martes, 5 de noviembre de 2013

Percepções contemporâneas da publicação de revistas de arquitetura e urbanismo.

Percepções contemporâneas da publicação de revistas de arquitetura e urbanismo.
Arq. Jorge Villavisencio

A traves do tempo a publicação de revistas de arquitetura e de urbanismo tem demonstrado que é uma importante ferramenta de informação e comunicação entre a nossa profissão, esta se deve a poder perceber o cenário tanto nacional e internacional do que vem acontecendo. Mais como vocês podem perceber ao dizer "ferramenta" podemos analisar alguns pontos. Primeiro, muitos dos nossos projetos de arquitetura e urbanismo estão relacionados às nossas pesquisas ou investigações tanto na analise de maneira projetual, assim como das tecnologias que se vem realizando em outras partes do mundo, cabe indicar que em America de Sul muitas deste tipo de tecnologias construtivas e dos materiais aplicados chegam a esta parte do continente depois de algum tempo, isto faz que de alguma forma se tornem nossos projetos um pouco desatualizados (só no uso dos materiais e das tecnologias de aplicação), um assunto quase inconcebível neste mundo globalizado.

01 Revista espanhola El Croquis. (Fundada em 1982)
El Croqui editorial, Madrid - Espanha. Editores e Diretores os arquitetos Fernando Márques e Richard Levine.

A segunda, estão relacionadas na maneira de como os arquitetos e urbanistas fazemos nossos "estudos de caso", esta se deve na forma até academista de referentes e principalmente o analise da "intenção" dos projetos que vem nas revistas, talvez um analise ate sistêmico, claro num olhar atento dos bons referentes que devemos estudar. Recentemente numa conversação com o professor paulista o arquiteto e Doutor Paulo Bruna, diz que na academia (e também penso que na vida profissional) os analises dos projetos esta relacionado aos bons exemplos de arquitetos e urbanistas que procuram não só fazer seu trabalho, mais na procura de uma qualidade, que sem duvida entregam estes projetos varias percepções de bons projetos a seguir. Mais devo esclarecer que na arquitetura não estão muito relacionado com os estilos, mais sim com o que é uma arquitetura boa ou de qualidade. E o exemplo claro das Revistas que serão apresentadas no transcurso deste texto.


02 Revista colombiana Escala. (Fundada em 1962)
Casa editorial Escala S. A., Bogotá - Colômbia.

As revistas de arquitetura e urbanismo que procuram certa qualidade, geralmente apresentam trabalhos recentes ou contemporâneos, como e o caso da Revista espanhola El Croquis (Fig. 01) que apresenta os trabalhos dos arquitetos Mansilla e Tuñón, que como temos percido na revista tem uma esmerada formatação na arte de exposição dos diversos projetos (nos idiomas espanhol e inglês), a revista foi fundada em 1982 e produzida em Madrid cujos editores são os arquitetos Fernando Márques e Richard Levine.


03 Revista argentina Summa+.
Donn S. A. editora, Buenos Aires - Argentina. Diretores os arquitetos Martha Magis e Fernando Diez.

Tem revistas de arquitetura de larga tradição como e a Revista Escala (Fig. 02) fundada em 1962, sem duvida uma revista que tem mais de 50 anos no mercado de difusão com ênfase de arquitetura Latino americana. Mais no tempo de muitas publicações de variados temas da arquitetura que viram assuntos temáticos como foi o caso de acima de uma compilação do publicado sobre a Arquitetura Hospitalar (20 anos de trabalhos publicados), claro para os interessados neste tema foi um presente para nossas pesquisas (como foi nosso caso), às vezes os assuntos temáticos representam em poder fazer comparações projetais de forma e função, programáticas e das tecnológicas nos diversos projetos e escritos que são apresentados.

A revista argentina de arquitetura Summa+, talvez uma revista que se origina no idioma espanhol, agora tem uma versão integralmente em português (Fig.03), está se deve (penso eu) a cercania com o Brasil como pais limítrofe, assim como uma percepção do mundo globalizado, mais também regionalizada como é na América do Sul e do bom potencial originada pelo MERCOSUL, sem duvida a difusão de projetos nesta parte do continente se toma como um sentimento de grande região, além claro da divulgação de projetos e textos (reflexões) de outras partes do mundo, a apresentação da Summa+ é de uma alta qualidade em especial a informação pormenorizada, assim como o nível das fotografias que faz parta essência informativa.


04 Revista espanhola AV Monografias.
Donn S. A. editora, Buenos Aires - Argentina. Diretores os arquitetos Martha Magis e Fernando Diez.

A revista espanhola AV Monografia (Fig. 04), assim como do mesmo grupo da revista Arquitetura Viva, tem uma alta difusão internacional, dirigida por Luis Fernando-Galiano, uma revista com uma qualidade impressionante, mais como custo bastante elevado para os padrões internacionais. Mais devo esclarecer que na AV tem apoio do Governo da Espanha através do Ministério de Educação, Cultura e Esportes, sem duvida o apoio do Governo fomenta não só o conhecimento cultural, mais sim patrocina de alguma maneira os profissionais e os escritórios de arquitetos que tem relevância importante no cenário espanhol e internacional. Na revista apresentada acima e uma edição especial dos projetos arquitetônicos e urbanos da edição especial – Spain Yearbook. Também pudemos perceber que existem poucas propagandas comerciais. Consideramos isto importante por dois motivos o primeiro que se acredita (e se isenta da forte pressão comercial) desta forma tem uma potencial do que publica a revista, segundo que existe um forte mercado na compra especializada deste tipo de revistas.


