martes, 27 de diciembre de 2011

Arquitetura: redes, imagens e o imaginário

Arquitetura: redes, imagens e o imaginário
Arq. Jorge Villavisencio



Neste ultimo escrito do ano de 2011, tenho preparado o presente texto sobre os conceitos sobre as imagens e redes web estas relacionados com a arquitetura, mais quero esclarecer que o estudo da arquitetura e o estudo das cidades não só são analisadas através de imagens tem muitos mais assuntos que vem com uma alta complexidade como é a arquitetura, então queda como premissa o que se pode orientar/entender através das imagens (fotografias) que de fato nos tem ajudado a reconstruir a historia da arquitetura e urbanismo (as vezes com fatos iconográficos ver imagem do MUSAC embaixo), mais ao mesmo tempo agrega conotações importantes, que em certos casos podem-nos levar a entender a questão do imaginário que nos imbui a percepções arquitetais. Sem duvida a “redes” nos ajudam a criar uma mobilidade (principio da modernidade) contida nas novas tecnologias de informação e comunicação – NTIC.


“... no resgate da memória da iconografia na arquitetura.” (J. Villavisencio)
MUSAC – Museu de Arte Contemporâneo de León – arquitetos Mansilla & Tuñon

Hoje em dias as redes sociais têm ocupado grande espaço no convívio das pessoas, inclusive não só como comunicação, mais penso que pode ir alem, talvez (em poucos casos) possam gerar certas “opiniões de massa” desta forma podem criar novos comportamentos.

“... as formas puras platônicas com continuidade.” (J. Villavisencio)
Escritórios Galieé – Ateliê Bellencourt arquitetos – Toulouse, Fr.

Como sabemos a oposição e dialogo entre o irracional e o racional tem acompanhado nossas formas de pensar desde suas raízes mais antigas entre o ocidente e o oriente. Mais a razão de pensamento ocidental, e ideograma chinês “ku” cujo significado e a mesma “racionalidade”, como e óbvio a razão constitui um processo “comunitário”, em poças palavras estamos de acordo de determinadas condições com pluralidade de pensamento – o seja “acordo comum”.


Si ao ter racionalidade é tecer um emaranhado de idéias que podem convertesse em ideais comuns, (novamente acordo comum) que podem ser percursos, alternativas, entradas, saídas, árvores, conexões, comutações, sincronizações. O homem contemporâneo intercambia lugares, sensações, costumes e aprende a acionar e re-acionar de acordo com seu movimento. E não tem como não entrar na esfera da WEB – Word Wide Web, que na realidade se apegam varias “redes sociais” (neste caso utilize o Facebook) donde se emite opinião/critica de determinado assunto (devo dizer que nosso foco esta na arquitetura e na construção de cidades – urbanismo) e desempenhe algumas visões como resultado em sinergias de relação das imagens apresentadas, muitas delas (algumas estão neste texto) possibilitou ter feedback de determinadas imagens de alguns edifícios contemporâneos. Mais para que o estudo tivesse solides a “resposta” teve que ser contundente, e quase se apresenta (realimentação) no maximo dentro das 24 horas.


“... lugar dedicado a experimentação e criação artística.” (Montaner, 1999:59)
“Neste projeto do Centro Aquático de Londres (2011) da importante arquiteta iraniana Zaha Hadid (1950-), faz lembrar-se da obra do Terminal da TWA do aeroporto John Kennedy (1956-1962) de New York do arquiteto Eero Saarinen.” (J. Villavisencio)


O alucinante da rede – web no seu momento e que tenta mostrar nossa orientação ou nossa desorientação detrás de oposições de racionalidade ou irracionalidade – claro estes se configuram dentro do espaço-tempo contemporâneo, então de jeito maneira são atemporais.


Determinada ação de segmentação pode ter verificado no seu retumbo e interação, nem sempre utiliza determinada lógica – a pesar que a “Lógica” se haja convertido num fato no mundo contemporâneo, que de forma múltipla e de meticulosa metodologia é utilizada. Mais este depende de nosso razoamento lógico de terminada situação do qual no podemos abocar em expressar, às vezes com impulsos do momento, como nos sabemos depois da “reflexão” de determinada opinião/critica pode acontecer reverberação do dito, muitas vezes de forma acertada, mais outras de forma desacertada, penso que no uso da WEB (em alguns casos poucos instantes/segundo) não nos da o tempo para emitir determinado “dito” a necessidade de que seja mais reflexiva e aprimorada e menos apresada.


“... não tem duvida que o MAC de Niterói seja privilegiado pela sua paisagem natural...” (J. Villavisencio)
Museu de Arte Contemporâneo – MAC de Niteroi – RJ. de Oscar Nimeyer.

No movimento “construtivista” (sem duvida que tem influído ate hoje) que se inicia no ano 1921, que na realidade concreta a agilidade e a dinâmica da “revolução” – tensão, energia, flexibilidade, como e no caso da arquitetura: o ótimo uso dos materiais, a ausência do todo elemento supérfluo, que no resumo é o esquema de uma construção e da combinação de linhas de planos de formas estas claro definidas por um esquema de forças. Organização, esquemas, combinação, sistemas, claro todas estas de forma explicita, o construtivismo se auto-define dentro da linguagem arquitetônico, que se entronca dentro das redes com “redes universais”.

... adições formais de uma arquitetura contemporânea” (J. Villavisencio)
Museu Salvador Dali – Florida, USA – arquitetos Hok + Bek

Mais vivemos profundamente incrustados em meio de uma quantidade enorme de informação, já descrevia B. Skinner ao dizer que a gente tem uma quantidade de informação, e só depois da “reflexão” esta se tornaria conhecimento: Mais sem duvida chegamos a ter reação de determinada situação arquitetônica estas claro através de enormes redes múltiplas associadas as novas tecnologias – NTIC.


O anedótico e também o descritivo (nas imagens) que puramente e local ate folclórico, mais é uma forças maiores no final do século XX e nos inícios do século XXI, o qual está imbuído nos processos de “abstração” – distanciamento e re-localização dos particulares, reconfiguração dos detalhes e redistribuição das formas – liberam criatividade. Ate o imaginário faz parte do pensamento contemporâneo, mais considero que deve “anunciasse” com sutileza, forca de expressão já seja na própria imagem apresentada – mais sem duvida acompanhada de alguma “teoria” que leve a uma reflexão mais esmerada.


Goiânia, 27 de Dezembro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografia
JOHNSON
, Steven; Sistemas emergentes: O qué tienen en común hormigas, neuronas, ciudades y software, Fondo de Cultura Económica, México D. F., 2003.
VELARDE, Héctor; Historia de la Arquitectura, Fondo de Cultura Económica, México D. F. {1949}, 2004.
ZALAMEA, Fernando; Ariadna y Penélope: Redes y Mixturas en el Mundo Contemporáneo, Ediciones Nobel, Oviedo, 2004 (Capítulo IV – Redes pág. 119-149)


jueves, 1 de diciembre de 2011

Zaha Hadid e sua inquietude sobre a arquitetura

Zaha Hadid e sua inquietude sobre a arquitetura
Critica: Arq. Jorge Villavisencio



A arquiteta iraquiana Zaha Hadid (1950-) tem muitas peculiaridades, mais de fato falar de sua arquitetura gera certa “inquietude”, penso que faz parte da maneira que ela projeta, na presente critica veremos algumas de suas obras que sem duvidas já faz parte do pensamento contemporâneo de fazer arquitetura, e claro de suas influencias nas condiciones presentes.

F001 – Fire Station (1993) Alemanha – Zaha Hadid
Fonte: H. Binet


Como todos sabem Zaha Hadid e a única arquiteta em ter recebido (2004) o importante premio da arquitetura o Pritzker, mais também foi laureada por outros Prêmios como: 1982 vencedora do Concurso para "The Peak", Hong Kong, 1994 Vencedora do Concurso, Cardiff Bay Opera House, Cardiff, País de Gales, 1997 Vencedora do Concurso, MAXXI: Museu Nacional de Arte XXI Century, Roma, 2000 Pavilhão Serpentine Gallery, em Londres e Membro honorário da Academia Americana de Artes e Letras. Membro honorário do Instituto Americano de Arquitetura, 2003 Prêmio Mies van der Rohe para Honheim-Nord Terminus, 2005 Designer do Ano, Design Miami. RIBA Stirling Prize Finalista, pelo BMW Edifício Central, 2006 RIBA Prêmio Jencks. Prêmio American Institute of Architects (UK). Finalista do Prêmio Stirling RIBA, Phaeno Science Center. (GTa4P-FAU:2011B)


Minha primeira reflexão vai dirigida ao fato de ser a única mulher ao ter o Pritzker, si bem e certo que não tem muitas mulheres que forem candidatas ao premio- sim queda a duvida não é?
Mais a incursiones da arquiteta Hadid não só na arquitetura tem uma capacidade para as artes plásticas como da escultura, que de fato se entrega a uma plasticidade, inquietude e risco e o que faz parte de sua arquitetura.


Claro estas são alguns menções. Sem duvida e uma artista de ações pluralistas – sua arte não se limita na arquitetura, uma arquiteta que este imbuída nas artes plásticas, considero que seu intuição sobre as diversas artes tenha como base a escultura. Como podemos apreciar na (imagem F001) podemos ter referencias da obra do mestre Niemeyer na obra do Cassino (1942) na Pampulha, inclusive em algumas referencias foi dito que “Hadid tem referentes de Niemeyer” (Frampton, 2008), mais devo esclarecer não da arquitetura brasileira – só na arquitetura individualista e da plasticidade que faz parte das extensas obras do mestre Oscar Niemeyer.


