domingo, 16 de mayo de 2010

Arquitetura: condições contemporâneas sobre o meio ambiente.

Arquitetura: A força do homem nas condições contemporâneas sobre o meio ambiente
Ensaio: Arq. Jorge Villavisencio.


Não tem duvida que nosso planeta terra não ande bem, sobre as questões ambientais, mais caberia perguntar: Como é que tão pouco tempo tenham acontecido tantas mudanças? Será que se tem uma consciência do que esta acontecendo? Será que o estudo do urbanismo procura dar novas direções sobre as condições ambientais contemporâneas em forma concreta? Será que a arquitetura esta acompanhando o pensamento ambientalista?

Como tenho comentado a através do tempo-espaço, que a arquitetura e o urbanismo e feita para os homens, é “para todos” e não para uns poucos como a maioria pensa, ate agora me pergunto: De donde saio essa idéia desmesurada que a arquitetura e elitista ou para poucos? Então, penso caberia em parte a seguinte resposta feita recentemente na nossa escola de arquitetura – FAU na cidade de Anápolis – Goías, feita de pelo arquiteto João Filgueiras Lima - Lelé onde diz:
“O arquiteto e como um clinico geral, esta desparecendo: A função do arquiteto e “integrar para não fragmentar”.


Então utilizado metaforicamente este pensamento, poderíamos dizer ou conjeturar que cada especialidade? da arquitetura só vê sua “parte” (sempre lembrando: que a arquitetura e feita de partes-partes e partes-todo), quando o todo conjunto da suposta obra prima, é o conjunção de todas as partes que conformam esse todo. Temos a obrigação ética de rever este conceito não é?
Quando na verdade desde o primeiro tratado da arquitetura na época de Vitruvio (século I d.C.), indicava sobre a salubridade e a implantação das cidades (Livro 1, Cap.4), e também sobre as questões climáticas (Livro 6, Cap.1) e por ultimo a utilidade e captação da água de chuva, nível e qualidade das águas, etc. (Livro 8, Cap. 1-8), pareceria que estas considerações não forem tomadas, porque?, É estamos falando de mais de dois mil anos atrás.
Mais na época dos gregos, a produção de uma serie de pensadores e intelectuais que deu origem aos conceitos das palavras e parafraseando a Vitruvio de seus “significantes e significados”, claro isto baixo o pensamento occidentalista.

Mais nosso caso que estamos centrados na idéia de ¿Que é arquitetura?, Que nestes momentos, se afaste más dos preceitos ditos por Vitruvio, como temos expressado que servem de referencia em “todos os tempos” nas questiones inerentes da arquitetura, más com idéia de resgatar estes pensamentos que na minha opinião dentro do que é a historia da arquitetura podem sim resgatar suas qualidades oferecidas.

Hoje se fala da questão do “antropoceno” que na verdade esta classificação, e baseada principalmente sobre a crise que ocorrem na biosfera, que consideram a espécie humana dentro de essa partitura assunto muito recente em termos geológicos, é claro que hoje a “arquitetura não pode ser visto uma disciplina desvinculada das outras disciplinas”, como neste caso a geologia. Lembremos que em termos construtivos – construção de obras em forma concreta – a geologia faz parte dos estudos iniciais das analise do solo (do terreno para a implantação do projeto) antes dos inícios das obras são feitas a sondagem – considero que uma boa obra em termos dos projetos de estruturas – não pode ter a eficiência esperada nos cálculos de suas estruturas e a posteriori de suas fundações – que dão sustentação à obra. No entanto, em 2000, o Prêmio Nobel Paul J. Crutzen (conhecido por seus estudos sobre a camada de ozônio) sugeriu o termo "Anthropocene" para se referir ao momento em que o ser humano se tornar uma força geológica. Essa proposta foi feita no contexto da biogeológico Programa Internacional, que como a maioria sabe, que surgiu com a “consciência social das alterações climáticas” antropogénicos que certamente irá sofrer. Estou falando de neologismo como um fenômeno linguísticoque consiste na criação de uma palavra ou expressão nova (dic.), mais bem adaptando a esta nova linguagem em ternos como adições sujeitas na criação da forma pode-ser entendido dentro de uma metáfora que no final poderia (assim penso) ser parte dos estudos reais e concretos sobre como der ver visto os novos projetos urbanos e arquitetônicos. Estas atitudes de transformação, penso que estão ligados as problemáticas como do “efeito estufa”, vamos a colocar isto em forma concreta, quando nos projetamos arquitetonicamente nossas edificações colocamos os vãos nos muros o nas paredes que darão a iluminação e ventilação necessária nos ambiente interno criado, então sucede em muitos casos que as janelas não vão ate final da laje ou ate onde faz vértice com o telhado ou coberturas, estão estamos fazendo ao final que a retenção do ar quente que sobe e não tem onde se dissipar (o que dissipa em forma mais divagar) ou a utilização de outros recursos como e ventilação cruzada, pelo tanto a espaço interno criado se transforma num ambiente mais quente do necessário, isto análogo ao efeito estufa.

Mais continuemos com nossas idéias, penso que poderiam tornar em “ideais”, e voltando ao pensamento do "Anthropocene", estamos deixando uma carga muito grande para as gerações futuras, é claro não e nada sustentável porque estamos comprometendo as gerações futuras, principio básico da “para que se produza a verdadeira sustentabilidade”, e aqui vai outro pensamento parceira que são assuntos que nos conhecemos às vezes não com a profundidade que deveríamos, mas também temos que espelhar nas questões espaciais para depois criar a forma de uma maneira consciente e correta. Para que tenhamos uma idéia global do que acontece o aquecimento da terra esta aumentando tão rapidamente (ver vídeo de embaixo) que as massas de gelo polares estão descongelando de tal maneira que o nível das águas subiria que terminaríamos estar embaixo do nível dos oceanos, e umas dos assuntos mais importantes na implantação das cidades o de nossas edificações e o “nível”, relação do nível altura terreno original e locação da obra. Como veremos no vídeo de embaixo:


video


Então nos estaremos preparando como se proporem nos filmes de ciência ficção (ao propósito e uma forma a minha maneira de vislumbrar muito eloqüente de enxergar o futuro – a ficção é hoje?) no caso do ultimo filme WALL-E de Andrew Stanton e Lee Unkrich (2008) onde todos os seres humanos emigram da terra – e aqui só fica o lixo para que estas maquinas possam reciclar porque não foi previsto esta quarta dimensão (o tempo), é para ser mais especifico os novos projetos edifícios, cidades só serão projetos sem escalas dimensionais de relação sujeito-objeto, viveremos em alturas (falafitas estratosféricas) fora de qualquer escala sem contato a mãe terra e sem natureza (me refiro do nível da linha de terra a altura plano horizontal e o primeiro nível do edifício) ou es que estamos felizes com o mundo só virtual?

