domingo, 8 de febrero de 2015

A nova percepção da arquitetura escolar.

A nova percepção da arquitetura escolar.
Jorge Villavisencio

A idéia deste texto e de ter uma percepção contemporânea sobre a arquitetura escolar, dentro da arquitetura as edificações de tipologia educacional através do tempo tem demonstrado que existe uma preocupação constante para uma demanda que na atualidade se torna crescente. Pensamos que se deva a uma certa necessidade de procura do mercado por uma qualificação mais aprimorada das diferentes áreas da educação. Mais devemos deixar claro que a arquitetura publica de tipologia educacional está bem ramificada, só como exemplos temos grandes áreas: educação superior, educação tecnologia e educação escolar. Neste texto deveremos abordar esta ultima sobre seus significantes e seus significados.

Para esto temos tomado como referencia básica a Arquitetura Escolar Paulista dos inícios do século XXI, especificamente sobre os trabalhos realizados sobre o Fundo de Desenvolvimento da Educação – FDE. Mais também temos tomado outras experiências não só do Brasil, mais também da Colômbia, Croácia e dos Estados Unidos.

F.1 – Escola Prof° Irene Caporali de Souza/Antonio Marmora Filho, de Paulo Sophia Arquiteto & Associados, Mogi das Cruzes, São Paulo.
Fonte: FDE, 2004.

Um dos pontos que achou importante ressaltar e que: “A pesar dos conceitos de quantidade e qualidade não serem excludentes, a historia da arquitetura demonstra que nem sempre isto ocorre. Normalmente, quando se aumenta a quantidade, há redução da qualidade produzida. Ao se falar de obra publica, a coincidências desses conceitos depende de determinação e decisão dos dirigentes envolvidos, porém equacioná-los não é uma tarefa fácil em vista de inúmeras limitações existentes de prazo, recursos disponíveis e legislação a cumprir. Resolver apenas a quantidade atende o objetivo de minorar o problema de vagas, no entanto, deixa-se de produzir bens culturais que contribuam para a melhoria das nossas cidades com espaços mais apropriados ao convívio dos cidadãos”. (FDE, 2006:19)

Pensamos que os efeitos de quantidade não reflexa a má qualidade espacial da arquitetura caso do FDE, que forem na realidade modelos de uma estrutura pré-fabricada em forma “modular” forem previsões para o acumulo espacial, desta maneira reduz os custos das obras, que será o centro da discussão do projeto de FDE.

F.2 – Escola EE Jardim Luiza/Vila dos Comerciários, de Ferro & Talaat Arquitetos, São Paulo.
Fonte: FDE, 2004.

Outro dos pontos importantes e onde será implantada a Escola, lugares como foi implantado as escolas em São Paulo (ver imagem F.3) se apresentam com uma alta responsabilidade social, queremos dizer que às vezes podem ser localizadas as Escolas em lugares menos privilegiados social e economicamente, então pode ser sim a diferença. E não só pensar que uma escola de qualidade poderia estar nos setores urbanos mais privilegiados.

É correto pensar o que Milanesi diz: “que a idéia precede na forma”, cada um de nos temos uma experiência com relação ao que é uma Escola, e claro o que acontece dentro e fora dos espaços escolares, é uma vivencia adquirida nestes edifícios educacionais (em todos os níveis) e dos projetos culturais que também se produzem através do espaço e do tempo.

F.3 – Escola EE Ataliba Leonel/Pedro de Morais Victor, de SPBR Arquitetos, São Paulo.
Fonte: FDE, 2004.

“A idéia precede na forma. Quando uma instituição se propõe criar um espaço cultural, primeiramente deve estabelecer os objetivos e dimensioná-los em função ao meio. Se isso não for delineado com clareza, provavelmente o resultado, por mais bela que seja a construção, será frustrante. E, como tal, um desperdiço de recursos – quase sempre públicos...” (Milanesi, 2003:197)

Sem duvida todos os projetos de arquitetura devem ser dimensionados ao meio, seria como negar ao entorno urbano e sua cidade. Mais ainda tratando-se de um projeto educacional. Está reflexão que faz Milanesi tem uma percepção profunda (assim pensamos), mais devemos esclarecer que sejam as edificações chamadas de publicas o privadas, tem uma mesma conotação, se deve a que é de levar um ensino de qualidade.

F.4 – Escola de Briam Kim (2004), New Jersey.
Fonte: Arcoweb, 2012.

Um exemplo claro ao dimensionar o meio onde está relacionado à própria memória da cidade, como na Escola de Briam Kim em New Jersey e sua ampliação do ano de 2004, onde existe esta escola desde o século XIX. Como proposta foi à ampliação desta escola, guardando a sua memória arquitetônica, um desafio para Kim, porque não poderia perder sua identidade tectônica (ver imagem F-4). Não e questão de uma simples ampliação a idéia é de preservação espacial e dos usos dos materiais “do lugar” e da tecnologia utilizada em forma contemporânea.

Outro exemplo foi a Escola de Randick & Turatto do ano de 2003 na Croácia (ver imagem F-5), apesar que e lugar se torna difícil na inserção de uma escola mais ao mesmo tempo cheia de historia pra contar. Sem duvida a memória deste espaço guarda uma percepção diferenciada devido a sua uma visão que é percebida pelos moradores. Na implantação desta escola num lugar (topografia) bem acidentada faz que se tome partido desta importante condicionante para a arquitetura. Podemos dizer que espaços urbanos antigos têm comunicação com a contemporaneidade, muito disto se deve a boa proposta arquitetônica.

F.5 – Escola de Randick & Turatto (2003), Croácia.
Fonte: Arcoweb, 2012.

Nesta escola de Mazzanti tem conotações importantes, primeiro o país de Colômbia teve uma revolução na procura de minimizar os problemas políticos que vivia o país durante décadas. Uma forma correta de dar uma melhor relação com a população foi ao inserir nos espaços urbanos edifícios públicos de tipo cultural como bibliotecas, centros de cultura, escolas entre outros que derem uma nova dimensão na nova sócio-política desse país.

F.6 – Escola de Giancarlo Mazzanti, Medellín.
Fonte: Arcoweb, 2012.

Então, não se trata de fazer simples edifícios públicos na Colômbia, mais sim mudar a estrutura urbana das diferentes cidades como Bogotá, Santa Marta, Medellín e assim por diante, desta maneira a população tenha educação e cultura, e através destas Escolas foi modificando os novos pensamentos de uma nova escola mais contemporânea e mais perto da realidade atual.

Pensamos que estes edifícios educacionais, a “Escola”, levam novos modos de vida, uma forma de chegar mais perto do povo, das necessidades reais e atuais, onde sabemos que as pessoas mudam seus pensamentos através do conhecimento, alem claro da mudança social é também do mercado atual globalizado, onde a concorrência e cada vez mais acirrada, e se torna fundamental ter o conhecimento suficiente para preencher a esse necessitado mercado, onde a qualificação dentro das escolas agora faz parte da convivência do dia a dia, as necessidades espaciais da nova Escola é percebida por seus alunos com conforto, segurança, além claro dos professores e funcionários é tudo seu entorno urbano.

Goiânia, 08 de fevereiro de 2015.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

FERREIRA, Avany de Francisco; MELLO, Mirela Geiger de; Arquitetura escolar paulista: estruturas pré-fabricadas. Fundo de Desenvolvimento da Educação – FDE, São Paulo, 2006.