F002 – LFone (1999) Alemanha – Zaha Hadid
Fonte: H. Binet


Na (imagem F002) vemos o extenso caminho de acesso – na arquitetura e chamada de “promenade” suas formas estilizadas que faz parte dos projetos de Hadid, mais devemos esclarecer que este recurso bastante utilizado na arquitetura moderna, é uma das formas de encontrar de a maneira lúdica em análise espacial e contexto na arquitetura. Como também de esta visão “suprematista” talvez como uma visão do “neo” mais como referente muito firme do cubismo e do movimento Dada.


F003 – Sky Jump (2002) Austria – Zaha Hadid
Fonte: H. Binet


O aspecto “escultural de Hadid” (Frampton, 2008:435) e de suas primeiras pratica no OMA especificamente da arquitetura de Rem Kolhaas esta na suas obras, e claro influenciam na sua arquitetura, mais penso que existe uma precisão muito matemática e fazer seus objetos, talvez pelos seus estudos iniciais na Universidade Americana de Beirute, de fato e importante já que o fruto da própria mesma geometria tem base nas matemáticas, só como exemplo na obra (ver imagem F003) do Sky Jump, porque definitivamente alem do equilíbrio, precisão, estética da obra, podemos também analisar seu uso/função, claro entendamos que a força da gravidade o estudo mesmo faz que seja uma especialidade – claro que é atendida com amplitude por Zaha Hadid.


F004 – Phaeno Science Center (2005) Alemanha – Zaha Hadid
Fonte: site oficial Zaha Hadid


São varias características atribuídas a Hadid, mais sua essência espacial este no suprematista imbuída no russo Malevich que sintetiza dizendo “no puro sentimento” em uma sociedade de artistas que tentam de alguma forma de ser “vanguardistas” e talvez com intuição utopistas que hás vezes incompreendidas ou pouco entendidas hoje, mais no raciocínio de Sir Tomas More (sec. XVI) é possível. Para Hadid a idéia de “desmaterializar” este presente em quase todas suas obras, apresentarem uma arquitetura hibrida (baseadas nas teorias do caos) – penso, que esta no seu conceitos proeminentes da arte (devo esclarecer que a arquitetura é arte), mais como tinha dito no inicio Hadid a “inquietude” , formalista recreia nossa mentes, e claro nos influencia nas nossas forma de pensar e atuar principalmente para o homem comum, imaginem para os que tentamos em teorizar sobre a arquitetura.


F005 – Edifício BMW (2005) Alemanha – Zaha Hadid
Fonte: (GTa4P-FAU:2011B)


Nas “Teorias do Caos” (estética relativa, geometria factual não euclidiana, domínios múltiplos, etc.) geram novas tendências de fazer arquitetura a visão do “ciberespaço”, assim como das novas tecnologias como da “computação gráfica”, penso que influenciam a Zaha Hadid, um domínio que é feito pela sua equipe, claro como diz atribuídos nos inícios no escritório do OMA, mais ao se desligar no ano de 1980 acha seu visão formalista e funcionalista, mais nem sempre chega ao desejado porque penso que existe uma “experimentação” que esta presente na sua arquitetura.


F006 – Escultura – Zaha Hadid
Fonte: (GTa4P-FAU:2011B)


A plasticidade (ver F006) vê que apresenta essa experimentação – formas amorfas que ao mesmo tempo geram visões lúdicas de entretenimento visual - comentava com alguns colegas si seria apropriado utilizar a palavra (mais vai aí) “puxenta” – algo assim como uma elasticidade que pode ter varias formas ao mesmo tempo, claro sem uma questão definida, mais assume riscos nas questões espaciais, tenho percebido que as teorias conceituais de outros arquitetos com Mais van der Rohe, Le Corbusier, Kolhaas inclusive ate mesmo Niemeyer “Zaha se aproxima de Oscar Niemeyer na medida em que ambos compartilham um certo destemor no seu trabalho e ambos não têm medo do risco que vem, inevitavelmente, com seus respectivos vocabulários de formas visionárias” (GTa4P-FAU:2011B)


F007 – Centro Aquático, Londres (2011) – Zaha Hadid
Fonte: site oficial Zaha Hadid


Neste projeto do Centro Aquático de Londres (2011) da arquiteta iraniana Zaha Hadid (1950-), faz lembrar-se da obra do Terminal da TWA do aeroporto John Kennedy (1956-1962) de New York do arquiteto Eero Saarinen, “... lugar dedicado a experimentação e criação artística.” (Montaner, 1999:59)


Si bem e certo que Hadid se aproveita dos pensamentos da arquitetura moderna, quer dizer como “inicio e não finalidade”, já que deixa um certo racionalismo aproveitada de sua usual criatividade de própria “inquietude” que esta presente em quase todas suas obras. Mais sair de inteiro do racionalismo sabe muito bem que não é possível, só para lembra da obra do Centro de Artes Contemporâneo de Cincinnati em Ohio (2003), uma obra atrelada aos conceitos ate certo ponto dogmáticos de Le Corbusier, claro em referencias a seus cinco princípios lecorbusianas.


F008 – Centro Jesolo,Itália (2010-2014) – Zaha Hadid
Fonte: site oficial Zaha Hadid


Penso que apesar de tentar de desvincular-se do pensamento moderno, e entrar de cheio no pensamento contemporâneo, mais antes devo esclarecer que o pensamento moderno “tinha um projeto” e se ser contemporâneo e a “busca de algum projeto”, que é um assunto muito diferente, mais “Quer se queira, quer não, assistimos a uma profunda alteração na consideração na arte relativamente à vida. Aristóteles podia afirmar que não é possível escrever um drama sobre homens comuns, e que é necessário criar personagens de escala...” (Zevi, 2009:199)


F009 – Thyseenkurpp, Alemanha (2006) – Zaha Hadid
Fonte: site oficial Zaha Hadid


Como podemos apreciar acima na obra do Thyseenkurpp (ver imagem F009) os aspectos tecnológicos estão presentes e inclusive nas suas decisões formais, uma estética que em minha opinião gera progresso tecnológico, mais pouco humanizante, pareceria que esta um pouco distante do próprio “ser”, mais ser contemporâneo e pensar na tecnologia “Estamos sem duvida embrulhados numa grande revolução tecnologia, ...foi uma serie de avances tecnológicos que combinarem para produzir o cambio decisivo na capacidade humana de dominar os fluxos de energia.” (Johnson, 2003:100-101)


E desta forma que podemos interiorizar nossos pensamentos contemporâneos, uma fluidez de energia dita por Johnson - “o domínio da tecnologia”, não é uma tarefa fácil mais sem duvida treinar, capacitar e, sobretudo “criar outras formas” é novos manifestos muito atuais, muito contemporâneos, de ajustar nossa forma de pensar e atuar, uma rebeldia que este presente nas teorias do caos.


Como tínhamos dito anteriormente ser contemporâneo é a busca incessante de um projeto especifico, como foi o pensamento moderno: razão, calculo, avance, limpeza, liberdade...etc., são elementos que norteiam nossas forma de pensar, talvez pensar e atuar contemporaneamente seja pensar com sustentabilidade, seja esta de forma pluralista, o uso da tecnologia no sentido amplo da palavras “ser tecnológico” seja em si nosso modus vivendi, penso que a arquiteta Zaha Hadid nos leva a uma reflexão de profundidade esmerada, que é expressada na sua arquitetura, arriscar e inquietar nas suas formas são fatos percebidos na tecnologia e nos aspectos formais.


Goiânia, 01 de Dezembro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio



Bibliografia


MONTANER, Josep; Después del movimiento moderno: Arquitectura de la segunda mitad del siglo XX, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 1999.
FRAMPTON, Kenneth; Historia da critica da arquitetura moderna, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008.
TIETZ, Jürgen; Historia da arquitetura contemporânea, Editora h.f.hullmann, Colônia, 2008.
ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.
JOHNSON, Steven; Sistemas emergentes: O qué tiene en común hormigas, neuronas, ciudades y software, Fondo de Cultura Económica, México D. F., 2003.
(GTa4P-FAU:2011B); Grupo de Trabalho sobre o Tema: Zaha Hadid; membros do GT: Ana Júlia Rodrigues; Ângela Nagamori; Daniel Morais; Gabriela Duarte; Juliano Victor; sobre orientação do Prof. Jorge Villavisencio da disciplina Historia, Teoria, Critica da Arquitetura IV, da Escola do Ambiente (4 período-2011B) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UNIEvángelica, Anápolis, 2011.


jueves, 24 de noviembre de 2011

Paraná na Exposição Brasileira em Barcelona 2011

Neste ano foi solicitado pela Presidência do Instituto de Arquitetos do Brasil arquiteto Gilson Paranhos para indicar algumas obras “representativas” de diversos Estados brasileiros. O arquiteto e historiador Prof. Irã Taborda Dudeque apresenta estas cinco obras de seu Estado Paraná. Como e obvio muitas obras podem ser representativas, mais muito depende da escolha da percepção que possa ter o expositor de determinada obra, tarefa que não considero que seja fácil, mais sem duvidas penso que Dudeque tem uma intuição esmerada em relação à arquitetura e o urbanismo paranaense, vejamos que tem a dizer.

Goiânia, 24 de Novembro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio


Paraná na Exposição Brasileira em Barcelona 2011
Por Arq. Irã Taborda Dudeque


Seguem as cinco obras representativas de Curitiba, para a Exposição Brasileira em Barcelona 2011. Vou na linha do Villavisencio: "apesar de que existem outras obras importantes, penso que na escolha sintetiza o “espírito evolutivo” arquitetônico e urbano".


