viernes 27 de enero de 2012

Legorreta: uma arquitetura contemporânea com entusiasmo regionalista.

Legorreta: uma arquitetura contemporânea com entusiasmo regionalista.
Critica: Jorge Villavisencio




No final do ano de 2011 (30/12) morre o arquiteto mexicano Ricardo Legorreta (1931-2011), penso, que a arquitetura do México perde um dos mais importantes representantes da arquitetura contemporânea, poderia dizer que um dos importantes expoentes da arquitetura de América Latina, para alguns considerado como seu mentor o importante arquiteto mexicano Luis Barragan (1902-1988). Legorreta e aquele da frase celebre onde diz: “que a função principal da arquitetura – é fazer a gente feliz” (Ricardo Legorreta), sem duvida, com essa frase atua dentro da simplicidade de sua forma de ser. Há pouco tempo esteve com o franco-peruano arquiteto Enrique Ciriani, e também comento da necessidade no querer ter viabilidade da boa arquitetura, e que de alguma forma a gente se sinta felicidade, cabe ressaltar que tudo isso “é muito complexo” porque a arquitetura e o estudo da cidade nos levam as possíveis soluções a determinadas problemáticas, que nem sempre dão resultado esperado. Sempre haverá melhores alternativas inclusive nos projetos de Legorreta são passiveis a bons resultados, talvez uma de suas obras emblemáticas com bons resultados seja a tão citada obra do Hotel Camino Real de 1968 (ver imagem F.01) na cidade de México.

F.01 – Hotel Camino Real (1968) – Legorreta
Fonte: site oficial de Legorreta Ass.


Talvez Legorreta tenha como base não só a questão formal, mais sim os elementos estruturais que faz da convivência de uma parceria entre a questão espacial e a própria sustentação estrutural da obra. Mais acho que também este imbuído nas aplicações no seu entorno, vale a pena ressaltar que existe uma ligação intima na produção imperiosa do local/regional, atitudes como essa familiariza com os edifícios dentro dos padrões reconhecidos da própria cultura, que são assuntos tão importantes (assim penso) para o bom desenvolvimento e regate da paisagem. Um projeto que não se vincula com as necessidades culturais, tem muita probabilidade de ter baixos resultados dentro do entorno urbano, um projeto às vezes tem como aderir aspectos com relevâncias “monumentais” que é uma das características de Legorreta, atrelar edifícios com a vida cultural da cidade facilita um maior entendimento entre as partes, o dialogo fundamenta a boa arquitetura, alem que considero que seja mais expressivo.


Mais devo deixar claro que não devemos concordar com todo o dito (ou expressado neste texto), considero importante e necessário discordar em diversas colocações que possa ter em relação com a arquitetura de Legorreta, talvez não concordando (já que trata de uma critica) possa encontrar “novas fontes que inspirem novas considerações”, sejam estas tecnológicas, funcionais e inclusive ate estética, a importância da arquitetura é que convive com esta realidade, e não como ocultar situações que fazem parte da vida e da produção de um arquiteto, a arquitetura e tão complexa que temos por obrigação utilizar pensamentos ornados na disciplina da filosofia, que nem sempre dão resultados, mais como diz a jovem filosofa brasileira Márcia Tiburi – a filosofia não resolve nada, mais abre novos horizontes ou alternativas onde possam encontrar outras formas de entender e simplificar nossas vidas.

F.02 – Edifício Terracota (2011) – Legorreta
Fonte: site oficial de Legorreta Ass.


Para Legorreta suas obras tinham uma relação e paixão pela cultura mexicana, tanto assim que ele declara nas varias entrevistas que forem feito na sua vida, e claro da rica cultura mexicana tem muita amplitude, estou me referendo ao passado préhispânico, penso que também influencio a Barragan e Villagrán, como tinhas explicado anteriormente ambos arquitetos influenciam a Legorreta. Talvez por seu trabalhado, e das boas relações em outros países inclusive no Brasil (ver imagem F.03) teve nele um renome internacional, e claro por apresentar obras que tenham repercussão internacional, mais nem sempre com o caráter “monumental” ou de “poder” como é qualificado a Legorreta.


F.03 – Residência em Itacaré – Bahia (2010) – Legorreta
Fonte: site oficial de Legorreta Ass.


Podemos interpretar que seus trabalhos têm características natas de uma arquitetura moderna com alcances internacionais, aproveita bem a paisagem local e a translada para como uma arquitetura de “poder”, que era parte da historia dos CIAM. O uso do concreto armado nos entrega esta característica – centro de seus trabalhos – uma boa consonância da estrutura com a estética da edificação, alem da boa proposta de cores nas suas edificações, cores cálidas e claras nos dão pinceladas de sua personalidade de vivencia e da paisagem. Considero que sua percepção com sua integridade vivida têm uma relação com sua arquitetura.


Legorreta, possuído e identificado com uma arquitetura que procura lugar – pertencia – nem sempre todos seus projetos tem essa virtude, o ambiente e o edifício têm que realizar condutas amigáveis, isso é: que o edifício além que faz parte da cidade tem considerações “harmônicas”, a poesia se faz presente, numa articulação espacial, formal, às vezes os recursos utilizados nas questões funcionais, participam da estética do edifício, este e o caso do Edifício do Interbank de Lima (2000-2001) de Hans Hollein, onde existe um volume em suspenso, neste setor funcional restringido não participam outras áreas, como separar um campo de trabalhos especifica, mais este quando e visto por fora o balanço, cria peculiaridades espaciais, a “utilidade da função na questão formal, isso é consonância da arquitetura de uma edificação.

“As mega formas concebidas como cidades em miniatura também podem ser usadas para enfatizar a estrutura da topografia existente e estabelecer lugares identificáveis. O arquiteto mexicano Legorreta demonstrou essa abordagem em diversas ocasiones, desde a formação escalonada de seu Hotel Camino Real em Ixtapa, com vista a praia (1981), ate a montadora Renault que ele construiria em 1985.” (Frampton, 2008:427-428)




F.04 – Hotel Monterrey – México (2007) – Legorreta
Fonte: site oficial de Legorreta Ass.

“Como em muitas outras coisas, o regionalismo em Latinoamerica expressa diversos “regionalismo”, mais sempre tem vigente o componente do ambiente, a paisagem, e a história, os materiais e o modo de vida local, estes como dados básicos de seu desenho.” (Gutierrez, 1998:112)


Sem duvida o carisma de Legorreta afirma uma conduta extrovertida - com princípios de fazer, não só arquitetura, penso que sua arquitetura foi seu “meio de expressão”, mais seu dizer, considero que é mais importante – a vida comum e feliz. Talvez a escola do México e de Latinoamerica possa entender a proposta de Legorreta, penso que nos deixa esse recado, simplicidade das formas, integração da paisagem como o edifícios, percepção aguda de uma arquitetura do passado que pode transformar-se numa arquitetura do presente.