05 Revista brasileira Projeto/Design. (Fundada em 1979)
Arco editorial Ltda., São Paulo - Brasil. Diretores os Arlindo Mungioli e Luis Carlos Onaga.

A revista brasileira Projeto/Design (Fig. 05) tem uma larga tradição no mercado interno brasileiro, esta no tempo se forma através de um jornal, mais a categoria de revista só nasce em 1979 cujos fundadores forem Alfredo Paeseani, Fábio Pentiado e Vicente Wissenbach, temos lido em alguns artículos o que pronuncia Wissenbach: “que a revista nasce a solicitude dos arquitetos brasileiros”, nos parece importante ressaltar isto, porque forem os mesmos profissionais da arquitetura e urbanismo que “clamam” para publicar suas inquietudes, suas ideias, suas criticas, e seus projetos. Ter uma revista de qualidade da arquitetura no Brasil não e uma tarefa fácil, primeiro, porque suas edições só são no idioma português que é um elemento limitador – então está dirigida para o mercado interno e alguns poucos países da língua portuguesa. Segundo porque a revista projeto/design só subsiste pelo interesse dos assinantes, e pela propaganda comercial, que em alguns números até de forma exagerada. Mais devemos dizer que no Brasil publicar revistas especializadas que tenham opinião e projeção em seus mais de 25 anos de historia em que procura levar ao leitor um ar de qualidade e de critica da arquitetura e urbanismo é um ponto muito forte e importante.


06 Revista italiana Domus. (Fundada em 1928)
Editoriale Domus S. p. A., Milão - Itália. Diretor e Editor Joseph Grima.

A revista italiana Domus se publica desde 1928, podemos dizer que e uma revista com uma larga experiência em que expressa não só projetos de arquitetura, mais tem uma visão muito critica dos assuntos relacionados à nossa arte. Domus é uma revista que considero de finalidade internacional, claro dedicada aos italianos mais também ao mercado dos Estados Unidos. Publica-se tanto no idioma italiano e inglês. Considero isto importante, primeiro porque si for só no idioma italiano seu marcado terminaria sendo local, mais ao ser também em inglês abre novos mercados em especial dos Estados Unidos e da Inglaterra, mais sabemos que em outras partes de mundo o idioma inglês tem uma enorme acolhida em especial nos países asiáticos. Talvez esta larga experiência da Domus tenha percebido essa necessidade. Acho interessante que dentro da própria revista exista um pequeno Jornal sendo a curadora e editora Elena Sommariva com variedades com correspondentes em diversas partes do mundo, mais também percebi que não tem correspondente na América do Sul que considero pelo menos um assunto a pensar, o porquê do não. Mais a revista tem revendedores no México e na América Central. Aparentemente sua subsistência se da pelos mesmo leitores, e pela extensa publicação comercial que tem em suas paginas. Mais temos reparado que tem uma forte vocação aos problemas urbanos das cidades, que considero um ponto muito favorável, porque como sabemos é difícil entender os edifícios, sem entender com claridade onde esse projeto foi inserido.


07 Revista peruana Arkinka.
Editorial Arkinka S. A., Lima - Perú. Diretor e Fotografo arquiteto Frederick Cooper Llosa.

A revista Arkinka penso que tem importante influencia no Perú, que procura um certo ar de qualidade, é não só esta motivada aos fatos da voracidade comercial, assuntos e problemas similares da revista brasileira Projeto/Design. Penso que esta dirigida ao mercado nacional do Perú, mais também aos mercados da língua espanhola. Considero como esforço de uma esmerada forma de apresentação da revista dirigida pelo seu diretor o arquiteto Frederick Cooper Llosa, e de seu conselho editorial dos arquitetos Luis Rodrigues Ribeiro e Manuel Flores Caballero (que teve o prazer de conhece-los a os colegas arquitetos no Mestrado de Arquitetura com menção a Historia, Teoria e Critica da Escola de Postgrado da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Artes da Universidad Nacional de Ingeniería na cidade de Lima). Sem duvida uma revista especializada da arquitetura com seus mais de 16 anos de existência, que promove percepções de fatos culturais, assim de fazer de publico conhecimento o que vem acontecendo no presente, mais também se fazer importantes “reflexões” em forma de síntese em seus textos tanto históricos como das teorias da arquitetura.

Para terminar, o proposito de apresentar estas sete revistas serve como base para o analise de como estão acontecendo às publicações contemporâneas nos temas relevantes da arquitetura e urbanismo, mais devo esclarecer que estas são algumas importantes revistas, tem muitas mais. Contar com este breve perfil penso que servira para ter referentes para as prováveis pesquisas que fazem parte da vida cotidiana dos arquitetos.

Goiânia, 5 de Novembro de 2013.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.






lunes, 28 de octubre de 2013

Perspectivas dos arquitetos e urbanistas do Brasil.

