miércoles, 16 de marzo de 2011

Ministério de Educação e Saúde (1936-1943) Rio de Janeiro: e sua arquitetura de visão moderna.

Ministério de Educação e Saúde (1936-1943) Rio de Janeiro: e sua arquitetura de visão moderna.
Ensaio: Arq. Jorge Villavisencio

O presente ensaio é sobre a arquitetura do importante edifício do Ministério de Educação e Saúde (1936-1943) localizado na antiga Capital do Brasil na cidade de Rio de Janeiro, tem considerações conotativas baseadas principalmente na sua arquitetura e de suas relações de ordem abstrato e histórico, este se deve a suas origens de como foi seu conceito formal/funcional, e evidente que este edifício cumpre um papel preponderante na arquitetura moderna brasileira e internacional, e da excelente visão em prospecção do Ministro Gustavo Capanema (1900-1985). Hoje o edifício é conhecido como Palácio Gustavo Capanema.


F.1 - Ministério de Educação e Saúde (1936) – Rio de Janeiro
Fonte Fotográfica: Jorge Villavisencio (2011)

Como primeira medida a presença de Capanema neste processo teve considerações muitos amplas de juízo (valorações) atribuídas nas relações da arquitetura moderna e procura de imediato como podia aproveitar a situação, se consegue construir a primeira obra de caráter monumental (Bruand 2008:81) mais o momento histórico da arquitetura moderna de considerações internacionais traz com premissa estes conceitos de primazia da época tanto Gropius como Mies van der Rohe tinha proposto varias obras como escolas, indústrias, usinas, etc. Mais a presença de Le Corbusier na segunda estadia no Brasil por volta do ano de 1935 teve considerações mais amplas já que tinha participado de vários projetos de Palácios, assunto de pertinência visionaria do Ministro Capanema. Penso que não foi tão fácil já que no ano de 1935 tiverem participado no concurso de anteprojetos arquitetônicos, mais a presença de Capanema foi fundamental já que ele solicita ser parte do júri, alem e claro da pressão por parte dos academistas da Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro.


F.2 - Ministério de Educação e Saúde (1936) – Rio de Janeiro
Fonte Fotográfica: Jorge Villavisencio (2011)

A importância do arquiteto Lucio Costa teve papel fundamental neste processo, já que foi encarregado para falar com Capanema da acuidade da contratação de um consultor, com escolha foi o arquiteto franco-suíço Le Corbusier (1887-1965) no entanto, como o empreendimento que tinha como objetivo primordial da vinda de Le Corbusier: o Ministério da Educação e Saúde. Desta vez a ligação do mestre Le Corbusier pode produzir todos os frutos, materializando-se na construção do edifício que iria assumir papel decisivo no desenvolvimento da arquitetura brasileira o mesmo internacional (Bruand 2008:83).

Também a presencia de Lucio Costa e dos arquitetos cariocas funcionalistas como Reidy e Moreira que apresentarem anteprojetos anteriormente de forma individual, A fragilidade e a falta de pujança que caracterizavam até então a arquitetura funcionalista brasileira eram de conhecimento de seus principais arquitetos, razão porque desejavam a vinda de Le Corbusier, que poderia arrancá-los da rotina que estavam submetidos (Bruand 2008:83)


F.3 - Ministério de Educação e Saúde (1936) – Rio de Janeiro
Fonte: Google Earth (2009)

A vinda de Le Corbusier trouxe os frutos esperados, mais na minha maneira de ver penso que a procura de uma arquitetura internacional e monumental que tinha essas argüições, estes eventos eram comuns e quiçá interpretados pela historia da arquitetura, a realidade estava presente os termos racionais, funcionais, estéticos, industriais eram levados (visão de progresso, calculo e avance) pela importância produzida no espaço-tempo e claro como produto das entre guerras mundiais.

Mais a minha percepção do edifício e seu entorno urbano teve em si uma sensibilidade muito ampla já que participação da cidade esta presente e sentimento de “cooperação” do edifício, a cidade circula dentro das competências edilícias. As instalações e funções da cidade – cooperação, comunicação e comunhão, encontro misturas e mobilização – exigem um recipiente onde uma ampla diversidade de atividades possa ter lugar simultaneamente (Mumford 2008:410-412)
O efeito do principio corbusiano se faz presente com o ideal de esta magnífica obra do edifício sobre “pilotis”, princípios ditos na Carta de Atenas de 1933 – sobre nas utopias urbanas.


F.4 - Ministério de Educação e Saúde (1936) – Rio de Janeiro
Fonte Fotográfica: Jorge Villavisencio (2011)

Le Corbusier como convidado por Capanema para ser participe/orientador do projeto arquitetônico leva a seus autores o grupo de arquitetos brasileiros a imbuir-se nesta relação edifício-cidade. Essa concepção dos pilotis, eu a tinha exposto há muito tempo a Auguste Perret e era uma concepção de uma ordem, porém podia responder a uma necessidade verdadeira. (Le Corbusier {1923} 2009:37). Posteriormente na segunda metade dos anos 50 se consolida estes princípios urbanos com a construção da nova capital Brasília.


F.5 - Ministério de Educação e Saúde (1936) – Rio de Janeiro
Fonte Fotográfica: Jorge Villavisencio (2011)

Si bem e certo que a equipe brasileira foi coordenada pelo mestre Le Corbusier (1887-1965) baixo a idéias do Esprit Noveau, teve conotações baseados em três conceitos que são: a preocupação com os métodos de trabalho; problemas formais; a valorização dos elementos locais (Bruand 2008:90-91) estes conceitos forem plasmados no projeto arquitetônico que duro nos anos de 1935 a 1936. A realização da obra durou 4 anos, entre os anos de 1939 a 1943.
Mais as equipe de jovens arquitetos brasileiros que realizarem o projeto de arquitetura forem: Lucio Costa (1902-1998); Affonso Eduardo Reidy (1909-1964); Ernani Mendes de Vasconcelos (1912-1989); Carlos Leão (1906-1983); Jorge Machado Moreira (1904-1992); Oscar Niemeyer (1907-), este ultimo substitui a Lucio Costa para o termino final do projeto. Não podemos esquecer a participação do artista plástico Candido Portinari (1903-1962) e do arquiteto-paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994).


