domingo, 10 de octubre de 2010

Mario Vargas Llosa – Premio Nobel na Arte da Literatura 2010.

Mario Vargas Llosa – entre a literatura, política e a arquitetura.
Arq. Jorge Villavisencio.

O escritor peruano Mario Vargas Llosa (1936-), recentemente tem outorgado o “Premio Nobel da Literatura 2010”, considero que é uma justa homenagem que se faz a este arquipeño (cidade de Arequipa do sul do Perú), penso que primogenitamente pelo trabalho artístico literário em que se vem desenvolvimento a o largo do mais de cinqüenta anos neste tão importante tema da arte.

Fotografia de Morgana Vargas Llosa

Mais penso que também há exatamente vinte anos se propus ser Presidente do Perú pelo “Movimento Liberdade”, assunto que desdobraremos pensamentos de sua relação que tem com a literatura, a política e a arquitetura.
No site oficial do premio Nobel publica que tem sido outorgado o mais alto galardão como a seguinte frase: “Por sua cartografia das estruturas de poder e imagens nítidas de rebeldia, resistência e derrota do indivíduo", como vemos nesta frase tem questões políticas que estão imbuídas no pensamento de Vargas Llosa, e muito difícil de desvincular, mais Llosa afirma que “primeiro e a literatura e depois e a política” intuiu isto como uma forma de ver e trabalhar na vida.
Como tínhamos dito com seu mais de 50 anos nesta arte da literatura lembrando-se do seu famosa novela “Os chefes” (1959) o inolvidável “A cidade e os cachorros” (1962), novela que deu um filme de Francisco Lombardi no ano de 1985. Mais também em seus vários Ensaios onde ressalto “A tentação do impossível” (2004), baseado no histórico livro do Frances Victor Hugo (1802-1885) “Os miseráveis” , neste ensaio foi dado na Universidade de Oxford (Maio/2004) como professor “in European Comparative Literature”.

E evidente que ao se trasladar Vargas Llosa no momento da dinâmica oferecida por Victor Hugo, Vargas Llosa entre de cheio na questão política, com uma agudeza de forma absurda no bom sentido da palavra, e concordo quando Juan Antonio Ramírez no seu livro “Cómo escribir sobre a arte y arquitectura” (versão em espanhol: Edições Serval, 2005) diz: que quando uma faz uma critica de tipologia de Ensaio, Monografia o Tese, vai deixar transparecer no seu pensamento de seus escritos “a maneira pessoal de como ele (a) vê a vida”, penso que não pode ser diferente já que quando um entra nesta arte referindo à literatura e a arquitetura, tem síntese de pensamento assunto de difícil desvinculação.
Mais entre as varias obras de Vargas Llosa me lembro em especial neste momento de duas a primeira “Como o peixe na água” (1993) que e uma espécie de autobiografia, e da excelente novela literária “A menina mau” (2006), que na primeira parte analogicamente na autobiografia expressa com um detalhamento formal de como era o bairro de Miraflores na cidade de Lima, e claro nos outros lugares onde sucede da descrição da novela como em Paris, Londres, entre outros, e um luxo de detalhes que no imbui a uma percepção ate certo ponto com um utopísmo de como poderiam ser as coisas no futuro. No caso da arquitetura “como arte que é”, também se inspira em este tipo de meta-relato, ponho como exemplo a novela “O Cortiço” do exímio brasileiro literário Aluísio de Azevedo (1857-1913), onde apresenta a vida comum na cidade de Rio de Janeiro na época colonial dos portugueses e da sobrevivência do carioca na busca de uma vida melhor, mais no caso da busca da arquitetura da época Azevedo também explica o modus vivendi da sociedade e suas necessidades,assim da utilização dos materiais utilizados nas suas construções, alem e claro de como se produzia de forma conspícua a divisão de seus ambientes (na criação dos espaços arquitetônicos).