Perspectivas dos arquitetos e urbanistas do Brasil.
Arq. Jorge Villavisencio.

No mês de Outubro de 2013 teve uma mesa redonda donde participei com algumas considerações e reflexões, penso que estas considerações estão relacionadas com a criação pôs Conselho de Arquitetura e Urbanismos do Brasil – CAU. Como vocês sabem o nosso Conselho e recente é tem só tem 2 anos de existência, e claro temos muito a fazer. Sobre isto gostaria de fazer algumas exposições sobre como vejo o futuro não muito distante. Neste Congresso Internacional em que se realizo com motivo da Semana Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão – CIPEEX.



Sem duvida a participação politica do arquiteto no cenário nacional faz que de alguma forma vejamos como caminha nossa profissão no presente e no futuro, dissemos isto porque sempre temos pensado que participar ativamente “já” torna-se necessário, mais não de forma singular como a grande maioria dos nossos mais de 100 mil arquitetos e urbanistas espalhados em todo território nacional. Fazer o trabalho politico em forma plural e democrática torna-se fundamental para o futuro da profissão. Só para lembrar os mais de 50 anos de luta pelo Instituto de Arquitetos de Brasil -IAB., podemos dizer que sua perseverança foi fundamental para a criação do nosso Conselho.


Dentro da nossa percepção atual a nossa profissão temos varias associações que fazem parte do CBA. A primeira (a mais antiga) e o Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB. a segunda é a Associação Brasileira dos Escritório de Arquitetura – ASBEA, a terceira é a Associação Brasileira de Ensino da Arquitetura – ABEA, a quarta é a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas, donde estão integrados os Sindicatos dos Arquitetos e Urbanistas, a quinta é a Associação Brasileira dos Arquitetos Paisagistas – ABAP, e por ultimo nosso recente Conselho de Arquitetos e urbanistas. Achamos oportuno explicar com nome próprio cada entidade porque para poder “entender o espaço politico dos arquitetos e urbanistas”, é claro cada uma destas entidades tem “ “ sua função, mais atualmente tem muitos sombreamentos onde sucede as mesmas funções. A única que por obrigação é o CAU (por ser uma autarquia), sem o registro em nesta entidade não se poderia exercer a profissão.

Aqui no Estado de Goiás (na capital Goiânia) o CAU-GO. tem realizado muitos esforços para poder integrar o nossos profissionais, é temos reparado que nos últimos eventos tem mais participação dos arquitetos neste estado. Mais temos que dizer que antes do CAU se fez uma levantamento da quantidade de arquitetos neste estádio que superaria os 3 mil arquitetos, mais atualmente temos um pouco mais de 1,4 mil inscritos, e como e obvio: Que fazem os mais de 1,6 mil arquitetos que não estão inscritos? Pelos menos merece uma reflexão e pesquisa mais profunda.


Sem duvida a atualização dos arquitetos e urbanistas nos campos educacionais cada vez se se torna cada vez mais necessário, o mundo é muito competitivo, ate porque nossa academia (Faculdades de Arquitetura e Urbanismo) se formam profissionais generalistas. Especializar-se nas diversas Atividades e Atribuições profissionais do arquiteto e urbanista, conforme o indica o CAU na sua importante Resolucao N° 21, de 5 de Abril de 2012.

Outra consideração importante, que o arquiteto e urbanista se tornem cada vez representativo nas áreas de “investimento e gestão” do ambiente construído, e não deixar que as empresas construtoras tomem as decisões pelos arquitetos. Também os escritórios de arquitetura cada vez mais são e serão induzidos por equipes multidisciplinares, assim de priorizar o desenvolvimento com as novas propostas de mobilidade, acessibilidade assim como de preservação do médio ambiente, estar fora desta nova realidade tornam profissionais obsoletos.

Por ultimo estes três últimos pontos, o primeiro a volta do arquiteto para os canteiros de obras, penso que temos perdido muito espaço nestas ultimas décadas. A segunda a provável construção do Colégio Brasileiro de Arquitetos e Urbanistas (formalizar como uma nova entidade – pessoa jurídica) como existem em outros países, onde congregam a união destas seis entidades que congregam o CBA., com isto diminuiriam os custos e se evitariam os sombreamentos como sucede atualmente. A terceira, a não menos importante, como sabemos o CAU e nossas escolas FAU nos tem ensinado como é nossa profissão. O que devemos fazer, mais precisamos torna-lo “saber”, para que esta seja de conhecimento nossa área de atuação, desta forma esclareceria para a população brasileira de que trata nossas atividades, nossas competências. Como exemplo, temos a Lei de Assistência Técnica, mais poucas pessoas sabem que existe. Sei que é uma tarefa árdua a fazer, mais penso que é sociedade, o povo, que tem que estar ciente das nossas atividades da profissão de arquiteto e urbanista. Em poucas palavras abrir mais espaço nos eventos que tratam de arquitetura e urbanismo para “todas” a pessoas que estão interessadas em conhecer o que fazemos os arquitetos e urbanistas. Sei que muitos assuntos a colocar nas mesas de trabalhos mais têm que dizer, é de fazer de publico conhecimentos nossas inquietudes, nossa reflexões, nossas prováveis perspectivas.