Residência Frederico Kirchgässner (1930)

F.001 – Residência Frederico Kirchgässner (1930) – Curitiba
Fonte: Irã Taborda Dudeque


1930: Residência Frederico Kirchgässner: a atualização da cidade em relação ao que acontecia na Europa, um curioso exemplo do expressionismo alemão e, ao mesmo tempo, um repúdio às teses nazistas de que o telhado plano era uma invenção de judeus comunistas. E havia muitos nazistas em Curitiba... Aliás, a casa do Kirchgassner é contemporânea da produção do Warchavchik, mas não tem nenhuma relação com ela. Toda a bibliografia e as referências de Kirchgässner eram alemãs, Berlim-Curitiba, sem escalas no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

(versão em espanhol)
1930: Residencia Frederick Kirchgässner: la actualización de la ciudad en relación a lo que sucedió en Europa, un curioso ejemplo de expresionismo alemán y al mismo tiempo, un rechazo de la tesis nazi de que el techo era un invento de los judíos comunistas. Y había muchos nazis en Curitiba... De hecho, la casa Kirchgassner es contemporánea de producción Warchavchik, pero no tiene nada que ver con eso. Toda la bibliografía y referencias Kirchgässner eran alemanes, Berlín-Curitiba, sin pasar por Río de Janeiro o São Paulo.

Edifício da Petrobrás (1968)


F.002 – Edifício da Petrobrás (1968) Rio de Janeiro dos arquitetos José Sanchotene, Luiz Forte Netto, Roberto Luís Gandolfi, Abrão Assad, José Maria Gandolfi e Vicente de Castro.
Fonte: Irã Taborda Dudeque


1968: Petrobrás. O edifício está no centro do Rio de Janeiro. Mas foi criado por uma equipe de arquitetos atuantes em Curitiba: José Sanchotene (nosso caríssimo colega de COSU), Luiz Forte Netto, Roberto Luís Gandolfi, Abrão Assad, José Maria Gandolfi e Vicente de Castro. Como professores do curso de arquitetura da UFPR, eles determinaram grande parte do debate arquitetônico na cidade.


F.003 – Edifício da Petrobrás (1968) Rio de Janeiro dos arquitetos José Sanchotene, Luiz Forte Netto, Roberto Luís Gandolfi, Abrão Assad, José Maria Gandolfi e Vicente de Castro.
Fonte: Jorge Villavisencio


(versão em espanhol)
1968: Petrobras. El edificio está en el centro de Río de Janeiro. Sin embargo, fue creado por un equipo de arquitectos que trabajan en Curitiba: José Sanchotene (nuestro querido colega COSU), Fort Luiz Netto, Luis Roberto Gandolfi, Assad Abram, Gandolfi y José María Vicente de Castro. Como profesores de arquitectura UFPR, determinaron la mayor parte del debate arquitectónico en la ciudad.

Teatro Paiol (1971)


F.004 – Teatro Paiol (1971) – Curitiba
Fonte: Irã Taborda Dudeque


(versão em espanhol)
1971: Teatro Paiol. O edificio original é da primeira década do século XX. Estava afastado da cidade porque era um armazém de pólvora. Jaime Lerner, em sua primeira gestão, transformou-o num teatro. Um espaço tipo César Dorfman, para jazzistas e mpbzistas. Vinicius de Moraes inaugurou o teatro. A história abre o meu livro "Nenhum dia sem uma linha".


F.005 – Teatro Paiol (1971) – Curitiba
Fonte: desconhecida


1971: Teatro Paiol. El edificio originalmente es la primera década del siglo XX. Estaba fuera de la ciudad, ya que era un almacén de pólvora. Jaime Lerner, en su primer mandato, lo convirtió en un teatro. Un lugar tipo César Dorfman, el jazz y mpbzistas. Vinicius de Moraes inauguró el teatro. Su historia abre mi libro "Nenhum dia sem uma linha".

Pavilhão Jacques Cousteau (1992)



F.006 – Pavilhão Jacques Cousteau (1992) – Curitiba de Domingos Bongestabs
Fonte: Irã Taborda Dudeque


1992: Pavilhão Jacques Cousteau, de Domingos Bongestabs. A tentativa de dar um uso social para pedreiras desativadas. E houve gente que queria transformar aquele sítio em depósito de lixo hospitalar...


F.007 – Pavilhão Jacques Cousteau (1992) – Curitiba de Domingos Bongestabs
Fonte: Irã Taborda Dudeque



(versão em espanhol) 1992: Pabellón Jacques Cousteau de Domingos Bongestabs. El intento de dar un uso social de los canteros de piedras. Había gente que quería convertir ese sitio vertedero de basural de detritos hospitalario...

F.008 – Pavilhão Jacques Cousteau (1992) – Curitiba de Domingos Bongestabs
Fonte: Irã Taborda Dudeque


Museu Oscar Niemeyer (2002)

F.009 – Museu Oscar Niemeyer (1992) – Curitiba
Fonte: Irã Taborda Dudeque



F.010 – Museu Oscar Niemeyer (1992) – Curitiba
Fonte: Irã Taborda Dudeque



Nota: Informação sobre a Goiânia na Exposição Brasileira em Barcelona (2011)
http://jvillavisencio.blogspot.com/2011/06/goiania-e-sua-representacao-da-historia.html

domingo, 13 de noviembre de 2011

Seoane Ros e seu edifício da Diagonal: na procura da gentileza urbana

Seoane Ros e seu edifício da Diagonal: na procura da gentileza urbana
Critica: Arq. Jorge Villavisencio

Às vezes a gente apresenta certas obras que podem ser interessantes, mais na critica da arquitetura onde um dos paradigmas esta na “escolha” dos objetos neste caso o edifício da Diagonal, como e obvio ao fazer a escolha de determinada edificação estamos criando determinado interesse pessoal ou comunitário dependendo da percepção que possas ter.

F. 001 – Edifício Diagonal – vista
Fonte: J. Villavisencio (2010)



Penso que muito depende da sensibilidade perceptiva de como cada um vai se educando num lapso de tempo bastante longo, a percepção pela arquitetura definitivamente cria sensações que pode mudar ate comportamentos não só da maneira projetual ou construtiva, vai mais alem, nas configurações de comportamento do ser humano. Talvez um dos assuntos que mais me fascinam na arquitetura e a questão da “gentileza urbana” onde determinada edificação possam criar no seu entorno urbano.


F. 002 – Edifício Diagonal – localização Distrito de Miraflores
Fonte: Google Earth (2011
)



O arquiteto peruano Enrique Seoane Ros (1915-1980) profissional prolífico pela qualidade e quantidade de projetos – este classificado pela sua arquitetura modernista de concepto racionalista, Seoane realizo vários projetos importantes, como o Ministério de Educação (1951-56) na cidade de Lima, como todos sabem são determinados projetos públicos que geram representatividade arquitetônica principalmente pela qualidade – quase de forma indiscutível, e inclusive dentro da propostas teóricas de Le Corbusier. Foi assim o que sucedido no Brasil na construção do Ministério de Educação e Saúde (1935-1943) na cidade de Rio de Janeiro pelos arquitetos Costa, Niemeyer, Vasconcelos, Leão, Reidy, Moreira, claro baixo a batuta (assessoria) do mestre Le Corbusier. E desta forma que estes edifícios são percebidos por outros profissionais da arquitetura, mais principalmente pela população que faz parte de seu convívio diário. Lembremos que a arquitetura é a arte que mais se vê.


F. 003 – Edifício Diagonal – vista lateral
Fonte: J. Villavisencio (2010)


A localização deste edifício esta atrelada ao modus vivendi deste bairro principalmente por estar frente ao parque central. Como percebemos Seoane tinha visto isso (assim penso) ao determinar que esta edificação pudesse provar ou comprovar uma diferenciada arquitetura de fino trato tanto no seu lado formal como na rica forma construtiva, penso dos conceitos da Escola de Chicago, que são revelados pelo arquiteto Loiuse Sullivan (1856-1924) em especial na aplicação dos materiais que forem utilizados. Como exemplo nas suas esquadrias como representação “industrializada” lembremos que em nossos países da America do Sul a modernidade chega tardiamente no primeiro tercio do século XX, inclusive muitos dos materiais aplicados vinha vinham da Europa ou da America do Norte.

F. 004 – Edifício Diagonal – gentileza urbana
Fonte: J. Villavisencio


O terreno escolhido para esta edificação tem forma triangular, tem uma área de 3.420 m2. Sua obra é entre os anos de 1952 a 1954 (Bentín, 1989:230) o uso desta edificação e comercial nos primeiros 3 níveis e nos outros 5 níveis são apartamentos para habitação, com uma totalidade de 8 andares.


Como tinha dito anteriormente (ver imagem F.004) Seoane poderia ter utilizado a totalidade do terreno mais não foi assim, ele deixa uma faixa (passagem aberta) entre as duas ruas dando passe ao pedestre, só para lembra a gente faz arquitetura para os homens, e eles que tem que ser a prioridade – além claro que a cidade agradece porque integra bem com seu entorno urbano, e passa a ser que o edifício participa ativamente da cidade é desta forma que agrada sua “gentileza urbana”, hoje esta faixa deixada para a cidade cumpre um papel importante no comportamento das pessoas que transitam, não só pela circulação (que faz parte da vida moderna – o movimento – na arquitetura a promenade), e pelo uso como área de lazer que é utilizado pelas pessoas. Esta característica também e conseguida na obra do MASP (1947) de São Paulo, projeto da arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992), com seu enorme vão de 74 metros de comprimento, claro, este dentro das escalas urbanas permissíveis.