Goiânia, 27 de Janeiro de 2012.
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografia
FRAMPTON
, Kenneth; Historia crítica da arquitetura moderna, Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2008.
GUTIERREZ, Ramón (org), Arquitectura Latinoamericana en el siglo XX, Epígrafe S. A. Editores, UPRP-Lima, 1998.

Outras informações:
http://legorretalegorreta.com/




http://www.archdaily.com.br/18732/ricardo-legorreta-1931-2011/



miércoles 11 de enero de 2012

Souto de Moura e seu Pritzker 2011

Souto de Moura e seu Pritzker 2011
Critica: Arq. Jorge Villavisencio


O arquiteto português Eduardo Souto de Moura (1952-) foi laureado no ano de 2011 com o Premio Pritzker, quem outorga o prêmio e a Fundação Hyatt, nos Estados Unidos de Norte América. Sem duvida a arquitetura de Souto de Moura e merecedora de tal prêmio. Mais o motivo desta critica e de encontrar alguns aspectos que sejam relevantes dentro de sua arquitetura que poderá de alguma forma nos levar as conotações que poderiam ser importantes nos aspectos tecnológicos, funcionais ou formais.

F1 – Burgo Tower (1991-2007) Porto – Souto de Moura
Fonte: site oficial.


Um dos aspectos que chama a atenção e que a Universidade do Porto e segunda vez que é galardoada com o Pritzker, o primeiro foi o Alvaro Siza Vieira no ano de 1992, e agora Eduardo Souto de Moura no 2011, penso que deve ser destacado, como nos sabemos não é comum que sejam premiados pela mesma academia FAU., e claro sabemos da importância do premio no cenário internacional. Só para lembrar que Brasil tem a Oscar Niemeyer (1988) e Paulo Mendes da Rocha (2006).

No caso das torres de Burgo, Souto de Moura tenta ter um dialogo não só entre ambos dos dois edifícios um mais no sentido vertical e outro no horizontal de formas puras, mais encontram uma relação com a cidade, “... a glacialidade abstrata do dicionário da critica arquitetônica e haver criado uma familiaridade, uma sensação de intercambio, uma relação humana entre a arquitetura e o homem.” (Zevi, 2009:163-164). Mais consideramos o obvio, onde seu referencial seja em Mies van der Rohe onde pensamos que este presente no seu comportamento projetual.


F2 – Museu de Historia Paula Rego (2000-2003) Porto – Souto de Moura
Fonte: site oficial.

A obra do Museu Paula Rego, penso que alem dos aspectos formais, claro de foram ostensiva piramidal, tem uma relação com a proposta na paisagem, às vezes a liberdade de expressão, alem é claro como fruto de um projeto que queira levar antecedentes do passado, como proposta da historia imbuída dentro do edifício.
Também os espaços vazios que se dão dentro dos edifícios valorizam os espaços vazios, devo esclarecer que é importante para arquitetura dar “prioridade” aos espaços vazios desta forma alem que valoriza os aspectos estéticos formais, entrega “respiro” entre as edificações. Penso que Souto de Moura valoriza este fato.


F3 – Museu Paula Rego (2000-2003) Porto – Souto de Moura
Fonte: (GTNo.3-4°P-FAU:2011A)

Penso que as cores apresentadas no museu estão atreladas na questão da terra, talvez uma concordância com o meio ambiente onde esta locada a obra, alem claro do contraste entre os cheios e vazios da obra.

Sobre a obra do Estádio de Braga, “É uma obra, por um lado, de grande originalidade e, por outro, de grande sabedoria, no sentido em que é uma obra em que transparece o conhecimento da história da arquitetura.” (Souto de Moura – no GTNo.3-4°P-FAU:2011A) Sobre isso queria colocar o seguinte no cabe duvida que a historia da arquitetura nos entrega “referentes” que nos permitem enxergar atitudes conotativas tanto funcionais como estéticas, em resumo questões espaciais, sempre foi assim, quando a gente analisa ou critica uma determinada obra a tendência e procurar atitudes de comportamento espaciais ou culturais que possam ser aproveitadas no futuro, as vezes com formato historicista ou não. Também pode agregar o fato das questões das “tecnologias” que forem utilizadas no tempo-espaço a evolução das mesmas tem ingerido nos processos de projetação, claro desta forma a arquitetura tem mudado com mais possibilidades tectônicas.


F4 – Estádio de Braga (2000-2003) Portugal – Souto de Moura
Fonte: site oficial.

“Uma obra que possuí beleza própria, que preenche todo um lugar, com linhas definidas, composições puras, como na lateral da arquibancada que tem como forma um triângulo” (GTNo.3-4°P-FAU:2011A). Considero que as formas puras são importantes para a arquitetura, o filósofo Platão já tinhas dito para nos que tais formas (neste caso o triangulo) são reconhecidas pelas nossas mentes – as formas platônicas já fazem parte da nossa convivência da análise formal espacial, mais também considero que a forma triangular tem considerações estruturais no Estádio de Braga, desta forma mantenham um equilíbrio entre os esforços dos momentos vetores, penso que no caso deste projeto alivia de alguma forma a massa construtiva – aliviar o peso através dos aspectos formais tem essa virtude que nem sempre e possível. Também nesta obra tem uma sedução na reinterpretação de uma lógica construtiva alem e claro do contexto do lugar que faz parte do ato projetual de Souto de Moura. As pesquisas realizadas por ele têm essa virtude de poder visualizar diferentes aspectos em especial nos materiais que deverão ser aplicadas nas suas obras, não e a toa como tínhamos falado no inicio que suas raízes de Mies van der Rohe onde diz: “que deus esta nos detalhes” – sem duvida isso se aplica aos pensamentos de Souto de Moura, como tínhamos dito no inicio na obra da Burgo Tower.


F5 – Casa de Cinema (1998-2003) Porto – Souto de Moura
Fonte: site oficial.

Também existe em Souto de Moura uma poesia que tem consonância com o lugar, o entrelaçado com o espaço construído sugere ate certo ponto certas dicotomias que nem sempre se entendem, mais surgem brechas entre a paisagem e o edifício como foi sugerido no Estádio de Braga e a pedreira existente que é a realidade, mais como o “homem” como centro das atenções para quem foi erigido o edifício tem uma relação direta como a paisagem.