F.6 - Ministério de Educação e Saúde (1936) – Rio de Janeiro
Fonte Fotográfica: Jorge Villavisencio (2011)

E evidente que esta obra tem condições especiais alem das formais dos prismas puristas (sólidos platônicos) de formato ortogonal, vejamos algumas delas: o uso do brise-soleil proposto por Le Corbusier no ano de 1933 em seus projetos para a cidade de Alger (Bruand 2008:87) na fachada norte, diferente da fachada Sul (ver imagens F.1 e F.2); a questão funcionalista foi resultado da planta livre a traves de uma estrutura bastante cartesiana – a localização da estrutura em forma de “planta livre” permite que dentro dos ambientes – especificamente da funcionabilidade da obra pudesse ter a “flexibilidade” esperada. Alem que as divisões em alguns dos casos forem a meia altura, provocando assim uma integração entre as pessoas que trabalham nesse setor.

Como tínhamos explicado anteriormente a liberação da planta sobre “pilotis” facilito a integração com o entorno urbano e a cidade. Le Corbusier previa três volumes distintos, todos, todos sobre pilotis: o bloco principal, a sala de exposições (perpendicular ao bloco principal) e o salão de conferencias (situado transversalmente a sala de exposições).Este desenho foi utilizado como ponto de partida, e as formas sugeridas pelo arquiteto consultado foram cuidadosamente conservadas... (Bruand 2008:88).

Podemos ver os partido arquitetônico teórico-conceitual das primeiras propostas de Le Corbusier forem mantidas pela equipe de arquitetos brasileiros. E evidente que a assessoria/orientação de Le Corbusier tinha questões conotativas mais amplas que fazer um projeto, penso que tanto ele, como a equipe brasileira tinham convicção que o Projeto do Edifício do Ministério de Educação e Saúde trairia uma nova forma de pensar da arquitetura moderna, assunto que a historia da arquitetura registra este fato não só no ambiente no espaço brasileiro, mais essa busca incessante do internacionalismo da nova arquitetura.


F.7 - Ministério de Educação e Saúde (1936) – Rio de Janeiro
Fonte Fotográfica: Jorge Villavisencio (2011)

Devemos registrar os trabalhos dos painéis das pinturas do artista plástico Candido Portinari (ver imagem F.7), que deu certo ar de prestança e vanguardismo provocado, forem vários painéis finamente trabalhados entorno ao edifício, e como nos sabemos cumpria a função de proteção nas paredes externas.
Os princípios, que sistematicamente defendia e que há vários anos os arquitetos de vanguarda haviam adotado sem reservas, não se reduziam a um conjunto de idéias essencialmente abstratas, adquiriam uma vida nova e uma flexibilidade até então desconhecida, quanto o autor levou a pratica as inúmeras aplicações que dele se podia fazer. Tanto sobre o ponto de vista especifico do Ministério de Educação e Saúde, a contribuição de Le Corbusier permite extrair... (Bruand 2008:89).


F.8 - Ministério de Educação e Saúde (1936) – Rio de Janeiro
Fonte Fotográfica: Jorge Villavisencio (2011)

Assim toda a equipe de arquitetos brasileiros participantes puderem extrair as essências como o explica Yves Brunad. Lembremos que era na década dos anos 30 a arquitetura procurava novas formas de pensar, penso que saindo um pouco do racionalismo das obras da época, a busca de uma forma abstrata deu esse novo sentido – poderia se pensar que esta obra abre um novo marco da arquitetura brasileira e internacional, outros países em America do Sul se inspirarem nesta obra, como exemplo do caso do Ministério de Educação na cidade de Lima nos inícios dos anos 50, obra do arquiteto peruano Enrique Seoane Ros.

Lembremos também que posteriormente a esta obra do professor Oscar Niemeyer inicia seu primeiro trabalho individual do projeto moderno da Pampulha em Belo Horizonte, que teve considerações que forem plasmadas nesta visão moderna e de forma abstrata de fazer arquitetura. Obviamente nas conotações imbuídas de Le Corbusier trouxe como conseqüência este novo espírito, que na minha visão são atemporais, por isso é que este tipo de obra será como tema de estudo e analise que discorreram como base das essências da historia da arquitetura moderna.

Goiania, 16 de Março de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografia

BRUAND, Yves; Arquitetura contemporânea no Brasil, Editora Perspectiva, São Paulo, 2008.
MUMFORD, Lewis; A cidade na historia: suas origens, transformações e perspectivas, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008.
LE CORBUSIER; Por uma Arquitetura, Titulo Original em Frances: Vers une Architecture {1923}, Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.

lunes, 7 de marzo de 2011

Evento en Lima-Perú - CICLO DE CONFERENCIAS: HOMBRE Y CIUDAD EN LA GRAN LIMA

CICLO DE CONFERENCIAS: HOMBRE Y CIUDAD EN LA GRAN LIMA



El Centro Cultural Inca Garcilaso de la Cancillería del Perú viene organizando un ciclo de conferencias alrededor de Lima. Se trata de una mirada crítica en torno a un espacio llamado Lima, comprendiendo temporalmente, desde el mundo prehispánico hasta hoy, buscando una reflexión en torno al devenir de nuestra ciudad y su arquitectura, considerando el aporte de la historia. El evento se realizará durante el mes de marzo en la sede del centro cultural y el ingreso es libre.

Programa:

1. Arquitectura de Lima prehispánica: Historia y Conservación
José Canziani
Miércoles 09 de Marzo, 7:00 p.m.
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2.. Cartografías urbanas alrededor de Lima Virreinal
Isaac D. Sáenz
Miércoles 16 de Marzo, 7: 00 p.m.
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3. Lima de 1900: Arquitectura para un nuevo siglo
Elio Martuccelli
Miércoles, 23 de Marzo
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4. La Lima de hoy y su futuro.
Augusto Ortiz de Zevallos
Miércoles, 30 de Marzo, 7: 00 p.m.