Também se fala que nas quinas forem adições que forem feitas posteriormente, sinceramente considero muito apresada esta idéia, porque tenho feitas pesquisas profundas sobre as obras deste arquiteto e seu grau de rigor e bastante elevado. Mais isto ficara na duvida ate que as investigações sejam apresadas de forma clara e mais convincentes.
F. 005 – Edifício Diagonal – Planta baixa
Fonte: Bentín (1989)


Mais muitos dos projetos de Enrique Seoane Ros resgatam sua arquitetura com algumas indicações que possam lembra nas origens ancestrais do pré hispânico, estas indicações da “identidade local” teve uma forte essência projetual – mais devemos deixar claro que forem muitas pessoas como Mariategui, Vinateia, Camino Brent entre outros, que tiveram presença nos conceitos culturais do Neoperuano, considero que apesar de não ter levado este ideal para frente, queda marcado como pensamentos históricos da arquitetura de America do Sul, talvez possa ser regatado este ideal, penso que cada vez sento mais perto do resgate na nossa historia cultural (porque definitivamente a arquitetura é fato cultural), mais como nos sabemos isso depende das pesquisas dos governos possam financiar para cuidar como bem diz José Bentím – “a busca das nossas raízes”, e mais quando um sabe de donde bem suas raízes culturais são mais fáceis de visualizar o prever qual e o rumo a seguir – é claro sem perder nossa “identidade”, talvez para alguns não seja importante porque hoje nesta vida contemporânea deve ser olhada para frente – tudo bem – mais também diria sem esquecer nosso rico passado histórico, que faz parte, queira o não – porque esta dentro dos genes de comportamento cultural do ser humano, não tem como não ser assim.

F.006 - Edificio Diagonal - detalhe da fachada Fonte: J. Villavisencio (2010)


No conceito da estética do edifício da Diagonal vemos claramente imbuído o “estilo buque” (ver imagem F.001) “Também sugerem exemplos do racionalismo europeu, precursores da arquitetura moderna com alguns motivos que lembram navios e que da o nome de estilo buque...” (Bentín, 1989:43), no tem como não lembrar o famoso livro de Le Corbusier Ver une Arquitecture de 1923, quando faz referencia aos “transatlânticos” e diz – O Lamoriciere. CIA. Transatlântica. Aos arquitetos: Uma beleza mais técnica. A estação de Orsay! Uma estética mais perto das causas verdadeiras! ...mas os construtores de transatlânticos, ousados e sábios, realizam palácios juntos dos quais as catedrais são bem pequenas: e eles os atiram na água. (Le Corbusier, 2009:60-61)

F. 007 – Edifício Diagonal – vista da esquina: Rua Porta com Av. Diagonal
Fonte: J. Villavisencio (2010)


Também concordo quando o arquiteto Elio Martucelli diz: “Um projeto que alem inventa uma passagem para a cidade...” (Bonilla, 2009:351) este reafirma minha hipótese do conceito da “gentileza urbana”. Penso que este magnífico edifício tem muito mais dizer alem de seu lado formal que também são ligeiramente convexas (ver imagem F.006), ou que seu volume de forma triangular, mantém as três frentes.
Sem duvida muitos dos projetos Seoane Ros tem esta qualidade que não só busca suas raízes locais, mais também uma arquitetura racionalista espelhada nos conceitos de Le Corbusier e de Walter Gropius, digno de uma arquitetura moderna.


Goiania, 12 de Novembro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografia
BENTÍN
, Diez Canseco José; Enrique Seoane Ros: Una búsqueda de raíces peruanas, Editorial Imprenta Desa S.A, Instituto de Investigación de la Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Artes de la Universidad Nacional de Ingeniería – FAUA/UNI, Lima, 1989.
LE CORBUSIER; Por uma arquitetura, {Titulo original: Vers une Architecture, 1923} Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.
BONILLA, Di Tolla Enrique (org.); Guía de Arquitectura y Paisaje: Lima y Callao, Ed. Junta de Andalucía e Universidad Ricardo Palma, Lima, 2009.




miércoles, 2 de noviembre de 2011

Trianon Paulista: a área verde cosmopolita que preserva o futuro

Trianon Paulista: a área verde cosmopolita que preserva o futuro
Arq. Jorge Villavisencio



Quando se observa a imagem de embaixo às vezes um possa pensar que esta numa floreta, claro tropical, a gente jamais se imaginaria que esta no maior centro financeiro da America Latina em efeito a imagem é em plena Avenida Paulista – na cidade de São Paulo.

Foto. 01 – Parque Trianon – acesso principal – Av. Paulista
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Nestes últimos dias tenho feito algumas visitas importantes (assim penso) sobre algumas obras na cidade de São Paulo, para os trabalhos de pesquisa de ordem acadêmica, mais também servem para nossas publicações neste blog, alias ajuízo que muitos dos escritos (textos, ensaios, criticas, noticias, etc.) possam servir para outros trabalhos que Vocês possam realizar.


Como tínhamos dito o Parque Trianon esta localizada em pleno coração da Av. Paulista, enfrente ao Museu de Arte de São Paulo – MASP, projeto da arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992) outra obra emblemática desta cosmopolita cidade. Podemos perceber desde a vista do MASP para o Parque Trianon sugere uma moldura entre o edifício e esta área verde. Sem duvida apresenta questões conotativas que se vão percebendo através do espaço criado.
O Parque Trianon data do ano de 1892 e foi realizado pelo paisagista Frances Paul Villon, sugestivamente no ano que vem deve cumprir seu 120 anos de vida.


Foto. 02 – Parque Trianon – Offdor
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Como todos sabem a arquitetura e a cidade é insolúvel, com isso quero dizer que uma esta ligada na outra, mais no caso do Trianon tem questões que seus alcances são maiores que no caso de uma simples edificação, porque esta área verde favorece a toda a cidade, sem duvida este espaço foi considerado como uma área de preservação de ordem ecológico, com iminências sociais, lembremos que a “gentileza urbana” tem estas questões de meta-pensamento que vão alem da nossa capacidades funcionais ou estéticas, elas influem em nosso comportamento do dia a dia, a participação para algumas pessoas são indispensáveis para o viver e conviver, repare que muitas pessoas que freqüentam o parque não só são turistas, mais bem são pessoas que trabalham entorno ao agito da cidade. Lembremos que a Av. Paulista e o centro financeiro do Brasil, e não só de São Paulo então cumpre um papel que incita ao movimento econômico de Latino America.


Foto. 03 – Avenida Paulista
Fonte: J. Villavisencio (2011)


A capacidade do Parque Trianon tem essa virtude do ínsito ao descanso e o lazer, uma contradição que “hoje é assim”, mais si analisamos outras áreas como estas podemos relacionar com o Central Park de New York que também cumpre um importantíssimo espaço verde para a cidade. Mais claro dentro das dimensões o Central Park e sua 5 Avenue é símbolo dos Estados Unidos, mais si nos situamos em America Latina podemos referirmos ao Distrito de Miraflores na cidade de Lima, área verde conhecida como o Parque de Miraflores e sua Avenida Larco. Mais em minha opinião o Trianon também cumpre uma função não só de ordem ecológico/lazer mais sim de contemplação, que leva de alguma maneira a uma recreação do nosso estado de “espírito” que na qual opino que se traduz em considerações muito mais amplas, o ser (homem) contemporâneo de pensamento correto trata de alguma forma em participar da natureza e claro estas áreas verdes cumpre esta função, são as novas formas de comportamento que fazem que de alguma forma possamo-nos relacionar melhor com a construção de nosso pensar.


Foto. 04 – Parque Trianon – vista interior
Fonte: J. Villavisencio (2011)


O Parque Trianon é a única área verde dentro da área urbana que preserva os remanescentes da mata atlântica, pode ser considerado uma ilha dentro da cidade de São Paulo, nem pensar que possa ser comparado ao Parque Ibirapuera como tenho lido em alguns textos, porque o Ibirapuera alem de ser um parque de lazer, pode ser considerado como parque cultural, e claro em uma escala de dimensões maiores. Mas no caso do Trianon como “ilha” tem esse preponderante de descanso/lazer e principalmente de contemplação. A quietude que reina nos seus espaços interno faz que um senta-se em comunhão com a paisagem natural, é evidente que nos fins de semana muitas famílias vão a esta área como papel social que foi projetada (ver Foto 02) onde imagem é sugestiva vê desde o passado a “família” como centro do ser humano, elem claro como pulmão da cidade. Talvez hoje seja diferente porque o homem executivo/trabalhador que esta nas redondezas possa utilizar o Trianon para tirar pelo menos alguns minutos o seu estresse que faz parte da vida contemporânea.


Foto. 05 – Parque Trianon – vegetação: Pau Brasil
Fonte: J. Villavisencio (2011)


Para terminar este breve texto, mais nem por isso menos importante sobre as áreas verdes, mais bem as “pouquíssimas” áreas verdes que cumprem não só como papel ecológico ambiental, mais também como ação social, faz que hoje em dia sejam preservados “merecidamente” todos estes espaços, desta forma possam ver em “preservar o futuro”, desta forma somos mais coerentes em nossa forma de pensar e de atuar, somos contemporâneos porque pensamos em forma sustentável que é em “cuidar e preservar” que são as palavras de ordem, desta forma nos sentimos melhor não só com nos, mais também com os outros, e isso e viver corretamente em comunidade, socializar pensamentos não é uma tarefa fácil, mais sem duvida o Parque Trianon nos leva de alguma maneira a sentirmos melhor com nossa forma de pensar ou re-pensar.


Goiânia, 2 de Novembro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio


domingo, 9 de octubre de 2011

Unidade na Diversidade: Candidatura para o Conselho de Arquitetos e Urbanistas do Brasil – Departamento de Goiás.

Unidade na Diversidade: Candidatura para o Conselho de Arquitetos e Urbanistas do Brasil – Departamento de Goiás.
Arq. Jorge Villavisencio


Hoje 28/Outubro/2011.


Parabéns aos arquitetos do Brasil, Parabéns a todos os arquitetos de Goiás!!! Sem duvida a disputa para as primeiras eleições para o CAU-GO. ficara marcado pelas disputas feitas em forma democrática. Para os ganharem as eleições têm a “responsabilidade” de levar nossa representação com muito trabalho e a ética que os arquitetos de Goiás têm depositado em Vocês. Agradecemos aos arquitetos de todo coração na confiança colocada em nos da Chapa 1 – Unidade na Diversidade por ter-nos outorgado mais do 1/3 dos votos válidos, agradecemos aos arquitetos a nível nacional por ter nos apoiado na nossa chapa. Viva os Arquitetos de Goiás, Viva os Arquitetos do Brasil.
Arq. Jorge Villavisencio.