MILANESI, Luís; A Casa da Invenção, Ateliê Editorial, São Paulo, 2003.

FERREIRA, Avany de Francisco; MELLO, Mirela Geiger de, Arquitetura escolar paulista: anos 1950 e 1960, Fundo de Desenvolvimento da Educação – FDE, São Paulo, 2006.

http://arcoweb.com.br/projetodesign-assinantes/arquitetura/giancarlo-mazzanti-escola-publica-14-01-2011









miércoles, 28 de enero de 2015

As teorias do medo na arquitetura.

As teorias do medo na arquitetura.
Jorge Villavisencio.

A através do tempo e do espaço a arquitetura e o urbanismo nas cidades tem recolhido várias formas de percepção dos comportamentos das sociedades. Dentre destes o “medo” influi no só os comportamentos das pessoas, mais também na maneira que os arquitetos projetam suas cidades e seus edifícios.

O jornalista e cientista político norte-americano Corey Robin no seu livro (2004) “Fear: The History of Political Ideas” – traduzido em espanhol por Guillermina Cuevas Mesa com titulo “El miedo: Historia de una idea política” feito na cidade de México pela editora do Fondo de Cultura Economica de 2009.

A idéia deste ensaio e de fazer no só e de fazer um analise do explica Corey Robin, mais também alguns aspectos que são pertinentes segundo nosso ponto de vista deste fato atinge diretamente a sociedade, que de alguma forma modifica “intensamente” nossa maneira de pensar e de atuar.

F1. Imagem de N. Andry – A ortopedia e a arte de prevenir e de corrigir aos meninos das deformidades corporais de 1749.
Fonte: Foucault (2009)

Para nos que investigamos a vida arquitetônica dos edifícios-hospitais, o medo esta presente em todo momento, não só pelo fato das enfermidades que atingem aos pacientes, finalidade de cuidar a saúde das pessoas que precisam da medicina.

Mais o hospital deve estar preparado para cumprir com as necessidades espaciais. Penso que devemos deixar de forma mais clara: como isto acontece?

Os enfermos (doentes) vão nestes nosocômios para cuidar da saúde, mas as enfermidades podem acontecer de duas maneiras. A primeira de forma endógena que se produz pela mesma flora do paciente, que é obrigação da medicina e do corpo médico resolver esta problemática. A segunda é de forma exógena que acontece dentro dos espaços dos hospitais, produzido pela contaminação intra-hospitalarias, este é responsabilidade dos arquitetos que projetam esta tipologia de edifícios. Entendemos, sejam de forma endógena ou exógena o medo está presente em todo momento, em especial de poder resolver a “espacialidade” da arquitetura para que não se produzam a contaminação/infecção dos ambientes nos hospitais, ou pelo menos minimizar esta problemática.
(Karman, 1978; Bicalho, 2010; Alatrista, 2008; Góes, 2004)

Penso, que resolver a totalidade da contaminação/infecção dos espaços hospitalares e uma tarefa quase impossível – mais minimizar é sim possível. Tanto assim que as Comissões de Controle dos hospitais de grande porte, tem-se preocupado em poder resolver esta problemática dentro dos ambientes e dos procedimentos para tratar aos pacientes.

Segundo Michel Foucault no conceito do “panotismo” (panóptico) regulamentado no século XVIII as medidas que se tinha que adotar ao se declara a peste de uma cidade. “Em primeiro lugar a divisão espacial do “fechamento” da cidade e a proibição de sair da zona baixo a pena de morte, sacrifício de todos os animais errantes; divisão da cidade em seções diferentes no que estabelece o poder de um intendente – autoridade de um sindico ...este espaço fechado, recortado, vigiado em todos seus pontos os indivíduos encontra-se inserido num lugar fixo, que nos menores movimentos onde estão controlados em todos seus acontecimentos ... Prescreve a cada um seu lugar, a cada um seu corpo, a cada um sua enfermidade e sua morte ...não a mascaras que se colocam e se quitam, a assinação do “verdadeiro”, nome de seu verdadeiro, lugar do seu verdadeiro, corpo de seu verdadeira enfermidade. Más a divisão massiva e binária entre uns e os outros, apela a separação das distribuição individuais, a uma organização em profundidade das vigilâncias e dos controles...” (Foucault, 227-230).

Todo isto que nos explica Foucault nos leva pensar que nas teorias do medo, por quere alcançar certa segurança nas maneiras de desenvolver nossas vidas, suas cidades, seu edifícios com certo controle, convicto pela própria vigilância das organizações pertinentes. O medo relacionado diretamente com a segurança, projetos como os de Bentham nas casa das feras Le Vaux construído em Versalhes. Os sintomas do medo na observação das pessoas e dos animais inspiram a Bentham. Desta forma a geometria determina como instrumento físico da arquitetura e atua diretamente sobre as pessoas “da ao espírito – poder sobre o espírito”.

F2. Projeto de Bentham
Fonte: Foucault (2009)

Sem jerarquia social, sem vínculos genuínos de afeto a contento, homens e mulheres perderem a seguridade neles mesma e no seu entorno urbano “a duvida apodera-se das regiões mais altas da inteligência e paralisa todas as demais” (Robin, 2009:164). Não se encontra nada que controle seus impulsos e desejos; nada de contento, significado e direção de seus atos, mais bem uma planície vasta e aberta a todo e nada é possível.

Do medo ao terror e ansiedade: Em muitos aspectos, o segundo volume de “La democracia en América” de Tocqueville segue os passos de Montesquieu no “Espiritu de la leyes”. Como Montesquieu contra Hobbes, Tocqueville considera o medo como uma inseguridade que flutuava livremente, mais com uma percepção focada no prejudicial, e fora de todo componente moral.

Porque o cambio do medo ao terror? Em parte deste contexto. Criar uma ordem política depois de Luis XIV não era o mesmo reto dos franceses e dos ingleses. Si bem e certo Montesquieu trato de imaginar um estado da natureza, como diz nas primeiras paginas do “Espiritu de las Leyes”, apenas armo oito partes breves ao respeito. Na mesma brevidade na sua explicação sugere a imutabilidade de sua imaginação política de sua época ante o espectro da guerra cível. “Montesquieu recorre ao medo como parte de sua política”. (Robin, 2009:109).

F3. Livro “El miedo: Historia de uma idea política” (2009)
Fonte: Corey Robin

Com a crise nos Estados Unidos de Norte America nos inícios do século XXI, forem unos anos de crise, e para os expertos foi como um alivio bem recebido. Coisa que nos não concordamos. Mais a historia na pesquisa feita de Corey Robin é isso. Si bem os comentaristas acusarem a esquerda radical de aclamar os ataques de 11 de setembro como um caso de “los pollos llegan a casa a rostizarse” (Robin, 2009:294), o quartel principal se sentia em plena euforia nos médios dominantes. Quase imediatamente depois dos seqüestradores derribarem o WTC, jornalistas e escritores aproveitarem os acontecimentos do dia seguinte para comentar o miasma cultural e o materialismo decadente dos Estados Unidos. “Maureen Dowd escreveu que o 11 de setembro colocou ao descoberto a cultura narcisista *eu-nois* dos anos noventa, quando nascidos depois da segunda guerra mundial”. (Robin 2009:295).