Lugar:
Centro Cultural Inca Garcilaso
Ministerio de Relaciones Exteriores del Perú
Jr. Ucayali 391
Lima 1
Teléfono: (511)6232656 (511)6232656
Website: www.ccincagarcilaso.gob.pe/conferenciasprox.asp

Fuente:
http://www.iberarquitectura.blogspot.com/

miércoles, 2 de marzo de 2011

Escola da Bauhaus: as teorias e práticas inspiradoras de Walter Gropius

Escola da Bauhaus: as teorias e práticas inspiradoras de Walter Gropius
Ensaio: Arq. Jorge Villavisencio


Para a realização deste ensaio sobre a importante Escola de Arquitetura da Bauhaus na Alemanha tem conteúdos que sobrepõe aspectos teóricos dos pensamentos sobre a arquitetura e urbanismo e do enigmático professor o arquiteto Walter Gropius (1883-1969), a nossa maneira de ver é indissolúvel falar da Bauhaus, sem mencionar a Gropius, uma apreciação de ligação nas essências no espírito amplo das condições educacionais, penso que seja com fundamentos epistemológicos. É impossível que na historia de Gropius, separar um momento teórico do momento criativo ou pedagógico (Argan, 1957:11).

Fabrica da Fagus (1911-1912) em Alfeld de Walter Gropius e Adolf Meyer
Fonte: Modern Architeture (1969)

Nos inícios do ano de 1919 Walter Gropius assume a direção da Escola de Belas Artes de Weimar, esta foi fundada por Henri van de Velde (1883-1957), a Idea e de unir as diferentes correntes criadoras das artes. O seu objetivo era criar uma nova unidade entre as artes e ofícios (Tietz, 2008:33) e se forma a Escola de Arquitetura da Bauhaus em Weimar. Quando nos referimos a o inicio dos “fundamentos epistêmicos” penso que tem uma relação direta na maneira de pensar de Gropius que não só atinge só as artes, mais como pensamento “unitário” com especificidades sociais, econômicas, psicológicas...etc. Que imbui todo este pensamento teórico sobre a projeção arquitetural (Ludeña, 1989) com realizações com fundo pedagógico educacional. Do status pedagógico relativo das belas-artes, com Gropius defendendo a relativa autonomia das ultimas (Frampton 2008:147).

Estes processos em querer ter um caráter abrangente que não só tem condições culturais na arquitetura e na pintura. As praticas manuais e sensitivo visual este em intima interdependência com duas classes teóricas: o conjunto de idéias artísticas segundo as quais o produtor se ajusta consciente o involuntariamente... e as teorias que produzem as ciências humanas ocupadas nas artes e que incidem na produção... (Acha, 1979:81)

Escola da Bauhaus – Dessau – Walter Gropius
Fonte: Modern Architeture (1969)

Nas teorias sobre o ensino dos ofícios pretende preparar o desing para a produção em serie. Partindo dos instrumentos mais simples e das tarefas menos complicadas. Ele (o aprendiz da Bauhaus) vai aos poucos adquirindo capacidade de domínio dos problemas mais complexos e trabalhar com maquinas, ao mesmo tempo em que se mantém em contato com todo o processo de produção, do começo ao fim (Frampton 2008:150)

O ideal para a Bauhaus e que seus alunos conhecesse as “partes” da projeção arquitetural, desta forma poderia se entender a “unidade”, claro como elemento básico acadêmico, mais sim articular nas profundezas evidentemente com cavado epistemológico poderia intuir e imbuir-se a questionamentos de entidades “culturais” – quiçá uma visão do mundo mais consciente com as necessidades reais sujeito-objeto, uma racionalidade de extrema urgências, ungidos pelas guerras mundiais, nem sempre evitando uma serie de artífices que poderiam estar presentes, a organização que fundamenta os “ofícios” como necessidade de subsistência do ser, mais com aprimoramento reais e concretos nas técnicas que no futuro tem partituras que fundamenta a questão da “cultura”.

Escola da Bauhaus – Dessau (1912) Walter Gropius
Fonte: Giulio Argan (1957)

Si bem é certo que tanto das condições de essencialidade de Walter Gropius e de Le Corbusier tinham valores intrincados como acepções e condições que forem se aprimorando se no espaço-tempo da arquitetura moderna como “projeto” e não como atualmente como pensamento posmoderno de “perspectiva” que são assuntos muito diferentes, a busca de hoje e de pensamento na busca incessante de que um não conhece – rumo ao desconhecido – como se fossem pequenas e insuficientes tendências as inspirações de alguns arquitetos ou escritórios de arquitetura contemporâneos, na minha maneira de ver mais “preocupados pelo lado formalista” mais não estamos criando consciência ou cultura como projeto que se teve a modernidade, e inclusive personalidades de pensadores contemporâneos como Bell, Lyotrad, Habermas, Picó, Quijano entre outros tem explicado as diferencias entre o moderno e posmoderno, claro cada um com seu ponto de vista especifico [queremos dizer: questões imbuídas de especificidade própria dos pensadores] mais também não aclaram a direção o rumo que temos como ações posmoderna, mais bem como escavando pensamentos na busca de uma perspectiva que a posterior possa encontrar um modelo de projeto.

Tanto a escola da Bauhaus como Le Corbusier tinham claro que o primeiro seria o coletivo e segundo o individual, pensar e atuar desta maneira além criar um ambiente mais correto com as aspirações sociais – que era o que povo aclamava – como pensamento de vanguarda. Passando do término pedagógico aos sociais, trata-se de cobrir a distancia entre a cultura e a produção através da Revolução Industrial (Benevolo 2009:406) em termos a revolução e a maquina foi o momento de maior expressão e necessidade do povo. O interessante foi este recobrimento intelectual que foi desmitificado através das formas de fazer as artes, pero em formas grupais ou coletivas.


