficaz, rápido e bem ajustado.” (Foucault, 2012:181) e faz duas observações que nos parece importante, a primeira “A disciplina é, antes de tudo, a análise do espaço”, a segunda “A disciplina exerce seu controle, não sobre o resultado de uma ação, mais sobre seu desenvolvimento”. Sobre esta ultima obedece a seu analise que forem feitos nos exércitos nas batalhas de guerra – o soldado recebe um fuzil, se é obrigado a estudar a distribuição dos indivíduos e a colocá-los corretamente no lugar em que sua eficácia seja a máxima. – A observação dos indivíduos se torna fundamental, e claro a disciplina nos hospitais são necessários para poder minimizar o sofrimento das pessoas desta forma se atenua os problemas, o analise no processo ser torna prioridade na mesma observação do que sucede.

Por ultimo gostaríamos de fazer esta importante citação: “A arquitetura do hospital deve ser fator de instrumento de cura.” (Foucault, 2012:185). Sem lugar a duvidas o problema não só radica nas questões funcionais, para isso temos uma serie de dispositivos, normas, etc. que nos dão pautas para a realização de um determinado hospital. Por isso é que pensamos que o mestre Lelé foi além, não só foi solucionada a questão funcional e das inter-relações dos espaços. Lelé levou na frente o importante lado tecnológico construtivo, que como sabemos interfere na estética dos hospitais, assim o edifício-hospital cumpre com seu dever na cura dos enfermos, é também com seu papel social, por isso é necessário rever certos pensamentos que são modernos, mais prevalecem vigente no tempo.
A importância de um Hospital marca o ritmo de uma determinada cidade, região, ate dos países.

Goiânia, 3 de maio de 2013
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografia

FOUCAULT, Michel; Microfísica do Poder, Edições Graal Ltda., São Paulo, 2012.

FOUCAULT, Michel; Vigilar y Castigar, Siglo XXI Editores – 34° Ed., México, 2008.

LE CORBUSIER; Por uma arquitetura, Perspectiva Ed., São Paulo, 2009.

ZEVI, Bruno; Saber Ver a Arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.

lunes, 8 de abril de 2013

Arquitetura Hospitalar em Buenos Aires. (2013)

Para os que pesquisamos e tentamo-nos qualificar nos problemas espaciais e tecnológicos sobre a arquitetura hospitalar, temos como alternativa o curso na especialidade sobre “Desenho e Gestão da Infraestrutura Física e Tecnologia em Saúde” ministrado na cidade de Buenos Aires que é coordenado pela especialista a arquiteta Rita Comando traz câmbios visionários nas novas politicas da infraestrutura destes edifícios que se tornam verdadeiras cidades para os cuidados da saúde.

Com o tempo os hospitais tem marcado o desenvolvimento não só de um determinado setor da cidade, mais dependendo das especialidades médicas pode-se produzir o atendimento de maneira regional, inclusive ate marcar o nível de desenvolvimento de um determinado pais.

Considero importante ressaltar o que Michel Foucault nos diz no seu livro a “Microfísica do Poder” (2012) que o hospital deve ser considerado como “espaço terapêutico”, sobre isto gostaria de expressar, quando os espaços que são criados no hospital influem diretamente no convivo do enfermo, inclusive a espacialidade pode ser favorável para a recuperação do paciente enfermo, mais também pode ser desfavorável si na organização destes espaços não cumprem com os níveis mínimos de atendimento espacial, segurança, conforto, da ambiência que pode provocar certos câmbios formalistas que influem de fato com a própria estética de maneira geral.

Goiânia, 8 de Abril de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.



DIPLOMATURA EN DISEÑO Y GESTIÓN DE LA INFRAESTRUCTURA FÍSICA Y TECNOLOGÍA EN SALUD EN BUENOS AIRES. (2013)


Los establecimientos dedicados a la Salud, deben funcionar las veinticuatro horas del día, los trescientos sesenta y cinco días del año garantizando seguridad de las personas, edificio, instalaciones, equipamiento y medio ambiente.

En consecuencia se hace necesario superar una serie de desafíos, para mantener su vigencia espacial, funcional y técnica.