No caso da obra da Casa de Cinema do Porto penso que existe uma relação com a necessidade e visão de cidade esta atrelado ao sucesso da obra, “O prédio abrigara uma pratica adequada a uma idéia, e é fundamental que ela seja a coletividade e exista em forma precisa.” (Milanesi, 2003:201)
Penso que obras que levam imbuído questões culturais – com valores agregados – às vezes nem sempre bem entendidos, porque a “ação cultural se faz parte de um grupo e de jeito maneira pode ser solitária”, referentes culturais assim como o movimento de Stilj da arquitetura moderna trouxe comportamentos arquiteturais com atitudes imaginais, os neoplasticistas derem fundamento na importante Escola da Bauhaus alemã, às vezes instrumentação cultural leva a sociedade ate certa forma a questões que vão alem, e também um certo ar de “hedonista” que claro a busca constante do ser humano e busca de isso, “Embora busca de prazer possam parecer um conjunto arbitrário de indulgencias sugeridas, existe, é claro, um método e um significado mais amplo...” (Flocker, 2007:83) Podemos entender que a cultura ou neste caso o edifício dedicado para a cultura possa nos entregar esse prazer, as vezes mascarado, as vezes de forma direta. Talvez a obra da Casa do Cinema de Souto de Moura tenha despertado certa integração de pessoas, penso que é importante para o processo arquitetural, como também a para a vida útil do arquiteto que de forma consciente tem aderência com a vida pluralizada.

Goiânia, 11 de Janeiro de 2012.
Arq. Jorge Villavisencio



Bibliografía


MONTANER, Josep; Después del movimiento moderno: Arquitectura de la segunda mitad del siglo XX, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 1999.
MILANESI, Luís; A Casa da Invenção, Ateliê Editorial, Cotia – São Paulo, 2003.
ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.
FLOCKER, Michael; Manual do Hedonista: dominando a esquecida arte do prazer, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2004.
(GTNo.3-4°P-FAU:2011A); Grupo de Trabalho sobre o Tema: Eduardo Souto de Moura; membros do GT No.3: Andréia Vendrusculo, Carolina Guimarães, Cintya Cristina, Bruna Marra, Janira Espíndola, Jairo Barbosa, Raisa Moreira; sobre orientação do Prof. Jorge Villavisencio da disciplina Historia, Teoria, Critica da Arquitetura IV, da Escola do Ambiente (4 período-2011A) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UNIEvángelica, Anápolis, 2011.


Outras informações:
http://porto24.pt/vida/28032011/souto-de-moura-faup-celebra-o-seu-segundo-pritzker-uma-coisa-extraordinaria/


(Jorge Villavisencio – 28/Março/2011 – Porto, Portugal)



http://www.iabgoias.com.br/list_noticias.asp?id=86


(Jorge Villavisencio – 30/Março/2011 – Goiânia, Brasil)

martes 27 de diciembre de 2011

Arquitetura: redes, imagens e o imaginário

Arquitetura: redes, imagens e o imaginário
Arq. Jorge Villavisencio



Neste ultimo escrito do ano de 2011, tenho preparado o presente texto sobre os conceitos sobre as imagens e redes web estas relacionados com a arquitetura, mais quero esclarecer que o estudo da arquitetura e o estudo das cidades não só são analisadas através de imagens tem muitos mais assuntos que vem com uma alta complexidade como é a arquitetura, então queda como premissa o que se pode orientar/entender através das imagens (fotografias) que de fato nos tem ajudado a reconstruir a historia da arquitetura e urbanismo (as vezes com fatos iconográficos ver imagem do MUSAC embaixo), mais ao mesmo tempo agrega conotações importantes, que em certos casos podem-nos levar a entender a questão do imaginário que nos imbui a percepções arquitetais. Sem duvida a “redes” nos ajudam a criar uma mobilidade (principio da modernidade) contida nas novas tecnologias de informação e comunicação – NTIC.


“... no resgate da memória da iconografia na arquitetura.” (J. Villavisencio)
MUSAC – Museu de Arte Contemporâneo de León – arquitetos Mansilla & Tuñon

Hoje em dias as redes sociais têm ocupado grande espaço no convívio das pessoas, inclusive não só como comunicação, mais penso que pode ir alem, talvez (em poucos casos) possam gerar certas “opiniões de massa” desta forma podem criar novos comportamentos.

“... as formas puras platônicas com continuidade.” (J. Villavisencio)
Escritórios Galieé – Ateliê Bellencourt arquitetos – Toulouse, Fr.

Como sabemos a oposição e dialogo entre o irracional e o racional tem acompanhado nossas formas de pensar desde suas raízes mais antigas entre o ocidente e o oriente. Mais a razão de pensamento ocidental, e ideograma chinês “ku” cujo significado e a mesma “racionalidade”, como e óbvio a razão constitui um processo “comunitário”, em poças palavras estamos de acordo de determinadas condições com pluralidade de pensamento – o seja “acordo comum”.


Si ao ter racionalidade é tecer um emaranhado de idéias que podem convertesse em ideais comuns, (novamente acordo comum) que podem ser percursos, alternativas, entradas, saídas, árvores, conexões, comutações, sincronizações. O homem contemporâneo intercambia lugares, sensações, costumes e aprende a acionar e re-acionar de acordo com seu movimento. E não tem como não entrar na esfera da WEB – Word Wide Web, que na realidade se apegam varias “redes sociais” (neste caso utilize o Facebook) donde se emite opinião/critica de determinado assunto (devo dizer que nosso foco esta na arquitetura e na construção de cidades – urbanismo) e desempenhe algumas visões como resultado em sinergias de relação das imagens apresentadas, muitas delas (algumas estão neste texto) possibilitou ter feedback de determinadas imagens de alguns edifícios contemporâneos. Mais para que o estudo tivesse solides a “resposta” teve que ser contundente, e quase se apresenta (realimentação) no maximo dentro das 24 horas.


“... lugar dedicado a experimentação e criação artística.” (Montaner, 1999:59)
“Neste projeto do Centro Aquático de Londres (2011) da importante arquiteta iraniana Zaha Hadid (1950-), faz lembrar-se da obra do Terminal da TWA do aeroporto John Kennedy (1956-1962) de New York do arquiteto Eero Saarinen.” (J. Villavisencio)


O alucinante da rede – web no seu momento e que tenta mostrar nossa orientação ou nossa desorientação detrás de oposições de racionalidade ou irracionalidade – claro estes se configuram dentro do espaço-tempo contemporâneo, então de jeito maneira são atemporais.


Determinada ação de segmentação pode ter verificado no seu retumbo e interação, nem sempre utiliza determinada lógica – a pesar que a “Lógica” se haja convertido num fato no mundo contemporâneo, que de forma múltipla e de meticulosa metodologia é utilizada. Mais este depende de nosso razoamento lógico de terminada situação do qual no podemos abocar em expressar, às vezes com impulsos do momento, como nos sabemos depois da “reflexão” de determinada opinião/critica pode acontecer reverberação do dito, muitas vezes de forma acertada, mais outras de forma desacertada, penso que no uso da WEB (em alguns casos poucos instantes/segundo) não nos da o tempo para emitir determinado “dito” a necessidade de que seja mais reflexiva e aprimorada e menos apresada.