Escola da Artes – Weaton, Inglaterra (1937) Walter Gropius – M. Breuer
Fonte: Giulio Argan (1957)

No contexto artes-arquitetura se fundamenta pelo conhecimento profundo das condições espaciais em que para Giulio Argan aproveita (claro neste caso de forma do pensamento da Bauhaus) pero bem intuitiva, nas questões na “intelectualidade espacial” e coloca como exemplo Si cada divisão ou subdivisão corresponde a certo complexo de atos necessários e si todos os seus atos da sua vida que estão integrados pela função são igualmente necessários, todo compartimento espacial de uma planta racional tem um valor absoluto, é uma – unidade. A perfeita racionalidade de uma planta reconhece porque os espaços estão divididos qualquer que seja sua extensão de escala, entre se nivelam como valores espaciais absolutos; porque a mesma finalidade e claridade espacial volve-se encontrar em cada unidade; porque nenhum hiato (laguna) são espaços inertes ou formalmente imprecisos subsiste de forma concisa a economia da planta (Argan 1957:71). Estas questões da racionalidade espacial são momentos que são históricos nas essências pragmáticas que terminam sendo dominantes dentro da arquitetura, e não só se refere a questões de ordem projetual, mais com visão na busca de uma economia atrelada ao espaço criado.


Livro de Giulio Argam – Walter Gropius y el Bauhaus de 1957.

A desvinculação de Gropius com a historia da arquitetura foi oprimente para ele, tantos assim que ele teve que reconhecer a insuficiência “pensamento europeu” com uma experiência mais compressiva e muito distinta de seu temperamento. Ao ficar mais perto Wrigth não só tem um sentido de polemica de luta interior, encontra-se em todas as atitudes de Gropius, esta agudeza do “espírito critico” conclui na consciência mais clara sobre a historia. (Argan 1957:82-24). Em principio a critica da arquitetura busca encontrar as fenomenologias, (ajuizamentos/valorações de ordem de visões/percepções - seja positivo ou negativo) mais estas vinculadas nas teorias e na própria história da arquitetura, não conhecer ou desconhecer estes fatos das disciplinares como “partes” não se poderia fazer critica da arquitetura como um “todo” ficaria sem consistência, analogamente quando dizemos que a arquitetura esta composta por partes, para que posteriormente conheçamos [digo: entendamos, sensibilizemos de maneira arquitetural] o “todo”, que ao final de contas é a experiências compreensivas dos fatos “unitários”. A critica deve considerar se em términos de táticas e intenções, não em termos dos meio empregados (Attoe 1982:14)

Universidade de Harvard (1948) - Walter Gropius (maquete)
Fonte: Giulio Argan (1957)

A Bauhaus foi um exemplo típico de uma escola democrática baseada no principio da colaboração entre professores e alunos, ... o ensino pratico, chama a organização sobre a base unitária do som, da cor e da forma, estas integrava atitudes físicas e psíquicas dos seus alunos. Ela substituía a todo ensino humanístico ou catedrática; sua finalidade era habituar na percepção exata e clara dos fatos formais e imbuir ao aluno a uma espontânea disposição de enquadrar todo dado da experiência de um nítido contorno formal (Argan 1957:42-43)

E evidente que a escola de artes e ofícios da Bauhaus e seu mentor Walter Gropius tem uma influencia importante na arquitetura moderna e também contemporânea (assim penso) a forma de pensamentos se desdobram no tempo-espaço como uma espécie de feedback que vai e volta segundo seja as condições, ou de busca de condições que sejam relevantes na criação projetual, estas tem influído na arquitetura Latinoamerica como exemplo a Escola de Arquitetura, Urbanismo e Artes (1955) da Universidade Nacional de Engenharia de Lima, Peru – FAUA/UNI, projeto do Arquiteto Mario Bianco.

Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Artes – FAUA/UNI (1955) – Mario Bianco
Fonte: Fotografia (2010) Arq. Ilka Tancredi

As colocações sempre pertinentes do critico de arte italiano Lionello Venturi sintetiza bem o pensamento da Escola da Bauhaus e diz: A Bauhaus... constitui algo mais que uma escola de arte, é ponto de encontro de vários artistas, ligados a um interesse comum por uma arte nova, que se plasmaria de forma abstrata, a expressão positiva de uma consciência não só social mais sim unitariamente internacional: a expressão direta de uma realidade histórica de uma Europa democrática e socialista (Venturi, 2004:368)

Walter Gropius como inovador com relevâncias adequadas no seu tempo de ações projetuais aplicadas na indústria como mobiliário, maquinarias, locomotoras (diesel), acessórios, etc. A Bauhaus começou a orientar-se cada vez mais para um fabrico industrial (Düchtin, 2007:73)
E de aplicações no uso de estruturas em aço onde permite aplicar peles (fachadas) em vidro exemplo da Fabrica Fagus (1911-1912) com evolucionismo e utilização nas artes plásticas tem em si considerações muito amplas, ... a concepção de síntese estava demasiado ligada a ideai romântica de – obra total – para se adaptar a orientação cada vez mais funcionalista da Bauhaus sobre o plano de desing e da arquitetura (Düchtin, 2007:73)

Penso que existe uma espiritualidade que esta imbuída no pensamento da Bauhaus, de comprometimento social e cultural, que vai alem das fronteiras funcionais ou estéticas, uma filosofia de vanguarda com considerações conotativas com fundos epistêmico e acadêmico que derem no tempo-espaço, ações de pertinência de visões e percepções diferenciadas, por isso e matéria de estudo em todos os tempos de sua influencia atemporal na arquitetura e urbanismo.

Goiania, 22 de Fevereiro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografía
ARGAN
, Giulio Carlo; Walter Gropius e El Bauhaus, Editorial Nueva Visión, Buenos Aires, 1957.
ACHA, Juan, Arte y Sociedad Latinoaméricana: Sistemas de producción, Ed. Fondo de Cultura Económica, México, 1979.
TIETZ, Jürgen; Historia da arquitetura contemporânea, Editado H.F. Ullmann Tandem Verlag GmbH, Colônia/São Paulo, 2008.
FRAMPTON, Kenneth; Historia crítica da arquitetura moderna, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008.
BENEVOLO, Leonardo; Historia da arquitetura moderna, Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.
ATTOE, Wayne; La critica em la arquitetura como disciplina, Editorial Limusa, México, 1982.
LUDEÑA, Wiley; Ideas y arquitectura en el Perú del siglo XX, Editora SEMSA, Lima, 1997.
DÜCHTING, Hajo; Wassily Kandinsky: A revolução da pintura, Editora Taschen Gmbh, Colônia, 2007.
HOFMANN, Werner; KULTERMANN, Udo, Modern Architeture, The Viking Press Inc., New York, 1969.
VENTURI, Lionello; Historia de la Crítica del Arte, Random House Mondadori S.A., Barcelona, 2004.

martes, 15 de febrero de 2011

Sustentabilidade: a arquitetura na vivenda unifamiliar.