Sem duvida Corey Robin argumenta que o medo como repressão política e muitos mais comuns nos Estados Unidos do que gostaria crer; trata-se de um medo nas ameaças contra a seguridade física e o bem estar moral da população frente as elites que se posicionam como protetoras, o bem, o medo, se sentem poderosos ao respeito dos menos poderosos e vice-versa. Estes tipos de medo – o primeiro une a nação – o segundo a divide e se reforçam mutuamente e as elites combinam e coletam as forças. O medo coletivo ao perigo distrai o medo entre as elites e as classes baixas, e dão a estas mais razões para temer as primeiras. “O fim a obediência e a proteção, escreveu Hobbes ao referir na proteção que brindam os estados contra os ataques externos e a anarquia local”. (Robin, 2009:309)

Mais precisamente o medo muda nossas formas de pensar, num primeiro momento pensamos que nos destrói e nos altera nossa forma normal e racional de pensar e atuar. Mais podemos perceber que o medo também nos “motiva” para endireitar nosso pensamento, de uma forma mais racional e moral. A pesquisa de Corey Robin que é mais histórica, nos levam a uma reflexão das possibilidades (assim penso – nem por isso tem que concordar) de ter a favor do “medo” que é nada menos uma forma de defesa e de precaução, antes fatos que podem acontecer.

Na arquitetura dos hospitais, como explicamos na parte inicial deste texto a “prevenção” é uma fonte de defesa ante o “medo”, ante qualquer acontecimento, nos fortalece para que não se perca o controle como o explica Foucault, o medo nos altera emocionalmente, mais nos leva a redirecionar nossos pensamentos, para um “poder” muito maior de repensar nossas atitudes, do o que é relevante para nossas ações do dia a dia.

Goiânia, 28 de Janeiro de 2015.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia:

ROBIN, Corey; El miedo: Historia de una idea política, Editora Fondo de Cultura Económica, México, 2009.

FOUCAULT, Michel; Vigilar y castigar: nacimiento de una prisión, Siglo XXI editores, s.a. de c. v., México, 2009.

BICALHO, Flávo; A arquitetura e a engenharia no controle de infecções, Editora Rio Books, Rio de Janeiro, 2010.

ALATRISTA, Celso & Socorro; Programa Médico Arquitectónico para Diseño de Hopsitales Seguros, SINCO editores, Lima, 2008.

GÓES, Ronald; Manual prático de arquitetura hospitalar, Editora Edgar Blücher Ltda., São Paulo, 2004.



domingo, 23 de noviembre de 2014

Arquitetura do tijolo.

Arquitetura do tijolo.
Jorge Villavisencio.

Desde os tempos remotos da humanidade o ser humano está integrado com o uso da terra como elemento fundamental para sua supervivência, e da capacidade de utilização para a construção de seus edifícios de diversos usos, e da suas cidades.

Este texto que trata sobre o uso do tijolo cerâmico e de suas diferentes tipologias tem uma relação direta com a arquitetura, sempre foi assim, talvez neste escrito possamos fazer uma critica de sua capacidade de uso ou da utilidade nas diversas tecnologias que forem aplicadas através do espaço e do tempo. O texto consta de duas partes a primeira algo mais tecnologia dentro do que foi pensado por Milito, Dafico e Hirschfeld, e a segunda parte algo mais reflexiva espacialmente dentre dos pensamentos de Graeff, Montaner e Diez.

F.01 – Mies van der Rohe (1926) – Monumento a Liebknecht e Luxemburgo.
Fonte: Revista Summa+, 2014.

Mais devemos deixar claro, que a o uso do tijolo está aplicado dentro das tecnologias construtivas, está é, que as “condicionantes” que são utilizadas na arquitetura a “tecnologias” faz parte da nossa realidade em fazer arquitetura. Condiciona o uso dos materiais como elemento construtivo, e inclusive hoje, a forma correta e contemporânea de pensamento e de antes de realizar determinado projeto que está em mente, fica a arquitetura muito condicionada na “escolha dos materiais” que serão aplicadas nas suas obras.

No Brasil a alvenaria e de seus fechamentos os “tijolos de barro ainda são muitos utilizados em obras residenciais, e são de boa opção para alicerces, paredes de vedação e pequenas construções com estrutura até cinco pavimentos. Existe o modelo maciço de forma retangular de 5 x 10 x 22 cm., chamado de comum, e de 9 x 9 x 19 cm., com medidas maiores que o comum, mas com vários orifícios, chamado de baiano. Com relação ao isolamento térmico e acústico, os tijolos maciços são mais eficientes, bem como sua durabilidade, o que torna mais resistente”. (Hirschfeld, 2005:50)

F.02 – Eladio Dieste – A sociedade do tijolo.
Fonte: Revista Summa+, 2014.

Para Henrique Hirschfeld que faz de maneira resumida o uso do tijolo cerâmico ou de barro, vemos que trata em primeiro lugar de “pequenas residências”, mais não e assim, o tijolo pode ser utilizado em qualquer tipo de obra seja esta de habitação unifamiliar ou coletiva, como das diferentes tipologias que tem a arquitetura basta só lembrar o livro do “Edifício” de 1986 do emérito arquiteto e professor Edgar Albuquerque Graeff donde trata das diferentes tipologias que pode ter a arquitetura. O segundo ponto do isolamento térmico, isto é importante por quanto o tijolo que é feito de matéria prima o barro da terra, se adrede bem a esta condicionante, ameniza a intensidade da condicionante da isolação, mais devemos dizer que também retém o calor por varias horas, inclusive dependendo do lugar, em especial nos trópicos fica o calor retido ate a noite. E por ultimo o terceiro ponto sobre a acústica por experiência própria em alguns momentos temos utilizado o tijolo maciço até em parede dupla, deixando um vazio (ar) no meio como tratamento acústico, e seu comportamento tanto nas paredes de vedação externa e interna tem dado bons resultados.

Para Dafico o tijolo cerâmico “Tijolos ou blocos vazados são pecas de alvenaria que apresentam furos ou canais paralelos a qualquer um de seus eixos. Bloco de vedação são blocos para paredes de vedação, suportando seu peso próprio em pequenas cargas. Bloco portante ou estrutural é o destinado a execução de alvenaria estrutural. Sua composição: são geralmente fabricados com argilas ricas em ilita (taguá) composta com argilas ricas em montmoritonita. Sua fabricação: a massa é estudada com umidade em torno de 25%. A coluna extrudada passa por um cortador automático (fios de arames fortemente distendidos), obtendo-se a peça na dimensão correspondente perpendicular aos furos. Após a conformação, o produto é secado e a seguir cozido a cerca de 95°C.
No caso dos tijolos cerâmicos maciço são produzidos normalmente com argilas de granulométria fina, com grandes quantidades de matéria orgânica se apresentando com composição de caulinita, ilita e ou montmoritonita, rica em ferro e álcalis. Sua fabricação: o tijolo maciço, ainda predominante no Brasil, é moldado manualmente através de uma massa muito mole (umidade entre 30 e 40%). O produto é seco ao sol e, a seguir, queimado a uma temperatura de 800 a 900°C. Se utilizássemos em procedimento semimecanizado para a produção desse tijolo, sua qualidade atingiria níveis aceitáveis, com resistência mecânica bem elevada. Na moldagem em prensas manuais, podemos trabalhar com massa na umidade máxima de 25%, garantindo maior ganho de resistência e aumento de produtividade, alem de reduzir defeitos provenientes da moldagem manual com massa mole”. (Dafico , 1999:1003-106).