O Texto:

Sem duvida a Arquitetura e os Arquitetos Brasileiros estão no momento mais importante da historia da arquitetura brasileira, varias décadas de lutas tem acontecido para a criação deste Conselho, ate que por fim no dia 30 de Dezembro de 2010 o Governo aprova a LEI 12.378/2010.
Como prevê a LEI, todos os Estados do Brasil inclusive no Distrito Federal, terá que funcionar no dia 1 de janeiro de 2012 o Conselho de Arquitetos e Urbanistas no seu Estado. As eleições serão no dia 26 de Outubro de 2011.

No Estado de Goiás se apresentam três chapas que concorrem para Conselho – CAU/Goiás, sobre isto gostaria de fazer algumas reflexões. Neste ano o destacado Arquiteto Haroldo Pinheiro, fez uma palestra para “todos” os arquitetos de Goiás explicando da importância deste Conselho, mais convicto de minhas visões e percepções de como os arquitetos goianos vem este processo, disse para Pinheiro “Aqui em Goiás somos muito complicados e vai ser muito difícil fazer uma única Chapa” (um ideal como já aconteceu em MG, DF, RJ, etc.), gostemos ou não gostemos é nossa realidade, e queda como ensinamento os diversos pontos de vista que temos sobre a arquitetura goiana, penso que temos que aprender a respeitar essa “diversidade” – lembrava das palavras do mestre o arquiteto Miguel Pereira sobre os arquitetos brasileiros “ ...a gente não é inimigo, somos adversários políticos”. Sem duvida Pereira nos leva a essa reflexão da maneira “aturada” que devemo-nos comportar.



Minha historia na participação neste processo e recente, se da inicio no 2006 – no Congresso Brasileiro de Arquitetos, realizada na cidade de Goiânia, era a primeira vez que participava como Conselheiro Superior do Instituto de Arquitetos de Brasil – IAB/GO. Fique muito sensibilizado que por primeira vez se realiza-se um evento de porte nacional e claro das palavras do Presidente do IAB/DN o arquiteto Gilberto Beleza ao dizer da importância da criação do CAU e claro no bom sentido de que se concretize na sua gestão – mais somos modernos porque geramos avance – e foi depois o atual Presidente do IAB/DN o arquiteto Gilson Paranhos que concretizamos o CAU.

Mais sem duvida no Congresso de Goiânia teve a grande chance de ouvir dentro do CBA e no COSU, as palavras que se concretizariam 5 anos depois, escutar personalidades da arquitetura brasileira como: Miguel Pereira, Lelé, Paulo Ormindo, Renato Rocha, Gilberto Beleza, Paulo Mendes da Rocha, João Suplicy, Demetre Anastassakis, Haroldo Pinheiro, Irã Taborda Dudeque, Cesar Dorfman, Luciano Caixeta, Gilson Paranhos, Napoleão Ferreira, Walfredo Antunes, Ruy Othake e tantos outros notáveis arquitetos que participarem no CBA/GO. Onde deixavam transparecer de forma límpida e contundente a importância da criação do CAU, sobre todo isso fique ávido por querer participar ainda mais de todo este processo do CAU. Mais fique muito incomodado pela baixa participação (em quantidade e não em qualidade) dos colegas arquitetos de Goiás neste importante evento (que agora aparecem – talvez por oportunismo), a final de contas tenho certeza que passarão muitas décadas para que outra vez em Goiania ocorra um novo CBA.

Então achei oportuno participar na Chapa No.1 – Unidade na Diversidade, talvez com o intuito de dar continuidade aos pensamentos que vinham do CBA de Goiânia. Os que participam da nossa chapa são:

A Equipe:
ANAMARIA DINIZ, ANTONIO LUCIO PINHEIRO, ATHOS RIOS, CARLA HERMANN, CARLOS BARBOSA, DANIEL FORTES, EDSON GOMES, HELVÉCIO GOULART, IVAN MACDOWELL, JANAÍNA FERNANDES, JOHN MIVALDO, JORGE VILLAVISENCIO, JULIANO FERREIRA, KÁTIA DO CARMO, LEÔNIDAS ALBANO, LUCÍDIO GOMES, MARCOS ARIMATÉA, NADIA DAHER, RENATO ROCHA, RONALDO PIRES, SHEILA DE PODESTÁ, WALTER GARCIA, TODOS OS ARQUITETOS NO ESTADO DE GOIÁS.



As Propostas:
CHAPA Nº 01 - UNIDADE NA DIVERSIDADE PARA O CAU GO


Em 30 de dezembro de 2011, a LEI que CRIA o Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU é sancionada (Lei 12.378/10). Este, certamente, foi o dia mais importante na história dos Arquitetos e Urbanistas brasileiros, até então atrelados a velhas estruturas burocráticas e autoritárias do Sistema CONFEA/CREAs. Um marco histórico na profissão, possibilitando as transformações que nós arquitetos sempre desejamos junto à sociedade: cidades com qualidade, habitações dignas, meio ambiente protegido, e defensa do nosso pleno exercício profissional com competência, ética e liberdade.


Em Goiás criamos o FOCAU - Fórum livre de discussão sobre o CAU- onde ocorreram palestras, discussões e reflexões de forma democrática. Neste momento único, os esforços e ideais pessoais, aliados a cooperação mútua proporcionaram o ambiente para a criação de uma Chapa que pudesse unir as diversidades existentes no exercício profissional, locais de trabalho, pensamentos e ideologias diferentes. Sempre com o foco no CAU e suas dificuldades iniciais de implantação. Assim, nasceu a CHAPA Nº 01, com a UNIDADE NA DIVERSIDADE

A CHAPA Nº 01 propõe uma gestão que não represente um grupo específico, ou mesmo os “velhos chavões políticos partidários” de mudanças ou do novo. Assim, Goiás poderá servir de exemplo para o Brasil, na construção de um Conselho forte e participativo, focado na melhoria da qualidade de nossa profissão, com a participação de todos os arquitetos e urbanistas e não somente uma diretoria eleita. Propomos uma gestão representativa, composta por participações e lideranças em décadas de luta por um Conselho Autônomo, finalizado com a criação do CAU.
O nosso compromisso será o de defender a participação de cada um dos Arquitetos e Urbanistas neste projeto de nação - o CAU BR. Comprometemo-nos a honrar a luta gloriosa pela implantação do CAU, justificando a dedicação de inúmeros colegas que desde 1958 estão construindo um projeto que deve representar a UNIDADE NA DIVERSIDADE. Propomos um conselho democrático, contemporâneo, eficiente, justo e digno da história da arquitetura brasileira. As propostas de lutas da CHAPA Nº 1 são muitas e devem ter a participação de todos na:
UNIDADE - na luta histórica do processo de criação do CAU, passando por todas as instâncias de superação e de lutas no Congresso Nacional, no Sistema CONFEA/CREAs. Propomos a união na implantação do CAU GO, com a participação democrática de cada arquiteto e urbanista goiano no processo de gestão;

DIVERSIDADE - na representatividade regional de Goiás, em todas áreas de atuação profissional, das entidades profissionais as de ensino superior, sem restrições ou preconceitos de grupos, criando espaço de discussão, produção e encaminhamento, através de instâncias institucionalizadas, por temas específicos e por regiões geográficas.


EXERCÍCIO PROFISSIONAL - com qualidade e ética para atender as necessidades da sociedade em todas as instâncias, favorecendo assim a ampliação do mercado profissional pela sua competência, divulgando os atributos positivos do profissional, fiscalizando e defendendo as atribuições profissionais mediante as práticas irregulares;


FORMAÇÃO - na participação da abertura de novos cursos e na reformulação do ensino, com foco na construção e proatividade em oficinas, pesquisas em obras, materiais, sistemas estruturais e construtivos, sempre com base nos conceitos da sustentabilidade; Ainda, a ampliação da carga horária dos cursos, estágio obrigatório e residência;


INOVAÇÃO - na promoção da arquitetura e urbanismo junto à sociedade, com responsabilidade social e ambiental; na agilidade da gestão e dos procedimentos de rotina do CAU; no incentivo aos concursos públicos e no envolvimento propositivo com a sociedade organizada, junto aos desafios do desenvolvimento econômico atual.


Contamos com a sua participação neste PROJETO e na sua CONSTRUÇÃO, pela UNIDADE NA DIVERSIDADE! VOTE CHAPA Nº 01


Vejam alguns os que apóiam nossa chapa



APOIO NACIONAL Nº 00 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE:
Remetente: Arquiteto MIGUEL PEREIRA (SP)
Prezado companheiro Renato Rocha
Tenho acompanhado com muita atenção o desenrolar da Campanha pela Implantação do Conslho de Arquitetura e Urbanismo , nos 27 Estados do País , e no Distrito Federal . Alegra-me saber que você , Renato Rocha , e Jorge Villavisencio , protagonizam a chapa que cativa a minha simpatia e a minha confiança . O IAB-GO tem sua história plantada no caminho da luta pelo CAU e saberá , muito bem , alimentar o espírito da cidadania e os limites do respeito , nessa prazerosa refrega eleitoral dos arquitetos brasileiros . Os companheiros das outras chapas não são nossos inimigos , mas sim , adversários que , como nós , saberão transformar o campo de batalha em um campo santo , campo de paz , onde as bandeiras desfraldadas serão aquelas da Profissão e da Arquitetura , comprometidas com um projeto de Nação , cujo futuro já começou .
Eu , meus caros Renato Rocha e Jorge Villavisncio ,
" Eu venho do fundo das eras ........quando o mundo mal nascia .
Sou tão velho e tão moço ............Como a luz de cada dia ".
Valho-me da genialidade de meu conterrâneo Mário Quintana para entender que a beleza dessa mensagem significa uma celebração ao sol , ao fogo ,
ao calor que não nos deixa envelhecer , inspirados nessa certeza imorredoura : o sol nascerá amanhã de manhã .
A chapa de vocês tem essa índole , esse calor que inspira o aconchêgo e a convivência solidária . Vocês vivem no coração do Brasil , no Planalto
Central , acostumados com o sentir cotidiano do pulsar da Nação .
Este é o meu 52º ano de acompanhamento dessa gloriosa luta pela implantação do CAU . Não sairei da trincheira .
Um grande abraço .
Miguel Pereira
PS. Miguel Pereira - Arquiteto, Preofessor FAU-SP, ex-Diretor da FUA-UnB, Representante Brasileiro na União Internacional de Arquitetos - UIACandidato à conselheiro Federal pela Chapa Paulista do CAU, ex- Presidente do IAB Nacional, e Pensamento Vivo dos Arquitetos Brasileiros na Criação do CAU.