Sustentabilidade: a arquitetura na vivenda unifamiliar.
Critica: Arq. Jorge Villavisencio

São muitos os projetos arquitetônicos relacionados com a sustentabilidade da vivenda unifamiliar, cada vês que a gente projeta uma residência, alem das percepções que estão imbuídas no espaço a ser conquistado ou criado – ponto inicial de todo projeto arquitetônico - e das considerações de espaço-função com ambições formalistas da sua estética, mais o tema que a minha maneira de ver já não pode ser desvinculado (pelo menos dentro de uma ética profissional) são as condições: nas escolhas corretas de uso projetual espacial; da escolha dos matérias a ser indicados; e das formas de como será construído tectonicamente a obra.

Detalhe da utilização da energia
Projeto da Vivenda (2001) dos arquitetos Prashant Kapoor; Salleem Akhtar; Arun Parassad
Cidade de Hyderabad, India. Fonte: Sue Roaf (2006)

Dentro destas três considerações básicas acima mencionadas está à síntese de como a gente projetara ou construirá determinada obra, lembremos que a arquitetura é síntese de varias apreços que estão em nossos pensamentos – que às vezes as condensamos como um todo projetual com convicções de “a forma segue a função”, ou também em forma inversa pensada como “partes” de decisões da “função segue a forma”, mais em ambos os casos temos que entender o “todo” – o interessante nestes momentos contemporâneos esta no “conceito” seja de origem formal ou funcional, mais com considerações importantíssimas – deste olhar da sustentabilidade da obra.

Detalhe da utilização da energia
Projeto da Vivenda (2001) dos arquitetos Prashant Kapoor; Salleem Akhtar; Arun Parassad
Cidade de Hyderabad, India. Fonte: Sue Roaf (2006)

Ao apresentar a obra desta vivenda unifamiliar com condições espaciais de sustentabilidade dos arquitetos da Índia Prashant Kapoor, Salleem Akhtar e Arun Parassad, e sendo uma critica que busca os “fenômenos” projetuais e construtivos, e como todos sabem que para realizar uma critica da arquitetura temos que ter estas quatro considerações (paradigmas) que são a interpretação; a descrição; a explicação; e por ultimo a “escolha”, aspectos similares de como é analisada a história da arquitetura, a escolha da “Casa Monama” (cujo nome nasce da morte da filha – de nome Monama - dos proprietários da obra) então como podemos ver tem argüições psíquicas que estão imbuídas nesta obra.

Nesta “escolha” da Casa Monama também forem pensados nos fatores do bioclima, algo similar a cidade de Goiânia, Brasil, (em fim do planalto central brasileiro) que penso que poderia ser de referencia, de jeito maneira como algo a seguir no sentido “strito sensu”, mais bem como analogias de possibilidades abrangentes de visões e percepções diferenciadas.

Planta Baixa – Térreo
Projeto da Vivenda (2001) dos arquitetos Prashant Kapoor; Salleem Akhtar; Arun Parassad
Cidade de Hyderabad, India. Fonte: Sue Roaf (2006)

Esta obra esta localizada Hyderabad, Andra Pradesh na Índia, tem uma área de construção de 234,00 m2. Esta a 530 m. acima do nível do mar. E sua temperatura media esta sobre os 30 graus centigrados. Forem aplicados como características de sustentabilidade: materiais de construção de baixo impacto ambiental; tubulação de evaporação e resfriamento; coleta de chuva e reciclagem de energia; mais devo dizer que estas são algumas das considerações que devem estar presentes para que um edifício tenha considerações sobre uma ação sustentável, mais não são todas – tem muito mais – pero neste caso da Casa Monama estas decisões de sustentabilidade forem as suas escolhas. A relação do ambiente e de considerações urbanas foi estudada para a afirmação conceitual do projeto, e o uso dos materiais também teve considerações importantes, inicialmente queriam fazer o uso de tijolo de barro local, mais foi constado que a qualidade não era apropriada, e teve que trazer o tijolo de outra localidade, queda para nos como experiência: que ao propor determinado material (neste caso o tijolo) antes de próprio uso da terra, deve-se realizar uma análise da argila – mais faz parte das pesquisas e dos processos indutores – em algumas paredes forem utilizadas paredes duplas, com propósito de reduzir a condição térmica local, e claro da orientação solar do edifício. Também foi proposto condições nas aberturas (janelas, portas) que se transformarem posteriormente em condições estéticas formais, esta condição e importante – a relação da função atrelada na forma., que regula seus ganhos solares.

Fachada Principal
Projeto da Vivenda (2001) dos arquitetos Prashant Kapoor; Salleem Akhtar; Arun Parassad
Cidade de Hyderabad, India. Fonte: Sue Roaf (2006)

O que me chamo muito a atenção foi a “invenção” da relação do resfriamento por evaporação, e do programa utilizado “Summer” ™ “Os canos subterrâneos funcionam injetando na edificação ar que circulou previamente sob a terra através de trocadores de calor terra-ar. O ar geralmente e succionado do ambiente com o uso de um ventilador. A queda de temperatura obtida por saída de ar que entra, da temperatura do solo no qual se localiza o trocador de calor, da condutividade térmica dos canos e da difusibilidade térmica do solo, assim como a velocidade do ar e das dimensões dos tubos” (Roaf, 2007:293 – Ecohouse 2:desing guide, Sue Roaf; Manuel Fuentes; Stephanie Thomas: versão original em inglês de 2003. No caso da versão em português tem como titulo Ecohouse:A Casa Ambientalmente Sustentável, Editora Bookman, Porto Alegre, 2006)

O aproveitamento das energias do ar – resfriamento
Projeto da Vivenda (2001) dos arquitetos Prashant Kapoor; Salleem Akhtar; Arun Parassad
Cidade de Hyderabad, India. Fonte: Sue Roaf (2007)