Lembro do projeto do arquiteto Ron Herron – A cidade que caminha – The Walking City (1964), cuja proposta seria o movimento constante das cidades, buscando novos recursos ou voltaríamos a um nomadismo em busca de lugares para a sobrevivência da espécie humana, que em minha opinião me pareceria que o equilíbrio já foi quebrado, somos mais de 9 bilhões de pessoas que vivemos no planeta terra, já extra limitamos nossa capacidade, nossa harmonia de convivência se a transformado em sobre-vivencia?



Arq. Ron Herron (1964)


Temos que viver de outra maneira nossos valores de consumo (felicidade errônea) tem que diminuir radicalmente – tirar de nossas mentes nosso lado materialista e adentrar mais substantivamente no lado espiritual, e de consciência do que nos resta do próprio ambiente natural, e penso que nossa saída daria certo de fato dentro da “esfera cultural”, e isso aí.
Em minha opinião e sendo um pouco mais otimista – com diz Oscar Niemeyer: A gente tem que sonhar, por que si não as coisas não acontecem, (mais ele se refere à criação dos seus projetos arquitetônicos) mais utilizando esta metáfora em forma análoga, que neste caso considero que são pertinentes, é levando um metapensamento atual e profundo dizendo que “ a quinta dimensão na arquitetura e no urbanismo e o tema “AMBIENTAL”” , como se referia Bruno Zevi de que a arquitetura tem mais de três dimensões ou que as dimensões da nossa arte são infinitas.

Goiânia, 19 de Maio de 2010.
Arq. Jorge Villavisencio Ordonez


Bibliografia:
VITRUVIO
, Marco Lucio Polión, Los Diez Libros de Arquitectura, Editora Iberia S.A., Barcelona, 1955.


LUDEÑA, Urquizo Wiley, Arquitectura: repensando a Vitruvio y la tradición occidental, FAUA/UNI, Lima,2001.

EDWARS, Brian; Guía Básica de Sostenibilidad, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2008.

GOUVÊA, Luis Alberto; Cidade Viva: Curso de desenho ambiental urbano, Editora Novel, São Paulo, 2008.

ZEVI, Bruno, Saber ver a arquitetura, Editora Fontes Martins, São Paulo, 2009.

VILLAVISENCIO, Jorge; Blog: arquitecturavillavisencio, Lima e Goiânia, (2009-2010).

viernes, 14 de mayo de 2010

IAB – Goiás

IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil
Arq. Jorge Villavisencio O.

Breve Resenha Histórica do IAB.
O Instituto de Arquitetos do Brasil guarda uma historia de mais de 100 anos, nascido nas aulas da Escola Nacional de Belas Artes de Rio de Janeiro no ano de 1921, foi seu primeiro Presidente o Arquiteto Gastão da Cunha Bahiana, eleito democraticamente (Historia do IAB Nacional, João Ricardo Serran: 1988), que tinham como cenário a transformação dos planos urbanos das cidades de Rio de Janeiro. Mais como cita Serran e provável que sua primeira manifestação seja no ano de 1902, no governo de Rodrigues Alves.
E foi justamente na segunda guerra mundial (1939-1945), na Escola Nacional de Belas Artes – ENBA que o Arquiteto Lucio Costa (professor da cátedra de neoclássico) com apoio do Diretório Acadêmico para regulamentação pertinente.
Considero importante ressaltar: No plano nacional o IAB tem trabalhado pela descentralização da atuação e participação dos departamentos nas gestões regionais e no plano internacional pela ampliação e fortalecimento das relações do Instituto com as entidades do exterior.
Em julho de 87 o Brasil voltou a ter sua representatividade no Conselho da UIA - União Internacional de Arquitetos, do qual esteve afastado desde a década passada. Nessa mesma época, o presidente da Direção Nacional, Fábio Goldman, trouxe para o Brasil a sede do Grupo de Trabalho - Patrimônio da Arquitetura das Américas - da UIA, entidade cuja ação permanente desenvolve-se através de grupos de trabalhos que abordam questões relativas ao desenvolvimento da arquitetura em diversas áreas.
A questão do patrimônio é de fundamental importância, sobretudo para a América Latina, pois significa a conquista de espaço para a fala dos povos colonizados, cujo patrimônio foi quase inteiramente depredado pelo colonizador.
(Serran: 1998).


IAB – Goiás
Recentemente foi nomeada a nova Diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB no Estado de Goiás, para o biênio 2010-2010, baixo da Presidência do Arquiteto John Mivaldo noticia publicada na Revista do CREA-Go, mais considero expressar o seguinte: ...mais não poderia terminar este capitulo o pensamento político com relação ao comportamento das políticas atuais de como se vem levando os concursos para os novos projetos de arquitetura, como bem o expressa o arquiteto Paulo Paranhos “A arquitetura virou um item de supérfluo no Brasil, onde a media dos concursos públicos para os projetos arquitetônicos é de dez por ano, e na França e de 1.200 exclama. (Revista Arquitetura & Construção – mês de Maio 2010 – Especial de Brasília). Bom na minha opinião que na medida que não se consolide a criação do CAU – Conselho de Arquitetos e Urbanistas do Brasil, que já esta passando da hora, e um assunto que nossa classe profissional temos lutado para a consolidação deste processo pelo menos foi o ponto neurálgico o a coluna vertebral nas discussões na minha cidade de Goiânia no CBA – 2006. Neste caso meu pensamento e positivo, o importante que não seja só no pensamento – EXPRESEMOS AGORA SIM - mais bem arregacemos nossas ações e pro deste “ideal” – é necessário e indispensável para o futuro da nossa profissão – porque sempre penso que as soluções e visões se encontra na mesma essência da arquitetura e o estudo das cidades, para isso nos temos preparado não é. Quiçá para que não ocorram situações com as explicadas por Paranhos. (Publicado: "Brasília esta jovem senhora de 50 anos", Blog: arquieturavillavisencio (2010:Maio), penso que desta maneira as “expressões” devam ser ditas em harmonia com o novo pensamento da futura da profissão de arquiteto urbanista e em consonância a está, vejam o que o Arq. Mivaldo diz recentemente no Boletim do CREA-Go:

Arq. João Filgueiras Lima – Lelé – Arq. John Mivaldo (Presidente do IAB – Goiás)

Boletim do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Goiás – Ano 5, No.185 (10-15 de Maio de 2010).
Foi empossada no dia 18 de março, na sede do Crea-GO, a nova diretoria do Instituto dos
Arquitetos do Brasil – Seção de Goiás (IAB-GO) para o biênio 2010/2011.
De acordo com o novo presidente da entidade, Arquiteto e Urbanista John Mivaldo da Silveira, a atual gestão não medirá esforços para melhorar o nível de participação da categoria e seu envolvimento com as questões urbanas e arquitetura das cidades. “Os arquitetos e urbanistas precisam resgatar sua importância histórica de vanguarda no processo de planejamento, gestão e desenvolvimento do espaço urbano, respeitando o papel de cada um dos demais agentes”, declarou o novo presidente.
Outra prioridade da atual diretoria da entidade é a legalização do terreno e a construção da nova sede, projetada pelo Arquiteto João Filgueiras de Lima, mais conhecido como Lelé. “A construção da nova sede é uma questão decisiva para a nova gestão do IAB-GO, pois os profissionais passarão a contar com próprio espaço para reuniões e eventos de interesse”, ressaltou Silveira.

Projeto Arquitetura: Arq. Joao Filgueiras Lima – Lelé na Cidade de Goiânia.
Fotografia: Arq. Jorge Villavisencio (14-05-2010)

Segundo o arquiteto John Mivaldo, os profissionais da área precisam se mobilizar para um importante momento que é a criação do Conselho dos Arquitetos. ”Está prestes a ser aprovado no Congresso Nacional o nosso próprio conselho profissional, o Conselho de
Arquitetura e Urbanismo – CAU.
“Temos que nos unir e nos preparar para essa nova realidade”, afirmou. Ele lembra ainda que as reuniões do IAB-GO, são programadas para acontecer na última segunda-feira de cada mês, às 17h 30min, na sede do Crea-GO. As reuniões funcionarão sob a forma de colegiado, abertas, portanto, à participação de todos os arquitetos e arquitetas. Veja abaixo como ficou constituída a nova diretoria Executiva e Conselho Fiscal e Superior:

Diretoria Executiva
Presidente: John Mivaldo da Silveira
Vice-Presidente: Antonio Lúcio Ferrari
1ª Secretaria: Luciana Joyce Hamer
2ª Secretaria: Fabiana Trindade Longhi
1ª Tesouraria: Maurício Marques de Faria
2ª Tesouraria: Lucídio Gomes Avelino Filho
Conselho Fiscal (titulares)
Elenise Silva Araújo
Marcos Fernando Oliveira
Juliano Ferreira de Souza
Conselho Fiscal (suplentes)
Normalice Maria de Queiroz
Fernando Villa Castro
Ludmila Rodrigues de Morais
Conselho Superior (titulares)-COSU
Jorge Villavisencio Ordonez
Maurício Marques de Faria
Renato Melo Rocha
Luiz Antônio Mendonça de Almeida
Luciano Mendes Caixeta
Conselho Superior (suplentes)
Elenise Silva Araújo
Lorena Rodrigues Leite Caixeta
Manoel Alves Carrijo Filho
Chárbel Abrhão Elias
O Arq. John Mivaldo está no comando do Iab-GO até 2011.
Publicado no Boletim do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Goiás – Ano 5, No.185 (10-15 de Maio de 2010).

Goiania, 15 de Maio de 2010.
Arq. Jorge Villavisencio.

martes, 11 de mayo de 2010

A metodologia do projeto arquitetônico

A metodologia do projeto arquitetônico – Arq. Geoffrey Broadbent
Analise e Critica: Arq. Jorge Villavisencio O.

Anthony Ward da Faculdade de Arquitetura, Portsmouth, Inglaterra entre anos de 1962 e 1965, quem era decano da FAU o arquiteto Geoffrey Broadbent, este inova a ao colocar uma nova matéria dedicada a "Metodologia para de Projeto” em que este faça parte do currículo acadêmico, era uma nova forma de aplicação para o método de ensino.
Geoffrey Broadbent, na "metodologia de projeto arquitetônico", explica aos jornais, em sua pesquisa classifica: como a "caixa preta" e "caixa de vidro" se refere à evolução dos problemas e análise, bem como o aspecto da criatividade estimulada e fomentada pelas técnicas da primeira classificação.

Para as propriedades deste objeto são tomados como as teorias de conjuntos e teoria dos grafos, algo semelhante a Cristopher Alexander.
Tudo isso baseado nas observações, de acordo com o trabalho do Markus, o Plano de Trabalho RIBA em "mapas área de desenho." (P.22), que é chamado como morfologia do desenho, enquanto os "intervalos" são os momentos individuais, tais como análise, síntese e avaliação, que chama de "processo". Este processo de identificação, das relações entre seus sistemas que se unem para formar um edifício relacionado com as necessidades humanas, a construção de sistemas, e de atividade do sistema (comportamentais), sistema organizacional (objetos), estes "fabricante de mapas", estão divididos em duas partes: “controle e observação” está claro para resolver o problema de "auto-policiamento" no próprio desenho projetual.
Para Jones, a estrutura do problema, foi representada (no simpósio na Inglaterra no ano 1964), como na análise morfológica (Luckman, Gregory, Zwicky), conforme definido pelo padrão a “forma", esses parâmetros significativos, bem como a outros expositores dão a oportunidade de ver suas "técnicas" (pensamentos) de seus próprios métodos de desenho, como uma maneira próprias experiências e observações, acreditamos que este é o desenho dos usuários projetistas e construtores, que fazem parte deste todo, claro isso no "território" dos componentes da produção da arquitetura.
Em conclusão, Broadbent acredita na "Pesquisa Operacional - OI", que significa que os métodos propostos em são apresentados dentro dos parâmetros das observações de investigação, penso que poderia ser analisados das formalidades da epistemologia dentro do processo de investigação.
Penso tambem que está poderia ser analisado baixo o prisma de duas correntes: a primeira a corrente “ideológica filosófica”, e a segunda corrente “ideológica de tecnologia”, são dois tipos de pensamentos do ato projetual que poderia nos levar as possíveis soluções das complexidades que são inerentes da arquitetura.