APOIO NACIONAL Nº 1.000 - CHAPA nº1 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto LELÉ (BR): O Arquiteto
Prezado Companheiro Renato,
Finalmente, estamos realizando o sonho de tantas gerações de arquitetos que, como eu, lutaram pela criação do CAU.
Estou convicto de que os colegas da chapa Unidade na Diversidade liderada por você em Goiás, junto com o companheiro Haroldo Pinheiro no CAU/Br, saberão honrar os compromissos éticos e democráticos que devem inspirar a atuação do conselho digno e competente que desejamos.
O abraço do amigo,
João Filgueiras Lima - Lelé

APOIO NACIONAL Nº 02 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente:ARQ ROSANA FERRARI Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil de São Paulo -IAB SP
Prezado colega Renato Rocha
Parabéns pela composição da Chapa nº 1 – UNIDADE NA DIVERSIDADE, em Goiás!
Sabemos da luta dos amigos que a compõe, batalhando pela aprovação da Lei do CAU.
Tem nosso total apoio e votos de sucesso!!
Vamos para a implantação do CAU!
Abraços
Rosana Ferrari
Presidente do IAB SP

APOIO NACIONAL Nº 04 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto HAROLDO PINHEIRO (DF)
Recebam meu abraço, extensivo aos demais colegas que os acompanham no entusiasmo de fundar o CAU em Goiás e no Brasil.
Como vocês, continuo participando desta causa e espero que estejamos juntos no momento que já se avizinha: tornar real o projeto de Conselho de Arquitetura e Urbanismo pelo qual tanto nos dedicamos, ao lado de tantos colegas - ilustres e anônimos - que nos inspiraram e nos acompanham.
E como sua Chapa convoca, saberemos construir Unidade na Diversidade: um Conselho democrático, contemporâneo, eficiente, justo e digno da história da arquitetura brasileira.
Sucesso!
Cordialmente,
Haroldo Pinheiro.
PS. HAROLDO PINHEIRO é arquiteto do Instituto Habitat com o Mestre LELÉ, foi 2 vezes Presidente Nacional do IAB, uma das pessoas mais importantes na Criação do CAU e candidato à Conselheiro Federal da Chapa Única do CAU DF

APOIO NACIONAL Nº 05 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto GILBERTO BELLEZA (SP)
Prezado Renato, quero expressar meu apoio a voce e aos colegas da chapa Unidade na diversidade, que tanto lutaram pela aprovação do CAU. Sou testemunha de seu empenho e luta por nosso Conselho próprio.
Gilberto Belleza
PS. GILBERTO BELLEZA é arquiteto paulista, professor da FAU Mackenzie SP, 2 vezes Presidente do IAB SP, Ex-Presidente Nacional do IAB, pessoa fundamental no processode criação do CAU e candidato a conselhieor na chapa paulista estadual

APOIO NACIONAL Nº 06 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto MARCUS LIMA (CE) - Presidente IAB CE
Caro Renato Rocha e colegas do IAB-GO,
desejo sucesso nas eleições que se aproximam. Todo o reconhecimento ao esforço, ao empenho e ao conteúdo que você imprime ao processo de independência dos arquitetos do Brasil. Viva o CAU!
Marcus Lima
IAB-CE

APOIO NACIONAL Nº 07 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto DEMETRE ANASTASSAKIS (RJ) - Arquiteto referência em Arquitetura de Interesse Social e Ex-Presidente do IAB RJ e do IAB Nacional
Arquitetos & Urbanistas de Goiás!
Chegou a hora de elegermos os primeiros conselheiros estaduais e federais, que irão, historicamente, dirigir a instalação do nosso Conselho de Arquitetura e Urbanismo.
Conhecendo e privando da convivência e amizade de colegas de mais de uma chapa, tenho a convicção que a Chapa 01 UNIDADE NA DIVERSIDADE, é a que mais reúne condições para dar conta desta tarefa, exatamente pela amplitude de representação que conseguiu arregimentar, com lideranças de participações insofismáveis nas décadas de luta pelo Conselho próprio da Arquitetura e Urbanismo;
A Democracia será preservada, sempre, pela sábia regra da garantia da representação das chapas com voto suficiente para se incluir.
Colegas em Goiás, ao voto, na Chapa 01 UNIDADE NA DIVERSIDADE, e que as lideranças reais se expressem na proporcionalidade dos votos!
Arq. Demetre Anastassakis
Ex-Presidente do IAB RJ e da Direção Nacional do IAB
Vice-Presidente de Arquitetura do SINAENCO RJ

APOIO NACIONAL Nº 08 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteta ELISABETH FRANÇA (SP) Formada em 1980 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), a curitibana Elisabete França é Superintendente de Habitação Popular da Secretaria de Habitação da cidade de São Paulo SP. Recebeu o Título de Cidadã Paulistana
Em Go a Chapa é 1. Todo apoio.
Em São Paulo o voto é na Chapa 2.
Todos os bravos lutadores de décadas para a construção da entidade dos arquitetos estão se encontrando pelo Brasil afora. É um momento de muita alegria!
Elisabeth França

APOIO NACIONAL Nº 09 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteta JOSÉ EDUARDO TIBIRIÇA (SP) - FAU-SP.
Presidente e Ex-Presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura - ASBEA; Diretor do Departamento de Projetos da Herman Miller; Arquiteto de Henrique Mindlin Arquitetos Associados.Participa de comissões de São Paulo e no Brasil: CNLU, Colegiado SEHAB, Câmara de Arquitetura e Urbanismo da FCESP, código de obras e edificações da cidade de São Paulo.
Querido amigo e companheiro de jornada Renato Rocha
Goiás certamente saberá escolher e colocar no nosso CAU aqueles que sempre viram nesse novo Conselho um novo e inovador caminho para solução dos problemas e necessidades da Arquitetura e Urbanismo no Brasil e você, Renato, é um deles.
Os arquitetos e urbanistas goianos serão privilegiados se conseguirem ter você como conselheiro no novo Conselho de Arquitetura e Urbanismo, o nosso CAU.
Grande abraço
José Eduardo Tibiriçá (SP)

APOIO NACIONAL Nº 10 PARA A CHAPA 01 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto GREGÓRIO REPSOLD (ES) - Formado na UFMG, Arquiteto em Vitória e Vila Velha (ES), Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB Direção Nacional) entre 1996 e 1998, fez conferências sobre arquitetura em 14 países e com obras no Brasil e no exterior. Caro Renato e toda Chapa nº 01 do CAU GO,
Quero estender meu apoio a chapa de vocês , afinal são mais de 50 anos de luta pela criação do CAU , que começou com os mestres da arquitetura como Oscar Niemeyer , Lucio Costa , Vilanova Artigas , Lelé e tantos outros.
Você que pertence a uma nova geração ,que ingressou nesta luta no início da década de 90, lá se foram 18 anos até a vitória em 2010. Neste período todo ,você foi um dos que mais lutou e acompanhou em Brasília , viajando por todo o Brasil e levando esta nossa luta. Participou das grandes discussões em vários Estados e também em reuniões no Senado e na Câmara em Brasília.
Tenho a certeza que você Renato Rocha é um dos brasileiros mais bem preparados para representar os nossos colegas de Goiás, afinal sua trajetória política no IAB nestes anos todos comprovam seu preparo e o credenciam para este novo desafio , num momento tão importante para os arquitetos goianos e brasileiros . Conte com o nosso apoio neste novo desafio , temos a certeza que vocês irão nos orgulhar e também irão representar o Estado de Goiás muito bem.
Sucesso nesta nova caminhada, os arquitetos de Goiás saberão reconhecer todos os anos dedicados a causa do CAU. Você Renato e os membros de sua chapa trabalharão muito para que este sonho se torne uma realidade.
Agora é nossa vez , os arquitetos fazendo a diferença e construindo um futuro melhor para os profissionais , em sintonia com a comunidade. Tenho a certeza que conseguirão tornar isto uma realidade em Goiás. Saudações de um companheiro de luta.
Arq. Gregorio Repsold
Ex- presidente Nacional do IA

APOIO NACIONAL Nº 12 - CHAPA nº1 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteta Drª NÁDIA SOMEKH (SP)
Professora e Ex-Diretora da FAU Mackenzie São Paulo SP, Doutorado pela USP; Professora convidada no IUP Instututo de Urbanismo de Paris; Ex-Presidente da EMURB da PMSP(2002 a 2004),Secretária de Desenvolvimento Econômico da PMSA; Pesquisadora da Verticalização das cidades brasileiras e de Projetos Urbanos na Cidade Contemporânea; e Conselheira da UIA(2008/2011)- União Internacional de Arquitetos e do CONPRESP-Conselho Municipal de preservação do Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo.
Conheci Renato Rocha quando ele coordenou a organização do Congresso Nacional de Arquitetos em 2006, que foi um sucesso! Alem de seu compromisso com a questão Ambiental Renato é seriamente comprometido com o resgate do papel histórico dos Arquitetos no Desenvolvimento do Brasil. Isto não poderá ocorrer se continuarmos atrelados a velhas estruturas burocráticas e autoritárias. O CAU terá o papel de devolver aos arquitetos o protagonismo para construirmos cidades mais justas , belas e ecologicamente equilibradas e Renato está comprometido com esta luta.
Nadia Somekh

APOIO NACIONAL Nº 03 - CHAPA nº1 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteta STELA MARIS RUPPENTHAL (SC) Arquiteta, formada em Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS), residente em Criciúma, onde possui hoje um escritório de Arquitetura.Pós-graduada em Engenharia Econômica e de Produção pela Fundação Educacional de Criciúma, diretora da Associação Sul Catarinense de Engenheiros e Arquitetos de Criciúma, Inspetora da Regional do CREA-SC em Criciúma (SC).
Parabens a todos profissionais de Goiás por terem um candidadto tão comprometido e preocupado em esclarecer aos arquitetos sobre o processo de implantação do CAU!!!A informação se faz necessária e o engajamento de todos é fundamental, oxalá tivessemos em todos os estados iniciativas positivas como esta!!!