Sem duvida para José Dafico a produção de tijolos cerâmicos maciços ou furados tem um significado muito técnico na sua produção, no qual acho que deva existir um alto controle de qualidade para sua produção, mais ainda hoje que existe uma normatividade em na produção de tijolos.

F.03 – Francisco Cadau e Andrea Lanziani – Vazados e Estriados.
Fonte: Revista Summa+, 2014.

Para Milito diz “que o tijolo comum (maciço, caipira) são blocos de barro comum, moldado com arestas vivas e retilíneas, obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 900 a 1000°C. O tijolo cerâmico furado (baiano) ou vazado, moldados com arestas vivas e retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo como conformação obtida através de extrusão. A seção transversal destes tijolos é variável, existindo tijolos com furos cilíndricos e com furos prismáticos”. (Milito, 1998:59-60)

As alternativas na sua produção como explica José Milito, tem uma gama de possibilidades segundo o modelo o tipo de obra, consideramos importante por quanto o poder tipológico da arquitetura onde será aplicado na obra poderá ter a alternativas necessárias, está é, que a modulação prevista para determinada obra poderá ter menos desperdício em sua modulação, é menos desperdício está vinculada ao fato da sustentabilidade.

Tanto, Hirschfeld, Dafico e Milito tem um basto conhecimento tecnológico na produção de tijolos cerâmicos como temos apreciado nas citações, mais considero importante agregar, que hoje no mundo contemporâneo a arquitetura e seus usos de materiais está vinculado a conscientização da natureza como o explica Josef Maria Montaner “Uma arquitetura conciliada com a natureza deve estar associada não somente a processos como reciclagem ou a economia de energia, as também a outras questões –chave ...não há sentido em uma arquitetura pretensamente ecológica que elimine o que já existe no ambiente nem se insere na malha urbana. A chave não está nunca no edifício em si, mas em sua adequada relação com seu entorno, com as camadas do existente” (Montaner, 2013:167).

F.04 – Gabinete de Arquitetura: Solano Benítez, Gloria Cabral, Alberto Marinoni e outros – Centro de Reabilitação Infantil da Teletón.
Fonte: Revista Summa+, 2014.

Para Fernando Diez explica que “... o primeiro ato da arquitetura consiste em cavar um poço de terra, onde o espaço do poço é o primeiro espaço delimitado. Segregando do grande espaço continuo da superfície. Naturalmente que este espaço reclama uma segunda ação: o que fazer com a terra extraída. Na técnica elementar da trincheira, a terra extraída coloca-se como um montículo ao lado do poço, melhorando sua altura do lado desejado. Porem este montículo pode ter inclinação natural do talude da terra. A tradição construtiva foi encontrada maneiras de melhorar o uso da terra, que pode ser compactada ou socada, porém em transformar em adobes em peças empilhadas... Essa pequena historia imaginária sobre a origem do muro serve para voltar a refletir sobre a proximidade entre o solo e o tijolo. O segredo da forma do tijolo encontra-se em sua regularidade geométrica e sua maleabilidade. Pequeno, pode ser transportado e colocado com facilidade. Caso lhe seja adicionado paciência, a pequena peça pode dar forma a enormes massa”. (Diez, 2014:78).

F.05 – Ventura Virzi arquitetos – Encaixado.
Fonte: Revista Summa+, 2014.

Penso agora no Tratado neste conceito vitruviano da “solides” serve como aprimoramento das essências da arquitetura em dar-lhe a “seguridade” na obra, a sua vez dar lhe maleabilidade espacial, que algo nossos arquitetos nos seus projetos procuram, uma constância que está na procura de uma forma que permita a sua vez ter seguridade construtiva na forma em que foi pensado, mais na sua vez ter capacidade espacial de reflexão.

Goiânia, 23 de Novembro de 2013
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

MILITO, de José Antonio; Técnicas de construção civil e construções de edifícios, Ed. PUC-Campinas, São Paulo, 1998.

HIRSCHFELD, Henrique; A construção civil fundamental: Modernas tecnologias, Ed. Atlas, São Paulo, 2005.

MONTANER, Josef Maria; A modernidade superada: Ensaios sobre arquitetura contemporânea, Ed. Gustavo Gili, São Paulo, 2012.

DAFICO, Alves José; Materiais de construção, Ed. Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 1999.

GRAEFF, Albuquerque Edgar; Edifício, Ed. Projeto, São Paulo, 1986.

Revista SUMMA+, Edição No. 137 (em português), DIEZ, Fernando; Tecido e Solidez, pp.78-80, São Paulo, 2014.


sábado, 20 de septiembre de 2014

A arquitetura contextualizada com o meio ambiente.

A arquitetura contextualizada com o meio ambiente.
Jorge Villavisencio

Desde os primórdios da humanidade está relacionada com o meio ambiente, os seres humanos tem-se servido da natureza. Segundo Josep Maria Montaner diz que “a busca da integração a natureza marca a maior parte de evolução histórica da arquitetura”. É correto pensar que desde os Dez livros de Vitrúvio no século I DC. em que se analisa vários de seus capítulos deste primeiro Tratado da Arquitetura das necessidades da boa convivência com a natureza, e principalmente de como se poderia aproveitar esta relação com medidas conexas com a forma de como se projeta edifícios e cidades.

A proposta deste texto é de ver a relação si existiu uma boa relação com a natureza, e de como na contemporaneidade vai evolucionando na arquitetura destas relações.

F.01 – Edifício Aqua Tower – arquitetos Jeanne Gang + Studio Gang Firm – Chicago, USA.

Penso que deste o inicio do tratado de Vitrúvio e possivelmente anterior a estes livros, o homem se serve da própria natureza. Mais hoje como veremos mais na frente teve um inicio de um bom contexto que levo as melhorias dos edifícios e suas cidades em especial ao que trata da salubridade urbana. Como sabemos esta relação da arquitetura com natureza foi (penso que até hoje não foi superada) e com os adventos da Revolução Industrial do século XIX esta relação foi quebrada e banalizada com uma desmesurada apropriação do meio ambiente.

Mais na contemporaneidade está relação tem melhorado, até porque já é de necessidade extrema a boa convivência com a natureza, penso que sim temos avances neste século XXI, que como sabemos já tem passado 15 anos deste século e algumas medidas se tem tomado ate de forma urgente. Penso que a arquitetura e o urbanismo não se exime das produções e das responsabilidades, mais bem hoje temos mais consciência (não todos) mais uma forte maioria está sensível a este fato.

F.02 – Edifício Turning Torso – arquiteto Santiago Calatrava – Mälmo, Suécia.

Algumas cidades em especial mega-cidades tem ditado normas ate de forma corretiva e punitiva para que as novas edificações cumpram com esta nova normatividade na realização de novos projetos. Mais na minha maneira de ver na arquitetura moderna em especial o dito na Carta de Atenas de 1933 no CIAM, que trata das novas necessidades do homem moderno, e dita certa formas de projetar edifícios e cidades. Sem duvida tem passado mais de 85 anos deste Congresso Moderno é de necessidade atualizar alguns assuntos, mais queda uma base solida para que hoje possamos repensar o dito.

Mais temos que esclarecer que a arquitetura moderna foi um projeto “claro e definido” e a contemporaneidade está na busca de um novo projeto que possa ser claro como foi na arquitetura moderna. Penso que este tema da “boa convivência com meio ambiente” que em muitos escritos se fala da sustentabilidade, mais este fato de sustentar não é uma novidade, porque nas academias de arquitetura sempre tocamos temas importantes desta boa relação com a natureza exemplos claros como melhor aproveitamento dos ventos, a iluminação natural, o uso correto da topografia, das águas entre outros.