Goiânia, 28 de Outubro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.




sábado, 12 de octubre de 2013

A intenção entre a teoria e a pratica da arquitetura.

A intenção entre a teoria e a pratica da arquitetura. 
Arq. Jorge Villavisencio. 

Nas constâncias do saber dos académicos da arquitetura e urbanismo tem uma relação direta entre a teoria e pratica. Nem sempre são entendidas estas relações a contento.

A ideia deste texto é de poder explicar como sucede esta relação. A arquitetura tem como principio fundamental de verificar as relações com o habitar das pessoas. Mais esto sucede na efetivação dos projetos de arquitetura, pensamos que não sucede de forma automática, porque tem que conhecer as condicionantes e determinantes de determinado projeto, e principalmente a “intenção”.

Mais para poder entender como sucede? Temos uma serie de ferramentas que são o serão, conhecidas através da vida acadêmica, no conhecimento de diversas disciplinas, que são as ciências e as técnicas que estão relacionadas com o conhecimento histórico e também culturais. Como podemos realizar um determinado projeto de uma edificação sem conhecer seu entorno urbano, esto pode ser tanto local ou regional, depende do grau de abrangência que queira dar a edificação. Então podemos concluir que em cada caso devem-se verificar as determinantes e as condicionantes, e claro de suas próprias particularidades e especificidades. Cada projeto deve questionar as diferentes particulares que no final se tornam em qualidades espaciais, a derivação deste tem apreensão de diversas hipóteses que se formulam como ato de possíveis soluções para o desenvolvimento do projeto.

A apropriação espacial do terreno é fundamental para poder levar o ato projetual de forma concisa, que é a síntese das variáveis que estão em nossas hipóteses. Então o projeto como tal “surge no momento que se estabelecem conceptos compositivos, funcionais, técnicos e referenciais” (Méndez, 2009:79)

Mais devemos esclarecer que a finalidade da arquitetura que em síntese é: “... a arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando determinada INTENÇÃO” – Arq. Lúcio Costa (1902-1998).

Sem duvida o “projeto moderno” deu uma base solida para uma arquitetura que procura uma contemporaneidade, mais esto como “perspectiva”, muito longe do que era o movimento moderno que foi um projeto claramente definido. É correto pensar nas tipologias da arquitetura moderna que “No começo, o maior esforço da arquitetura moderna dirigiu-se principalmente a habitação coletiva e a definição de uma estrutura racional para a cidade, além da intervenção intensa em tipologias tais como escolas, hospitais, e fábricas” (Montaner, 2013:138). Hoje podemos pensar, claro de forma contemporânea que o tema da sustentabilidade e dos problemas ambientais devem estar inseridos dentre do ato projetual, estar fora desta proposta como perspectiva é não pensar de forma correta. Ser contemporâneo é também ser atualizado dentro destas novas pautas, que no final são as novas exigências que os povos reclamam.

A historia do passado na arquitetura leva continuidade espacial, penso muito difícil desvincular-se, porque faz referencia, “Quando conectamos a nossa separação pessoal daquele acervo de arte constitui, para muita gente, o passado e procura, pela primeira vez, fazer uma arquitetura que se enquadrasse nas contingencias do tempo atual...” (Warchavchik, 2006:108).

No ritmo da nossa época e pensar no futuro, alias são sintomas que vierem nos tempos modernos. Novas filosofias vêm à tona a nossa realidade, novas formas de pensar faz que os espaços projetados tenham e sejam mais coerentes com nosso sistema de vida. São sintomas dos tempos contemporâneos, mais “Uma coisa, porém, se sabe desde já: nada do passado, poderá predominar no futuro; o futuro é daquele que marcham...” (Warchavchik, 2006:96).
Por ultimo essa procuras das perspectivas marcham ao um futuro, talvez o não mais promissor?, é a grande duvida que faça parte da vida arquitetônica contemporânea.

Goiânia, 12 de Outubro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.

Bibliografia 

MONTANER, Josep Maria; A modernidade superada: ensaios sobre a arquitetura contemporânea, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2013.

WARCHAVCHIK, Gregori; Arquitetura do século XX e outros escritos, Ed. COSAC NAIFY, São Paulo, 2006.

MÉNDEZ, Rafael; Teoría y prática, La forma del proyecto: enseñar y aprender a proyectar, De arquitectura, Editado Universidad de los Andes, Bogotá, 2009. (pp. 79-91).


miércoles, 4 de septiembre de 2013

A função da cidade mundial.

A função da cidade mundial. 
Arq. Jorge Villavisencio.

O organismo vivo das cidades tem-se enfrentado de diversas formas, mais será que existe uma cidade mundial? Como o explica Lewis Mumford. Será que cidade pode-se explicar de uma mesma forma? São vários pontos a ser examinados ou pelo menos tratar de entender sua fenomenologia através de sua historia e como seriam suas provais perspectivas. 

No primeiro lugar pensamos que cada cidade tem suas próprias características, entendemos esto atrelado a sua historia, apropriada por sua identidade cultural, mais podemos entender que podem ter similitudes entre uma e outras, mais similitudes que é muito diferente de ser igual. No segundo lugar, ao falar de uma cidade mundial, poderíamos estar pensando em uma cidade globalizada – entendemos esto porque o que sucede na cidade de Tóquio, Rio de Janeiro, Miami, Lima, etc. Seriam as mesmas necessidades? Pensamos que não é assim, porque a historia de vida destas cidades são diferentes. Terceiro os motivos ou as ameaças que sofrem a cidades que são questões valorativas que são percebidas pelos povos que habitam nestas cidades. O que si poderíamos dizer que os povos reclamam para que suas cidades sejam melhores no sentido amplo da palavra. 