Este razoamento é importante para a arquitetura para poder conhecer a historia desta arte, e inclusive nas investigações da arquitetura nas épocas antigas ou modernas nos baseamos nas novelas, entre um dos maiores mestres da novela esta o epónico escritor peruano Manuel Ricardo Palma Soriano (1833-1919) mais conhecido como Ricardo Palma que através de seu livro “Tradições Peruanas” (1872), onde declama toda esta vivencia da época através de suas pesquisas de como era a vida.

Mais voltando ao ato político neste caso num ato importante assim o considero, onde Vargas Llosa se apresenta como uma alternativa para este Perú que reclamava por uma justiça social – e mal entendido quiçá por sua forma expressiva do próprio Vargas Llosa e de seus assessores na campanha presidencial do ano de 1989-1990, posso falar com toda convicção deste por ter pertencido ao “Movimiento Libertad” local que participava nas escalas de base na famosa Avenida Javier Prado nos Distritos de Magdalena e San Isidro, como diz anteriormente tem passado exatamente 20 anos de tudo isto mais num ato de “lembranças políticas” fui acampado uma campanha política presidência onde saio uma idéia de uma maneira sem precedentes de maneira absurda sem nenhuma conotação onde Mario V. LL. Era para os ricos, assunto que não tinha nada a ver (ver embaixo as diretrizes do FREDEMO), porque nas vezes que esteve presente nas reuniões de trabalho e MVLL participou explico claramente da sua preocupação pelo menos favorecidos, o que acontece que a campanha teve longa duração.

Este devido no mal estar político produzido pelo primeiro governo do Presidente Alan Garcia, uma situação bastante critica que vivia o Perú, onde os níveis de pobreza eram exorbitantes, e que a classe media era esmagada de tal forma (penso firmemente que motor de um pais esta na classe media) e com essa conjuntura que o Perú se encontrava, e como uma alternativa se apresenta o escritor Mario Vargas Llosa, quiçá um pouco de exageração como salvador da pátria, mais sim como uma boa alternativa de visão a futuro das condições da segunda década dos anos 80, e como uma ação sem precedentes se apresenta Alberto Fujimori (campanha presidencial que não durou mais que 3 meses) é deu o que deu – valia a redundância mais o mundo conhece a situação onde Fujimori esta.
Na XXVII Conferencia Anual de Executivos (Cade 89) no instituto Peruano de Administração de Empresas (IPAE) o candidato presidencial Mario Vargas Llosa – Presidente do Movimento Liberdade pelo Frente Democrático (FREDEMO), que na realidade era como conjunto político o próprio Movimento Liberdade, Partido Popular Cristão e do Partido Ação Popular do (naquela época ex-presidente do Perú) o Arquiteto Fernando Belaunde Terry (1912-2002).

Nesta Conferencia do CADE 1989 Vargas Llosa apresenta o plano de governo, quiçá com todas as diretrizes deste três partidos políticos que se basearem em cinco temas que forem: o primeiro sobre o planejamento do pais; o segundo sobre a possível solução sobre a crise econômica; a terceira sobre a reforma do Estado; a quarta sobre a promoção de oportunidades de empregos e a quinta e ultima os programas de apoio social, e claro tudo esta baseado na minha maneira de ver das condições que se derem na época – si fosse hoje seriam outras conotações.
Finalizando o presente texto queda como ensinamento que transcorridos cinqüenta anos de escritor literário, e vinte anos de político conspícuo nos deixa como ensinamento muita lições, por isso a importância da nossa historia latinoamericana e considero que a arte como gerador de cultura e de questões de visões de vanguardismo temos a obrigação moral e ética de saber valorar (criticar) ou pelo menos uma aproximação para poder visualizar para a gerações futuras nossas artes.
Recentemente publique esta frase que ponho a disposição no idioma espanhol:
"Mis sinceras felicitaciones, quizás con el premio Nobel estas llevando al hombro la literatura no solo en pensamiento nuestro amado y complicado Perú, sino como la representación literaria de Latinoamérica."

http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/2010/index.html?pageNum_GetGreetings=3&totalRows_GetGreetings=8

Goiânia, 10 de Outubro de 2010.
Arq. Jorge Villavisencio.

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