Entre ellas:

1. Adaptación de los edificios a los cambios de las políticas institucionales.

2. Incorporación de las innovaciones tecnológicas y de gestión.

3. Racionalización y flexibilidad de los espacios físicos.

4. Coordinación de equipos de trabajo interdisciplinario.

5. Sistematización del control y asignación de recursos.

En este sentido la planificación, diseño, gestión, operación y conservación del edificio, las instalaciones y el equipamiento juegan un rol protagónico. Para responder estos requerimientos el recurso humano es un elemento clave. La incorporación de estos temas permite optimizar los recursos económicos y físicos satisfaciendo las necesidades planteadas. De ahí el compromiso de ISALUD en la formación del recurso humano involucrado en esta temática.

Destinatarios

• Áreas de dirección, gerenciamiento, proyecto, construcción y equipamiento de hospitales públicos y privados, clínicas, sanatorios y centros de atención ambulatoria, abarcando también los sectores de servicios y mantenimiento.

• Profesionales y técnicos del sector Salud: arquitectos, ingenieros, bioingenieros. administradores, contadores médicos, enfermeros y técnicos.


Objetivos

• Desarrollar una visión integral y abarcativa de las áreas neurálgicas de los edificios para la salud desde la planificación estratégica.

• Transmitir enfoques y herramientas para la valoración de la infraestructura y su diseño y gestión en relación al cumplimiento de los objetivos sociales, sanitarios y económicos de los establecimientos de salud.

• Identificar y conocer las características de la arquitectura hospitalaria y la organización espacial de las Instituciones de Salud: características de edificio, instalaciones y equipamiento; su organización y mantenimiento.

• Relacionar las estrategias de la organización con las áreas de proyecto y obras, mantenimiento, ingeniería clínica y seguridad.


Prof. Arq. Rita Comando - Director

Más informaciones:

http://www.isalud.edu.ar

Universidad Isalud – Buenos Aires, Argentina.

domingo, 3 de marzo de 2013

10 motivos para contar com a ajuda de um arquiteto

Os arquitetos Gilberto Belleza e Gustavo Calazans sintetiza o porquê e necessário contratar um arquiteto o profissional pode ser requisitado para uma simples consultoria ou até para o gerenciamento geral da obra.

 1. O arquiteto é o profissional tecnicamente capacitado para resolver os problemas de uma obra, podendo conceber melhor os ambientes para o ser humano viver.

2. Esse profissional faz o projeto arquitetônico, que é o conceito da obra, com as soluções de acordo com o espaço e as necessidades do cliente, e apresenta diferentes alternativas de custos.

3. Em caso de obra nova, o arquiteto ajuda desde a escolha do terreno. Nas reformas, avalia a estrutura que pode ser mantida e a que precisa ser renovada ou removida.

4. O cálculo correto do que pode ser feito ajuda no melhor aproveitamento do espaço. No projeto, a circulação e a distribuição dos móveis são previstas com exatidão.

5. A partir do projeto, o arquiteto planeja a compra do material adequado e na quantidade certa, o que evita o desperdício e resulta em economia no custo final da obra.

6. Quando gerencia a obra, o profissional contrata mão de obra qualificada e acompanha cada etapa do processo. Isso evita maiores dores de cabeça com erros e atrasos nos serviços.

7. Sem um planejamento, os erros são maiores, incorrendo em execuções e demolições até o acerto final e gerando despesas maiores que as previstas no início da obra.

8. A obra com projeto feito por um arquiteto é mais econômica. A previsão, desde o início, de todas as instalações hidraúlicas e elétricas evita novo quebra-quebra.

9. O cronograma, feito pelo arquiteto, prevê a ordem dos serviços. Isso faz com que um trabalho não leve a refazer o outro. Exemplo: a raspagem do assoalho de madeira após a pintura das paredes.

10. Com um arquiteto envolvido na obra, naturalmente ela é mais valorizada. Além disso, no contrato, o profissional dá garantia contra vazamentos ou erros de instalações.

Fonte: http://yahoo.imovelweb.com.br/publi/camp/casa-e-cia-as-formas-de-contratar-um-arquiteto.html