Bibliografía

BROADBENT, Geoffrrey, Metodología del diseño arquitectónico, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1989.
SCRUTON, Vernon Roger, La Estética de la Arquitectura, Alianza Editorial, Madrid, 1985.

jueves, 6 de mayo de 2010

Arquitetura e a Pintura contextualizam: a visão de vanguarda modernista.

Piet Modrian: na procura do espaço como arte abstrato.
Arq. Jorge Villavisencio O.

Através do tempo espaço muitos dos pensamentos vanguardistas têm expressões importantes que tem influído na maneira de pensar da humanidade, neste caso vou referir ao importante artista plástico holandês Piet Modrian (1872-1944), e minha intenção neste breve ensaio aponto entender: Quais forem seus pensamentos com relação a sua arte abstrata? E evidente que a arquitetura tem buscado referentes criativos de sua arte, mais penso que Modrian tem levado a ápice de toda uma geração do movimento moderno em especial da Escola De Stijl primado pelas suas cores primarias, simplicidade dos elementos puros, dos Neoplasticistas, do Cubismo , e da importante Escola alemã da Bauhaus e como e lógico de um dos grandes mestres da arquitetura moderna Walter Grophius.

Piet Modrian: New York City (1942) MAM Pompidou, Paris.

“Os traços negros assim como os retângulos vermelhos e amarelos e azuis desapareceram. O que resta é uma espécie de entrançado rítmico, no qual as listras coloridas verticais e horizontais se sobrepõem ou se intercalam” (Deicher 2005:86). Também considero que o fundo branco representa o espaço vazio que em minha opinião e o contextualiza, penso que o elemento mais considerável na pintura, e claro o que fica o rico contraste entre o cheio e vazio não é.
Para Piet Modrian sua vida de sua infância e juventude não foi fácil, teve uma vida familiar modesta, mais sua capacidade nas questões da arte se manifesta ate um pouco mais tarde aos 20 anos, quando ingressa a Escola de Belas Artes em Amsterdã no ano de 1892.




Piet Modrian: “autoretrato” (1900) Colecao Phillips, Washington DF.

Inicialmente Modrian quer combinar a arte tradicional com algum assunto novo, do qual ele desiste e revela sua capacidade que leva seu pensamento da abstração, mais considero que ele adentra de cheio no abstrato, como arte expressiva que visa um futuro diferente, e claro isso e de vanguarda, mais passa por suas etapas reflexivas inicialmente com cenas rurais, de paisagem, como sua pintura da Floresta Paicas de 1899, onde “o seu rigor e formal e a densidade das sensações são análogos aos trabalhos dos artistas da Arte Nova alemã e da moderna pintura vienense” (Deicher 2005:11), mais também teve influencias de Van Gogh, que vivia encerrado dentro seu mundo perceptivo.




Piet Modrian: “Floresta Paicas” (1899) Haags, Museu Alemã.

Mais quando no ano 1910 Modrian participa de sua primeira amostra na associação de artista de Amsterdã, nas suas pinturas apresenta certa austeridade parceira que se esta despedindo da burguesia, tanto assim que ele se isola em que “entrincheiro se no campo do isolamento e começou a pintar quadros, que apontavam para sua nova forma de arte” (Deicher 2005:15), como desejo pessoal de ser um grande pintor. No fim de 1911 ele muda-se para Paris, onde foi muito importante para ele saia de esse isolamento, em que começa e ter uma vida melhor, sua convivência me refiro ao tempo espaço não de convivência pessoal, o qual ele não lhe interessa, mais sim dos acontecimentos expressivos e de percepção da arte. E faz uma pintura Árvores em Flor (1912) – que pareceria se expandir mais que a própria tela, bastante monocromática, “Mondrian interessava em particularmente pela estrutura pictórica unida e plana com temas regularmente padronizados, criação do Cubismo” (Deicher 2005:38)




Piet Modrian: Árvores em Flor (1912) Fundacao Judith Rothschild, New York.

Modrian deixa de lado a ordenação que nos suscitaram suas primeiras pinturas, buscando como dispersões, deixando uma relação sujeito-objeto ao livre alvedrio, penso deixar se levar pelo pensamento de dava em “liberdade de percepção”, com no quadro de embaixo que são uma serie de fachadas de algumas casas, que sendo já uma arte abstrata, têm referenciais que estão escondidos mais que são levemente perceptíveis.



Piet Modrian: Quadro III – Composição em Oval (1914) Stedlijk Museu de Amsterdã.

Modrian explora as possibilidades de entender os efeitos dos contrários os vazios e cheios, efeito importantíssimo no conhecimento e do entendimento da espacialidade, lembremos que a arquitetura na criação da forma se produz dos aspectos reacionais entre o espaço vazio e a massa.





Piet Modrian: Composição 10 a Preto e Branco (1915) Rijksmuseum.

Mondrian e Van Doesburg estavam de acordo de como a pintura deve estar associada a uma arquitetura tão radical quanto moderna, cores claras em combinação com construções brancas e sóbrias deviam substituir as tintas tristes e borolentas do século XIX, em minha opinião pensa que seria uma ruptura do pensamento: os adereços já não faziam parte, penso que hoje poderia ser assim, sempre penso que a criação da forma arquitetônica esta criado pela mesma essência da relação espaço vazio e massa, e não por seus adereços, considero que quando tem um exagero nos próprios acabamentos da obra ou na configuração das partes de suas elevações ou fachadas, trata-se de esconder ou não participar do elemento primogênito que é a “forma”.




Piet Modrian: Composição 3 com Superfícies coloridas (1917) Haags Museu Alemã.