Mais as cidades que forem projetadas nos inicios ate mediados do século XX, porem baseadas pelas diretrizes oferecidas pelo modernidade utópica, especificamente nascidas na Carta de Atenas de 1933 no CIAM, entre elas estavam contidas nestas três palavras chave “sol, espaço e vegetação” estas diretrizes forem percebidas pelas cidades que não forem projetadas, mais sim estas cidades (em especial as mais antigas) tratar de acondicionar espacialmente, alguns de estes preceitos, requalificar certos espaços comuns ou públicos tampouco é uma tarefa fácil. Mais sem duvida em uma tarefa dos urbanistas em outorgar espaços melhores, priorizar ao ser humano. e não só é priorizar o transporte privado, mais também não podemos negar que forem muitos anos de dar prioridade ao sistema privativo, que como sabemos hoje é muito pouco o que se faz urbanisticamente em relação à alta demanda das necessidades publicas. 

Nas formas de ver os novos tecidos urbanos que são criados a cada momento, às vezes pode ser nódulos impensados, equipamentos de determinadas edificações que dão novo sentido espacial nas cidades. Todo esto é muito complexo, mais o intuito é de verificar alguns pontos como se produzem estes fenômenos.

Talvez nas prováveis novas perspectivas que esperam a cidades para estes tenham em comum, pensamos que as cidades posam ser mais “humanizadas” é um acordo que pode sim melhorar a qualidade de vida, priorizar espacialmente ao pedestre consideramos que é fundamental para que estas cidades tenham dignificação espacial. Em especial ao que se refere aos espaços públicos. Muitos destes espaços são mal utilizados, mais tem países como Holanda, Dinamarca, entre outas, onde suas cidades oferecem qualidade espacial, que rapidamente são percebidas, e que agregam uma historia urbana que podem ser exemplos concretos a seguir, sem duvida são questões funcionais catalizadores de boa ambiência urbana. 

A carência de um realismo onde os poderes públicos em espacial os de América do Sul, tratam de esconder em próprio beneficio em forma pessoal ou econômico. No Brasil nestes últimos tempos tem reclamado das autoridades ou dos poderes públicos para que se tomem providencias, pensou-se que o sentido só se davam em relação ao custo das passagem do transporte publico. O tempo diz e dirá que não só e isso. Tem muitas questões de origem urbana a ser levantas, humanizar as cidades através de uma mobilidade de qualidade (transporte publico), assim como espaços públicos que sejam dignos – segurança, gentileza urbana, entre outros são os “novos signos de poder” ou pelo menos pensamos que possam ser assim. Ações de baixo custo mais com relevante impacto social como dos problemas de acessibilidade espacial, é não os referimos sós das pessoas que tenham alguma deficiência de locomoção, mais de todos os transeuntes, os pedestres tem que ter prioridade, o transporte publico – não só os ônibus, mais alternativas como as ciclovias, que como sabemos não só serve para o lazer, mais sim para uma grande maioria de pessoas, que possam utilizar essa forma de mobilidade. Pensamos que estas são as novas perspectivas funcionais de uma cidade mundial. 

Goiânia, 4 de Setembro de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

MUNFORD, Lewis; A cidade na historia: suas origens, transformações e perspectivas, Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2008.

MONTANER, Josep María; A modernidade superada, Ed. Gustavo Gili, 2012.


miércoles, 28 de agosto de 2013

Questões de mobilidade urbana a ser repensadas.

Questões de mobilidade urbana a ser repensadas. 
Arq. Jorge Villavisencio 

Sem lugar a duvidas neste mundo globalizado tem como ampliação ilimitadas formas de comportamento. A mobilidade espacial tem como fundamento entender os fenômenos que ocorrem dentre dos espaços sejam estes projetados o não. Mais de que forma se produzem estes fenômenos? 

Penso que neste mundo da informação e da comunicação, assim como o politico e o econômico se estende a uma nova organização destes novos espaços. As novas estruturas têm novos modelos que cream experiência e vivencia e fazem que se tenham novos domínios que são mais abrangentes do que possamos pensar. 

Os fenômenos urbanos se reorganizam baixo a ótica de uma percepção que é globalizante, ou pelo menos tratam de criar novos paradigmas nas formas de convivência nas suas cidades. Para Pablo Veja-Centeno a sociedade contemporânea se sustenta e se organizam baixo os processos econômicos e tecnológicos, mais existe uma simultaneidade do trabalho diário e da vida privada, assim como uma vida de identidade cultural. Este ultima tem uma relação segundo se explica “A identidade cultural esta ligada ao sentido de permanência e de uma profunda relação do homem com seu entorno” (Gutiérrez, 1996:110). A percepção do homem que vivencia no cotidiano suas formas de pensar e de agir, conforme dita suas normas de suas vivencias passadas. 