“... não tem duvida que o MAC de Niterói seja privilegiado pela sua paisagem natural...” (J. Villavisencio)
Museu de Arte Contemporâneo – MAC de Niteroi – RJ. de Oscar Nimeyer.

No movimento “construtivista” (sem duvida que tem influído ate hoje) que se inicia no ano 1921, que na realidade concreta a agilidade e a dinâmica da “revolução” – tensão, energia, flexibilidade, como e no caso da arquitetura: o ótimo uso dos materiais, a ausência do todo elemento supérfluo, que no resumo é o esquema de uma construção e da combinação de linhas de planos de formas estas claro definidas por um esquema de forças. Organização, esquemas, combinação, sistemas, claro todas estas de forma explicita, o construtivismo se auto-define dentro da linguagem arquitetônico, que se entronca dentro das redes com “redes universais”.

... adições formais de uma arquitetura contemporânea” (J. Villavisencio)
Museu Salvador Dali – Florida, USA – arquitetos Hok + Bek

Mais vivemos profundamente incrustados em meio de uma quantidade enorme de informação, já descrevia B. Skinner ao dizer que a gente tem uma quantidade de informação, e só depois da “reflexão” esta se tornaria conhecimento: Mais sem duvida chegamos a ter reação de determinada situação arquitetônica estas claro através de enormes redes múltiplas associadas as novas tecnologias – NTIC.


O anedótico e também o descritivo (nas imagens) que puramente e local ate folclórico, mais é uma forças maiores no final do século XX e nos inícios do século XXI, o qual está imbuído nos processos de “abstração” – distanciamento e re-localização dos particulares, reconfiguração dos detalhes e redistribuição das formas – liberam criatividade. Ate o imaginário faz parte do pensamento contemporâneo, mais considero que deve “anunciasse” com sutileza, forca de expressão já seja na própria imagem apresentada – mais sem duvida acompanhada de alguma “teoria” que leve a uma reflexão mais esmerada.


Goiânia, 27 de Dezembro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografia
JOHNSON
, Steven; Sistemas emergentes: O qué tienen en común hormigas, neuronas, ciudades y software, Fondo de Cultura Económica, México D. F., 2003.
VELARDE, Héctor; Historia de la Arquitectura, Fondo de Cultura Económica, México D. F. {1949}, 2004.
ZALAMEA, Fernando; Ariadna y Penélope: Redes y Mixturas en el Mundo Contemporáneo, Ediciones Nobel, Oviedo, 2004 (Capítulo IV – Redes pág. 119-149)


jueves 1 de diciembre de 2011

Zaha Hadid e sua inquietude sobre a arquitetura

Zaha Hadid e sua inquietude sobre a arquitetura
Critica: Arq. Jorge Villavisencio



A arquiteta iraquiana Zaha Hadid (1950-) tem muitas peculiaridades, mais de fato falar de sua arquitetura gera certa “inquietude”, penso que faz parte da maneira que ela projeta, na presente critica veremos algumas de suas obras que sem duvidas já faz parte do pensamento contemporâneo de fazer arquitetura, e claro de suas influencias nas condiciones presentes.

F001 – Fire Station (1993) Alemanha – Zaha Hadid
Fonte: H. Binet


Como todos sabem Zaha Hadid e a única arquiteta em ter recebido (2004) o importante premio da arquitetura o Pritzker, mais também foi laureada por outros Prêmios como: 1982 vencedora do Concurso para "The Peak", Hong Kong, 1994 Vencedora do Concurso, Cardiff Bay Opera House, Cardiff, País de Gales, 1997 Vencedora do Concurso, MAXXI: Museu Nacional de Arte XXI Century, Roma, 2000 Pavilhão Serpentine Gallery, em Londres e Membro honorário da Academia Americana de Artes e Letras. Membro honorário do Instituto Americano de Arquitetura, 2003 Prêmio Mies van der Rohe para Honheim-Nord Terminus, 2005 Designer do Ano, Design Miami. RIBA Stirling Prize Finalista, pelo BMW Edifício Central, 2006 RIBA Prêmio Jencks. Prêmio American Institute of Architects (UK). Finalista do Prêmio Stirling RIBA, Phaeno Science Center. (GTa4P-FAU:2011B)


Minha primeira reflexão vai dirigida ao fato de ser a única mulher ao ter o Pritzker, si bem e certo que não tem muitas mulheres que forem candidatas ao premio- sim queda a duvida não é?
Mais a incursiones da arquiteta Hadid não só na arquitetura tem uma capacidade para as artes plásticas como da escultura, que de fato se entrega a uma plasticidade, inquietude e risco e o que faz parte de sua arquitetura.


Claro estas são alguns menções. Sem duvida e uma artista de ações pluralistas – sua arte não se limita na arquitetura, uma arquiteta que este imbuída nas artes plásticas, considero que seu intuição sobre as diversas artes tenha como base a escultura. Como podemos apreciar na (imagem F001) podemos ter referencias da obra do mestre Niemeyer na obra do Cassino (1942) na Pampulha, inclusive em algumas referencias foi dito que “Hadid tem referentes de Niemeyer” (Frampton, 2008), mais devo esclarecer não da arquitetura brasileira – só na arquitetura individualista e da plasticidade que faz parte das extensas obras do mestre Oscar Niemeyer.


F002 – LFone (1999) Alemanha – Zaha Hadid
Fonte: H. Binet


Na (imagem F002) vemos o extenso caminho de acesso – na arquitetura e chamada de “promenade” suas formas estilizadas que faz parte dos projetos de Hadid, mais devemos esclarecer que este recurso bastante utilizado na arquitetura moderna, é uma das formas de encontrar de a maneira lúdica em análise espacial e contexto na arquitetura. Como também de esta visão “suprematista” talvez como uma visão do “neo” mais como referente muito firme do cubismo e do movimento Dada.


F003 – Sky Jump (2002) Austria – Zaha Hadid
Fonte: H. Binet


O aspecto “escultural de Hadid” (Frampton, 2008:435) e de suas primeiras pratica no OMA especificamente da arquitetura de Rem Kolhaas esta na suas obras, e claro influenciam na sua arquitetura, mais penso que existe uma precisão muito matemática e fazer seus objetos, talvez pelos seus estudos iniciais na Universidade Americana de Beirute, de fato e importante já que o fruto da própria mesma geometria tem base nas matemáticas, só como exemplo na obra (ver imagem F003) do Sky Jump, porque definitivamente alem do equilíbrio, precisão, estética da obra, podemos também analisar seu uso/função, claro entendamos que a força da gravidade o estudo mesmo faz que seja uma especialidade – claro que é atendida com amplitude por Zaha Hadid.