APOIO NACIONAL Nº 13 - CHAPA nº1 DO CAU GO UNIDADE NA DIVERSIDADE
Remetente: Arquiteto BRUNO FERRAZ (PE): Arquiteto - Universidade Federal de Pernambuco, Sócio da B´Ferraz Arquitetura Ltda, na cidade de Recife; Comitê Científico dos Congressos Brasileiros de Arquitetos: Rio (2003), Goiânia (2006), Recife (2010); Ganhador da Medalha do Mérito do Sistema CONFEA/CREA 2011.
Amigo Renato, segue abaixo:
“Podemos afirmar que o envolvimento e dedicação do colega Renato Rocha a favor do CAU, remonta uma década de processo intenso e contínuo, no debate, no planejamento, no convencimento, e principalmente na ação decisiva da criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Não podemos deixar de reconhecer que um projeto tão sonhado como este é fruto de um trabalho de muitos, mas neste momento, também não podemos esquecer daqueles que de fato fizeram parte deste coletivo.”
Bruno Ferraz
Arquiteto

“Vote conciente, escolha bem seus candidatos: a arquitetura brasileira agradece”

Site e Informações:

http://www.cau.org.br/

http://unidade-diversidade.blogspot.com/


domingo, 2 de octubre de 2011

Peter Behrens: o impulso lírico sobre a semiótica

Peter Behrens: o impulso lírico sobre a semiótica
Ensaio: Arq. Jorge Villavisencio

O arquiteto alemão Peter Behrens (1868-1940), talvez um dos arquitetos mais influentes da arquitetura moderna, penso que influencio diretamente aos grandes arquitetos mais jovens como Le Corbusier, Walter Gropius e Mies van der Rohe, entre outros, sem duvida teve uma “... evolução na concepção historicista, passando pela Arte Nova até a forma mais pragmática de Behrens. O arquiteto também concebeu tipos de letras para a AEG” (Tietz, 2008:23)
Talvez como primeiro questionamento matéria base deste ensaio poderia perguntar, Qual foi o pensamento de Peter Behrens na historia da arquitetura de pensamento moderno?, Qual foram sua participação e seus aportes na nos questionamento de pensamento vanguardista?


F.1 Peter Behrens – Fabrica de turbinas da AEG (1909) em Berlim – uma época banhada pela luz.
Fonte: Tietz (2008)

Talvez encontre em Behrens este conceito sobre um assunto tão importante para a arquitetura como é a semiótica, e inclusive pelo exposto por Tietz na referencia anterior ao querer impulsionar na AEG (Allgemeine Elektricitäts Gesellschafft) como uma espécie de marca nas suas tipologias de suas letras como “signo”, onde penso que poderia dar um verdadeiro rumo sobre o estudo da semiótica, tema deste ensaio. Como todos sabem a semiótica tenta encontrar os significado e o significante sobre os “signos”, esta ótica nos permite achar a “forma” como significante, e “conteúdo” como significado, talvez nos tenhamos aproveitado da própria semântica da palavra “semiótica” com o objeto de querer encontrar novas formas inspiradoras de argüições pré ou pôs meditadas que tenha como premissa vislumbrar aspectos que sejam inerentes para a arquitetura e o estudo da cidade.

Mais Behrens nos seus inícios já era considerado um artista plástico, mais pouco conhecido na arquitetura suas incursiones, seus trabalhos como designer teve também fundamentos importantes “Behrens estabeleceu de modo exemplar, a ligação entre a arte ou as artes aplicadas e a produção industrial – um dos objetivos da Deutscher Werkbund” (Tietz, 2008:23), como se sabe a escola de arquitetura que aprimoro esta grande idéia foi à escola alemã da Bauhaus.

Algumas definições feitas a Behrens forem feitas sobre sua arquitetura: “… a arquitetura de Beherns é leve e festiva, e utiliza a bicromia wagneriana para desmaterializar completamente as superfícies das paredes, tal como é o caso do Crematório de Delstern e no Pavilhão de honra da Exposição Werkbund em Colonia”. (Benevolo, 2009:376)
Desta forma que poderíamos entender a Behrens por sua lucidez sobre os seus conceitos de fazer e teorizar sobre a arquitetura, talvez o momento de transição dos estilos arquitetônicos – mais evidente que Behrens teve uma forte influência do estilo “Art Nouveau”, entendemos isso como uma base solida de projetação na formas e na estética da arquitetura, porque ao final de contasn falar da “estética” da arquitetura estamos falando da “filosofia da arte” que nem sempre é entendida de maneira objetiva, mais sempre quedara como prelúdio sua visão premonitória sobre seu subjetivismo das formas de ver a arquitetura.

F.2 Peter Behrens – Fabrica de tintas Hoechst (1920-1924) – a obra expressionista em tijolo aparente, vista interior.
Fonte: The Viking Press – New York (1969)

F.3 Peter Behrens – Fabrica de tintas Hoechst (1920-1924) – planta baixa.
Fonte: The Viking Press – New York (1969)


F.4 Peter Behrens – Fabrica de tintas Hoechst (1920-1924) – corte.
Fonte: The Viking Press – New York (1969)

Às vezes penso que “o mestre da luz” o arquiteto Louis Kahn (1901-1974) aquele da frase celebre: “não posso definir o espaço como tal sem a luz natural”, e só para lembrar que ele também tinha imbuído este pensamente historicista sobre a arquitetura clássica antiga, penso que poderia ter questões análogas ao pensamento de Behrens.
Para Peter Behrens a época como momento histórico teve influências diretas nos seu trabalho, “... espírito da época e saber traduzirem as exigências e os desejos dos seus clientes em formas arquitetônicas modernas” (Tietz, 2008:23), sem duvida de fazer uma arquitetura de pensamento vanguardista – que desse como resultado uma aceitação por parte de seus clientes como indica Tietz.

Também devemos ressaltar que Behrens foi Diretor da Escola de Arquitetura de Viena, sua passagem pelo seu lado academista, penso que este relacionado assim como a Bauhaus em conter trabalhos/projetos sobre as artes e ofícios, e inegável que sua visão sobre o ser de designers entrega para ele essa percepção de argüições límpidas de bom relacionamento com a arte de projetar na arquitetura, alguns o colocam a Behrens como um símbolo de “identidade coorporativa” – poderíamos entender isso como os ideais com bases solidas da Werkbund que tanto fez parte do pensamento desta escola de arquitetura, alias penso que de alguma forma ainda hoje a Bauhaus é um referente importante para o conhecimento da arquitetura, não só como historia da arquitetura, mais ainda (penso eu) que são aplicados certo princípios nas diferentes escolas de arquitetura do mundo, talvez ente imbuído esta percepção da “internacionalização” da arquitetura, que poderíamos traduzir hoje (visão posmoderna) como uma “arquitetura globalizada” não é.


F.5 Peter Behrens – Na busca da semiótica
Fonte: Tietz (2008)

Os trabalhos de Behrens esta relacionados com uma enorme quantidade de experiências em uso de “materiais e de técnicas construtivas”, alem e claro de seus conceitos sobre uma arquitetura popular sem artifícios, penso que o momento político na Alemanha era muito pretensioso em especial do movimento errado e desmedido nazista, e como todos sabemos foi um desastre, tanto assim que Behrens se afasta e termina morrendo da sua atuação de acadêmico e político no ano de 1940. Mais isso e outra historia, que de alguma forma trato de abstrair destes pensamentos, mais como nos sabemos a arquitetura é insolúvel das questões inerentes aos pensamentos sobre as problemáticas dos homens que criam e constroem pensamentos e cidades.
“O repertorio de Behrens está bem radicado na tradição de vanguarda, especialmente a Austríaca. Com tudo em suas mãos, as formas tradicionais são usadas com parcimônia e, distendendo-se em solenes composições monumentais...” (Benevolo, 2009:376). Gostaria de resumir este pensamento de Benevolo, poderíamos entender que como face início de toda época que foi “vanguarda” no tempo-espaço.

O processo de industrialização se inicia, e a procura de personagens como Behrens, Gropius e tantos outros, que tem conceitos na minha maneira de ver ate certo “ponto genial?”, faz que estas percepções e visões sobre a união das artes como os diferentes ofícios, cria perspectivas mais moderna e atualizada (claro para a época), talvez vista como uma “utopia” mais como base solida de ideal e ideal vanguardista, como tínhamos dito anteriormente “nem sempre entendidos pela sociedade no momento”, mais entendamos que toda ruptura o transição de pensamentos traz como conseqüências um “certo desordem de equilíbrio”, mais idéia deve ser essa, criar outras fontes inspiradoras que tragam como conseqüências outras visões e percepções de ver a arquitetura, e de forma são ações que quedam certas duvidas em que a semiótica e um dos elementos importantes, penso que existe em todo circunstância uma lírica de apreensão do entendimento do espaço criado por Behrens, e desta forma que nos imbuímos aos pensamentos deste arquiteto que fez e faz ainda como nexo histórico teórico-conceitual de uma arquitetura que sempre procura (na minha maneira de ver) outras percepções que possam gerar “avance”, que como todos sabem é um dos preceitos importantes da investigação cientifica.