Mais que acontece quando sua memoria cultural recebe certas restrições do passado e trata de levar novas formas de comportamento, entendamos si varias pessoas pensam desta maneira, desta forma podemos pensar que são novos modelos que se criam diante das novas oportunidades que se dão dentro das urbes.

O cambio ditam rupturas com o passado, claro pensando de maneira ampla, e sem restrição alguma diante destas novas oportunidades que estão presentes. Mais pode criar inconveniências – porque são outras formas de agir – a cidade e as pessoas percebem isto. Podemos citar como exemplo os novos espaços que são criados para as ciclovias – ou as novas vias (alternativas) de mobilidade urbana. Que na realidade são processo que vem desde o século XIX. E se pensa que e uma nova alternativa para a solução dos problemas das grandes cidades. 
Penso que não é assim, em primeiro lugar estes objetos (bicicletas) já eram conhecidos pelo homem há muito tempo; segundo que como se sabe no passado estes objetos de locomoção eram utilizados pelas classes operarias, então tem uma historia social que vem – de uma socialização – no uso deste objeto/instrumento, as vezes penso que existe um certo desanimo ou desacordo com a classe burguesa que se resiste a este novo modelo de levar a vida. Terceiro ao dar prioridade nas vias de mobilidade a estes objetos, estão deixando menos espaços para os veículos privados, então mais tempo no deslocamento destes veículos. 

O mesmo sucede com o transporte publico, que como sabemos a cada dia tem que se dar maior prioridade nos espaços de vias públicas, isso também se cria desconforto para o transporte privado. Hoje em dia os governos edilícios que dão prioridade ao transporte público de massa, seria como nadar contra a corrente, e o afogamento seria iminente. Então são os novos processos que se vem vivenciando nas grandes cidades.

Mais o que acontece quando cidades menores com menos de 500.000 habitantes (ainda cidades consideradas de médio porte) o cidades menores ainda com menos de 50.000 habitantes que se aderem a estes novas formas prioritárias de comportamento, então, são cidades que criam sua própria “perspectiva” que como sabemos são concordante com o processo destes novos modelos de viver nas cidades. 

Nesta reflexão esta inserida os enfoques de uma vida cotidiana que tendem a generalizar os comportamentos de seus atores sociais. Ambas as reflexões sobre as ciclovias, e do transporte público, são sensíveis a todo o momento, como sabemos são só dois exemplos, ate simples de enxergar, mais muito difícil de resolver. Mais são as transformações dos fenômenos urbanos que aprendemos das grandes cidades, que tentam a tudo custo de atender as “maiorias” que neste caso são das demandas sociais. Um novo cenário se cria a cada dia, ao final são questões de mobilidade urbana a ser repensadas. 

Goiânia, 28 de Agosto de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia 

GUTÍERREZ, Ramon (org.); Arquitectura Latinoamericaba em el siglo XX, Epígrafe S. A. Editores, Editoriale Jaca Book S.p.A., Milão, 1996.

VEGA-CENTENO, Pablo; Movilidad (espacial) y vida cotidiana em contextos de metropolización. Reflexiones para comprender el fenómeno urbano contemporaneo, em Debates y Sociologia, No.28, Editado por la Pontificia Universidad Católica del Perú, Lima, 2003.


miércoles, 31 de julio de 2013

Eventos em Sudamérica sobre Arquitetura Hospitalar.

Eventos em Sudamérica sobre Arquitetura Hospitalar.

Penso que a arquitetura hospitalar sempre está tratando de qualificar-se no que sucede nos seus espaços do edifício-hospital. Nas nossas pesquisas sobre este tema temos visto que na linha do tempo têm existido diversas tendências. Assuntos que vem sendo estudados com profundidade em diversas partes do mundo, em especial em Sudamérica como veremos embaixo nos cursos, fórum e seminários que neste caso ocorre nas cidades de Lima e Buenos Aires.

Sem lugar a duvida os temas que serão tratados nestes eventos está relacionado com a nova tendência do século XXI da arquitetura hospitalar. Poderia dar algumas pinceladas do que sucederá.

Penso que em primeiro lugar estão relacionados com a “humanização” dos espaços deste importante edifício que cuidam da saúde das pessoas. Em segundo lugar são os aspectos da “sustentabilidade” que na realidade é a tarefa de cuidar e preservar, para que os edifícios-hospitais sejam mais concordantes com as necessidades de respeito ao meio ambiente, assim como as possíveis urgências em resolver os graves problemas de “gestão” dentro destas complexas necessidades que os povos reclamam em forma justa.

Por ultimo gostaria de lembrar que os hospitais de grande porte estão relacionados com desenvolvimento das suas cidades, das suas regiões, ate dos países. É tudo isso não é novidade, é um assunto recente que data do século XVIII – época do Iluminismo, que principalmente toca com fundamento a “racionalidade”, ser racional com as verdadeiras necessidades dos povos, como explicava o filosofo frances Michel Foucault ao dizer que os hospitais são edifícios terapêuticos.
Desta forma nos inspiramos nas pesquisas do século XX como do Arq. Jarbas Karman (Brasil) e o Arq. Jorge de los Rios (Perú), assim como no presente, no mesmo século XXI, como do Arq. João Filgueiras Lima – Lelé (Brasil) o da jovem Arq. Rita Comando (Argentina), que pensamos que são bons exemplo e seguir.