F004 – Phaeno Science Center (2005) Alemanha – Zaha Hadid
Fonte: site oficial Zaha Hadid


São varias características atribuídas a Hadid, mais sua essência espacial este no suprematista imbuída no russo Malevich que sintetiza dizendo “no puro sentimento” em uma sociedade de artistas que tentam de alguma forma de ser “vanguardistas” e talvez com intuição utopistas que hás vezes incompreendidas ou pouco entendidas hoje, mais no raciocínio de Sir Tomas More (sec. XVI) é possível. Para Hadid a idéia de “desmaterializar” este presente em quase todas suas obras, apresentarem uma arquitetura hibrida (baseadas nas teorias do caos) – penso, que esta no seu conceitos proeminentes da arte (devo esclarecer que a arquitetura é arte), mais como tinha dito no inicio Hadid a “inquietude” , formalista recreia nossa mentes, e claro nos influencia nas nossas forma de pensar e atuar principalmente para o homem comum, imaginem para os que tentamos em teorizar sobre a arquitetura.


F005 – Edifício BMW (2005) Alemanha – Zaha Hadid
Fonte: (GTa4P-FAU:2011B)


Nas “Teorias do Caos” (estética relativa, geometria factual não euclidiana, domínios múltiplos, etc.) geram novas tendências de fazer arquitetura a visão do “ciberespaço”, assim como das novas tecnologias como da “computação gráfica”, penso que influenciam a Zaha Hadid, um domínio que é feito pela sua equipe, claro como diz atribuídos nos inícios no escritório do OMA, mais ao se desligar no ano de 1980 acha seu visão formalista e funcionalista, mais nem sempre chega ao desejado porque penso que existe uma “experimentação” que esta presente na sua arquitetura.


F006 – Escultura – Zaha Hadid
Fonte: (GTa4P-FAU:2011B)


A plasticidade (ver F006) vê que apresenta essa experimentação – formas amorfas que ao mesmo tempo geram visões lúdicas de entretenimento visual - comentava com alguns colegas si seria apropriado utilizar a palavra (mais vai aí) “puxenta” – algo assim como uma elasticidade que pode ter varias formas ao mesmo tempo, claro sem uma questão definida, mais assume riscos nas questões espaciais, tenho percebido que as teorias conceituais de outros arquitetos com Mais van der Rohe, Le Corbusier, Kolhaas inclusive ate mesmo Niemeyer “Zaha se aproxima de Oscar Niemeyer na medida em que ambos compartilham um certo destemor no seu trabalho e ambos não têm medo do risco que vem, inevitavelmente, com seus respectivos vocabulários de formas visionárias” (GTa4P-FAU:2011B)


F007 – Centro Aquático, Londres (2011) – Zaha Hadid
Fonte: site oficial Zaha Hadid


Neste projeto do Centro Aquático de Londres (2011) da arquiteta iraniana Zaha Hadid (1950-), faz lembrar-se da obra do Terminal da TWA do aeroporto John Kennedy (1956-1962) de New York do arquiteto Eero Saarinen, “... lugar dedicado a experimentação e criação artística.” (Montaner, 1999:59)


Si bem e certo que Hadid se aproveita dos pensamentos da arquitetura moderna, quer dizer como “inicio e não finalidade”, já que deixa um certo racionalismo aproveitada de sua usual criatividade de própria “inquietude” que esta presente em quase todas suas obras. Mais sair de inteiro do racionalismo sabe muito bem que não é possível, só para lembra da obra do Centro de Artes Contemporâneo de Cincinnati em Ohio (2003), uma obra atrelada aos conceitos ate certo ponto dogmáticos de Le Corbusier, claro em referencias a seus cinco princípios lecorbusianas.


F008 – Centro Jesolo,Itália (2010-2014) – Zaha Hadid
Fonte: site oficial Zaha Hadid


Penso que apesar de tentar de desvincular-se do pensamento moderno, e entrar de cheio no pensamento contemporâneo, mais antes devo esclarecer que o pensamento moderno “tinha um projeto” e se ser contemporâneo e a “busca de algum projeto”, que é um assunto muito diferente, mais “Quer se queira, quer não, assistimos a uma profunda alteração na consideração na arte relativamente à vida. Aristóteles podia afirmar que não é possível escrever um drama sobre homens comuns, e que é necessário criar personagens de escala...” (Zevi, 2009:199)


F009 – Thyseenkurpp, Alemanha (2006) – Zaha Hadid
Fonte: site oficial Zaha Hadid


Como podemos apreciar acima na obra do Thyseenkurpp (ver imagem F009) os aspectos tecnológicos estão presentes e inclusive nas suas decisões formais, uma estética que em minha opinião gera progresso tecnológico, mais pouco humanizante, pareceria que esta um pouco distante do próprio “ser”, mais ser contemporâneo e pensar na tecnologia “Estamos sem duvida embrulhados numa grande revolução tecnologia, ...foi uma serie de avances tecnológicos que combinarem para produzir o cambio decisivo na capacidade humana de dominar os fluxos de energia.” (Johnson, 2003:100-101)


E desta forma que podemos interiorizar nossos pensamentos contemporâneos, uma fluidez de energia dita por Johnson - “o domínio da tecnologia”, não é uma tarefa fácil mais sem duvida treinar, capacitar e, sobretudo “criar outras formas” é novos manifestos muito atuais, muito contemporâneos, de ajustar nossa forma de pensar e atuar, uma rebeldia que este presente nas teorias do caos.


Como tínhamos dito anteriormente ser contemporâneo é a busca incessante de um projeto especifico, como foi o pensamento moderno: razão, calculo, avance, limpeza, liberdade...etc., são elementos que norteiam nossas forma de pensar, talvez pensar e atuar contemporaneamente seja pensar com sustentabilidade, seja esta de forma pluralista, o uso da tecnologia no sentido amplo da palavras “ser tecnológico” seja em si nosso modus vivendi, penso que a arquiteta Zaha Hadid nos leva a uma reflexão de profundidade esmerada, que é expressada na sua arquitetura, arriscar e inquietar nas suas formas são fatos percebidos na tecnologia e nos aspectos formais.


Goiânia, 01 de Dezembro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio



Bibliografia


MONTANER, Josep; Después del movimiento moderno: Arquitectura de la segunda mitad del siglo XX, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 1999.
FRAMPTON, Kenneth; Historia da critica da arquitetura moderna, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008.
TIETZ, Jürgen; Historia da arquitetura contemporânea, Editora h.f.hullmann, Colônia, 2008.
ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.
JOHNSON, Steven; Sistemas emergentes: O qué tiene en común hormigas, neuronas, ciudades y software, Fondo de Cultura Económica, México D. F., 2003.
(GTa4P-FAU:2011B); Grupo de Trabalho sobre o Tema: Zaha Hadid; membros do GT: Ana Júlia Rodrigues; Ângela Nagamori; Daniel Morais; Gabriela Duarte; Juliano Victor; sobre orientação do Prof. Jorge Villavisencio da disciplina Historia, Teoria, Critica da Arquitetura IV, da Escola do Ambiente (4 período-2011B) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UNIEvángelica, Anápolis, 2011.


jueves 24 de noviembre de 2011

Paraná na Exposição Brasileira em Barcelona 2011

Neste ano foi solicitado pela Presidência do Instituto de Arquitetos do Brasil arquiteto Gilson Paranhos para indicar algumas obras “representativas” de diversos Estados brasileiros. O arquiteto e historiador Prof. Irã Taborda Dudeque apresenta estas cinco obras de seu Estado Paraná. Como e obvio muitas obras podem ser representativas, mais muito depende da escolha da percepção que possa ter o expositor de determinada obra, tarefa que não considero que seja fácil, mais sem duvidas penso que Dudeque tem uma intuição esmerada em relação à arquitetura e o urbanismo paranaense, vejamos que tem a dizer.

