domingo, 2 de octubre de 2011

Peter Behrens: o impulso lírico sobre a semiótica

Peter Behrens: o impulso lírico sobre a semiótica
Ensaio: Arq. Jorge Villavisencio

O arquiteto alemão Peter Behrens (1868-1940), talvez um dos arquitetos mais influentes da arquitetura moderna, penso que influencio diretamente aos grandes arquitetos mais jovens como Le Corbusier, Walter Gropius e Mies van der Rohe, entre outros, sem duvida teve uma “... evolução na concepção historicista, passando pela Arte Nova até a forma mais pragmática de Behrens. O arquiteto também concebeu tipos de letras para a AEG” (Tietz, 2008:23)
Talvez como primeiro questionamento matéria base deste ensaio poderia perguntar, Qual foi o pensamento de Peter Behrens na historia da arquitetura de pensamento moderno?, Qual foram sua participação e seus aportes na nos questionamento de pensamento vanguardista?


F.1 Peter Behrens – Fabrica de turbinas da AEG (1909) em Berlim – uma época banhada pela luz.
Fonte: Tietz (2008)

Talvez encontre em Behrens este conceito sobre um assunto tão importante para a arquitetura como é a semiótica, e inclusive pelo exposto por Tietz na referencia anterior ao querer impulsionar na AEG (Allgemeine Elektricitäts Gesellschafft) como uma espécie de marca nas suas tipologias de suas letras como “signo”, onde penso que poderia dar um verdadeiro rumo sobre o estudo da semiótica, tema deste ensaio. Como todos sabem a semiótica tenta encontrar os significado e o significante sobre os “signos”, esta ótica nos permite achar a “forma” como significante, e “conteúdo” como significado, talvez nos tenhamos aproveitado da própria semântica da palavra “semiótica” com o objeto de querer encontrar novas formas inspiradoras de argüições pré ou pôs meditadas que tenha como premissa vislumbrar aspectos que sejam inerentes para a arquitetura e o estudo da cidade.

Mais Behrens nos seus inícios já era considerado um artista plástico, mais pouco conhecido na arquitetura suas incursiones, seus trabalhos como designer teve também fundamentos importantes “Behrens estabeleceu de modo exemplar, a ligação entre a arte ou as artes aplicadas e a produção industrial – um dos objetivos da Deutscher Werkbund” (Tietz, 2008:23), como se sabe a escola de arquitetura que aprimoro esta grande idéia foi à escola alemã da Bauhaus.

Algumas definições feitas a Behrens forem feitas sobre sua arquitetura: “… a arquitetura de Beherns é leve e festiva, e utiliza a bicromia wagneriana para desmaterializar completamente as superfícies das paredes, tal como é o caso do Crematório de Delstern e no Pavilhão de honra da Exposição Werkbund em Colonia”. (Benevolo, 2009:376)
Desta forma que poderíamos entender a Behrens por sua lucidez sobre os seus conceitos de fazer e teorizar sobre a arquitetura, talvez o momento de transição dos estilos arquitetônicos – mais evidente que Behrens teve uma forte influência do estilo “Art Nouveau”, entendemos isso como uma base solida de projetação na formas e na estética da arquitetura, porque ao final de contasn falar da “estética” da arquitetura estamos falando da “filosofia da arte” que nem sempre é entendida de maneira objetiva, mais sempre quedara como prelúdio sua visão premonitória sobre seu subjetivismo das formas de ver a arquitetura.

F.2 Peter Behrens – Fabrica de tintas Hoechst (1920-1924) – a obra expressionista em tijolo aparente, vista interior.
Fonte: The Viking Press – New York (1969)

F.3 Peter Behrens – Fabrica de tintas Hoechst (1920-1924) – planta baixa.
Fonte: The Viking Press – New York (1969)


F.4 Peter Behrens – Fabrica de tintas Hoechst (1920-1924) – corte.
Fonte: The Viking Press – New York (1969)

Às vezes penso que “o mestre da luz” o arquiteto Louis Kahn (1901-1974) aquele da frase celebre: “não posso definir o espaço como tal sem a luz natural”, e só para lembrar que ele também tinha imbuído este pensamente historicista sobre a arquitetura clássica antiga, penso que poderia ter questões análogas ao pensamento de Behrens.
Para Peter Behrens a época como momento histórico teve influências diretas nos seu trabalho, “... espírito da época e saber traduzirem as exigências e os desejos dos seus clientes em formas arquitetônicas modernas” (Tietz, 2008:23), sem duvida de fazer uma arquitetura de pensamento vanguardista – que desse como resultado uma aceitação por parte de seus clientes como indica Tietz.