“Modrian deixo por primeira vez a rede de traços negros que se manifestam unicamente seus contornos angulares das superfícies coloridas. No fundo branco, as superfícies de cor estão ordenadas ritmicamente e atuam como em movimento. “Este abandono do suporte gráfico faz aparecer no quadro como um enquadramento escolhido pela composição livre dos elementos coloridos num espaço imaginário” (Deicher 2005:48)




Gerit Rietvel Cadeira Vermelha com Azul (1917-1918)





Theo Van Doesburg: projeto da casa de Bart van der Ligts em Katwjk, aan Zee (1919)

Em 1918 os principais fundadores do movimento moderno De Stilj: Mondian, Van Doesburg e Rievel fazem um Manifesto:

1. Há uma antiga e uma nova consciência da época. A antiga se volta para o individuo, e a nova para o universal, O conflito entre o individual e o universal reflete-se na Guerra Mundial tanto quanto na arte de hoje.
2. A guerra este destruído o mundo antigo com tudo aquilo que ele contem: a primazia do individuo em todos os campos,
3. A nova arte revela a sustância da nova consciência da época: um equilíbrio semelhante entre o universal e o individual.
4. A nova consciência esta pronta para realizar-se em tudo, inclusive nas coisas do cotidiano da vida.
5. As tradições, dogmas e a primazia do individual (o natural) atravessam o caminho da realização.
6. Por tanto, os fundadores do Neoplasticismo exortam a todos os que acreditam na reforma da arte e da cultura as coisas que impedem os novos avanços, assim como a arte nova arte plástica, ao eliminarem a restrição das formas naturais, puserem o fim que atravessam o caminho da expressão da arte pura, a conseqüência extrema de todos os conceitos da arte.
(Frampton 2008:171)

Mais no final de 1920 Theo Van Doesburg visita a Modrian, ela já tinha saído de Paris, e se mudou ao sul da França, a idéia de Van Doesgurg e fazer uma exposição final de sua carreira de artista, e deixando passo para dedicar se a vinicultura.




Piet Modrian: Composição B (1920) Wilhelm-Hack-Museum.

Mais Piet Modrian se retira da vida publica e começo tomar consciência do que tinha arremetido através do tempo espaço, selecionava todo que se referia a sua vida pessoal, destruindo todo tipo de documentos da sua juventude, lembremos que sua infância e juventude foram marcadas pela própria infelicidade?


Fotografia Piet Modrian no seu Ateliê

No espaço vital de seu ateliê feito por ele mesmo, queria encarnar sua própria sua doutrina, e eliminando todo o que seja pessoal. A personalidade biográfica deveria ceder a sua própria obra: como assunto “inédito”, e sua vida só serão lembrados pela vida consagrada da forma pura. Al concluir este ensaio pode pensar que ele queria libertar-se dos assuntos pessoais, e o que interessa que sua lembrança seja do lado netamente profissional. Morre o 1 de Fevereiro de 1944 de uma pneumonia, e sua ultima obra Victory Boogie Woogie e foi deixada incompleta.
“Depois de 1921 revelam sua preferência crescente superfície branca e vazia. A representação de Mondrian do clássico na arte moderna funde-se com o ideal de objetividade” (Deicher 2005:64)


Goiânia, 6 de Maio de 2010.
Arq. Jorge Villavisencio O




Maquete de encenação para a peca de Michel Seuphor: L´ephémere est éternel (1926)
Reconstrução de 1964: cartão sobre madeira 53,3 x 75,5 x 26,5 cm.
Eindhovel, Stedeljk Van Abbemuseum


Nota: Créditos das imagens nos livros de Susanne Deucher e Kenneth Frampton.


Bibliografia

VENURI, Lionello; Historia da Crítica de Arte, Randon House Mondadori S.A., Barcelona, 2004.
FRAMPTON, Kenneth; Historia da Arquitetura Moderna, Livraria Martin Fontes, São Paulo, 2008.
ARGAN, Giulio Carlo; Walter Grophius el Bauhaus, Nueva Visión SRL., Buenos Aires, 1957.
DEICHER, Sussane; Piet Modrian: Construção sobre o Vazio, Taschen GMbH, Colônia, 2005.
GUSBERG, Jorge; Para uma crítica da arquitetura, Projeto Editores Associados, São Paulo, 2002.

sábado, 1 de mayo de 2010

Brasília – do passado ao presente.

Brasília esta jovem senhora de 50 anos.
Critica: Arq. Jorge Villavisencio Ordonez


Como a arquitetura e urbanismo se espelham nas questões relacionadas com o entendimento do espaço para depois criar a forma, vou de alguma maneira sintetizar alguns pensamentos relacionado de esta jovem senhora de 50 anos chamada de Brasília, que como todos sabemos foi um ícone importante no tempo espaço (temporalidade dos fatos) da primeira capital de um pais com pensamentos vanguardistas do movimento moderno da arquitetura e o urbanismo. Mais também ao fazer este escrito de forma “holística”, saindo um pouco das formalidades e paradigmas da historia e a critica da arquitetura, assuntos que achou que às vezes nos enquadra de tal forma que não nos permite a mobilidade dos assuntos a ser discutidos, porque sempre penso que a arquitetura tem que ter “liberdade de expressão como arte que é”, assim desta forma me permite realizar com cognição de causa e efeito este breve ensaio critico. Como também poder adentrar no seu lado histórico de vida de esta nova senhora, penso que todo isso nos imbui a uma percepção em “prospecção”.

Uma breve introdução.
Como primeira medida: Foi Brasília o sonho tão esperado do movimento modernista?, O Brasil de dimensões continentais tinha outra saída que descentralizar e levar sua Capital fora das amarras de Rio de Janeiro e São Paulo?, Será que o Presidente Kubitschek foi o idealizador de toda esta idéia da mudança da capital?, Será que Lucio Costa de pensamento utopista esperava que Brasília fosse assim hoje?, Será que o mestre Niemeyer causa a “surpresa” alma ou espírito de seu pensamento sobre sua arquitetura? Em fim são tantas questões a ser levantadas por isso e que achou que devo pensar holisticamente, e utilizar em forma de abstração esta metodologia de metapensamento para poder vislumbrar alguns fatos, e evidente que para qualquer arquiteto de visão simples falar destes ilustres mestres o de movimentos de vanguarda, e um momento de sensibilidade apurada, que tento de alguma forma de encontrar outros caminhos e quebrar certos paradigmas em a qual se basa a história e a critica. E claro através deste blog que considero “um importante veiculo de comunicação e de expressão” que justamente ao publicar este escrito fez 100 publicações de forma sustentável em um ano de vida, e como e lógico muitos não concordaram com as questões ao ser levantadas, mais, Que seria a critica da arquitetura se concordamos com todo?
Então a idéia e não concordar o concordar, porque si uma das coisas que penso e entender que uma critica da arquitetura consciente ou em querer estar o mais perto possível disto, e poder enxergar as problemáticas pertinentes sobre as questões da espacialidades que estão em todos os contextos do que e o espaço da arquitetura, alem e claro que considero que a arquitetura e o urbanismo e a arte que mas se vê (e só caminhar pela cidades para perceber isto) e por incrível que pareça não são muitos colegas que pensam assim, mais bem tentam estar acima do muro “que não vai nem vem”, por isso acho necessário levantar alguns deste fatos para nos entregar a uma promenade, este recorrido que considero que se expressa de forma espiralada atuará como elementos retro alimentadores ou de feedbacks.