Goiania, 2 de Outubro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografia
TIETZ
, Jurgen; História da arquitetura contemporânea, Ed. H.F. Ullmann, Tandem Verlag GmbH, 2008.
HOFMANN, Werner; KULTERMANN, Udo, Modern Architeture, The Viking Press Inc., New York, 1969.
FRAMPTON, Kenneth; História crítica da arquitetura moderna, Martins Fontes Editora, São Paulo, 2008.
BENEVOLO, Leonardo; História da arquitetura moderna, Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.

sábado, 17 de septiembre de 2011

Estruturas tensionadas e sua versatilidade da forma

Estruturas tensionadas e sua versatilidade da forma
Critica: Arq. Jorge Villavisencio



As estruturas tensionadas ou também alguns a denominam como arquitetura têxtil, tem levado nestes últimos anos a sua utilização especialmente nos campos de uma arquitetura e da própria da execução de sua obra – inicialmente poderíamos pensar, mas nos aspectos formais que nos funcionais, mais penso que ambas são instancias que faz que este tipo de proposta possa de alguma maneira estar atrelada uma na outra.

F.1 – Mercado Ver-o-Peso – Belém
Fonte: Jorge Villavisencio (2011)


Penso inicialmente a trajetória dos esforços que estas estruturas se apresentam – mais a utilização destas tem varias forma de usos, elas podem ser vistas como uma forma rápida de execução da obra, com uma leveza e plasticidade que faz parte do convívio da arquitetura. Nas membranas que se forma através de suas estruturas de alguma maneira em que as partes de alguma coisa em que se relaciona para formar esse todo, pelas tanto suas formas naturais entre sim formam todas as formas criadas pelo seres humanos que se compõe através de sua estrutura.


Mais lembremos que a arquitetura esta composta por partes-partes e de essas partes podemos compreender as parte-todo (Ludeña, 1997), dentre deste ponto de vistas teórico tem um embasamento profundo do entendimento da forma, nem sempre podemos entender o conjunto da obra sem entender as partes, só para lembrar a obra de Hans Hollein do projeto do Interbank de Lima (2000-2001) o a obra do Museu Guggenheim de Frank Gehry na cidade de Bilbao (1997), claro entre muitas obras que só podem ser analisadas as partes para entender o todo, o conjunto da arte da arquitetura.


F.2 – Mercado Ver-o-Peso – Belém
Fonte: Jorge Villavisencio (2011)


Mais o efeito durabilidade esta presente, mais isso pode ser minimizado - efeito de “manutenção freqüente” entenda que a melhor forma de antecipar certos desconfortos é através de dos programas de usos, e como e lógico aos programar estamos antecipando algum fato que possa ocorrer. Este sistema estrutural pode ser de dos tipos: por compressão e por tração, dependendo da proposta de solução na edificação. Este tem muito com o tipo de vãos que queira se atender, nem sempre outros tios de materiais possam atender, e claro o efeito do “rápido e seguro”.
Porque sem duvida não tem forma sem estrutura, nem estrutura sem forma, e tida a forma na maneira que cumpre uma determinada função (Claux, 2005:137)


F.3 – Estruturas Tensionadas – por compressão com apoio exterior
Fonte: H. Engel


Heinrich Engel no seu livro Sistemas Estruturais, apresenta de forma síntese diversas formas de soluções, sem divida Engel faz um estudo e ensaios minucioso “para os arquitetos” poucas vezes (assim penso) que se apresentam teorias tão persuasivas nos sentido na buscas da própria estabilidade formal, claro sem a utilização excessiva do calculo matemático, acho que a arquitetura busca mais os elementos geométricos da composição da estrutura que ela busca, poderíamos interpretar como o verdadeiro suporte que a natureza nos dá, para sobreviver os animais os vegetais tem resistir pressões e forças exercidas sobre eles e que tem por obrigação absorver estas forças dentro de sua própria estrutura e por isso que “as obras de arquitetura também tem que resistir suas pressões”.


Em toda edificação os esforços estão atrelados as suas composição de esforços em que ela se sustenta, tanto assim que os ensaios de maquetes físicas cumprem um labor relevante no comportamento de sua estrutura e talvez seja menos a questão da estética do edifício já que esta pode se apresentar de maneira virtual.


F.4 – Estruturas Tensionadas – por compressão com apoio interior
Fonte: H. Engel


As criações na busca de forma que sejam mais amenas nas tendências apresentadas no tempo-espaço da época procura de alguma forma estar em sintonia com as realidades da época, mais como pode ser mais convincente no sentido que na se tenham duvidas de sua “estabilidade estrutural”, e isso tem uma relação direta da forma que queira se propuser. O arquiteto estrutura dos espaços em que eles habitam os seres humanos a estrutura também são diferentes elementos em que delimitam seus espaços (Claux, 2005:137), este raciocínio nos leva a perceber da utilidade não só como suporte-base de determinada estrutura nas questões dos esforços, mais bem tem condições como explica Claux de acondicionamento de espaços que cumprem determinadas funções, tantas vezes aplicados nos trabalhos de Le Corbusier e Mies van der Rohe, e tantos outros.


F.5 – Estruturas Tensionadas – sistema de formas com dois arcos centrais para formar pontos altos
Fonte: H. Engel


Estas estruturas tensionadas podem ser utilizadas para as obras de coberturas isoladas, em edificações projetadas ou já existentes, tem a certo ponto uma flexibilidade de ação projetual falicitadora, em para proteção contra intempéries, para integrar um projeto paisagístico, a paisagem como uma parte de esse todo. Também de alguma forma sua utilização seja para adequação de uma iluminação natural.


Na geometria da sua estrutura tensionada pode ser utilizada numa infinidade de variações e combinações para a produção de uma arquitetura com contornos e formas surpreendentes. Durante o dia, o sol proporciona uma iluminação interior difusa, sem revelar transparência quando vista de fora. À noite, a iluminação interna faz com que a lona pareça acesa, como se fosse um “Back Light”, fazendo saltar aos olhos a beleza de suas formas externas. Também e correto dizer que “barbante não empurra”. Porque o sistema estrutural de uma construção são elementos (partes) conectados entre si, que tem como função receber cargas, suportar esforços e transmitir que ditas cargas ao solo, dando garantias que seja estável no tempo.


F.6 – Estruturas Tensionadas – Maquete do sistema de formas de tendas co suportes fixos de ordenação radial
Fonte: H. Engel


As cargas vivas e mortas sobre estas estruturas originam nela esforços de compressão e de tensão, no caso da proposta destas formas da arquitetura têxtil vem mais na tração e tensão ambas são elementos de solução estrutural que se transladam em elementos formais. A transmissão de esforços são sentidos em suas bases (cimentação), sem duvida o projeto de uma estrutura tensionada difere do projeto de uma construção convencional. É seguramente um tipo construtivo em que a “engenharia e arquitetura só conseguem andar de mãos dadas”, e não pode ser de outra maneira as relações de estas duas profissões estão feitos para caminhar de mãos juntas, claro dentro do espírito colaborativo em que tenham influência.


F.7 – Estruturas Tensionadas – Desenho do sistema de formas de tendas com suportes fixos de ordenação radial
Fonte: H. Engel

F.8 – Estádio Olímpico de Munique, Alemanha
Fonte: Revista Achitectural Record, 2004 in: I. Claux


Como as estruturas estão sobre o solo é necessário conhecer a propriedades deste, já que estas serão submetidas aos esforços externos, e dizer colocar pesos acima e precisamos ter segurança que suporte não ocorra problemas (Claux, 2005:139), sem duvida alguma os esforços devem ser feitos os devidos ensaios e cálculos necessários para colocar os “barbantes” sejam estes do material que seja utilizado. Por isso é necessário conhecer a dinâmicas destas estruturas, mais o conhecimento profundo de terminados materiais (espessuras, durabilidade, manutenção, substituição de alguns elementos). As nervuras que dão a forma em alguns casos bastante belos e principalmente leves pelas “estruturas suspensas”.


F.9 – Mercado Ver-o-Peso – Belém
Fonte: Jorge Villavisencio (2011
)


Dentre das varias reflexões escritos neste texto a razão projetual como base firme de uma execução de uma obra física – tem uma importante visão de comportamento das ações formais inseridas nas questões da própria estrutura que deve estar presente tanto nas considerações funcionais e estéticas da edificação, às vezes penso ate de forma de “vislumbrar” relações diretas formais-construtivas que faz parte do convívio do arquiteto, então não poderia entender determinada forma sem ter entendido seu processo da proposta estrutural, esta, claro da base a sustentação de apurada da obra. Penso que estabilidade entrega em si na forma uma conotação de tranqüilidade na execução da mesma, o ato projetual arquitetônico foi analisado exaustivamente, ate conseguir a segurança projetual solicitada, caro em harmonia com as considerações estéticas da edificação de seu tempo.

Goiânia, 17 de Setembro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografía
ENGEL
, Heinch; Sistemas Estructurales, Editora Blume, Madrid, 1970.
CAUX, Inés; La Arquitectura y el Proceso de Diseño, Ed. Universidad San Martin de Porres, Lima, 2005.
CHING, Francis; Forma, Espacio y Orden, editora Gustavo Gili, Barcelona, 2002.
LUDEÑA, Wiley; Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, Editora SEMSA, Lima, 1997.
ARNHEIM, Rudolf; La forma visual de la arquitetura, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2001.