Para terminar devo dizer que para que a obra seja sustentável baixo diversos ponto de vista, alem dos princípios acima supracitados os usos de diversos usos de materiais podem ser claramente utilizados, penso que não existe um só tipo de materiais, o aproveitamento de “todos” são consideráveis, sem preconceito algum, mais é necessário realizar as pesquisas destes previamente, si for o caso é necessário realizar as “praticas”, a experimentação faz parte do conviver nos estudos de investigações, e si não der certo determinada proposta –será descartada a posterior, e isso o que a experimentação enrique-se , a busca incessante das qualidades sustentáveis, a busca de modelos que nos permitam tomar atitudes e usos destas novas propostas, mais acho firmemente que as respostas estão imbuídas da mesma essência da espacialidade projetual, e das visões e percepções nos comportamento da natureza, e de entender/compreender todo é isso já faz parte do convívio do arquiteto e urbanista.

Goiania, 15 de Fevereiro de 2010.
Arq. Jorge Villavisencio.

domingo, 6 de febrero de 2011

Kandinsky: e suas relações com a Escola das artes e ofícios da Bauhaus (1922-1933)

Kandinsky: e suas relações com a Escola das artes e ofícios da Bauhaus (1922-1933)
Critica: Arq. Jorge Villavisencio


Wassily Kandinsky (1866-1944), artista plástico Russo, produziu influencias teórico- conceitual na prática da importante escola da arquitetura da Bauhaus, onde foi professor, seu trabalho e amplo nas condições introdutórias no pensamento sobre o abstracionismo, sua mudança para a cidade de Berlim (Junho 1922), trouxe conseqüências respeitáveis para a cultura alemã, onde era dominada Nova Objetividade (Neue Sachlichkeit) do expressionismo e pelo movimento Dada.

Wassily Kandinsky (1866-1944) – Fotografia (1905) de Gabrile Münter
Fonte: Hajo Düchting

Era uma figura solitária entre os estilos radicais, que rejeitava, qualificando-se como tendências formalistas e ideológicas. Esta foi uma das razões porque aceito a proposta de Walter Gropius (1883-1969) [fundador da Escola da Bauhaus] para ir a Weimar (Düchting, 2007:65), si bem e certo que Kandinsky vinha de uma escola de construtivistas – arte que imperava na época em Moscou, teve outras formas análise, como principio de – liberdade e de vanguardismo – suas produções nas artes têm esta qualificação. Na realidade o novo espírito da Bauhaus, O seu objetivo era criar uma nova unidade entre as artes e ofícios (Tietz, 2008:33) mais marcados inicialmente no impressionismo.

Escola da Bauhaus em Dessau (1925)
Fonte: Giulio Carlo Argan

A Bauhaus de Gropius se fundamentavam nas artes plásticas com as artes aplicadas, da seqüência na convocação de outros pintores de pensamentos modernos como: Paul Klee (1879-1940), Georg Muche (1895-1987), Lyonel Feininger (1871-1956), Gerhard Marcks (1889-1981) entre outros, e segundo Manifesto de 1919 desta escola dizia “Desejemos, inventemos e criemos, em comum, a nova construção do futuro que será um todo: arquitetura, escultura, pintura...” (Düchting, 2007:66).

A Bauhaus... constitui algo mais que uma escola de arte, é ponto de encontro de vários artistas, ligados a um interesse comum por uma arte nova, que se plasmaria de forma abstrata, a expressão positiva de uma consciência não só social, mais sim unitariamente internacional: a expressão direta de uma realidade histórica de uma Europa democrática e socialista (Venturi, 2004:368)

Vassily Kandinsky e chamado para ditar cátedra de artes plásticas no ateliê de Mural (1922), que apresentava modelos de base sob formas de tabelas, freqüentemente utilizados na suas aulas. Na minha maneira de ver a utilização da primeira dimensão (ponto e linha) se fundamentava em base a um geométrico das formas exercidas por sua força, a utilização dos contrastes não só das cores que em alguns casos empregava mais sim como contrastes dos espaços cheios e vazios, é isso tem uma questão importante para a arquitetura, alem e claro que a arquitetura esta composta por “partes” para que ao final podássemos entender o “todo”. Kandinsky evidencio aos estudantes, com clareza e lógica, os fundamentos indispensáveis da criação artística (Düchting, 2007:69).

Pequenos Mundos VII (1922) – Wassily Kandinsky
Fonte: Hajo Düchting

Nas propostas da Bauhaus alem que procurava uma linguagem “universal” o aspecto racional e o técnico-funcional eram participes das experiências nas suas formas inspiradoras abstracionistas, plasmado na base cientifica da geometria pura, a utilização de linhas, arcos, círculos, triângulos, curvas, ângulos, etc., eram parte de seu expressionismo vivido por Kandinsky, ele que apresentava uma valorização nos tons das cores, em alguns casos desprovidas de tensão tons suaves de cores básicas, mais também outros mais previstos tensão, trabalhos que produziu entre 1908 a 1916. Sem duvida a utilização que a combinação das formas de das cores elementares, tal como Kandinsky a ensinava, estava mais sujeita a uma avaliação subjetiva do que as leis verificáveis segundo o critérios objetivos (Düchting, 2007:68) penso que uma liberdade própria do abstracionismo. O tom geral da cor pode ser débil sem ser falso. O tom geral da cor pode ser débil sem que a harmonia os destruísse; ao contrario e o vigor dos coloridos o que é difícil combinar com a harmonia (Diderot, 1776:12), Penso que a aplicação de Kandinsky também se da pelo gosto pela “arte popular”, na minha maneira de ver muitas de suas obras tem reflexo de isso, quiçá empenhado pelo abstracionismo de intuições perceptivas de seu lado romântico com certo ar meio místico.