Como a arquitetura esta composta de partes-partes e partes-todo, vou tentar realizar uma síntese de cada parte, porque também acho que a arquitetura e síntese de pensamento, e não poderia ser outra forma, em alguns casos Freud tem explicado nas suas teorias da psicanálise este fato, que iremos( vão ou vamos) expressar pensamentos pessoais, e acho que si a estética da arquitetura como filosofia da arte, tem essa riqueza de valoração das relações sujeito-objeto, pode-se dizer o que agradável o desagradável, este rico contraste entre o vazio e o cheio ou como o expõe Umberto Eco nos seus livros a História da Beleza (2005), a História da Feiúra (2007), ou das tendências historicistas entre os Neoclássicos e os Barrocos, que no final poderiam resultar na antiguidade entre o Platônico e o Aristotélico, quiçá em uma rica linguagem como dizia de contrastes o claro o escuro., todo isto dentro de uma metáfora pertinente. Penso também que a arquitetura tem que ter “poesia”, porque foi demonstrado que quando nasce por primeira vez a palavra “estética” que cria e condensa foi o filósofo alemão Baumgarten (1714-1762), antes se falava da palavra da beleza, mais quando expressam muitos dos grandes pensadores como Lienbitz, Kant, Lessing, antecessores de Baumgarten, penso que no momento reflexivo do século XVIII (importante na história da arquitetura época da ilustração) ao dizer o lado obscuro o lado claro, estão fazendo contraste. Anterior a isso mais na mesma época o pintor e poeta inglês William Hogarth em se livro Analise da Beleza (1753), fala na mesma metáfora que Niemeyer “a sinuosidade das curvas” – redundante sim, mais para mim e poesia. Um dos assuntos que me e difícil desvincular “abstração no pensamento”, e que para mim a questão a salubridade urbana, e da arquitetura hospitalar expressado no edifício-hospital, são células que estão no meu organismo às vezes mais latente em maior quantidade mais a qualidade e a mesma, mais sensível como o que vou analisar da jovem mulher amada pero às vezes também detestada chamada de Brasília – mais ao final ela e muito jovem, e só tem cinqüenta anos, e penso que todavia tem muito em refletir sobre ela, e porque não: “muito a fazer por ela”, si algum assunto importante na historia da arquitetura – alem e claro quando Zevi no seu livro (para mim muito inspirador) Saber ver a arquitetura: a historia da arquitetura é, antes de mais nada e essencialmente, a historia da concepções espaciais. (Zevi. 27:2009 {1984}) e trazer esse passado no presente e chega este pensamento da “prospecção” .

Gostaria de terminar esta introdução dizendo o que falou recente o mestre e fundador do DF. o Prof. arquiteto João Filgueiras Lima – Lelé , desta jovem senhora – Brasília, O arquiteto e como um clinico geral, esta desparecendo: A função do arquiteto e “integrar para não fragmentar”, em efeito o assunto vai por esse caminho, parece que as especializações ou especialidades da arquitetura que não se integram, ainda bem que tem pessoas que como o Lelé que tem estes pensamentos (considero importante que sejam ditos – e que não só fique na mente), alem e claro quando também diz da jovem senhora: O projeto ideal respeita a natureza e leva encontra a topografia a vegetação e a vista, elementos que faz o ser humano se identificar com o planeta e sentir-se parte dele”.


O sonho do cerrado brasileiro

É evidente que sair das amarras dos cariocas e dos paulistas não foi uma tarefa fácil, para o Presidente Juscelino Kubistchek, alem muitos pensavam que iria não dar certo ou como se diz folcloricamente quebrar a cara, e assim poder desestabilizar (assunto que quando as políticas são mal aplicadas gera este idéia errônea), mais todos nos sabemos que jovem a senhora – Brasília "esta muito viva – e ela e muito nova, esta mais viva que nunca, sua viveza e esperteza", tem que ser analisada por partes-partes este pensamento da mudança da capital já vinha se desenhado na Constituição de 1891 – na região do planalto central, então estaríamos pensando que foi quase 70 anos com anterioridade na fundação de Brasília, mais também poderíamos pensar que passarem 70 anos da idéia e no fez nada ate que 60 anos depois JK (a partir de agora o Presidente Juscelino Kubistchek é JK –onde a maioria de pessoas o conhecem assim), mais considero que já nos finais do Século XIX, especificamente no anos 1891 nomea o governo a comissão presidida pelo astrônomo belga Luis Cruls, que naquela época era o chefe do departamento de astronomia da antiga capital de Rio de janeiro, considero interessante apreciar que a disciplina da astronomia tinha um importante nível de decisões nas questões de localização e preferências em relação da espacialidade do espaço sideral e do espaço planeta terra como um todo, assunto que considero que poderia voltar este pensamento, mais ainda com toda esta questão tecnologia de localizações por sistema de GPS, na minha opinião esta forca que se da na relação espaço sideral e espaço terra tem considerações más amplas, quiçá seja também entre outras coisas as questões relacionais da espacialidade contextual, poderias citar que na época pré-hispanica ( o seja da antes da chegada dos espanhóis a America do Sul – especificamente na nas margens do oceano pacifico), onde a mais de 3.000 a.C., se falava no espaço tempo assuntos pré-Inca da “cosmovisão”.

Comissão Cruls na cidade de Pirinopolis – Goías (1892)


Mais no ano de 1934 se reforça essa idéia, e se nomeia outra Comissão chamada de Poli Coelho em 1946, um ano depois do termino da segunda guerra mundial, e também se estavam finalizado os trabalhos de Niemeyer na Pampulha e de sua relação com o Prefeito de Belo Horizonte JK, assunto que considero importante ressaltar que os projetos da Pampulha alem que foi o primeiro projeto individual do mestre Niemeyer, posso dizer com seguridade que foi o primeiro projeto de pensamento da arquitetura moderna no Brasil, claro baixo toda a experiência que foi adquirida com as relações que tinha Niemeyer com Le Corbusier, na época da construção do Ministério de Educação no Rio de Janeiro, e sem esquecer-se de seu mestre Lucio Costa (professor de Niemeyer) na escola de Belas Artes no Rio.