Goiânia, 31 de Julho de 2013.
Arq. Jorge Villavisencio





jueves, 2 de mayo de 2013

Michel Foucault: o nascimento do hospital moderno.

Michel Foucault: o nascimento do hospital moderno.
Arq. Jorge Villavisencio

A ideia deste texto é de vislumbrar alguns acontecimentos históricos sobre o nascimento do hospital com caraterísticas modernas. Si bem e certo que o edifício-hospital não pode ser considerado como uma edificação comum, porque tem como principio os cuidados da saúde de ser humano, por conseguinte o edifício-hospital e a medicina têm como objetivo principal preservar a espécie humana. Tanto assim que em alguns casos dentro das teorias do hospital – são considerados “autenticas cidades para os cuidados da saúde” com vida e experiência que vem adquirindo na linha do tempo.

Para os interessados no “saber”, e de querer entender o que sucede nos hospitais modernos, penso que neste texto pode ser de utilidade em especial para os arquitetos, médicos, e pessoas que tentamos ter cognição do processo da modernidade nos hospitais.


Temos tomado como referencia algumas citações do importante pensador e filosofo francês Michel Foucault (1926-1984) no seu livro a “Microfísica do Poder” na versão em português atualizada de 2012. No capitulo 6 – O nascimento do hospital (pág. 170-189) de Foucault faz importantes revelações sobre os levantamentos históricos e reflexões sobre a vida do edifício-hospital, acima deste analise faremos reflexões dos fatos, que a nossa maneira de ver deixam importantes recados para a arquitetura nos espaços criados no hospital, assim como os comportamentos na evolução da medicina. O capitulo esta baseada na Conferencia realizada no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado de Rio de Janeiro – UERJ em 1974, com tradução de Roberto Machado.

Na primeira revelação de Foucault diz: “O hospital como instrumento terapêutico é uma invenção relativamente nova, que data no final do século XVIII.” (Foucault, 2012:171), penso que no primer momento os fatos históricos nos indicam que no tempo na década social e politica da Revolução Francesa, que tem como nascimento o pensamento “Iluminista” com ideais modernos que cambiam nossa maneira de ver a vida.

Segundo que a partir dessa época os espaços que se criam dentro dos hospitais modernos já não são os mesmos, o hospital termina sendo “espaços terapêuticos para os cuidados da saúde”, como exemplo contemporâneo de finais do século XX e inícios do século XXI podemos citar os trabalhos feitos do arquiteto João Figueiras Lima – Lelé nos edifícios hospitais da Rede Sarah Kubitschek. Então os espaços programados e projetados demostram que intervém com seus efeitos é que atuam diretamente nos “cuidados da saúde”.

Terceiro a programação destes hospitais com caraterísticas modernas penso que não só influi na cura dos pacientes, mais também no cotidiano de todo o pessoal que labora dentre destes espaços hospitalarios, a das inter-relações que se produzem nas unidades médicas, que são susceptíveis a uma melhora na qualidade de atendimento de pacientes – qualidade espacial é competência da vida profissional dos arquitetos.

Foucault se se baseia nos fatos históricos de analise feitos pelo medico francês Jaques Tenon, “... 1775-1780 e do francês Tenon, a pedido da Academia de Ciências, no momento em que se colocava o problema da reconstrução do Hotel-Dieu de Paris.” Como sabemos o grupo de hospitais Hotel-Dieu na França sempre forem tema de experiências por parte da medicina desde seu aparecimento no inicio do século XII. Tenon nas suas longas pesquisas (até certo ponto como inquéritos realizados nos hospitais) onde realiza um programa de reforma e reconstrução de hospitais.
A observação dos espaços nos hospitais existentes se torna fundamentais porque “São os hospitais existentes que devem pronunciar sobre os méritos ou defeitos do novo hospital” (Foucault, 2012:172). Sobre isto gostaria de esclarecer que a arquitetura e seus espaços funcionais que são criados nos hospitais têm conotações com possíveis soluções nos problemas da infeção/contaminação intrahospitaria, com caraterísticas exógenas, que como sabemos são problemas que devem ser erradicados ou ao menos minimizados.

No caso dos problemas de saúde interna dos pacientes são caraterísticas endógenas (pela mesma flora do paciente) e cabe a solução aos médicos e dos processos da medicina.

A apreciação que faz Foucault ao dizer “O hospital deixa de ser uma simples figura arquitetônica” é pertinente já que na antiguidade o hospital era utilizado como deposito de pessoas moribundas ou de caridade. Com o nascimento de hospital moderno o edifício se torna um importante tema de pesquisas tectônicas, assim sua observância dentro da vida urbana das cidades.

Nas pesquisas realizadas por Tenon e Howard entre os séculos XVII e XVIII sobre os problemas dos “fenômenos patológicos e espaciais” dão novas cifras importantes nas inter-relações funcionais e das áreas (m2.) que são necessárias para cada ambiente. “A correlação espacial ferida-febre é nociva para os feridos” (Foucault, 2012:173). As observações feitas por Tenon que estuda o percurso, o deslocamento, o movimento no interior do hospital, particularmente as trajetórias espaciais.