F.03 – Edifício Shard London Brigde – arquiteto Renzo Piano – Londres, Inglaterra.

Como temos explicado da boa relação com o meio ambiente, está dependente do correto estudo das “condicionantes” que fazem parte na toma de decisões para a “apropriação” do espaço onde será inserido determinado projeto. Penso que no fundo esta colocação faz a diferença entre a boa arquitetura e uma arquitetura ruim como vemos todo dia. A desmesurada voracidade do capitalismo exacerbado faz que se produzam edificações que não tenham a qualidade esperada. Penso que está situação deve ir mudando com uso de nova normatividade por vias da força se vai consolidando. Assunto que não deveria ser assim, porque penso que nas maiorias a consciência social toma mais incremento dia a dia.

Desde dos anos 60 o uso incorreto dos panos de vidro nas edificações com um desrespeito da condicionante da orientação solar fazem que estes edifícios consumam energia desnecessária e só se pensa em climatização artificial. Como expressa Montaner a repetição de edifícios que só se pensa no lucro das construtoras tem criado mais caos na forma de projetar edificações. Todo este perfil terá que ir mudando. Até porque as pessoas são hoje mais esclarecidas (ou pelo menos mais informadas com uso das mídias – internet) onde existem expressões importantes nos meios de comunicação social, onde deva existir mais consciência de respeito com a boa convivência com o meio ambiente.

É importante e necessário que a arquitetura com pensamento ecológico recupere espaços e territórios que se encontrem degradado, e que tenham uma condução mais esmerada com as novas demandas – o respeito ao meio ambiente – espaços e edifícios que retomem seu verdadeiro objetivo de servir de forma digna as pessoas. Demonstrar que socialmente possa acontecer uma nova forma de pensar, mais equilibrada, mais consciente, mais solidaria com os outros.

F.04 – Edifício Nexus - arquitetos Oppenheim Architecture + Design – Miami, Florida, USA.

Penso que esta passando da hora de agir de outra maneira. De mudar radicalmente na maneira de construir edifícios e cidades. É tempo de mudar, durante muitos anos o homem se serviu da própria natureza, agora é diferente, pelo menos penso eu (é também muitas pessoas) desta maneira no dever dos homens “servir a própria natureza”, o meio ambiente está em crise, consideramos que é possível. Na arquitetura existe uma sinergia com adaptação social que foi consolidada com o tempo e o espaço, muitos de nos temos consciência das verdadeiras necessidades do homem e suas famílias, de seus trabalhos, de seu lazer, sabemos que é possível conviver de forma mais harmônica a construção de cidades e seus edifícios, sem ter que servir-se, podemos de forma clara poder servir de forma consciente ao meio ambiente, a natureza.

Goiânia, 20 de setembro de 2014.

Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


sábado, 13 de septiembre de 2014

Percepções do Memorial “Darcy Ribeiro” da Universidade Nacional de Brasília.

Percepções do Memorial “Darcy Ribeiro” da Universidade Nacional de Brasília.
Jorge Villavisencio.

No ano de 2010 o arquiteto João Filgueiras Lima – Lelé projeta o memorial “Darcy Ribeiro” dentro do Campus da Universidade Nacional de Brasília. Quem conheceu ao Lelé (recentemente falecido em 2014) pode entender diversas qualidades não só como arquiteto e urbanista, mais também como “humanista” que através de seus trabalhos refletem essa qualidade.

Seus principais trabalhos forem à rede de Hospitais Sarah Kubitschek nas cidades de Brasília, Fortaleza, Curitiba, Recife, Belo Horizonte entre outros. Mais na área de hospitais seu primeiro trabalho que data do ano 1968 do Hospital de Taguatinga no Distrito Federal.
Nessa efervescência da arquitetura moderna no translado da capital do Brasil para Brasília, se consolida uma arquitetura que fazem parte da historia moderna no só do Brasil, mais sim de outras partes do mundo.













Foto 001 – Memorial Darcy Ribeiro (2010) do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé.
Vista Exterior.
Fonte. Jorge Villavisencio (2014)

Consolida-se como consciência social o que foi revisado na Carta de Atenas no ano de 1933. Brasília assim como uma cidade nova com condições modernas materializa pensamentos vindos pelo Dr. Lucio Costa, de Oscar Niemeyer, de João Filgueiras e tantos outros que colaborarem na construção de seus projetos modernos na cidade de Brasília.

Como podemos apreciar na imagem F.001 sua forma externa trata-se de uma circunferência perfeitamente reconhecida a distancia. Si bem é certo o material leve no seu do ferro inspira ao contemporâneo mais também a uma certa forma no passado das antigas casas dos indígenas desta parte do continente, algo que vem e pode ter um lado historicista.


























Foto 002 – Memorial Darcy Ribeiro (2010) do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé.
Vista do jardim interno parte central do eixo da circunferência.
Fonte. Jorge Villavisencio (2014)

Mais o Lelé era muito preocupado pelo seu lado no uso das estruturas de seus projetos, até em alguns momentos fazia ele mesmo o calculo estruturais. Decisões que em alguns momentos os arquitetos que não só somos de prancheta (hoje o uso do computador).

Teve a sorte que diversas vezes que teve com ele falamos deste assunto, na realização do projeto se concretiza na execução da obra. O canteiro de obra para Lelé é processo mais digno da arquitetura “a concretização do espaço criado”.
Como tinhas comentado no início Lelé seu lado humanista que é palpável na parte interna central (ver imagem F.002 e F.006), o jardim interno a nossa maneira de ver é centralidade de seu projeto, a relação do espectador com o objeto – a edificação.













Foto 003 – Memorial Darcy Ribeiro (2010) do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé.
Vista do eixo da circunferência.
Fonte. Jorge Villavisencio (2014)

Muitos dos projetos de Lelé utilizaram recursos de ambientação (ver imagem F.003) que cria uma sustentabilidade dos seus edifícios, como podemos apreciar esta sucção do ar quente através desta cúpula que direciona e canaliza em forma de cone invertido, além claro que cria uma estética que ate mais leigos na área de arquitetura fazem ser sensíveis ao que Lelé quer dizer.













Foto 004 – Memorial Darcy Ribeiro (2010) do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé.
Vista externa do espelho de água.
Fonte. Jorge Villavisencio (2014)

Como se sabe a cidade de Brasília é um lugar muito seco, em épocas do ano (na seca) se torna a cidade difícil de viver e respirar. Então Lelé cria no espaço exterior (ver imagem F.004) um espelho de água que condiciona ao ambiente interno da edificação para torna-lha mais amena, deixando que o calor e a secura, desta forma melhoram as condições dos que freqüenta o Memorial, alem claro desta reflexão da estética do edifício.













Foto 005 – Memorial Darcy Ribeiro (2010) do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé.
Vista interna do pé direito duplo.
Fonte. Jorge Villavisencio (2014)

É previsível que o edifício como memorial, como objeto dedicado para a cultura tenha uma biblioteca, e também um auditório. Penso que o primeiro trata de levar a cultura através de seus livros e escritos como consulta freqüente proposta dentro dos lindeiros da Universidade Nacional de Brasília, e o segundo deste espaço dedicado para as exposições e debates que são tão importantes para a vida cultural da edificação. Ambos os produtos tão necessários dentro dos pensamentos do professor Darcy Ribeiro.