Goiânia, 24 de Novembro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio


Paraná na Exposição Brasileira em Barcelona 2011
Por Arq. Irã Taborda Dudeque


Seguem as cinco obras representativas de Curitiba, para a Exposição Brasileira em Barcelona 2011. Vou na linha do Villavisencio: "apesar de que existem outras obras importantes, penso que na escolha sintetiza o “espírito evolutivo” arquitetônico e urbano".


Residência Frederico Kirchgässner (1930)

F.001 – Residência Frederico Kirchgässner (1930) – Curitiba
Fonte: Irã Taborda Dudeque


1930: Residência Frederico Kirchgässner: a atualização da cidade em relação ao que acontecia na Europa, um curioso exemplo do expressionismo alemão e, ao mesmo tempo, um repúdio às teses nazistas de que o telhado plano era uma invenção de judeus comunistas. E havia muitos nazistas em Curitiba... Aliás, a casa do Kirchgassner é contemporânea da produção do Warchavchik, mas não tem nenhuma relação com ela. Toda a bibliografia e as referências de Kirchgässner eram alemãs, Berlim-Curitiba, sem escalas no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

(versão em espanhol)
1930: Residencia Frederick Kirchgässner: la actualización de la ciudad en relación a lo que sucedió en Europa, un curioso ejemplo de expresionismo alemán y al mismo tiempo, un rechazo de la tesis nazi de que el techo era un invento de los judíos comunistas. Y había muchos nazis en Curitiba... De hecho, la casa Kirchgassner es contemporánea de producción Warchavchik, pero no tiene nada que ver con eso. Toda la bibliografía y referencias Kirchgässner eran alemanes, Berlín-Curitiba, sin pasar por Río de Janeiro o São Paulo.

Edifício da Petrobrás (1968)


F.002 – Edifício da Petrobrás (1968) Rio de Janeiro dos arquitetos José Sanchotene, Luiz Forte Netto, Roberto Luís Gandolfi, Abrão Assad, José Maria Gandolfi e Vicente de Castro.
Fonte: Irã Taborda Dudeque


1968: Petrobrás. O edifício está no centro do Rio de Janeiro. Mas foi criado por uma equipe de arquitetos atuantes em Curitiba: José Sanchotene (nosso caríssimo colega de COSU), Luiz Forte Netto, Roberto Luís Gandolfi, Abrão Assad, José Maria Gandolfi e Vicente de Castro. Como professores do curso de arquitetura da UFPR, eles determinaram grande parte do debate arquitetônico na cidade.


F.003 – Edifício da Petrobrás (1968) Rio de Janeiro dos arquitetos José Sanchotene, Luiz Forte Netto, Roberto Luís Gandolfi, Abrão Assad, José Maria Gandolfi e Vicente de Castro.
Fonte: Jorge Villavisencio


(versão em espanhol)
1968: Petrobras. El edificio está en el centro de Río de Janeiro. Sin embargo, fue creado por un equipo de arquitectos que trabajan en Curitiba: José Sanchotene (nuestro querido colega COSU), Fort Luiz Netto, Luis Roberto Gandolfi, Assad Abram, Gandolfi y José María Vicente de Castro. Como profesores de arquitectura UFPR, determinaron la mayor parte del debate arquitectónico en la ciudad.

Teatro Paiol (1971)


F.004 – Teatro Paiol (1971) – Curitiba
Fonte: Irã Taborda Dudeque


(versão em espanhol)
1971: Teatro Paiol. O edificio original é da primeira década do século XX. Estava afastado da cidade porque era um armazém de pólvora. Jaime Lerner, em sua primeira gestão, transformou-o num teatro. Um espaço tipo César Dorfman, para jazzistas e mpbzistas. Vinicius de Moraes inaugurou o teatro. A história abre o meu livro "Nenhum dia sem uma linha".


F.005 – Teatro Paiol (1971) – Curitiba
Fonte: desconhecida


1971: Teatro Paiol. El edificio originalmente es la primera década del siglo XX. Estaba fuera de la ciudad, ya que era un almacén de pólvora. Jaime Lerner, en su primer mandato, lo convirtió en un teatro. Un lugar tipo César Dorfman, el jazz y mpbzistas. Vinicius de Moraes inauguró el teatro. Su historia abre mi libro "Nenhum dia sem uma linha".

Pavilhão Jacques Cousteau (1992)



F.006 – Pavilhão Jacques Cousteau (1992) – Curitiba de Domingos Bongestabs
Fonte: Irã Taborda Dudeque


1992: Pavilhão Jacques Cousteau, de Domingos Bongestabs. A tentativa de dar um uso social para pedreiras desativadas. E houve gente que queria transformar aquele sítio em depósito de lixo hospitalar...


F.007 – Pavilhão Jacques Cousteau (1992) – Curitiba de Domingos Bongestabs
Fonte: Irã Taborda Dudeque



(versão em espanhol) 1992: Pabellón Jacques Cousteau de Domingos Bongestabs. El intento de dar un uso social de los canteros de piedras. Había gente que quería convertir ese sitio vertedero de basural de detritos hospitalario...

F.008 – Pavilhão Jacques Cousteau (1992) – Curitiba de Domingos Bongestabs
Fonte: Irã Taborda Dudeque


Museu Oscar Niemeyer (2002)

F.009 – Museu Oscar Niemeyer (1992) – Curitiba
Fonte: Irã Taborda Dudeque



F.010 – Museu Oscar Niemeyer (1992) – Curitiba
Fonte: Irã Taborda Dudeque



Nota: Informação sobre a Goiânia na Exposição Brasileira em Barcelona (2011)
http://jvillavisencio.blogspot.com/2011/06/goiania-e-sua-representacao-da-historia.html

domingo 13 de noviembre de 2011

Seoane Ros e seu edifício da Diagonal: na procura da gentileza urbana

Seoane Ros e seu edifício da Diagonal: na procura da gentileza urbana
Critica: Arq. Jorge Villavisencio

Às vezes a gente apresenta certas obras que podem ser interessantes, mais na critica da arquitetura onde um dos paradigmas esta na “escolha” dos objetos neste caso o edifício da Diagonal, como e obvio ao fazer a escolha de determinada edificação estamos criando determinado interesse pessoal ou comunitário dependendo da percepção que possas ter.