Alguns Círculos (1926) – Wassily Kandinsky
Fonte: Hajo Düchting

Posteriormente Kandinsky tem condições mais favoráveis na mudança da Bauhaus para Dessau, donde passaram a morar, juntamente com Paul Klee e Walter Gropius, claro este provocado as pressas para sair de Weimar, por seu ideais políticos. A pesar que Kandinsky seu passo para Deussau crio na sua fase final certa controvérsia já que foi colocado para influenciar a arquitetura de interiores, mais não consegue a contento, devido que suas cores propostas não eram colocados como decorações, tinha em si colocações mais amplas, que correspondiam mais nas relações das formas e cores, como síntese abstrato da cena proposta, penso que desvinculação destas partes não teve produto aturado (condições propostas pela Bauhaus), a proposta era integral, Esta concepção de síntese estava ainda muito ligada a idéia romântica de – obra total – para se adaptar a orientação cada vez mais funcionalista da Bauhaus sobre o plano de desing e da arquitetura (Düchting, 2007:73)

Composição VIII (1923) – Wassily Kandinsky
Fonte: The Salomon R. Guggenheim Museum, New York.

Por volta de 1931 existe uma reviravolta contra Kandinsky provocado pelos nazistas, e foi retirado aos poucos de suas atividades de professor da Bauhaus, e consegue mudar-se para Paris, no preâmbulo da segunda guerra mundial muito professores estudantes da Bauhaus conseguem mudar-se para os EUA, suas chegadas forem para a Universidade de Harvard, mais continuam com o pensamento da Bauhaus, em 1937 Walter Gropius consegue ensinar nesta Universidade trazendo a essência da aplicação das artes plásticas com as artes aplicadas.

Goiânia, 6 de Fevereiro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

DÜCHTING, Hajo; Kandinsky: A Revolução da Pintura, Taschen GmbH, Colônia/São Paulo, 2007.
DIDEROT, Denis; Essais sur la peinture (1776), Editora Tecnos S.A., Madrid, 1988.
TIETZ, Jürgen; Historia da arquitetura contemporânea, Editado H.F. Ullmann Tandem Verlag GmbH, Colônia/São Paulo, 2008.
VENTURI, Lionello; Historia de la Crítica del Arte, Random House Mondadori S.A., Barcelona, 2004.
ARGAN, Giulio Carlo; Walter Gropius e El Bauhaus, Editorial Nueva Visión, Buenos Aires, 1957.

jueves, 27 de enero de 2011

Catedral de Rio de Janeiro e seu lado formalista (1964-1979)

Catedral de Rio de Janeiro e seu lado formalista (1964-1979)
Critica: Arq. Jorge Villavisencio


Tem varias formas de analise desta obra que pode ser considerada como “modernista”, este olhar critico arquitetônico da Catedral poderia se basear nestas quatro áreas: a formalista, a semiótica, a psicanalista e por ultimo a sociológica, pero neste caso nos vamos a referir só no caso do seu lado formal de atitude formalista como obedece ao titulo deste texto, está claro que referimos ao lado formal estamos a raciocinar sobre “forma” que na realidade é a relação da massa com o espaço vazio, e nestes termos se analisará aspectos como: massa, linha, volume, movimento, etc.

Catedral de Rio de Janeiro – vista geral em elevação
Fonte: fotografia Jorge Villavisencio (26-01-2011)

Mais antes faremos uma breve síntese da historia arquitetônica desta edificação, o nome oficial é a “Catedral Metropolitana de São Sebastião de Rio de Janeiro” localizada no centro histórico desta cidade, de propriedade da Arquidiocese de Rio de Janeiro, o autor do projeto de arquitetura foi o Arquiteto Edgar Oliveira da Fonseca, mais também estiveram presentes na obra artistas plásticos como Paulo Lachen Mayer (interiores), Nicola Zenotto (lampadários), Mario Agostinelli (portada), Marli Crespo Azeredo (trabalhos em mármore) e Humberto Cozzi (pia batismal). A obra demorou 15 anos em ser construída de 1964 a 1979, foi inaugurado oficialmente o dia 15 de Agosto de 1979, e tem uma área de construção de 8.000 m2. (aproximadamente), em sua base em forma de circunferência tem 106 m. de diâmetro, e tem uma altura externa de 75 m. e interna de 64 m. tem capacidade para 20.000 pessoas dos quais 5.000 sentadas. Sua estrutura e de concreto armado aparente, os quais forem adoçados entre nervuras no plano vertical os vitrais que em uma altura de 60 m. O Campanário é externa executada posteriormente no ano de 1985 que é de concreto armado.

Catedral de Rio de Janeiro – detalhe da estrutura nervurada externa
Fonte: fotografia Jorge Villavisencio (26-01-2011)

Poderíamos iniciar sobre a sua localização em relação à cidade, é evidente que o edifício numa escala que surge num contexto urbano que não e comum as outras edificações (referencial formal da obra), mais seu recuos laterais liberam certo ar de interdependência – outorga respiro – alem e claro de uma imponência edificatoria, este se basa numa rotina feita através do tempo-espaço pela categoria: tipologia arquitetônica – segundo o arquiteto Edgar Graeff – quando diz: edifícios para o desenvolvimento – atividades religiosas e culturais (Graeff 1986:67-68), mais não só como uma atividade religiosa comum, porque ao final de contas tem a categoria edificatoria da Catedral, de uso netamente religioso, e como é obvio todas as cidades de menor ou maior dimensão tem seu edifício para o culto religioso, penso também que as dimensões (escalas) deste tipo de edifício têm uma relação direta com o desenvolvimento socioeconômico ou no vislumbramento a futuro da cidade que tem influência de suas regiões ou do conglomerado metropolitano. Então podemos resumir que sua organização espacial é central.

Catedral de Rio de Janeiro – implantação
Fonte: Google Earth (2010)

Si bem é certo que seu plano base horizontal e de forma circular, seu campo de força e verticalizada levando o edifício para o céu (em similitude da Catedral de Brasília de Niemeyer), esta relação da massa alem que de fato gera “rotação” – que a minha maneira de ver cria uma sensibilidade e ação de “movimento”, quiçá com a idéia de tirar um pouco o peso da massa volumétrica que nela leva. “... uma interpretação dinâmica do fenômeno nos permite compreender a "altura do céu", como o limite do campo de força decorrentes da arquitetura real, mas não pode ir além de certa distância...” (Arnheim 2001:25).