Foto 006 – Memorial Darcy Ribeiro (2010) do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé.
Vista interna do restaurante.
Fonte. Jorge Villavisencio (2014)

A convivência é lugar predominante dentro do interior do edifício, assim como da ambientação humanista do jardim interno, este espaço de convivência trata de levar aos freqüentadores para o objeto a ser parte do espectador – considero que a passividade da contemplação está inserida dentro da edificação, originada principalmente pelo jardim interno – mais também o serviço que oferece o restaurante deste ambiente.













Foto 007 – Memorial Darcy Ribeiro (2010) do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé.
Vista interna do auditório.
Fonte. Jorge Villavisencio (2014)

Quando estamos no interior desta parte do edifício (ver imagem F.007) não só sé se torna interessante dentro deste espaço – com uma forma que caracteriza as obras de Lelé, mais também os fatores climatológicos criado com seus ventos cruzados fazem parte de uma exigência programática na proposta do auditório.













Foto 008 – Memorial Darcy Ribeiro (2010) do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé.
Detalhes das escadarias do auditório.
Fonte. Jorge Villavisencio (2014)

Os detalhes que caracteriza as obras do Lelé no uso das cores, assim como os detalhes da escadeira (ver imagem F.008) que estão perfeitamente sincronizados como as necessidades de uma antropométrica estudada, que fazem em que se sente mais leve em sua proposta técnico-construtiva.













Foto 009 – Memorial Darcy Ribeiro (2010) do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé.
Placa da inauguração oficial do memorial Darcy Ribeiro.
Fonte. Jorge Villavisencio (2014)

Sem duvida toda obra do arquiteto João Filgueiras Lima – Lelé, tem qualidades que podem ser explicadas como as percepções que tivemos ao longo deste texto, mais sempre ficará o gostinho que querer explicar algo a mais, é desta forma que nossos escritos relacionados com suas obras, e de sua própria vida do Lelé termina como si pudéssemos o quiséssemos explicar a síntese deste grande poeta da arquitetura.

Goiânia, 14 de Setembro de 2014.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.



domingo, 24 de agosto de 2014

Percepções da nova arquitetura para o século XXI.

Percepções da nova arquitetura para o século XXI.
Jorge Villavisencio.

A arquitetura no tempo e espaço guarda em sim a qualidade. Uma permanência que se torna necessária, podemos perceber que desde a antiguidade até os dias da modernidade as obras importantes tem deixado legados para o futuro.

Sem duvida a tecnologia construtiva tem facilitado nossas vidas em especial para os arquitetos e engenheiros que concretizamos as obras. Exemplo claro com aparecimento do betão armado, o uso do elevador, a massificação dos elementos pré-fabricados que diminuem o preço das obras.

Mais devemos deixar claro o do que o proeminente arquiteto Lucio Costa, assim como o mestre Lelé (João Filgueiras Lima - recentemente falecido neste ano de 2014) ao dizer que a “finalidade da arquitetura é a obra construída” – entendemos isto porque vários projetos (sem desmerecer suas teorias) ficam em projetos e não são construídos. Isto é uma pena porque diversos concursos que vão aparecendo no tempo não chegam a ser construídos por um ou outro motivo.

Um dos mais importantes assuntos do inicio do século XXI é o tema das “dimensões ecológicas” que deixam claro a sobre vida do planeta terra, ou pelo menos minimizar de forma atenuada o dano que foi feito desde a revolução industrial. Falamos também em “contemporizar” algo que não foi visto com a devida necessidade. Porque ao final nos referimos a “saúde da vida urbana”.

O uso dos adequados dos recursos naturais, mais não só nos referimos ao uso de combustíveis não renovais que destroem a vida do planeta, mais em termos o uso de outras formas de conseguir energias limpas como as eólicas, ou das mares do mar ou rios entre outros. Um responsabilidade que se torna a cada vês mais usados em países com responsabilidade, ou por própria necessidade do mesmo.

Atualmente um dos problemas mais ressaltantes na America Latina em especial ao Brasil, é a solução dos transportes massivos públicos. Que de fato tem um descaso das autoridades pertinentes em não querer solucionar estes problemas, que são tantas vezes apontados nos Congressos, Seminários ou eventos em geral que tratam da mobilidade urbana. Sabemos claramente que é uma dos grandes problemas que deixam muitos que a desejar, tão necessários como a saúde e a educação.

Si lembramos as soluções que forem implantadas na cidade de Curitiba nos anos 70, pelo prefeito de turno o arquiteto Jaime Lerner, que como sabemos não foi feito em pouco tempo, o projeto se tornava necessário tanto assim que outros prefeitos que sucederem, acolherem como se fossem deles, é uma forma correta de dar continuidade aos bons projetos urbanos. Ate que pelas próprias demandas sociais, que se tornam com o tempo “qualidade de vida”.

As respostas que se dão na própria arquitetura como respostas ate simples de isolamento térmico, para que não consumam alto consumo de desperdiço de energias. Em especial obras de grande porte de uso multifuncional. Temos percebido que algumas cidades se tornam Lei, como o reuso de águas utilizadas nestes edifícios. Tudo isto se torna indispensável, mais pelo rigor da Lei, tem que ser atendidas gostem ou não, tem que ser assim.
Os custos financeiros em aparelhar a estes edifícios de estas novas tecnologias, podem que ser hoje que tenha um custo elevado, mais entendemos que é alto por agora.

Lembro muito bem que nos anos 90 quando fazíamos um projeto na cidade de Goiânia, um dos requerimentos era a utilização do aproveitamento da energia solar. Foi bastante difícil porque as placas coletoras e outros equipamentos não se produziam nesta cidade, só era encontrado nas grandes urbes tipo São Paulo, além do problema da mão de obra qualificada. Apresentamos aos proprietários os custos mais vimos que não se tratava só de dinheiro, era a resposta correta, “era uma questão de responsabilidade ambiental” que se torna também responsabilidade social. Hoje em dia o custo destes equipamentos de aproveitamento de energia solar, é comum, tanto assim que neste processo de 20 anos, os custos são baixos, é são utilizados em vivendas populares. Mais nada de este seria possível si não “acreditáramos no uso destas energias”, pela própria demanda social responsável, é claro pela produção em serie destes equipamentos que diminuem os custos de produção.

A organização espacial da arquitetura nos permite realizar a propostas pertinentes de todas condicionantes que deve ter um projeto: como as de isolação, predominância dos ventos, a topografia, entre outros, isto para nos é uma arquitetura responsável, que não tem nada de mais, só seguir o que aprendemos nas nossas escolas de arquitetura e urbanismo. O que acontece nas diferenças do o que Niemeyer dizia “a arquitetura não tem nada de estilos ela é boa, ou rum” essa é a diferença.

A linguagem formal se da na vista, lembremos de projetos importantes como foi o primeiro projeto moderno no Brasil, o edifício do Ministério de Educação e Saúde no Rio de Janeiro nos anos 30 e 40, como o uso do brice solei que tanto é utilizado ate hoje, então não se trata de só uma implementação da forma ou da própria estética , mais sim por uma necessidade das condicionantes que fazem parte para que um projeto seja de boa qualidade.

Para terminar, considero que o tema não se esgota, temos muito mais a dizer, mais nossas percepções para a arquitetura e no urbanismo vai nestes lineamentos, “o tema ambiental” será e é o grande tema deste século XXI.