Niemeyer observa atentamente a marquise do edifício do cassino da Pampulha (1942-1945)


Por mais que essa colaboração fosse sinceramente procurada pelo presidente reformista JK, para quem Niemeyer vinha trabalhando desde 1942, esse equilíbrio permaneceu intangível. (Frampton 2008:312).


Mais antes de nascimento da jovem senhora – Brasília, o fato de JK ter ido à cidade de Jataí – Goías, na sua campanha eleitoral, onde se produz a aquela pergunta famosa do morador desta cidade Toniquinho, e pergunta: Si JK iria a fazer a mudança da capital como previa a constituição?, - importante fato não é.








Jk – Cidade de Jataí – Goías – na campanha presidencial.

Livro – Meu Caminho para Brasília de JK (1974)



Livro – Porque Construí Brasília de JK (1975)
O nascimento do urbanismo de pensamento do movimento moderno no Brasil

Depois do concurso da Novacap onde Lucio Costa se lhe encomenda realizar o projeto urbanístico do plano piloto da jovem senhora - Brasília, com todos estes preceitos do movimento moderno imbuídos na Carta de Atenas de 1933, assunto muito discutido pelos urbanistas, que poderia ser de outras formalidades como das expressões de Chandigarth de 1951 – sobre os princípios míticos do humanismo europeu, nas suas formas ortogonais, mais assumimos que sua forma e formalidade do plano piloto – em forma de avião, sejam o mais correto, e claro “sol, espaço, e vegetação” estão presentes. Mais quando esta senhora foi mais moça – especificamente com 40 anos, Lucio Costa ainda vivo faz uma entrevista para Ana Luiza Nobre (27 de Agosto de 1997) na Revista AU – Arquitetura & Urbanismo.

Capa da Revista AU – Arquitetura & Urbanismo (1997)


Mais só vou lembrar-me da primeira pergunta que fazem a Lucio Costa: O Plano Piloto esta completando 40 anos. Como o senhor vê esta data? LC: Brasília é uma cidade que tem vida própria, há muito tempo não tem nada a ver comigo. Eu dei o meu recado quando foi solicitado, apenas isso. Dei minha contribuição, agora meu considero ausente. (AU 1997:72)
Como vemos sua resposta e bastante sincera, mais quando Lucio Costa diz: “uma certa de irresponsabilidade é necessária. Se não fosse uma certa dose de autoconfiança e pretensão tudo estaria paralisado”, e claro a cidade como todas, se movimenta e cria suas próprias promenade, a traves do tempo e espaço, mais estou de acordo com o mestre Niemeyer quer as cidades tem um limite – se refere ao crescimento – ou seja não pode crescer do que suporta por isso e necessário criar este cinturão verde que limita seu crescimento. Mais quando sua filha de Lucio Costa a arquiteta Maria Elisa Costa diz: “a grande especulação imobiliária cerque a área tombada com uma paliçada de torres de 20 o 30 andares. Isolando Brasília do horizonte, quando a relação da cidade com sua paisagem faz parte de sua partitura original” (Folha de São Paulo 21/04/2010)
Em forma síntese de hoje:

· 500 mil pessoas vivem em terras irregulares. (uma parte de eles com risco ambiental).
· Concentração de empregos no centro (plano piloto)
· 80% das pessoas moram fora do centro, mais 70% dos empregos estão concentrados no centro.
· Transporte precário e falta de planejamento.
· Falta de preocupação com o crescimento.

Quando na realidade o edifício do Congresso Nacional seria o edifício mais alto, assunto que terminara este escrito, falando da importância desta magnífica edificação, que a pesar de seus 50 anos sua arquitetura penso que tem a vigência da sua temporalidade (passado-presente), em minha opinião sua escala dimensional e de seu lado formal (relação espaço-massa), visa um condutivismo lineal – aquela percepção que a obra vai sempre em prospecção, por isso es que se fala que Niemeyer será o único arquiteto será lembrado por suas obras no século trinta?
Também e interessante como hoje arquitetos expressam sua visões sobre a jovem senhora como do arquiteto Sergio Parada quando diz: “o desenho e a qualidade espacial – suas grandes áreas – de Brasília me atraem. Alem de ser uma cidade formada por pessoas do Brasil e do Mundo”, ou quando (como fale na introdução) o arquiteto Lelé diz: “O projeto ideal respeita a natureza e leva encontra a topografia a vegetação e a vista, elementos que faz o ser humano se identificar com o planeta e sentir-se parte dele”, ou quando a artista plástica Carla de Assis diz: “Queremos provocar ao observador ao reestilizar ícones e elementos do dia a dia. E o nome de Brasília faz bem homenageia a qualidade de vida e os profissionais que se destacam na cidade”. O das novas propostas como da Torre de TV Digital de Niemeyer, ou do Parque das Sombras de Jaime Lerner.
Que ma minha opinião o Parque das Sombras e uma idéia que resgata uma identidade local – conceitos atuais ou contemporâneos das questões ambientais e de sustentabilidade como percebi nos livros de Luis Gouvêa – Cidade Viva (2008), o de Marta Busto Romero (org) – Reabilitação Ambiental Sustentável (UNB:2009).
Mais não poderia terminar este capitulo o pensamento político com relação ao comportamento das políticas atuais de como se vem levando os concursos para os novos projetos de arquitetura, como bem o expressa o arquiteto Paulo Paranhos “A arquitetura virou um item de supérfluo no Brasil, onde a media dos concursos públicos para os projetos arquitetônicos é de dez por ano, e na França e de 1.200 exclama. (Revista Arquitetura & Construção – mês de Maio 2009 – Especial de Brasília). Bom na minha opinião que na medida que não se consolide a criação do CAU – Conselho de Arquitetos e Urbanistas do Brasil, que já esta passando da hora, e um assunto que nossa classe profissional temos lutado para a consolidação deste processo pelo menos foi o ponto neurálgico o a coluna vertebral nas discussões na minha cidade de Goiânia no CBA – 2006. Neste caso meu pensamento e positivo, o importante que não seja só no pensamento – EXPRESEMOS AGORA SIM - mais bem arregacemos nossas ações e pro deste “ideal” – é necessário e indispensável para o futuro da nossa profissão – porque sempre penso que as soluções e visões se encontra na mesma essência da arquitetura e o estudo das cidades, para isso nos temos preparado não é. Quiçá para que não ocorram situações com as explicadas por Paranhos.