F. 001 – Edifício Diagonal – vista
Fonte: J. Villavisencio (2010)



Penso que muito depende da sensibilidade perceptiva de como cada um vai se educando num lapso de tempo bastante longo, a percepção pela arquitetura definitivamente cria sensações que pode mudar ate comportamentos não só da maneira projetual ou construtiva, vai mais alem, nas configurações de comportamento do ser humano. Talvez um dos assuntos que mais me fascinam na arquitetura e a questão da “gentileza urbana” onde determinada edificação possam criar no seu entorno urbano.


F. 002 – Edifício Diagonal – localização Distrito de Miraflores
Fonte: Google Earth (2011
)



O arquiteto peruano Enrique Seoane Ros (1915-1980) profissional prolífico pela qualidade e quantidade de projetos – este classificado pela sua arquitetura modernista de concepto racionalista, Seoane realizo vários projetos importantes, como o Ministério de Educação (1951-56) na cidade de Lima, como todos sabem são determinados projetos públicos que geram representatividade arquitetônica principalmente pela qualidade – quase de forma indiscutível, e inclusive dentro da propostas teóricas de Le Corbusier. Foi assim o que sucedido no Brasil na construção do Ministério de Educação e Saúde (1935-1943) na cidade de Rio de Janeiro pelos arquitetos Costa, Niemeyer, Vasconcelos, Leão, Reidy, Moreira, claro baixo a batuta (assessoria) do mestre Le Corbusier. E desta forma que estes edifícios são percebidos por outros profissionais da arquitetura, mais principalmente pela população que faz parte de seu convívio diário. Lembremos que a arquitetura é a arte que mais se vê.


F. 003 – Edifício Diagonal – vista lateral
Fonte: J. Villavisencio (2010)


A localização deste edifício esta atrelada ao modus vivendi deste bairro principalmente por estar frente ao parque central. Como percebemos Seoane tinha visto isso (assim penso) ao determinar que esta edificação pudesse provar ou comprovar uma diferenciada arquitetura de fino trato tanto no seu lado formal como na rica forma construtiva, penso dos conceitos da Escola de Chicago, que são revelados pelo arquiteto Loiuse Sullivan (1856-1924) em especial na aplicação dos materiais que forem utilizados. Como exemplo nas suas esquadrias como representação “industrializada” lembremos que em nossos países da America do Sul a modernidade chega tardiamente no primeiro tercio do século XX, inclusive muitos dos materiais aplicados vinha vinham da Europa ou da America do Norte.

F. 004 – Edifício Diagonal – gentileza urbana
Fonte: J. Villavisencio


O terreno escolhido para esta edificação tem forma triangular, tem uma área de 3.420 m2. Sua obra é entre os anos de 1952 a 1954 (Bentín, 1989:230) o uso desta edificação e comercial nos primeiros 3 níveis e nos outros 5 níveis são apartamentos para habitação, com uma totalidade de 8 andares.


Como tinha dito anteriormente (ver imagem F.004) Seoane poderia ter utilizado a totalidade do terreno mais não foi assim, ele deixa uma faixa (passagem aberta) entre as duas ruas dando passe ao pedestre, só para lembra a gente faz arquitetura para os homens, e eles que tem que ser a prioridade – além claro que a cidade agradece porque integra bem com seu entorno urbano, e passa a ser que o edifício participa ativamente da cidade é desta forma que agrada sua “gentileza urbana”, hoje esta faixa deixada para a cidade cumpre um papel importante no comportamento das pessoas que transitam, não só pela circulação (que faz parte da vida moderna – o movimento – na arquitetura a promenade), e pelo uso como área de lazer que é utilizado pelas pessoas. Esta característica também e conseguida na obra do MASP (1947) de São Paulo, projeto da arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992), com seu enorme vão de 74 metros de comprimento, claro, este dentro das escalas urbanas permissíveis.


Também se fala que nas quinas forem adições que forem feitas posteriormente, sinceramente considero muito apresada esta idéia, porque tenho feitas pesquisas profundas sobre as obras deste arquiteto e seu grau de rigor e bastante elevado. Mais isto ficara na duvida ate que as investigações sejam apresadas de forma clara e mais convincentes.
F. 005 – Edifício Diagonal – Planta baixa
Fonte: Bentín (1989)


Mais muitos dos projetos de Enrique Seoane Ros resgatam sua arquitetura com algumas indicações que possam lembra nas origens ancestrais do pré hispânico, estas indicações da “identidade local” teve uma forte essência projetual – mais devemos deixar claro que forem muitas pessoas como Mariategui, Vinateia, Camino Brent entre outros, que tiveram presença nos conceitos culturais do Neoperuano, considero que apesar de não ter levado este ideal para frente, queda marcado como pensamentos históricos da arquitetura de America do Sul, talvez possa ser regatado este ideal, penso que cada vez sento mais perto do resgate na nossa historia cultural (porque definitivamente a arquitetura é fato cultural), mais como nos sabemos isso depende das pesquisas dos governos possam financiar para cuidar como bem diz José Bentím – “a busca das nossas raízes”, e mais quando um sabe de donde bem suas raízes culturais são mais fáceis de visualizar o prever qual e o rumo a seguir – é claro sem perder nossa “identidade”, talvez para alguns não seja importante porque hoje nesta vida contemporânea deve ser olhada para frente – tudo bem – mais também diria sem esquecer nosso rico passado histórico, que faz parte, queira o não – porque esta dentro dos genes de comportamento cultural do ser humano, não tem como não ser assim.

F.006 - Edificio Diagonal - detalhe da fachada Fonte: J. Villavisencio (2010)


No conceito da estética do edifício da Diagonal vemos claramente imbuído o “estilo buque” (ver imagem F.001) “Também sugerem exemplos do racionalismo europeu, precursores da arquitetura moderna com alguns motivos que lembram navios e que da o nome de estilo buque...” (Bentín, 1989:43), no tem como não lembrar o famoso livro de Le Corbusier Ver une Arquitecture de 1923, quando faz referencia aos “transatlânticos” e diz – O Lamoriciere. CIA. Transatlântica. Aos arquitetos: Uma beleza mais técnica. A estação de Orsay! Uma estética mais perto das causas verdadeiras! ...mas os construtores de transatlânticos, ousados e sábios, realizam palácios juntos dos quais as catedrais são bem pequenas: e eles os atiram na água. (Le Corbusier, 2009:60-61)

F. 007 – Edifício Diagonal – vista da esquina: Rua Porta com Av. Diagonal
Fonte: J. Villavisencio (2010)


Também concordo quando o arquiteto Elio Martucelli diz: “Um projeto que alem inventa uma passagem para a cidade...” (Bonilla, 2009:351) este reafirma minha hipótese do conceito da “gentileza urbana”. Penso que este magnífico edifício tem muito mais dizer alem de seu lado formal que também são ligeiramente convexas (ver imagem F.006), ou que seu volume de forma triangular, mantém as três frentes.
Sem duvida muitos dos projetos Seoane Ros tem esta qualidade que não só busca suas raízes locais, mais também uma arquitetura racionalista espelhada nos conceitos de Le Corbusier e de Walter Gropius, digno de uma arquitetura moderna.