Goiânia, 24 de Agosto de 2014.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


miércoles, 4 de junio de 2014

A importância da “ventilação e do ar” na arquitetura e urbanismo.

A importância da “ventilação e do ar” na arquitetura e urbanismo.
Jorge Villavisencio.

Quando nos referimos aos frutos que são produzidos com uma adequada e correta “ventilação” dentro e fora dos espaços na arquitetura com suas edificações, ou nas suas cidades, temos que dar-lhe a devida importância, porque eles interferem na forma viver das pessoas. Temos percebido que esta “condicionante” está atrelada a uma boa captação do ar e iluminação. Mais nossas pesquisas indicam que o ar/ventilação/iluminação é as partes que condicionam para que esta se converta que seja boa a arquitetura.

Para a realização de esta investigação temos tomado referentes importantes, claro segundo nosso ponto de vista e da nossa percepção, no qual discorreremos ao longo deste texto. Entre eles está o filosofo francês Michel Foucault, ao professor e pesquisador Luiz Alberto Gouvêa da FAU/UNB.; a arquiteta Maria Elena Merege Vieira da FAU/Mackenzie; ao teórico e pesquisador Francis D. K. Ching; a professora e arquiteta Inés Claux Carriquiry da FAU/San Martin de Porres; o trabalho de mestrado (publicado) pelo arquiteto Armando de Holanda; e por último ao extenso trabalho que foi organizado pela pesquisadora e professora a arquiteta PhD. Marta Adriana Bustos Romero da FAU/UNB entre outros pesquisadores. Sem duvida cada um destes pesquisadores tem uma larga experiência nesta importante condicionante. Aproveitaremos através das suas pesquisas para fazer nossas reflexões.

Toda investigação com valor cientifica se inicia com a pergunta que da base e indica a problemática a ser pesquisada que daremos a conhecer da nossa inquietude: Qual é a importância da “ventilação” para a arquitetura e urbanismo?

Sem duvida, ao largo da historia da arquitetura desde o Tratado de Vitruvio (século I d.C.) indica da importância da “ventilação”, este preceitos forem ditos em seus “Dez Livros”, especificamente no seu Primeiro Livro, no Capitulo Segundo: que trata dos elementos que devem constar na arquitetura; Capitulo Terceiro : que trata dos elementos participantes da arquitetura; no Capitulo Quarto: donde indica que a ventilação é um assunto de salubridade, e da maneira correta da implantação dos edifícios ; e no Capitulo Sétimo: dos lugares dos edifícios de uso comum. Também no seu Sexto Livro no Capitulo primeiro: que fala das condições climáticas e na disposição dos edifícios; no Capitulo Segundo: que trata das proporciones dos edifícios; no Capitulo Quarto: que trata dos aspectos pertinentes das distintas salas. Com isto queremos dizer que Vitruvio em todo momento faz referencia da importância desta condicionante, que através do espaço-tempo se torna fundamental para “poder” perceber de forma clara e transparente si o projeto tem uma boa arquitetura.

“Se define el viento como uma agitación del aire que sopla com los movimentos variables. El viento surge cuando el calor choca contra la humendad y el golpe de su acción hace salir com fuerza y violência del aire”.
(Vitruvio, 1997:81)

Pensamos que ate nossos dias queda muito claro si a proposta arquitetônica a ser construída, como sabemos que é sua “finalidade” de ver a obra construída parafraseando ao mestre João Filgueiras Lima – Lelé (1932-2004), mais quando o outro mestre da arquitetura moderna brasileira ao dizer: “A Arquitetura é antes de tudo construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando determinada intenção” – Lúcio Costa (1902-1998). Então como devemos apropriar da área/terreno ou da cidade o da região, apropriando do lugar com determinada “intenção”, desta forma outorgamos a Vitruvio (com vigência atual), não por ser o primeiro Tratado da Arquitetura, porque ele teve a percepção da importância do significado do que o “ar” representa na criação de edifícios e cidades.

Nos pensamentos contemporâneos de Gouvêa ao dizer: “A ideia central é construir um sistema de espaços livres (caminhos, vias, praças, superquadras, parques, reservas), que gere baixo gasto de energia, baixo impacto ambiental (ecológico) e uma situação de sustentabilidade econômica e social, baseada nas normas internacionais (de transito, no caso de vias) e nos padrões locais e regionais de necessidades e comportamento. Estes espaços, quando relacionados e interligados visualmente, tornam fácil a orientação da malha urbana.” (Gouvêa, 2008:117).

Como podemos apreciar os espaços livres a que se refere Gouvêa se criam através de um “sistema” estes diferentes sistemas se unificam na ideia de preservar e obter mais ventilação, ou ar. Em que se torna fundamental para a ação de construir os espaços, mais com certa visão de necessidades, ou de comportamento de menos consumo de energia faz que a ambientação ou a ambientabilidade se torne mais frutífera, pelo tanto se torna mais sustentável. Mais devemos indicar que este conceito de “sustentabilidade” é um assunto que se torna ou vem tona mais recente, mais no passado sempre esteve presente na melhora desta ambientabilidade que faz parte do processo de construir de forma correta cidades e seus edifícios.

Para Inés Claux define que a “Ventilação é e renovação do ar viciado ao ser substituído por um ar puro e que está em movimento. Um lugar mal ventilado e aquele em que o ar tem diminuído a quantidade oxigênio e tem aumentado à quantidade de carbono.” (Claux, 2005:102). Se determinado lugar ou espaço, além da falta de ventilação os espaços projetados os cheiros ternam insuportáveis e a temperatura aumenta, esto faz que além do mau cheiro, o consumo de energia vai contra dos conceitos contemporâneos de não consumir energia, sem as verdadeiras necessidades. Vai contra dos sistemas de acondicionamento de espaços como também indica Gouvêa.

Holanda (1976) talvez o indique de forma mais clara ao alertar e dizer: “Tentemos apreender a fluência entre a paisagem e a habitação, entre o exterior e interior, para desenharmos portas que sejam um convite aos contatos entre os mundos coletivo e individual”. (Holanda, 1976:27)

A relação espacial entre o exterior e um interior se torna hoje uma maneira de projetar (neste caso os edifícios) de forma mais clara, a visibilidade através destes panos enormes de vidros fazem que se obtenha uma melhor iluminação, mais uma forte maioria se pensa pouco na ventilação e a captação de ar. Em alguns casos são edifícios estancados e ventilados por sistemas de ar condicionado, isto vai contra das novas formas de atuar e de pensar do que é uma arquitetura. Holanda nos indica que temos ter um maior contato entre o individual e o coletivo, não tem como no ser assim, porque a gente ao construir edifícios para uma cidade, uma região, um território, é influencia ao todo, queremos dizer a “todos”, ambiente coletivo tem que ser concordante com as necessidades de todos e não de alguns, que prejudicam o bem-estar dos espaços coletivos.

No extenso livro de Marta Bustos Romero - REABILITA, no capitulo V – que trata da Infra-estrutura para salubridade ambiental o Ph.D Ricardo Silveira Bernardes indica que nas “formas de participação” e articula: “Obviamente, a participação da sociedade não pode ocorrer de um modo descontrolado, e que só conduziria a frustrações desnecessárias... Participação direta da comunidade por meio de apresentações, debates, pesquisas ou qualquer forma de expressar opiniões individuais e coletivas”. (Bustos, 309:2009).