Vista do interior do Congresso Nacional

Visão do movimento da arquitetura moderna expressado no Edifício do Congresso Nacional

Penso que primoroso edifício projetado pelo mestre Niemeyer no ano de 1960 consolida todos os pensamentos da arquitetura moderna no Brasil – assunto que acho que a arquitetura moderna de hoje no Brasil esta imbuída de tal forma no nosso pensamento, o sentido de utopia e abstração se faz mais evidente pareceria estar tão inspirado no nosso pensamento que gera questões neuronais em maior proporção – e não estou falando de reminiscências historicistas, mais bem de uma escola de arquitetura do passado (que pertenço dessa época anos 70) que ainda tem o prazer de ser assim. E para nos que vivemos da arquitetura e projetamos nossas edificações faz mais sensível ao colocar nossos primeiros traços, poderia referi-me ao lado formal de adições e subtrações na criação da forma, adição nos sentido de ser mais coerente com a questão da sustentabilidade ambiental assunto pouco explorado, eu acho – mais bem penso que si estivéramos redescobrindo alguma coisa que já sabíamos, mais hoje como principio conceitual básica para entender todo o processo arquitetural, e subtrações no sentido de movimentar a forma e criar este vazios que produzam o contraste entre os cheios, claro estou falando desde uma metáfora imbuída dentro da própria linguagem da arquitetura.
Mais todos sabemos que o Congresso Nacional esta localizada dentro da praça dos três poderes do Estado: Legislativo, Executivo e Judicial, quiçá esta praça representa a síntese da espacialidade do pensamento de Kubistchek, Costa e Niemeyer, alem e claro das questões inerentes as decisões políticas do Brasil.


Mensagem de JK – no interior do Congresso Nacional.



Maquete das Edificações dos Três Poderes de Brasília – para pessoas com deficiência visual – importante visão de acessibilidade de inclusão social.


Vista do Congresso Nacional.

Apresento alguns traços ditos por Niemeyer: “o que me atrai e curva livre e sensual..., e a própria estrutura bruta pintada de branco..., arquitetura é invenção e com esta palavra de ordem que procuro fazer minha arquitetura...”


Oscar Niemeyer na explicação do projeto do Congresso.

“A gente tem que sonhar, por que si não as coisas não acontecem; espero que Brasília seja uma cidade de homens felizes, homens que sintam a vida em toda sua plenitude e toda sua fragilidade, homens que compreendam o valor das coisas simples, um gesto uma palavra de afeto, uma solidariedade”.



Arquiteto Oscar Niemeyer – momento de reflexão de sua arquitetura.

“Quando a forma cria beleza, tem na sua própria forma sua justificativa..., minha vida não e nada de especial e insignificante...” e concluído na sua famosa frase “porque a vida e um sopro, não é”.



O traço firme de Niemeyer.

Para dar termino neste ensaio critico, e posso dizer com certeza que meu estado holístico mental teve reflexões profundas das sensibilidades extremas dos componentes das partes arquitetônicas e urbanísticas das essências complexidades da nossa arte, e claro de nossa profissão, que fizerem me comunicar desta maneira, recentemente fiz uma visita técnica com meus estudantes de arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – Escola do Ambiente da cidade de Anápolis – Goías, e pode perceber mais de uma vez (e seguiria visitando tantas vezes possa) importância da magnífica obra do Congresso Nacional, e o que a obra reflete no tempo e espaço sua adição aos novos pensamentos contemporâneos, como o explica Niemeyer “este olhar sempre para frente” mais no meu caso sempre olhando para o passado, que nos imbui a novas direções do passado-presente retro alimentadoras, porque de fato um dos pontos mais importantes da humanidade são as expressões da espacialidade da nossa arte, pensa-se que as expressões olhadas da temporalidade dos fatos apresentados na arquitetura e o urbanismo como arte expressiva que é.


Alunos da Escola do Ambiente – FAU no Congresso Nacional (Abril-2010)

Curiosamente ao terminar este escrito dia do trabalho – 1 de maio de 2010 – queda este pensamento da revolução francesa (1789) “liberdade, fraternidade, igualdade” – assuntos que na minha maneira de ver estão tão vigentes nos seus conceitos originais.

Também neste blog ao completar suas cem publicações no seu primeiro ano de vida, tenho escrito mais uma vez sobre esta jovem senhora chamada de Brasília, e claro do visionário Kubistchek, dos mestres Lucio Costa e Oscar Niemeyer (ver datas: 06/03/2009 – 12/07/2009 – 08/11/2009 – 23/12/2009 – 10/01/2010), assunto que acho que sempre será um tema de discussão e dissertação e uma maneira de repensar das complexidades essências da arquitetura e o urbanismo.

Goiânia, 1 de Maio de 2010
Arq. Jorge Villavisencio O.
Bibliografia:
NIEMEYER,
Oscar, A Forma na Arquitetura, Editora Trotta, Rio de Janeiro, 1978.
LE CORBUSIER, Hacia una Arquitectura, Editorial Poseidón, Buenos Aires, 1978.
FRAMPTON, Kenneth, Historia da arquitetura moderna, Livraria Martin Fontes Editora, São Paulo, 2008.
ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Editora Martins Fontes S.A., São Paulo, 2009.
FREUD, Sigmund, Obras Completas, Editorial Biblioteca Nueva, Madrid, 1972. Tomo IV, (pág. 2309-2334)
LUDEÑA, Urquizo Wiley, Ideas y Arquitectura en el Perú del siglo XX, SEMSA Ed., Lima, 1986.
EDWARS, Brian; Guía Básica de Sostenibilidad, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2008.
GOUVÊA, Luis Alberto; Cidade Viva: Curso de desenho ambiental urbano, Editora Novel, São Paulo, 2008.
ROMERO, Marta Bustos (Org.); Reabilitação Ambiental Sustentável Arquitetônica e Urbanística – Reabilita, Editora Fundação Universidade de Brasília – FAU/UNB, Brasília, 2009.
SCRUTON, Vernon Roger, La Estética de la Arquitectura, Alianza Editorial, Madrid, 1985.
VILLAVISENCIO, Jorge; Blog: arquitecturavillavisencio, Lima e Goiânia, (2009-2010).
Revista Arquitetura & Urbanismo: Editora Pini, São Paulo, 1997.
Revista Arquitetura & Construção: Editor Abril, São Paulo, 2010.