Catedral de Rio de Janeiro – detalhe da vista interna
Fonte: fotografia Jorge Villavisencio (26-01-2011)

Sobre sua forma se diz que vem de inspirações Mayas ou Astecas (México), mais tanto nas pirâmides egípcias o as mexicanas tem forma de “pirâmide” (estes tem arestas nas quinas), só para lembrar faço a minha critica de índole “formalista” – é minha busca e a representação da forma – então mais bem posso dizer que são sua “influencia platônica” da forma pura simples (este tipo de formas são muito interessantes como intuição – pareceria que a obra já fosse conhecida sem ter vista anteriormente), os sólidos platônicos tem essa virtude. A forma “cônica” da Catedral tem uma sustração em seu ápice (corte final). “O cone e o fruto do giro de um triangulo eqüilátero arredor de seu eixo vertical. Como o cilindro, quantos nos cones são apoiados numa base circular que é uma forma estável...” (Ching 2002:43). Assunto bem logrado porque entrega uma estabilidade que não só e no aspecto formalista, mais também de estabilidade de culto mágico-religioso.

Catedral de Rio de Janeiro – Escultura Marli Crespo Azeredo
Fonte: fotografia Jorge Villavisencio (26-01-2011)

Seus planos verticais são inclinados em forma arredondada dados pela forma cônica, este entrega à sua impressão de “continuidade” que são atributos das formas esféricas (cantos arredondados). Poderia se referir também à obra nos contextos históricos da arquitetura de atitudes de forma circular como as obras de Vila do Teatro Marítimo. Vila de Adriano, Tivoli, Itália (118-125 d.C.) ou a Planta para uma cidade ideal de Vicenzo Scamozzi (1615), ou no Hospital de Bernard Poyet (1786), ou na Catedral de Brasília de Niemeyer (1970), ou o Museu Northrhine-Wesfalia, Dussendorf na Alemanha projeto de James Stirling e Michael Wilford de 1975; são tantas obras que tem seus referentes platônicos circulares, alem que a forma cônica que gera rotação na Catedral irradia atração de dentro para afora, que e um efeito importante nos edifícios religiosos.

Catedral de Rio de Janeiro – detalhe interior
Fonte: fotografia Arq. Jorge Villavisencio (26-01-2011)

Na interpretação filosófico-religiosa “A arquitetura é o aspecto visual da historia... o neoplatonismo, formulado pelo conceito do infinito, rompe com a visão isolada do ser. Essa direção filosófica reflete-se na arquitetura da época helenística, e explica sua revolta contra a determinação volumétrica e plástica do templo grego o novo acento cenográfico” (Zevi 2009:142).
Si bem é certo como aprecia Zevi na busca de outras soluções arquitetônicas, que e o diferencial nesta obra da Catedral, a penso que a busca do mágico-religioso esta presente, que da evidencia no contexto da relação sujeito-objeto. Sem duvida esta foi logrado, tem como premissa este objetivo, e só passar pelos arredores do edifício e pareceria que tem como ímã que se chama a ver na sua essência visual da forma.

Catedral de Rio de Janeiro – na época da construção

Sem duvidas a obra da Catedral Metropolitana de São Sebastião de Rio de Janeiro nos imbui a uma reflexão sobre a arquitetura moderna no Brasil, considero que sua análise formal se sustenta na sua própria formalidade edificatoria – essência dos aspectos da sua espacialidade – alem que cria em si uma reflexão entre o significante que e o homem em relação aos aspectos funcionais de uso religioso, a escala utilizada na obra foi premeditada, mais concordo quando o mestre Oscar Niemeyer diz: “que obra tem que surpreender”, que neste caso o edifício cumpre sim esta expectativa, além que é relevante para a cidade de Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, 27 de Janeiro de 2011.
Arq. Jorge Villavisencio

Bibliografia

GRAEFF, Edgar; Edifício, Projeto Editores Associados: Vol.7, São Paulo, 1986.
CHING, Francis; Arquitectura: Forma, Espacio y Orden, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2002.
ARNHEIM, Rudolf; La forma visiual de la arquitectura, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2001.
ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.


jueves, 13 de enero de 2011

Desastres naturais: historia urbana de Lima do século XVIII

Processo de reconstrução ante os desastres naturais das cidades de Lima e Callao do século XVIII.
Critica: Arq. Jorge Villavisencio


O mapa conceitual apresentado embaixo, representa a síntese do pensamento político cultural da cidade de Lima e Callao no século XVIII, este baseado nos acontecimentos do “desastre natural” do grande terremoto no dia 28 de Outubro de 1746 que desbasto as cidades, como é evidente as incertezas corre nas veiais nas estruturas das cidades ante tais eventos dos “riscos e desastres” que se produzem de forma natural. A cidade não estava preparada ante tais eventos, e o sofrimento e o terror campeia nas esferas de ação do ser humano. Acho firmemente que umas das formas de olhar para as cidades e suas regiões são através de tais eventos, si bem e certo que estes acontecimentos na maioria das cidades não estão preparados, mais a historia da arquitetura e o urbanismo tenta entender estes fatos, porque ao final de contas somos os arquitetos e urbanista que projetamos e construímos edifícios e cidades, mais de jeito maneira não nos excluímos das nossas responsabilidades o que acontece “é que teríamos que reformular toda a concepção de fazer cidades começando deste o planejamento urbano e regional, ate a forma de construção ou reconstrução do ambiente urbano”, que é uma tarefa que deve ser vista de forma “multidisciplinar”. Na minha maneira de ver si nos utilizamos de forma analógica os acontecimentos na Lima do século XVIII, podemos ver que a forma de fazer “reconstrução” do ambiente urbano, além que nasce dentro das esferas políticas “quiçá como desespero”, mais também se cria uma consciência cultural, que isso tem um “valor agregado”, porque pareceria que todas as discórdias sumissem antes tais eventos, é só existe uma corrente direta e consensual que é a “reconstrução”.

Mapa Conceitual sobre a reconstrução de Lima e Callao do século XVIII – Arq. Jorge Villavisencio Lima FAUA/UNI/2008

Goiânia, 13 de Janeiro de 2011
Arq. Jorge Villavisencio.