Pensamos que a sociedade não pode estar à margem das necessidades em espaciais “coletivas”, Silveira indica que podem ocorrer “frustrações”. Sem duvida o debate se torna indispensável para poder entender as necessidades espaciais.
A pesquisa se dá em base estes intercambio de opiniões, mais hoje em dia pela falta de credibilidade politica, em querer fazer as coisas com esmeradas e corretas proporções, se tornam ineficazes em sua maioria, talvez seja pelo mesmo desgaste políticos e de credibilidade dos que tratam deste tema, assim como de “falsas promessas” que são vem à tona nas campanhas politicas para a sucessão de politicagem. Credibilidade seria a palavra de ordem, e justamente se dá na base da pirâmide, o debate com as verdades do povo são “supremas”, por que são reais, e são necessidades reais, às vezes de extrema urgência. Pesquisar em base as verdadeiras necessidades dá fundamento social e politico e não a politicagem. Pensamos que teríamos que criar um sistema ou vários sistemas, que sejam mais corretos, para obter condições mínimas de credibilidade social e politica para que podassem consolidar os verdadeiros ganhos a futuro.

Talvez tentando tiver praticidade tecnológica ao nosso tema de investigação, temos a Ching, ao dizer: “A continuidade espacial ou visual entre os espaços adjacentes e algo de todo impossível de não existir aberturas nos planos de fechamentos de um campo espacial” (Ching, 2002: 158).
A técnica ou a tecnologia ao largo do tempo tem tomado mais incremento nas formas de pensar, a forma de projetar pensando mais nos usos dos materiais, e das tecnologias disponíveis se tornam necessárias, isto pode criar mais conforto aos problemas que surgem nas condicionantes que são exigidos no ato projetual. Mais pensamos que poderia ser paliativa, a verdadeira organização espacial se dá ao indicado por Ching, a continuidade de aberturas criando fluxos contínuos de ar e ventilação. Para-nos que vivemos do ato projetual como arquitetos e urbanistas, em alguns casos que não só fatos folclóricos, mais sim reais. Em alguns casos os proprietários das edificações dos nossos projetos, temos escutado, que fica claro a corrente de ar e ventilação que ocorrem nos seus imóveis, e que ficam batendo as portas por excesso deste fato (do ar gerando boa ventilação), pensamos que temos pelo menos preenchido em parte desta importante condicionante ao projetar e construir edificações.

Para o filosofo e pensador Michel Foucault alude que: “E aqui se encontra um velho procedimento arquitetônico e religioso: o cárcere dos conventos. Incluso os compartimentos que se dá a lugar chegam a serem puramente ideais, os espaços das disciplinas é sempre o fundo celular. Soledade necessária do corpo e da alma, de dizia com certo ascetismo, devem ao menos por momentos afrontar só a tentação e a severidade de Deus”. (Foucault, 2009:166).
Foucault toma como referencia analogicamente ao claustro, o claustro em si, nos remete ao ambiente fechado, sem aberturas para o exterior, uma espécie de figuração que tem sentido ao aparte-se do mundo real. Claro, utilizamos este pensamento base filosófica o conceito do “claustro”, onde apartam das realidades. Vejamos quando no ato projetual se afasta o exterior do interior cria certo espaço escuro mau ventilado e iluminado. É como não me importa-se a vida exterior, se só seria forte dentre do claustro. Mais se viver em comunidade é fundamental para o desenvolvimento social, cultural, econômico e politico. Criar espaços que fortaleçam a vida da comunidade – com certo “ar” de boa convivência – favorece a todos. Às vezes se considera necessário tomar certas referencias filosófica que considero importantes como das de Foucault, para chegar a consolidar alguma ideia que se torne permissível e pertinente ao mesmo tempo permeável para pode adjudicar importância. A metáfora sempre esteve presenta na arquitetura, como relação de semelhança do estado ou de possível solução ao determinado problema. O poder da filosofia em poder discorrer e discutir determinadas situações entre o real e o irreal se tornam autossuficientes na comparação, de possíveis novas ideias o de ideais que possam ter correlação a futuro.

No articulo de Maria Merege Vieira – Espaço, Arte e Lugar; indica que: “A arquitetura é uma arte especifica com significado real; ela necessita, na medida do possível, de uma linguagem definida, que serva ao criador e usuário da obra (Merege, 1997:93). A sucessão de experiências adquiridas através do tempo, fazem parte do cotidiano da arquitetura, a historia da arquitetura tem esse poder, é só pensar o indicado nesta primeira parte deste texto é o indicado por Vitruvio. A observação atenta dos nossos projetos ou dos outros, faz que tenhamos experiência projetual, não só nos desacertos ou erros, mais os significados teóricos e projetuais com acertos verdadeiros, o que chamamos desde o inicio da boa arquitetura.

Mais ainda, ao dizer Merege: “Caminhamos aceleradamente para o futuro que também nos espera ansioso e, quase por encanto, já é o presente e o passado, Essa formação de nossa memoria, acúmulo de experiência e contradições em sucessão ininterrupta, precisa ser analisada e relacionada.” (Merege, 1997:97).

O analise na arquitetura através do espaço-tempo é produto da nossa própria historia, uma historia de produtividade espacial, muitos pesquisadores desta arte têm dado para nos, advertências profundas, nas maneiras de projetar e construir edifícios e cidades.

Ser “assertivo” nas produções espaciais e construtivas depende do conhecimento e também da nossa própria experiência adquirida através do tempo. As teorias de arquitetura tem se esmerado em propiciar reflexões que tenham inquietação, pensamos que deve coexistir a arquitetura com esta inquietação, a relação entre a teoria e pratica deve ser cada vez mais analisada como o indica Merege. O futuro é agora, depende de nos acertar nossos canais sensoriais, e também do conhecimento para que tenha a validade “prospectiva” desta forma concretizaremos mais ideais, para que tenham profundeza espacial. As condicionantes na arquitetura e no urbanismo devem ser cada vez mais estudadas, mais pesquisadas, temos até uma obrigação de continuidade espacial de melhora, para o bem dos comuns.

Goiânia, 4 de junho de 2014.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.



Bibliografia

FOUCAULT, Michel; Vigilar y Castigar: nacimiento de la prisíon, Editora Siglo XXI, México, 2009.

GOUVÊA, Luiz Alberto; Cidade Viva, Editora Nobel, São Paulo, 2008.

HOLANDA, Armando de; Roteiro para construir no nordeste: Arquitetura como lugar ameno nos trópicos ensolarados, Ed. Universidade Federal de Pernambuco, 1976.

CLAUX, Carriquiry Inés; La arquitectura y el processo de diseño; Ed. Universidad San Marin de Porres, Lima, 2005.

CHING, D. K. Francis; Arquitectura Forma Espacio y Orden, Editora Gustavo Gili S. A., Barcelona, 2002.

MEREGE, Vieira Maria Elena; Espaço, Arte, Lugar, Ed. Universidade Mackenzie, São Paulo, 1997. (pp. 93-97).

BUSTOS, Romero Marta Adriana (Org.); Reabilitação Ambiental Sustentável Arquitetônica e Urbanística - REABILITA, Ed. Fundação Universidade de Brasília, 2009. Ricardo Silveira Bernardes (pp. 289-343).

VITRUVIO; Los Diez Libros de Arquitectura, (Titulo original: De Architectura), Alianza Editorial, Madrid, 1997.