Também devemos ressaltar que Behrens foi Diretor da Escola de Arquitetura de Viena, sua passagem pelo seu lado academista, penso que este relacionado assim como a Bauhaus em conter trabalhos/projetos sobre as artes e ofícios, e inegável que sua visão sobre o ser de designers entrega para ele essa percepção de argüições límpidas de bom relacionamento com a arte de projetar na arquitetura, alguns o colocam a Behrens como um símbolo de “identidade coorporativa” – poderíamos entender isso como os ideais com bases solidas da Werkbund que tanto fez parte do pensamento desta escola de arquitetura, alias penso que de alguma forma ainda hoje a Bauhaus é um referente importante para o conhecimento da arquitetura, não só como historia da arquitetura, mais ainda (penso eu) que são aplicados certo princípios nas diferentes escolas de arquitetura do mundo, talvez ente imbuído esta percepção da “internacionalização” da arquitetura, que poderíamos traduzir hoje (visão posmoderna) como uma “arquitetura globalizada” não é.


F.5 Peter Behrens – Na busca da semiótica
Fonte: Tietz (2008)

Os trabalhos de Behrens esta relacionados com uma enorme quantidade de experiências em uso de “materiais e de técnicas construtivas”, alem e claro de seus conceitos sobre uma arquitetura popular sem artifícios, penso que o momento político na Alemanha era muito pretensioso em especial do movimento errado e desmedido nazista, e como todos sabemos foi um desastre, tanto assim que Behrens se afasta e termina morrendo da sua atuação de acadêmico e político no ano de 1940. Mais isso e outra historia, que de alguma forma trato de abstrair destes pensamentos, mais como nos sabemos a arquitetura é insolúvel das questões inerentes aos pensamentos sobre as problemáticas dos homens que criam e constroem pensamentos e cidades.
“O repertorio de Behrens está bem radicado na tradição de vanguarda, especialmente a Austríaca. Com tudo em suas mãos, as formas tradicionais são usadas com parcimônia e, distendendo-se em solenes composições monumentais...” (Benevolo, 2009:376). Gostaria de resumir este pensamento de Benevolo, poderíamos entender que como face início de toda época que foi “vanguarda” no tempo-espaço.

O processo de industrialização se inicia, e a procura de personagens como Behrens, Gropius e tantos outros, que tem conceitos na minha maneira de ver ate certo “ponto genial?”, faz que estas percepções e visões sobre a união das artes como os diferentes ofícios, cria perspectivas mais moderna e atualizada (claro para a época), talvez vista como uma “utopia” mais como base solida de ideal e ideal vanguardista, como tínhamos dito anteriormente “nem sempre entendidos pela sociedade no momento”, mais entendamos que toda ruptura o transição de pensamentos traz como conseqüências um “certo desordem de equilíbrio”, mais idéia deve ser essa, criar outras fontes inspiradoras que tragam como conseqüências outras visões e percepções de ver a arquitetura, e de forma são ações que quedam certas duvidas em que a semiótica e um dos elementos importantes, penso que existe em todo circunstância uma lírica de apreensão do entendimento do espaço criado por Behrens, e desta forma que nos imbuímos aos pensamentos deste arquiteto que fez e faz ainda como nexo histórico teórico-conceitual de uma arquitetura que sempre procura (na minha maneira de ver) outras percepções que possam gerar “avance”, que como todos sabem é um dos preceitos importantes da investigação cientifica.

Goiania, 2 de Outubro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografia
TIETZ
, Jurgen; História da arquitetura contemporânea, Ed. H.F. Ullmann, Tandem Verlag GmbH, 2008.
HOFMANN, Werner; KULTERMANN, Udo, Modern Architeture, The Viking Press Inc., New York, 1969.
FRAMPTON, Kenneth; História crítica da arquitetura moderna, Martins Fontes Editora, São Paulo, 2008.
BENEVOLO, Leonardo; História da arquitetura moderna, Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.

1 comentario:

  1. boa tarde, sou estudante de arquitetura, tenho uma maquete para fazer da fabrica EAG, alguém tem a planta com cotas, ou ela em escala? pois estou tento muitas dificuldades para encontra-la

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