Sem lugar a duvidas neste novo olhar as estratégias modernas produz efeitos patológicos que devem ser corregidos. O conceito moderno da “maquina de curar”, foi também posteriormente dito especificamente para toda a arquitetura, isto foi evidenciado nos inicios do século XX por Le Corbusier em suas palestras nos CIAM – sobre a maquina de morar. Aparece inicialmente entre os anos de 1920 e 1921 nos doze artigos “l´Esprit Noveau”.

Como se sabe, nesta luta entre a natureza e a doença o medico observa os sinais – uma espécie de prever a evolução do paciente, a ideia era de favorecer na medida do possível a vitória da saúde e da natureza sobre a doença. Mais em alguns casos não se torna favorável à questão espacial (propostas da arquitetura em organizar espaços) porque se produz “contaminação” nos ambientes do hospital, claro de caráter exógeno. A dificuldade está para que não se produza – a infeção intrahospitalar, é uma luta que vem desde a época de Louis Pasteur no século XVIII. Hoje os estudos nos fluxos de um hospital se tornam mais rigoroso, as inter-relações dos ambientes se tornam matéria de analise, as modernas tecnologias (barreiras) que são aplicados nos hospitais são necessárias. “Não se procuro primeiramente medicalizar o hospital, mais purifica-lo dos efeitos nocivos, da desordem que ele acarretava.” (Foucault, 2012:177).

Mais Foucault esclarece que a desordem não só e espacial, mais também econômico-social. Desta se espalha a doença para toda a cidade. Bom, aqui temos dos assuntos, o primeiro que si a desordem econômico se torna um problema social porque atinge a todos, como exemplo de hoje se torna quase indispensável ter plano de saúde privado, porque o publico se torna muito a desejar. É um problema social porque nem todas as pessoas tem capacidade de arcar de seu próprio bolso – com um diminuto salario mínimo – a saúde privada, além do que os Governos de turno descontam dos salários de todos para que funcione o SUS. Que na nossa maneira de ver “é um problema de gestão”, digamos uma gestão mais Professional e menos politizada como geralmente ocorrem nos países. O Segundo ponto é que nos estudos das relações interespaciais dos ambientes, setores e unidades medicas que ocorrem dentro da arquitetura nos hospitais, minimizam a questão exógena de contaminação destes ambientes, mais temos que ver “... mas não pode satisfazer plenamente porque omite um fator-chave de toda concepção espacial: o parâmetro humano.” (Zevi, 2009,49), isto vem à tona com as próprias necessidades dos ser humano, o controle nos ambientes hospitalarios para que não se produza infeção esta relacionada – no combate preventivo, como explicava Jarbas Karmam – e da importância das Comissões de Controle de Infeções intra-hospitalar – CCIH., com mais autonomia, mais devemos colocar os pês na terra, porque a contaminação sempre existiu e sempre existira, o problema e minimizar, atenuar, desta forma teremos mais “avance” que é um sintoma da semiótica na modernidade.

Justamente no século XVIII se desenvolve uma arte do corpo humano. “Começa-se a observar de que maneira os gestos são feitos, qual o mais eficaz, rápido e bem ajustado.” (Foucault, 2012:181) e faz duas observações que nos parece importante, a primeira “A disciplina é, antes de tudo, a análise do espaço”, a segunda “A disciplina exerce seu controle, não sobre o resultado de uma ação, mais sobre seu desenvolvimento”. Sobre esta ultima obedece a seu analise que forem feitos nos exércitos nas batalhas de guerra – o soldado recebe um fuzil, se é obrigado a estudar a distribuição dos indivíduos e a colocá-los corretamente no lugar em que sua eficácia seja a máxima. – A observação dos indivíduos se torna fundamental, e claro a disciplina nos hospitais são necessários para poder minimizar o sofrimento das pessoas desta forma se atenua os problemas, o analise no processo ser torna prioridade na mesma observação do que sucede.

Por ultimo gostaríamos de fazer esta importante citação: “A arquitetura do hospital deve ser fator de instrumento de cura.” (Foucault, 2012:185). Sem lugar a duvidas o problema não só radica nas questões funcionais, para isso temos uma serie de dispositivos, normas, etc. que nos dão pautas para a realização de um determinado hospital. Por isso é que pensamos que o mestre Lelé foi além, não só foi solucionada a questão funcional e das inter-relações dos espaços. Lelé levou na frente o importante lado tecnológico construtivo, que como sabemos interfere na estética dos hospitais, assim o edifício-hospital cumpre com seu dever na cura dos enfermos, é também com seu papel social, por isso é necessário rever certos pensamentos que são modernos, mais prevalecem vigente no tempo.
A importância de um Hospital marca o ritmo de uma determinada cidade, região, ate dos países.

Goiânia, 3 de maio de 2013
Arq. Jorge Villavisencio


Bibliografia

FOUCAULT, Michel; Microfísica do Poder, Edições Graal Ltda., São Paulo, 2012.

FOUCAULT, Michel; Vigilar y Castigar, Siglo XXI Editores – 34° Ed., México, 2008.

LE CORBUSIER; Por uma arquitetura, Perspectiva Ed., São Paulo, 2009.

ZEVI, Bruno; Saber Ver a Arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.