Goiania, 12 de Novembro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografia
BENTÍN
, Diez Canseco José; Enrique Seoane Ros: Una búsqueda de raíces peruanas, Editorial Imprenta Desa S.A, Instituto de Investigación de la Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Artes de la Universidad Nacional de Ingeniería – FAUA/UNI, Lima, 1989.
LE CORBUSIER; Por uma arquitetura, {Titulo original: Vers une Architecture, 1923} Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.
BONILLA, Di Tolla Enrique (org.); Guía de Arquitectura y Paisaje: Lima y Callao, Ed. Junta de Andalucía e Universidad Ricardo Palma, Lima, 2009.




miércoles 2 de noviembre de 2011

Trianon Paulista: a área verde cosmopolita que preserva o futuro

Trianon Paulista: a área verde cosmopolita que preserva o futuro
Arq. Jorge Villavisencio



Quando se observa a imagem de embaixo às vezes um possa pensar que esta numa floreta, claro tropical, a gente jamais se imaginaria que esta no maior centro financeiro da America Latina em efeito a imagem é em plena Avenida Paulista – na cidade de São Paulo.

Foto. 01 – Parque Trianon – acesso principal – Av. Paulista
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Nestes últimos dias tenho feito algumas visitas importantes (assim penso) sobre algumas obras na cidade de São Paulo, para os trabalhos de pesquisa de ordem acadêmica, mais também servem para nossas publicações neste blog, alias ajuízo que muitos dos escritos (textos, ensaios, criticas, noticias, etc.) possam servir para outros trabalhos que Vocês possam realizar.


Como tínhamos dito o Parque Trianon esta localizada em pleno coração da Av. Paulista, enfrente ao Museu de Arte de São Paulo – MASP, projeto da arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992) outra obra emblemática desta cosmopolita cidade. Podemos perceber desde a vista do MASP para o Parque Trianon sugere uma moldura entre o edifício e esta área verde. Sem duvida apresenta questões conotativas que se vão percebendo através do espaço criado.
O Parque Trianon data do ano de 1892 e foi realizado pelo paisagista Frances Paul Villon, sugestivamente no ano que vem deve cumprir seu 120 anos de vida.


Foto. 02 – Parque Trianon – Offdor
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Como todos sabem a arquitetura e a cidade é insolúvel, com isso quero dizer que uma esta ligada na outra, mais no caso do Trianon tem questões que seus alcances são maiores que no caso de uma simples edificação, porque esta área verde favorece a toda a cidade, sem duvida este espaço foi considerado como uma área de preservação de ordem ecológico, com iminências sociais, lembremos que a “gentileza urbana” tem estas questões de meta-pensamento que vão alem da nossa capacidades funcionais ou estéticas, elas influem em nosso comportamento do dia a dia, a participação para algumas pessoas são indispensáveis para o viver e conviver, repare que muitas pessoas que freqüentam o parque não só são turistas, mais bem são pessoas que trabalham entorno ao agito da cidade. Lembremos que a Av. Paulista e o centro financeiro do Brasil, e não só de São Paulo então cumpre um papel que incita ao movimento econômico de Latino America.


Foto. 03 – Avenida Paulista
Fonte: J. Villavisencio (2011)


A capacidade do Parque Trianon tem essa virtude do ínsito ao descanso e o lazer, uma contradição que “hoje é assim”, mais si analisamos outras áreas como estas podemos relacionar com o Central Park de New York que também cumpre um importantíssimo espaço verde para a cidade. Mais claro dentro das dimensões o Central Park e sua 5 Avenue é símbolo dos Estados Unidos, mais si nos situamos em America Latina podemos referirmos ao Distrito de Miraflores na cidade de Lima, área verde conhecida como o Parque de Miraflores e sua Avenida Larco. Mais em minha opinião o Trianon também cumpre uma função não só de ordem ecológico/lazer mais sim de contemplação, que leva de alguma maneira a uma recreação do nosso estado de “espírito” que na qual opino que se traduz em considerações muito mais amplas, o ser (homem) contemporâneo de pensamento correto trata de alguma forma em participar da natureza e claro estas áreas verdes cumpre esta função, são as novas formas de comportamento que fazem que de alguma forma possamo-nos relacionar melhor com a construção de nosso pensar.


Foto. 04 – Parque Trianon – vista interior
Fonte: J. Villavisencio (2011)


O Parque Trianon é a única área verde dentro da área urbana que preserva os remanescentes da mata atlântica, pode ser considerado uma ilha dentro da cidade de São Paulo, nem pensar que possa ser comparado ao Parque Ibirapuera como tenho lido em alguns textos, porque o Ibirapuera alem de ser um parque de lazer, pode ser considerado como parque cultural, e claro em uma escala de dimensões maiores. Mas no caso do Trianon como “ilha” tem esse preponderante de descanso/lazer e principalmente de contemplação. A quietude que reina nos seus espaços interno faz que um senta-se em comunhão com a paisagem natural, é evidente que nos fins de semana muitas famílias vão a esta área como papel social que foi projetada (ver Foto 02) onde imagem é sugestiva vê desde o passado a “família” como centro do ser humano, elem claro como pulmão da cidade. Talvez hoje seja diferente porque o homem executivo/trabalhador que esta nas redondezas possa utilizar o Trianon para tirar pelo menos alguns minutos o seu estresse que faz parte da vida contemporânea.


Foto. 05 – Parque Trianon – vegetação: Pau Brasil
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Para terminar este breve texto, mais nem por isso menos importante sobre as áreas verdes, mais bem as “pouquíssimas” áreas verdes que cumprem não só como papel ecológico ambiental, mais também como ação social, faz que hoje em dia sejam preservados “merecidamente” todos estes espaços, desta forma possam ver em “preservar o futuro”, desta forma somos mais coerentes em nossa forma de pensar e de atuar, somos contemporâneos porque pensamos em forma sustentável que é em “cuidar e preservar” que são as palavras de ordem, desta forma nos sentimos melhor não só com nos, mais também com os outros, e isso e viver corretamente em comunidade, socializar pensamentos não é uma tarefa fácil, mais sem duvida o Parque Trianon nos leva de alguma maneira a sentirmos melhor com nossa forma de pensar ou re-pensar.


Goiânia, 2 de Novembro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio